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URUAÇU, SOBREVIVENTES E DESCENDENTES (III)

No documento Notícias genealógicas do Rio Grande do Norte (páginas 179-183)

Antes de tudo, façamos algumas correções no artigo anterior. No sexto parágrafo, o esposo de Catharina (ou Catherina) é Manoel Rodrigues Santiago, como consta em parágrafos anteriores. No parágrafo oitavo a frase é ”Esse Junior aparece no documento...”

No livro “História da Fortaleza da Barra do Rio Grande”, de Hélio Galvão, está escrito que Joris Garstman “em 1639 acom- panha a Recife os escabinos do Rio Grande, Estevam Machado de Miranda e Manoel Rodrigues Pimentel, seu concunhado, levando-o à presença do Supremo Conselho, para denunciar as extorsões e insuportáveis violências de Rabe”. Não sei que providências o Conselho tomou, mas, com certeza, Rabe esperou até 1645 para se vingar, matando Estevam e João Lostau, sogro de Joris Garstman e de Manoel Pimentel. Este último não sei que destino tomou ou se foi poupado de alguma forma, pois, não há maiores referências a ele, posteriormente.

Meu interesse por Uruaçu começou quando descobri que parte da minha família vinha da região que compreendia Utinga, Santo Antonio do Potengi, São Gonçalo e Jundiaí. Vamos, pois, aos fatos. Os irmãos Miguel Francisco da Costa Machado e Vicente Ferreira Xavier da Cruz, dois irmãos que eram meus trisavôs, lá de Angicos, eram filhos de Francisco Xavier da Cruz que casou na Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres e São Miguel da Vila de Extremoz, com Lourença Dias da Rosa. Lourença era filha de Antonio Dias Machado, filho de João Machado de Miranda

e Leonor Duarte de Azevedo. Este último casal carrega os mes- mos sobrenomes de outro casal, que faz parte do documento de Manoel Maurício Correa de Sousa “Memória da família de Utinga”, Margarida Machado de Miranda e Manoel Duarte de Azevedo. Em artigo anterior, escrevemos que Margarida era filha única do mártir de Uruaçu, Estevão Machado de Miranda. Essa coincidência de sobrenomes, a presença constante de descendentes de Estevam Machado de Miranda nos casamentos ou batismos dos descendentes de João Machado de Miranda, além dos lugares comuns onde conviveram, estão me levando a buscar o elo entre esses dois Machado de Miranda.

João Machado e Leonor Duarte tiveram uma filha de nome Catherina Duarte de Azevedo, mesmo nome de uma filha de Margarida Machado de Miranda e Manoel Duarte de Azevedo. As testemunhas do casamento de Catherina, filha de João Machado e Leonor Duarte, em 25 de janeiro de 1734, na Capela da Utinga, foram Catherina, filha de Margarida e Manoel Duarte, seus filhos sargento-mor Antonio Rodrigues Santiago e Elena Duarte, mulher do coronel Lourenço de Araújo, seu genro, o sargento-mor Salvador de Araújo Correa, casado com Isabel Rodrigues Santiago, sua outra filha.

João Machado de Miranda e Leonor Duarte de Azevedo batizaram seus filhos Felizarda e João nos anos de 1706 e 1709, respectivamente nas capelas de São Gonçalo do Potengi e Nossa Senhora do Socorro da Utinga. João, posteriormente, João Machado de Azevedo, em 1743, casou com Maria Mendes da Sylva, na capela de São Gonçalo do Potengi. As testemunhas, neste caso, foram o capitão João Rodrigues Seixas casado com Joana Rodrigues Santiago, filha de Isabel Rodrigues Santiago e Rodrigo Alves Correa casado com Bernarda de Araújo Correa, outra filha de Isabel Rodrigues Santiago.

Outro filho de João Machado de Miranda e Leonor Duarte, Luiz Duarte Machado foi casar, em 1749, na Igreja de Santa Anna

da Aldeia de Mipibu, com Antonia Maria das Neves. Neste caso, os padrinhos foram João Machado de Miranda, pai do nubente e o sargento-mor Manoel de Sousa Jardim.

Em 1748, na Capela de São Gonçalo da Ribeira do Potengi, casou mais uma filha de João Machado de Miranda e Leonor. Desta vez foi Joana Machado que casou com Manoel Amorim. Os padrinhos foram João Rodrigues de Seixas já nomeado acima e José Rodrigues Santiago, este filho de Isabel Rodrigues Santiago, bisneta de Estevão Machado de Miranda e Bárbara Vilela Cid e, também, já nomeada acima. Outra filha de João Machado e Leonor Duarte, Theresa Dias da Rosa casou em 1742, na Capela de São Gonçalo do Potengi com Martinho Gomes Pereira, que veio menor de sete anos da Freguesia de São Bento de Porto Calvo. Dias da Rosa é o mesmo sobrenome de Lourença, esposa de Francisco Xavier da Cruz, como visto acima.

Não encontrei outros registros posteriores para Felizarda que foi batizada em 1706. Já Antonio Dias Machado, avô de Miguel Francisco da Costa Machado e Vicente Ferreira Xavier da Cruz, casou, em 1757, na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, com a viúva de Nicácio Duarte, Francisca Lopes Xavier, parente em segundo grau de consanguinidade, filha de Luiz Duarte de Azevedo e Lourença Lopes Xavier.

Pelas novas informações, colhidas até agora, são des- cendentes de João Machado de Miranda e Leonor Duarte de Azevedo, entre outros, o escritor Afonso Bezerra, capitão José da Penha, Monsenhor Júlio Bezerra, Monsenhor Lucilo Machado, Gonçalo José Barbosa, Mathildes Xavier da Cruz, Antonio de Sousa Monteiro, Promotor de Justiça Afonso Ligório e Ana Miriam Machado.

A falta de alguns documentos, referentes a alguns períodos, cria vazios que dificultam a busca de elos perdidos. Mas, vamos continuar a nossa busca.

Comentários

Fiz um artigo sobre Felizarda Coelho Marinho por desconfiar que ela pode ser Felizarda, filha de João Machado e Leonor Duarte de Azevedo.

URUAÇU, SOBREVIVENTES

No documento Notícias genealógicas do Rio Grande do Norte (páginas 179-183)