Este capítulo apresenta como foi feita a validação do software educativo desenvolvido na disciplina de estágio do curso de Licenciatura em Computação. 4.1. Plano de Ensino
A seguir segue o plano de ensino da turma em que foi validado o software educativo.
Identificação da turma:
Série: Ensino médio – manhã Turma: Curso técnico em mecânica Data: 20/11/2009 Horário: 7h e 30 min. Às 12h. Objetivos:
Explorar todas as atividades propostas no software educativos disponíveis, através das telas contemplando a área de higiene e segurança.
Proposta de atividades:
Individualmente, os alunos irão ocupar os computadores onde já estará disponível o software educativo, tendo que clicar sobre o ícone do início do software educativo. Navegarem pelo tutorial, jogos, dicas, vídeos e quizz.
Após a utilização em grupo conversaram sobre o que acharam de mais interessante sobre o mesmo e quais as dificuldades encontradas.
Recursos:
Computadores em rede.
Relato da intervenção e reflexões:
Explicado para a turma de que forma realizar as atividades propostas neste software educativo, que primeiro fizessem uma leitura das telas, observassem o que desejam saber para depois clicar, para que não ficassem simplesmente testando sem entender o que estavam fazendo. A atividade proposta foi bem aceita pela turma, todos participaram. Através desta atividade o professor da disciplina de higiene e segurança observou que os alunos já estavam em um bom nível de conhecimento.
Identificação da turma:
Série: Ensino médio – tarde Turma: Curso técnico em mecânica Data: 20/11/2009 Horário: 13h. Às 17h e 15 min. Objetivos:
Explorar todas as atividades propostas no software educativos disponíveis, através das telas contemplando a área de higiene e segurança.
Proposta de atividades:
Individualmente, os alunos irão ocupar os computadores onde já estará disponível o software educativo, tendo que clicar sobre o ícone do início do software educativo. Navegarem pelo tutorial, jogos, dicas, vídeos e quizz.
Após a utilização em grupo conversaram sobre o que acharam de mais interessante sobre o mesmo e quais as dificuldades encontradas.
Recursos:
Computadores em rede.
Relato da intervenção e reflexões:
Explicado para a turma de que forma realizar as atividades propostas neste software educativo, que primeiro fizessem uma leitura das telas, observassem o que desejam saber para depois clicar, para que não ficassem simplesmente testando sem entender o que estavam fazendo. A atividade proposta foi bem aceita pela turma, todos participaram. Através desta atividade o professor da disciplina de higiene e segurança observou que os alunos já estavam em um bom nível de conhecimento.
4.2. Resultados Obtidos
A validação do software educativo ocorreu com a turma de mecânica do turno da manhã e tarde no dia 20 de novembro de 2009 têm 16 alunos em cada turma, na disciplina de higiene e segurança, cada aluno ficou com um computador.
Foi apresentado o software educativo aos alunos, de forma expositiva qual o objetivo proposta para validação do mesmo. Não deveriam apenas clicar nos botões para avançar e chegar ao final, mas observar cada tela para conversarmos no final da aula o que aprenderam com a utilização do software. Tendo como orientador e mediador (este que descreve o trabalho), apresentando o objetivo do software, interagindo com os alunos através de questionamentos buscando ajudá-los na resolução das atividades propostas.
Seria de grande auxílio se os alunos fossem encorajados a interagir, partilhar idéias, criticar uns aos outros em suas soluções e debater como fazer o quê. A interação entre os colegas pode facilitar a construção individual ao produzir conflito cognitivo e, assim, o desequilíbrio, ou seja, a motivação para a reconstrução do conhecimento existente. (WADSWORTH, 1997, p.189)
Na validação observou-se que os alunos tiveram facilidade na sua utilização. Esta questão é fundamental para um software, pois representa sua habilidade e capacidade em permitir que o usuário alcance facilmente suas metas de interação com, o sistema. Com o uso do software educativo, contribuir no processo ensino-
aprendizagem do aludo, fazendo associação de um ou vários conteúdos didáticos com um software que ensine e divirta ao mesmo tempo, obtendo-se prazer em explorá-lo praticando de maneira clara e objetiva os conceitos de segurança do trabalhador e sinalização de segurança.
Através do computador é propiciada a interação, a construção de idéias, propósitos e experiências, independente da distância em que estas pessoas se encontram. Com os softwares educativos mostra-se que a aprendizagem permite um acesso ao saber que é ao mesmo tempo denso, diversificado, personalizado e colaborativo.
Após a utilização todos os alunos tiveram que responderem quais foram às dificuldades encontradas na utilização do software, eles relataram que encontraram dificuldades em avançar a cada tela do Quizz em relação ao conteúdo que ainda não estava bem claro, sugeriram ser colocadas mais opções de consulta sobre o conteúdo, dicas, para então continuar com a atividade. Por outro lado acharam muito interessante assistirem aos vídeos e os jogos.
Para que o software educativo seja bom é necessários que os educandos sintam-se envolvidos e agentes desse processo. Para tanto, é indispensável sua participação na construção, utilização e validação. Buscou-se na concepção construtivista um referencial para analisar e fundamentar as ações que compõe esse desenvolvimento de software educacional. Acredita-se que “meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências”. (FREIRE, 1996, p. 77).
É necessária essa referência, pois são muitas as decisões na hora de planejar e no decorrer do trabalho de construção do software educativo. É preciso buscar entender o que acontece em sala de aula, o comportamento dos alunos e suas dificuldades.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para desenvolver este software educacional, foi preciso aprender uma ferramenta. Foi iniciado um grupo de estudo com colegas que também estavam fazendo o estágio, aprendeu-se flash através deste grupo conseguiu-se tirar as dúvidas e construir a ferramenta utilizando a aprendizagem de cooperação, onde um colega ajuda o outro e traz novas idéias para solucionar os desafios encontrados.
Constatou - se com este trabalho que o software educativo é uma grande ferramenta de auxílio para o professor, em todas as disciplinas tanto práticas como teóricas, onde o aluno consegue interagir com a ferramenta em busca de informações complementares a aula dada de forma tradicional.
Faz com que o aluno se interesse mais sobre o assunto e busque cada vez mais se familiarizar com o conteúdo, assim o professor consegue ter o retorno do entendimento do conteúdo dado, através da aplicação do software com os alunos.
Na disciplina de higiene e segurança, sendo uma disciplina somente teórica as coisas ficavam muito abstratas para o aluno por não ter ainda o conhecimento de segurança no trabalho, e a experiência com a utilização dos equipamentos de segurança como capacete, luvas, máscaras, cintos e etc.
Através do software educativo eles puderam visualizar os equipamentos necessários e obrigatórios para cada membro e assistirem vídeos sobre o assunto para testar seus conhecimentos adquiridos através do quizz e dos jogos.
Conseguiu-se alcançar o objetivo de desenvolver uma ferramenta de auxílio a disciplina, sujeita a implementação de mais conteúdos que podemos abrangir com a mesma, a partir no ano que vem, a direção da Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato, demonstrou interesse em implementar este software educacional e construir outros nas demais disciplinas tanto para o curso técnico como para o ensino médio.
REFERÊNCIAS
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ALMEIDA, Maria E. B. Educação projetos tecnologia e conhecimento. 1. ed. São Paulo: PROEM, 2001.
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CAMPOS, G. H. B. Como avaliar um software educacional.Rio de Janeiro: 2001. Disponível em: <http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main_artigo.asp codigo=331&pag=1>. Acesso em: 05 out. 2009.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação, cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo, UNESP, 2000.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
OLIVEIRA, Celina Couto de; Costa, J. W. Ambientes informatizados de
aprendizagem: produção e avaliação de software educativo. São Paulo: Papirus, 2001. 144 p;
OLIVEIRA, Celina Couto – Avaliação de Software Educativo – Tec. Educ, Rio de Janeiro- v.16 (77): 50-54, Jul./Ago 1987;
Projeto Político Pedagógico da Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato, 2005. PAPERT, S. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre RS: Artes Médicas, 1994.
PIAGET, J. (1950). A epistemologia genética. In: Piaget. Trad: Nathanael C. Caixeiro. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 1-64.Norma Regulamentadora de número 6 . Site do Ministério de Trabalho.Disponível em:
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentaDORAS/nr_06.pdf. Acesso em: 20 out. 2009.
VALENTE, J. A. A espiral da aprendizagem e as tecnologias da informação e
comunicação: repensando conceitos. In: JOLY, M. C. R. A. A Tecnologia no Ensino: Implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. cap. 1, p. 15-37.
VALENTE, José Armando - Computadores e conhecimento: repensando a educação. Campinas: Gráfica da Unicamp, 2ª edição, 1998;
VALENTE, José Armando - Análise dos diferentes tipos de Softwares usados na Educação - NIED - UNICAMP - E-mail: [email protected].
VALENTE, José Armando (Org) – O computador na sociedade do conhecimento. Campinas, SP: Unicamp/NIED, 1999;
ROCHA, H. V.; BARANAUSKA, M. C. C. Design e avaliação de interfaces humanas - computador. Campinas: NIED/UNICAMP, 2003.
WADSWORTH, Barry J., Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget. tradução de Esméria Rovai. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1997.