b
35Como 0
que se p
6deadmitlir a
influenciopaterna para
certosestados morbidos
conslitucionaes ,
paraas
analogias physicase moraes , sem
admitlirpara a syphilis ,
molestia essenciolmenle chron ica, que
impregna lodoo
organ ismo ?
Negaressa hernnga 6
negar a evidencia
dos factos.
# Reaimente
n
&o se
pdde tiraroutra conclusfio
,e
6a
observaggoclinica
que nos
vein dizerque a
influenciapaterna na
transmis-s
5o
da syphilis & Lima Lristerealidade
. Ifeckere Murica
pre-sent am uma
estalistica de 65casos
de heranga syphilitica,
de queU8
devidos so a
herangapaterna .
Kassowitz
nos
dd duasestatisticas cu
:jas observngues datam de 15an nos
, A primeira 6 composta de 4iX)creangas , e tem
observodoque a
syphilis dopae se
transmitteno
filho semat
-tingir
a
mfie, na
metade doscasos .
Uma outra 6 de 118casos
e
Kassowitz conclueque a
herangopaterna
existe 43vczes
sobre 76
.
Fournier
,
depois deapresentar numerosos
factos, conclue :
v Sendo dado
um
marido syphilitico deum lado e
deoutro uma
mulhersa
,
hatoda a
probabilidadepara que a creanga
nascidadease
par
seja isenla desyphilis .
» Isto sti prova quea
berangapaterna
nfio 6fatal .
Uma primeira serie de factos, o
obortoea morte
do felonos
veniprovar cabalmente a influencio
da syphi-lis
paterna
sobreo desenvolvimento
do feto, que , nao
podendosustentar a
lutacom um
ngentetoo
poderoso, acaba morrendo in utero .
Felizmente asciencia esld hoje hemconvencida de se
-melhonte facto
.
Assim,
muitasvezes vemos uma moga robusla esadla ,
quenuncaopresenlouo menor
indicio de syphilis, casar e ,
tomondo- se
gravida, ser
felizate o
terceiro,
quartoe mesmo
sexto mez
da gestogao:
possadaessa
epoca, sem se saber o
motivo
, ve - se morrer o
producto da concepgOoe provocar
logoo
oborto
; uma
segunda,
terceiro, quarto
gravidez sobreveme a
mulher
nbortasempre .
A interrogagSo mirmciosae o exame
*
>
\j l V H 9 v
I
36
cuidadoso
da mullier nadanos revelam ;
serduma predisposlQSo
inherenteno individuo ,
tmia susceptibilidade particular doutero,
que impede
o
producto daconcep
^ ao do
attingirum desenvolvi
-men to com
pieto
edeehegarA maturidade ? Essn hypothese, que
bem
se
pdde dar einoutros casos, uao tem razao
deser nos
factosf
*
quenos
referimos, porquanto a ohservncfio tem
mostrado q^
iealgumas dessas
mulheres
sujeitasa continuos abortos ,
6s vezes
jd tiveram fillios robustos
e a termo , com um
primeiro marido:
donde podemos eoncluir
com
Jacquemler— que devemos
fazerentrar em linha
deconta a hertmca paterna
corrohorando ainda,
para provar
quoo pne
6causa desses abortos , os
subsequentespartos
felizese n termo ,
apdster se submettido a um tratamento
especifico,
Nclo pddehaver aqui
umo
simplescoincidencia entre a
syphilis dopoe e o
aborto da mSe; observe cues
bem precisas demonstramser a morte
do feto devida d syphilis do paee nuo a outrn causa .
Quando
a
prenhez chegaa termo , o
feto pddenascer com ma
-nifeslacdes
syphiliticas.
Algumas
vezes se
apresentam sfiosna
apparencia, porem as
erupgOes sobrev
& m em
alguns dias npdso
nascimento; outras
vezes os accidentes
syphiliticosapparecem
muitassemonas e mesmo mezes
depoisdo
nascimento.
Roger chegou u seguinte
conclusao , em
1IScasos :
ct Asy
-philis
dc
lieron^ o
paternase
opresentavanos
primeirosmazes
da vida; em
217, antes
defindo o
3° mez .
»A syphilis
paterna ainda
produzentre os recem -
nascidosum
estado particular
que os expoe a molestias
diversasegraves
*Esses
pequenos seres nascem cacheticos , coberlos
deuma
pelle longa
, que se
enrugae
Ihes d&o aspecto
depequenos velhos .
Sua frnqueza 6
extrema , n
&o
tendo forea paraamamentnr - se ,
cessando de viver algum tempo depois
, por ser sua
les&o
incom-pativel
com a vida ,
por insufficiencyftmccional de seus
org&os .
V 191230
ft
37
Essas
creangas
&s vezes nascem em condigOes do consideral - as
viaveis
,
enlretantomorrem,
muitasvezes , subitamenle ,
gemquesepossa
explicaressa morte
, Sam tambem predisposlasa
affecgtfes do systema
nervoso, e
muitasdellas morrrem
decon
-vulsoes e
meningites.
*
Pelotratamento , raras vezes
podemcurar - se , porum perma
-necem
idiotas.
Parece
,
pois, inciiscutivel a
influencia feticido quo p
6deter a syphilis
do pae sobreo
producto daconcepg
&o
-A eslatistica de Fournier
,
paraprovar os casos
doaborto
devidos h syphilis domarido ,
6 de 103 prenhezes, em
que 41ter
-minaram
peloaborto ,
oque dduma
porcenlngem de 30% .
Para
os casos de
morle, eisa
estatistico de403
prenhezes—
288 vivos
,
i 15mortos
,o que dd
28% de mortos
.Assim , con clue
Foamierque ascreangas morrem devido a
syphilis
paterna na propornao
de 1para
4.
A heranga
paterna diminue com o
tempo,
detal sorte ,
quenm
pae syphrlitico Lem muita probabifidade deengendrar
filhossuos, se a
affecgSo 6 de data antiga.
Concluimos ,
pois, que a
syphilis dopae tern umn
acg$o
in-eontestavel
sobre a
prenhez; porque , como
hemfaz ver Borreau ,
numerosos sam os
factosem que o pae
seudo syphililicono mo
-men to do sen casamento ,
nesposa tern urn
primeiroaborto
ovular,
depois
am
aborto embryonario.
0medico
,sendo consultado ,
prescreve - Ihe urn tratamento
mercurial: a
principioa mulher tem
ainda
am parto
prematurae os que se
seguemsum a tenno .
Os perigos para
o individuo que casa - se , com ontecedentes
sypiiililicos, nuo param
ahi;
pois, como
jadissemos ante
*riormente , a trnnsmissSo
dn syphilis &esposa
6 quasiinevitovel ,
sejo
por
contngiodirecto ,
seja procreando am filho syphilitico, Teremos cnluopae e m
5e
syphiliticos,
quol surda
sorle do filho?
Qtrnndo
o
mfle ea
unica syphilitica,o aborto
£ quasia regra ,
*
I
\ J
38
'
quando 6
o pae
,mui
frequentementese
di\o parto prematuro
,et
sendo
os
dons syphiliticus, as melhores
condigOesse
achamre
*unidas para a hereditnriedtade ; porque , ao
ladodeurn ovulo
syphi-litico
,
vein- se
juntar um espermatosoide nas mesnaas
eondigoes,e e nesse caso que
Peter chama hermiga biparental de factores convergentes.
Tstose
applicaaos easos era que os paes se acl
)« m
nos dous
primeiros periodosda syphilis;
pois.
quantooo
perlodoterciario
, o
facto & mais duvidoso,E’ preciso n£
o
exagerarmoso
facto;
vislocomo, mesmo que os paes
estejamno
periodo seeundario dasyphilis ,
podem n &o
procrear fatalmente urn
fllho syphilitico.
No
verdade ,
agora, o
felo Lem duas probabilidades, cm vez
deuma ,
deser infectado ; n
3o
podemos, por
6m ,
conclmr daliiem
ahsokitoque isso
se
d&.
Quanto maisenvelhece a
syphilomalorea
robustez
dospees e
mellioro tratamento tem
sido,
maisas
probtubilidades
de preservagSo augmentampara a creangn .
Com effeito,
6 de observagSo frequente
ver - se em
mulherescontaminadas por
sens
maridosas
primetras prenhezes terminarem pelo aborto, em
uma
segunda gravideznascerem creangas
svphiliticasno
fimdo periodoseeundario , para
depois, no momento
da evolugaodo syphilisterciaria , nascerem creangas s
&s
* E1 verdodeque
tston
&o
constitue regrn geral
e,
pelo contrario,
6 frequenteobservarmos
ap6s
nascimentos decreangas s
3s ,
viremoutras
syphiliticus.
Fournier opresenta
urna
estatistica desuu
clinica civil,
obtida por conseguinteem
condigoes especiues, porque a
gravidade da lesflotem
encontradofactores
denttenuag
5o
,como
sejam, hygiene,
intelligencia
e cuidados
medicos,De LOO
mulheres syphilLUcos,
tendo recebido
a
quasi tytalidade d \ syphilisde seus
maridos tiveram 208 prenhezescom os
seguintesrestiltados
;Filhos
vivos ,o
mortos
*
GO148 20S
v / 1
^ 93
1 » -
39-Uma
outra estatistica
do Dr, Le Pileur, no
hospital Lourcine,
entre
4L 4 prenhezes,
154Lerminaram , ora
pelo oborto, ora
pela expolsSo do fetojdmorto .
Reibemont
Dessaignes,
professor substituto daFnculdade
de Pariz,
citaumo
observa^
So deumo
mulhersyphiliticaque , tcndo rgcebido a
syphilis deseu
maridoe
nfiose trotando , teve
19 pr&-nhezes