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Urban Forestry in Teresina

No documento Cinco cidades que nasceram arborizadas (páginas 52-55)

Abstract: Teresina was founded in 1852 to become the new capital of Piauí, being the first planned capital in Brazil. The city had its urban core implemented on the banks of the Parnaíba River, which divides the states of Piauí and Maranhão. The urban core was proposed with an orthogonal layout, with an expansion orientation on the West-East axis, towards the other river that would cross the city, the Poti River.

In this layout there was already the proposal of large squares. The urban nucleus of the capital became the current downtown with a network of nine squares. Teresina acquired the codename “Green City” due to the extensive urban forest, with the squares in the Centro district as reference points, due to the important activities in the surroundings. During the first decades, the surroundings of the squares had public buildings, such as the City Hall, churches, markets and theaters. Over the years, upper-class houses were built in the surroundings or nearby, reinforcing the status. More recently, the surroundings of the squares have given way to public buildings and commercial buildings, such as banks and large stores. The squares remained in a socially and economically valued location. In recent decades, different factors have contributed to the decrease of urban forestry as a significant element in the landscape. Land occupation with high constructive density, road projects with high waterproofing and illegal occupation were some of them; even though the city would gain other squares and environmental parks. At the same time, the wooded spaces were addressed in the municipal Master Plans in order to recognize them as environmentally important, but without effectively promoting the creation of similar spaces in the capital. The municipal Master Plans created zoning instruments in order to safeguard and enhance areas of relevant environmental interest, such as squares,

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José Mário Pacheco Júnior environmental parks, riverbanks and some roads. However, the practical result of these strategies was the maintenance of urban forests concentrated in these spaces and in areas unsuitable for urbanization. Teresina gained environmental parks, but these became pockets of green areas unconnected to other urban green spaces, except in specific cases. Some portions of the riverbanks were occupied and urbanized, however, keeping these spaces as symbols of vegetated areas, from the central areas to the urban edges. Thus, in addition to squares, parks and riverbanks, the urban forestry in the current urban structure includes, in general: areas of environmental fragility, unsuitable for urbanization, such as valley bottoms, slopes and margins of small bodies of water; in the areas of consolidated densification, the lot backs, empty lots and central medians of the main roads; and in the urban edge areas, the back of empty lots and lots, especially due to the low constructive density.

Keywords: Urban forestry; urban development; urban history; landscape; Teresina (PI).

Introdução

A arborização urbana compreende a reunião de indivíduos e conjuntos arbóreos presentes em uma cidade. Arborização de acom-panhamento viário – como canteiros e rotatórias –, parques, praças, jardins e vegetação ribeirinha são exemplos de espaços arborizados presentes nas cidades que, individualmente ou em conjunto, contri-buem para o incremento da paisagem urbana e oferecem benefícios diversos ao ambiente urbano.

Inúmeros autores discutem os inúmeros benefícios trazidos pela arborização ao espaço urbano. Em seus trabalhos, Amato-Lourenço et al. (2016), Sanchotene (2004) e Steiner (2016), por exemplo, busca-ram identificar esses benefícios, dentre os quais pode-se citar: valori-zação paisagística e sinalivalori-zação de espaços; valorivalori-zação econômica lo-cal e do entorno; conforto térmico, sombreamento e resfriamento dos espaços; purificação e oxigenação do ar; equilíbrio da luminosidade, da umidade e da temperatura do ar; equilíbrio da umidade,

tempera-A tempera-Arborização em Teresina

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tura, permeabilidade e fertilidade do solo; influência no controle da velocidade dos ventos, na regulação do balanço hídrico e no controle do escoamento superficial da água de chuvas; proteção e filtragem de cursos d’água; promoção da biodiversidade e abrigo de fauna; amor-tecimento de ruídos; e controle de processos erosivos.

Os aspectos expostos validam a pertinência da inserção e ma-nutenção da arborização em meio urbano, especialmente no Brasil, com um contexto de urbanização extensiva já desde a metade do sé-culo XX, muitas vezes em discordância com a preservação do meio ambiente, resultando, entre outras ocorrências, na supressão de vegetação no espaço urbano, observada cada vez mais comum nas cidades brasileiras atualmente (PACHECO JÚNIOR, 2020; VILLA-ÇA, 1998). Isto ressalta a necessidade de discutir a cultura da arbori-zação urbana e as estratégias, planos e projetos orientados à inserção e manutenção de espaços arborizados em meio urbano, assim como investigar as motivações de projetos e benesses adquiridas a partir da arborização das cidades, além da historiografia de cidades que já nasceram arborizadas, tendo esses espaços já sido previstos em seus projetos de concepção.

Ciente do incremento que a arborização promove à paisagem e dos inúmeros benefícios que ela oferece ao ambiente urbano, este capítulo busca discutir o papel desempenhado pela arborização na implantação de uma cidade planejada e como esta arborização tem se apresentado no decorrer da evolução urbana local, tendo como objeto de estudo a cidade de Teresina, capital do Piauí.

Adquiriu, inclusive, o codinome de “cidade verde” em deter-minado momento de sua história, devido a grande quantidade de

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José Mário Pacheco Júnior espaços arborizados, em especial as suas praças, Teresina possui mais de 70% de suas vias públicas dotadas de arborização e diversos parques e praças (IBGE, 2021). Entretanto, a cidade vem enfrentan-do uma redução na quantidade de área arborizada e uma política de desincentivo à manutenção de seus espaços verdes, quando se analisa a manutenção dos espaços arborizados em escala urbana.

O presente capítulo não pretende relatar a motivação da im-plantação ou caracterizar extensivamente cada espaço público ana-lisado, mas discutir a importância desses espaços na construção da imagem da cidade de Teresina enquanto “cidade verde” e, especial-mente, oferecer uma ideia de como a arborização urbana se apre-senta na cidade, na atualidade. Partindo de uma historiografia breve da implantação da capital piauiense, traz-se a análise de imagens de acervos públicos que retratam os espaços públicos, observando como a arborização se apresentou nestes, para a construção de um cenário histórico do verde nas primeiras décadas da cidade. Adian-te, são apresentados dois relevantes Planos Diretores municipais e suas diretrizes correlatas ao meio ambiente, assim como imagens aéreas da cidade de Teresina na atualidade, para que se discuta como o planejamento urbano se comportou diante da manutenção da arborização urbana e como esta se apresenta nos dias de hoje.

A Fundação de Teresina e as Praças do Bairro

No documento Cinco cidades que nasceram arborizadas (páginas 52-55)