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Utilização de ambientes online

Capítulo V – apresentação e discussão dos resultados

1- Apresentação dos dados

1.1.1. Utilização de ambientes online

Compreender como as pessoas idosas utilizam a internet é o objetivo desta categoria, como subcategorias foram definidas as seguintes: início da utilização da

internet, expetativas criadas e ambientes utilizados.

Relativamente ao início da utilização da internet, constatamos que a maioria das participantes começou a utilizar a internet através das filhas:

“Quando a minha filha foi para Paris viver, comecei a usar (…) Ela antes de ir embora, ensinou-me a usar o skype” (E1).

“Comecei a utilizar a Internet através da minha filha (…) que me deu um computador velho e a partir daí eu comecei a brincar, ela ensinou-me a ver

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“Comecei a utilizar quando a minha filha, me tentou ensinar pela primeira vez, isto há coisa de 4 anos ou assim” (E8).

A entrevistada E2 começou a utilizar a internet através do marido, realçando a importância que ele desempenha para a sua aprendizagem.

“Comecei a utilizar por causa do meu marido que se inscreveu num curso de informática para idosos e depois convenceu-me a ir também (…) eu desde que casei com ele, foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, ele faz tudo para eu continuar a estudar ” (E2).

No caso dos restantes participantes, o início é relatado como fruto da iniciativa própria dos sujeitos, que manifestam já uma vontade em experimentar e aprender a utilizar esta tecnologia.

“Começámos na associação porque na altura eu não sabia nenhum outro sítio onde aprender” (E3).

“Eu queria aprender e queria comprar um computador para ligar-me à internet, depois quando recebi o computador finalmente pude faze-lo” (E4).

“Comecei a utilizar quando instalei a internet aqui em casa” (E6).

“Comecei num curso da associação dos idosos, há 3 anos mais ou menos, comecei por experimentar e gostei” (E7).

As expetativas criadas pelas pessoas idosas relativamente à internet são bastante positivas para o que esperavam encontrar e da sua utilização do computador.

“Esperava algo fácil de utilizar e de comunicar” (E1).

“Eu achava, mesmo antes de ter computador, que podia ser uma coisa útil para mim como gosto de aprender coisas novas.” (E3).

“Esperava encontrar um género de enciclopédia, muita informação para pesquisar sobre o que eu quisesse. Uma ferramenta que me fizesse aprender mais e melhor, e uma ferramenta para colocar os meus trabalhos acessíveis a mais pessoas”(E4).

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“Esperava que o computador que me ajudasse a passar o tempo e a distrair, ver e aprender coisas novas, esperava que a internet me ajudasse a estar mais entretida” (E1).

“Esperava encontrar algo que em facilitasse a vida (…) comprar coisas na internet, procurar, moradas, nºs de telefone era isso que eu esperava”(E7). “esperava encontrar muitas receitas, e aprende-las” (E8).

Encontramos em todas as entrevistas referências à vontade de aprender, aprender diferentes matérias, referindo-se a competências específicas de informática, aos seus interesses pessoais, mas também a aprendizagem numa perspetiva de desenvolvimento pessoal e de atualização do conhecimento.

“para aprender mais, aprender coisas novas, desenvolver-me” (E1). “Queria aprender a mexer no computador” (E2).

“Eu queria aprender e queria saber como, isso era o principal” (E3).

“O meu objetivo era estudar e aprender mais sobre os sítios que eu queria visitar” (E4) “aprender novas receitas para cozinhar”(E8).

A maioria dos participantes pretendia utilizar a internet como um meio para desenvolver projetos pessoais, que implicam a produção e partilha de conteúdos online.

“para fazer o meu blogue e colocar os meus vídeos e fotografias, gostava de fazer um género de portefólio online, com as minhas músicas, os meus vídeos” (E4).

“Passar receitas e fazer livros de receitas, que estou a fazer um para minha neta” (E5).

“um site e uma forma de divulgar o meu trabalho” (E6). “escrever as minhas memórias” (E7).

“fazer o meu blogue” (E8).

Em duas das entrevistas encontramos expetativas negativas e algum desconhecimento sobre a internet.

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“Sei lá, eu esperava uma coisa diferente, e muito difícil, porque não sabia nada de nada, pensava que era uma máquina que fazia as coisas por nós, que nós carregávamos nos botões e o computador fazia coisas” (E2).

“Esperava encontrar uma coisa muito difícil e pensava que não conseguia fazer nada no computador” (E8).

As respostas dos entrevistados espelham o que fazem na internet, que tipo de utilização desenvolvem nos sítios por eles relatados e de que forma se apropriam da rede, da informação e dos programas existentes. Os sítios da internet utilizados pelos participantes são vários, mas todos os sujeitos utilizam o motor de busca Google.

“procuro receitas para novos pratos”(E8).

“procuro coisas que me interessam”(E7, E4 e E2). “Procuro no Google os assuntos do dia” (E6). “procuro coisas para estudar guitarra” (E3). “procuro músicas, principalmente fados” (E5).

O correio eletrónico e as ferramentas de comunicação síncrona com chat e videoconferência são utlizados para a comunicação com familiares e amigos.

“falo com algumas pessoas da família” (E1). “falo com amigos ou com o meu filho” (E2). “vídeo-conferências com amigos” (E4, E6).

Todos os participantes utilizam a rede social facebook, e quando utilizam as redes sociais a comunicação é alargada a outras pessoas fora do seu círculo de amigos que entretanto vão conhecendo na internet e com as quais mantêm contacto e fazem amizades.

“vou ao Facebook”(E1, E5, E7).

“Quando ligo o computador, ligo o facebook fico lá um bom bocado a ver as coisas, vou vendo, às vezes ponho lá as fotografias das roupinhas que eu faço para minha neta, os casaquinhos” (E2).

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“jogo no facebook” (E8).

A ferramenta de partilha de conteúdos youtube é igualmente referida por todos os entrevistados.

às vezes procuro músicas, principalmente fados “(E). “vejo vídeos, oiço música”(D).

e quatro entrevistas mencionam também utilizarem o Blogue, nomeadamente os entrevistados E4, E5, E6 e E8.

“escrevo no meu blog” (E8).