2.4. C OMPORTAMENTO MECÂNICO
2.4.3. V ARIAÇÃO COM O ÍNDICE DE VAZIOS
Felt (1955), tal como citado por Foppa (2005), concluiu que o aumento da densidade da mistura compactada gerava uma significativa redução das perdas de massa em amostras submetidas a ensaios de durabilidade, em especial nos solos siltosos e argilosos. Par
exponencial da resistência à compressão uniaxial com o aumento da densidade da mistura, se constante o teor em água.
Nos ensaios de compressão uniaxial que realizou, Foppa (2005) observou que a taxa de aumento da resistência, representada pela inclinação da recta de ajuste da relação
com o aumento a massa volúmica do solo. O aumento verificado demonstra que a diminuição da porosidade da mistura resulta num aumento da efectividade de cimentação,
pelo aumento do número de contactos estabelecidos entre as partículas de forma a permitir que o cimento actue em mais pontos (Consoli
Adicionalmente, concluiu também Foppa (2005) que a redução da porosidade se traduz
substanciais de resistência, tendo os seus resultados demonstrado que uma redução de 8% da porosidade do solo implicavam num aumento de 2,6 vezes da resistência à compressão uniaxial (RCU) e ainda progrediam de forma exponencial (
Figura 24.3 – Variação da resistência à compressão uniaxial em relação à porosidade do solo
O mecanismo através do qual a redução na porosidade influi no aumento do solo
todo alheio à existência de um maior número de contactos, maior intertravamento entre as partículas do solo e ainda maior atrito a ser mobilizado entre as tensões aplicadas.
Lanarch (1960) verificou que durante a compactação dos solos
integralmente o ar do sistema pelo que a resistência não pode ser correlacionada com o factor água/cimento, uma vez que este apenas se aplica a materiais nos quais o ar tenha sido integralmente expulso, encontrando-se os vazios existentes preenchidos por
Lanarch (1960) utilizou areia fina misturada com argila pulverizada (proporção de nove partes de areia para uma de argila) e percentagens de cimento de 5,3%, 11,1% e 17,7%, em relação ao peso do solo seco. Para cada percentagem de cimento, efectuaram
flexão de vigotas, moldadas em diferentes teores em água e massas específicas, aparentemente secas, determinados a partir das curvas de compactação das misturas de solo e cimento.
Avaliação de módulos de distorção dinâmicos em misturas de solo-cimento com recurso a métodos ultra-sónicos de impulso no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier
DE VAZIOS
Felt (1955), tal como citado por Foppa (2005), concluiu que o aumento da densidade da mistura compactada gerava uma significativa redução das perdas de massa em amostras submetidas a ensaios de durabilidade, em especial nos solos siltosos e argilosos. Para além disso, observou um aumento exponencial da resistência à compressão uniaxial com o aumento da densidade da mistura, se
Nos ensaios de compressão uniaxial que realizou, Foppa (2005) observou que a taxa de aumento da ia, representada pela inclinação da recta de ajuste da relação RCU e teor de cimento cresce com o aumento a massa volúmica do solo. O aumento verificado demonstra que a diminuição da porosidade da mistura resulta num aumento da efectividade de cimentação, que poderá ser explicado pelo aumento do número de contactos estabelecidos entre as partículas de forma a permitir que o cimento actue em mais pontos (Consoli et al., 2005).
Adicionalmente, concluiu também Foppa (2005) que a redução da porosidade se traduz
substanciais de resistência, tendo os seus resultados demonstrado que uma redução de 8% da porosidade do solo implicavam num aumento de 2,6 vezes da resistência à compressão uniaxial (RCU) e ainda progrediam de forma exponencial (vide Figura 24.3).
Variação da resistência à compressão uniaxial em relação à porosidade do solo 2008; adaptado de Foppa, 2005)
O mecanismo através do qual a redução na porosidade influi no aumento do solo-
existência de um maior número de contactos, maior intertravamento entre as partículas do solo e ainda maior atrito a ser mobilizado entre as tensões aplicadas.
Lanarch (1960) verificou que durante a compactação dos solos-cimentados não se consegue expulsar integralmente o ar do sistema pelo que a resistência não pode ser correlacionada com o factor água/cimento, uma vez que este apenas se aplica a materiais nos quais o ar tenha sido integralmente se os vazios existentes preenchidos por água. Num estudo por si realizado, Lanarch (1960) utilizou areia fina misturada com argila pulverizada (proporção de nove partes de areia para uma de argila) e percentagens de cimento de 5,3%, 11,1% e 17,7%, em relação ao peso do solo ntagem de cimento, efectuaram-se numerosos ensaios de compressão axial e flexão de vigotas, moldadas em diferentes teores em água e massas específicas, aparentemente secas, determinados a partir das curvas de compactação das misturas de solo e cimento.
sónicos de impulso
Felt (1955), tal como citado por Foppa (2005), concluiu que o aumento da densidade da mistura compactada gerava uma significativa redução das perdas de massa em amostras submetidas a ensaios a além disso, observou um aumento exponencial da resistência à compressão uniaxial com o aumento da densidade da mistura, se
Nos ensaios de compressão uniaxial que realizou, Foppa (2005) observou que a taxa de aumento da eor de cimento cresce com o aumento a massa volúmica do solo. O aumento verificado demonstra que a diminuição da que poderá ser explicado pelo aumento do número de contactos estabelecidos entre as partículas de forma a permitir que o
Adicionalmente, concluiu também Foppa (2005) que a redução da porosidade se traduz em ganhos substanciais de resistência, tendo os seus resultados demonstrado que uma redução de 8% da porosidade do solo implicavam num aumento de 2,6 vezes da resistência à compressão uniaxial (RCU)
Variação da resistência à compressão uniaxial em relação à porosidade do solo-cimento (Carneiro
-cimento não é de existência de um maior número de contactos, maior intertravamento entre as partículas
cimentados não se consegue expulsar integralmente o ar do sistema pelo que a resistência não pode ser correlacionada com o factor água/cimento, uma vez que este apenas se aplica a materiais nos quais o ar tenha sido integralmente água. Num estudo por si realizado, Lanarch (1960) utilizou areia fina misturada com argila pulverizada (proporção de nove partes de areia para uma de argila) e percentagens de cimento de 5,3%, 11,1% e 17,7%, em relação ao peso do solo se numerosos ensaios de compressão axial e flexão de vigotas, moldadas em diferentes teores em água e massas específicas, aparentemente secas,
Avaliação de módulos de distorção dinâmicos em misturas de solo
no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier
Larnach (1960) utilizava a relação
#{ #|}
=
#~ 7~ E #~ d~D~
Segundo Larnach (1960) o uso deste tipo de dosagem e controlo da execução de misturas do solo
A Figura 24.4 ilustra os resultados dos ensaios de compressão uniaxial das amostras de solo hidratadas previamente, durant
vazios/cimento. Para obter estes resultados, foram realizados diversos ensaios de compressão uniaxial, com provetes moldados a três diferentes percentagens de cimento, variando apenas pa
delas a densidade e o teor em água da mistura.
Figura 24.4 – Relação entre o factor vazios/cimento e a resistência à compressão uniaxial (Larnach, 1960)
Posteriormente, Foppa (2005) verificou que existia uma razoável correlação entre o factor Larnach (1960) e a resistência à compressão uniaxial do solo
variação da RCU em relação às grandezas do volume de vazios e do volume de cimento são substancialmente diferentes. De forma a uniformizar essas
volume de cimento, uma potência de 0,28, obtendo uma melhor compatibilização dos resultados. Concluiu, portanto, que o expoente a utilizar deveria ser a função do tipo de solo.
Apresenta-se, de seguida, a Figura
parâmetro criado por Foppa (2005) relacionado com a porosidade e o teor em cimento.
Avaliação de módulos de distorção dinâmicos em misturas de solo-cimento com recurso a métodos ultra
no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier
nach (1960) utilizava a relação #/< que pode ser definida pela seguinte expressão:
EtáV" <D~
Segundo Larnach (1960) o uso deste tipo de relação pode revestir-se de significativa utilidade para dosagem e controlo da execução de misturas do solo-cimento em campo.
A Figura 24.4 ilustra os resultados dos ensaios de compressão uniaxial das amostras de solo
hidratadas previamente, durante sete dias, que se caracteriza por um bom ajuste dos dados à relação vazios/cimento. Para obter estes resultados, foram realizados diversos ensaios de compressão uniaxial, com provetes moldados a três diferentes percentagens de cimento, variando apenas pa
delas a densidade e o teor em água da mistura.
Relação entre o factor vazios/cimento e a resistência à compressão uniaxial (Larnach, 1960)
Posteriormente, Foppa (2005) verificou que existia uma razoável correlação entre o factor
Larnach (1960) e a resistência à compressão uniaxial do solo-cimento compactado e que as taxas de em relação às grandezas do volume de vazios e do volume de cimento são substancialmente diferentes. De forma a uniformizar essas taxas, Foppa (2005) aplicou sobre a taxa de volume de cimento, uma potência de 0,28, obtendo uma melhor compatibilização dos resultados. Concluiu, portanto, que o expoente a utilizar deveria ser a função do tipo de solo.
se, de seguida, a Figura 24.5, referente à relação resistência à compressão uniaxial e parâmetro criado por Foppa (2005) relacionado com a porosidade e o teor em cimento.
cimento com recurso a métodos ultra-sónicos de impulso no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier
que pode ser definida pela seguinte expressão:
(24.1)
se de significativa utilidade para
A Figura 24.4 ilustra os resultados dos ensaios de compressão uniaxial das amostras de solo-cimento e sete dias, que se caracteriza por um bom ajuste dos dados à relação vazios/cimento. Para obter estes resultados, foram realizados diversos ensaios de compressão uniaxial, com provetes moldados a três diferentes percentagens de cimento, variando apenas para cada uma
Relação entre o factor vazios/cimento e a resistência à compressão uniaxial (Larnach, 1960)
Posteriormente, Foppa (2005) verificou que existia uma razoável correlação entre o factor exposto por cimento compactado e que as taxas de em relação às grandezas do volume de vazios e do volume de cimento são taxas, Foppa (2005) aplicou sobre a taxa de volume de cimento, uma potência de 0,28, obtendo uma melhor compatibilização dos resultados. Concluiu, portanto, que o expoente a utilizar deveria ser a função do tipo de solo.
tência à compressão uniaxial e o parâmetro criado por Foppa (2005) relacionado com a porosidade e o teor em cimento.
Avaliação de módulos de distorção dinâmicos em misturas
no domínio do tempo e registos de modos de ressonância por análise espectral de séries de Fourier
Figura 24.5 – Relação do factor vazios/cimento expressa em termos de porosidade e de teor volumétrico de
A relação vazios/cimento (7⁄ ) pode ser expressa de forma mais tangível através da utilização, em < alternativa ao volume de vazios, da porosidade do material expressa em percentagem do volume total e, ao invés do volume de cimen
percentagem do volume total. Verifica
qualidade do ajuste de dados, uma vez que são proporcionais às apresentadas anteriormente (Co et al., 2005).