5.3 VALIDADE
5.3.3 Validade de constructo – técnica dos grupos conhecidos
Pela técnica dos grupos conhecidos, é determinado se o questionário se comporta de uma forma previsível, permitindo a diferenciação entre grupos que se espera que sejam diferentes por razões de mérito.
Nas tabelas 14 a 35, são apresentados os resultados da análise de validade do constructo pela técnica dos grupos conhecidos. Observa-se que o grupo de técnicos não foi incluído nessa análise, devido ao tamanho reduzido da amostra, sendo realizado somente análise descritiva das respostas desse grupo.
A tabela 14 mostra que os alunos de 4º e 5º ano apresentaram menor frequência de lavagem das mãos antes de colocar as luvas (inferior a 35%), não diferindo significativamente entre si (p>0,05). Os alunos do 3º ano, alunos de doutorado e professores apresentaram melhores frequências de lavagem das mãos (variando entre 47% a 80%), não diferindo entre si (p>0,05). Assim pode-se observar que a frequência de lavagem das mãos antes de colocar as luvas entre os alunos de 3º ano, alunos de doutorado e professores diferiram significativamente dos alunos de 4º e 5º ano (p<0,05). Com relação aos técnicos, 66,7% “sempre” lavam as mãos antes de colocar as luvas.
Tabela 14. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência com que lava as mãos antes de colocar as luvas (Questão 4).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Terceiro ano a 137 (47,7%) 43 (15,0%) 48 (16,7%) 21 (7,3%) 38 (13,2%) Quarto ano b 101 (34,1%) 55 (18,6%) 51 (17,2%) 34 (11,5%) 55 (18,6%) Quinto ano b 14 (24,1%) 11 (19,0%) 17 (29,3%) 5 (8,6%) 11 (19,0%) Doutorado a 15 (75,0%) 1 (5,0%) 2 (10,0%) 2 (10,0%) 0 (0,0%) Professores a 12 (80,0%) 1 (6,7%) 2 (13,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 2 (66,7%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
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Na tabela 15, pode-se observar que a frequência de lavagem das mãos entre os alunos de graduação foi melhor após a utilização de luvas, pois aproximadamente 50,0% “sempre” lavam as mãos após retirarem as luvas, não havendo diferença significativa entre os anos (p>0,05). Entre os alunos de doutorado e professores, a frequência de lavagem das mãos foi de 100,0%, diferindo significativamente dos alunos de graduação (p<0,05). Com relação aos técnicos 100% “sempre” lavam as mãos após retirar as luvas.
Tabela 15. Comparação entre os grupos para a questão sobre frequência de vezes com que lava as mãos após retirar as luvas (Questão 5).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Terceiro ano b 145 (50,5%) 38 (13,2%) 27 (9,4%) 41 (14,3%) 36 (12,5%) Quarto ano b 155 (52,4%) 35 (11,8%) 42 (14,2%) 29 (9,8%) 35 (11,8%) Quinto ano b 29 (50,0%) 3 (5,2%) 8 (13,8%) 7 (12,1%) 11 (19,0%) Doutorado a 20 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Professores a 15 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 3 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
As tabelas 16 e 17 relacionadas ao uso de máscara e luvas de látex, respectivamente, mostraram alta frequência de utilização desses itens de proteção individual entre todos os grupos. Com relação a essas questões, não foi observada diferença entre os grupos (p>0,05). Entre os técnicos, a frequência de utilização de máscara variou em 33,3% “sempre”, 33,3% “geralmente” e 33,3% “às vezes” usam durante a exposição radiográfica. Já com relação a frequência de utilização de luvas de látex 100% “sempre” utilizam.
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Tabela 16. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que utiliza máscara para fazer a exposição radiográfica (Questão 10A).
Grupos seguidos de mesmas letras não diferem entre si (p>0,05)
Tabela 17. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que utiliza luvas de látex para fazer a exposição radiográfica (Questão 10B).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano a 281 (97,9%) 2 (0,7%) 2 (0,7%) 0 (0,0%) 2 (0,7%) 0 (0,0%) Quarto ano a 283 (95,6%) 7 (2,4%) 1 (0,4%) 2 (0,6%) 3 (1,0%) 0 (0,0%) Quinto ano a 55 (94,8%) 2 (3,4%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (1,7%) 0 (0,0%) Doutorado a 18 (90,0%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Professores a 15 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 3 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de mesmas letras não diferem entre si (p>0,05)
A tabela 18 mostra a frequência de utilização de gorro. Os alunos do 5º ano apresentaram alta frequência de utilização (100%) diferindo significativamente dos alunos de doutorado (p<0,05). Os demais grupos não apresentaram diferença estatística entre as respostas (p>0,05). Entre os técnicos, a frequência de utilização de gorro variou em 33,3% “geralmente, 33,3% “raramente” e 33,3% “nunca” usam durante a exposição radiográfica.
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano a 249 (86,7%) 21 (7,3%) 11 (3,8%) 4 (1,4%) 2 (0,7%) 0 (0,0%) Quarto ano a 244 (82,4%) 28 (9,4%) 19 (6,4%) 2 (0,7%) 3 (1,0%) 0 (0,0%) Quinto ano a 51 (87,9%) 4 (6,9%) 3 (5,2%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Doutorado a 15 (75,0%) 3 (15%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Professores a 13 (86,7%) 2 (13,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 1 (33,3%) 1 (33,3%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
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Tabela 18. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que utiliza gorro para fazer a exposição radiográfica (Questão 10C).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano ab 276 (96,2%) 5 (1,7%) 3 (1,0%) 2 (0,7%) 1 (0,3%) 0 (0,0%) Quarto ano a 291 (98,3%) 3 (1,0%) 1 (0,34%) 1 (0,34%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Quinto ano ab 58 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Doutorado b 12 (60,0%) 4 (20,0%) 3 (15,0%) 0 (0,0%) 1 (5,0%) 0 (0,0%) Professores ab 11 (73,3%) 2 (13,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 2 (13,3%) 0 (0,0%) Técnicos 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
As tabelas 19 e 20 são relacionadas ao uso de jaleco e óculos de proteção, respectivamente. Com relação ao uso de jaleco, observou-se alta frequência de utilização entre todos os grupos, pois aproximadamente 100% dos participantes utilizam. Já para a utilização de óculos de proteção, a frequência de utilização foi baixa entre todos os grupos, com utilização inferior a 30% entre alunos de 3º ano; aproximadamente 20% para alunos de 4º e 5º ano; 40% para alunos de doutorado e 53,3% para professores.
Com relação a essas questões, não foi observada diferença estatística entre os grupos (p>0,05).
Entre os técnicos 66,7% “sempre” utilizam jaleco durante a exposição radiográfica, e 33,3% “nunca” usa. Com relação a frequência de utilização de óculos de proteção, 33,3% “às vezes” usam, e 66,7% “nunca” usam.
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Tabela 19. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que utiliza jaleco para fazer a exposição radiográfica (Questão 10D).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano a 273 (95,1%) 9 (3,1%) 3 (1,0%) 3 (1,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Quarto ano a 283 (95,6%) 5 (1,7%) 5 (1,7%) 0 (0,0%) 3 (1,0%) 0 (0,0%) Quinto ano a 58 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Doutorado a 20 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Professores a 15 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de mesmas letras não diferem entre si (p>0,05)
Tabela 20. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que utiliza óculos de proteção para fazer a exposição radiográfica (Questão 10E).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano a 83 (28,9%) 22 (7,7%) 26 (9,1%) 29 (10,1%) 127 (44,2%) 0 (0,0%) Quarto ano a 64 (21,6%) 21 (7,1%) 43 (14,5%) 35 (11,8%) 133 (44,9%) 0 (0,0%) Quinto ano a 10 (17,2%) 16 (5,4%) 6 (2,0%) 8 (2,7%) 18 (6,1%) 0 (0,0%) Doutorado a 8 (40,0%) 1 (5,0%) 2 (10,0%) 3 (15,0%) 5 (25,0%) 1 (5,0%) Professores a 8 (53,3%) 1 (6,7%) 1 (6,7%) 2 (13,3%) 3 (20,0%) 0 (0,0%) Técnicos 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 2 (66,7%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de mesmas letras não diferem entre si (p>0,05)
A tabela 21 mostra que aproximadamente 50,0% dos alunos de graduação “sempre” protegem os filmes com barreiras plásticas. Já entre os alunos de doutorado, a frequência em que “sempre” utilizam barreiras plásticas foi de 85,0%. Os professores apresentaram melhor frequência de controle de infecção nesse item que os alunos do 3º e 4º ano (p<0,05). Entre os técnicos, 100% “sempre” protegem os filmes com barreiras plásticas.
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Tabela 21. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que protege os filmes com barreiras plásticas (Questão 10G1).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano bc 160 (55,7%) 24 (8,4%) 14 (4,9%) 19 (6,6%) 70 (24,4%) 0 (0,0%) Quarto ano c 148 (50,0%) 32 (10,8%) 26 (8,8%) 9 (3,0%) 81 (27,4%) 0 (0,0%) Quinto ano abc 32 (55,2%) 6 (10,3%) 4 (6,9%) 4 (6,9%) 12 (20,7%) 0 (0,0%)
Doutorado ab 17 (85,0%) 3 (15,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Professores a 15 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Técnicos 3 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
A tabela 22, referente à frequência de proteção do encosto da cadeira com barreira plástica, mostrou que os alunos de 4º e 5º ano apresentaram menor frequência de proteção (inferior a 30%), não diferindo significativamente entre si (p<0,05). Os alunos do 3º ano, alunos de doutorado e professores apresentaram melhores frequências de proteção (com valores variando entre 37% a 73%), não diferindo entre si (p>0,05). Assim pode-se observar que a frequência de proteção do encosto da cadeira entre os alunos de 3º ano, alunos de doutorado e professores, diferiram significativamente dos alunos de 4º e 5º ano (p<0,05). Com relação aos técnicos, 33,3% “sempre” protegem o encosto da cadeira, 33,3% “geralmente” protegem e 33,3% “nunca” protegem.
Tabela 22. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que protege com barreiras plásticas o encosto da cadeira para fazer a exposição radiográfica (Questão 10G3).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano a 107 (37,3%) 12 (4,2%) 8 (2,8%) 21 (7,3%) 139 (48,4%) 0 (0,0%) Quarto ano b 64 (21,6%) 15 (5,1%) 13 (4,4%) 32 (10,8%) 172 (58,1%) 0 (0,0%) Quinto ano b 9 (15,5%) 2 (3,5%) 0 (0,0%) 16 (5,4%) 31 (10,5%) 0 (0,0%) Doutorado a 13 (65,5%) 1 (5,0%) 0 (0,0%) 1 (5,0%) 5 (25,0%) 0 (0,0%) Professores a 11 (73,3%) 0 (0,0%) 2 (10,0%) 0 (0,0%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) Técnicos 1 (33,3%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
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A tabela 23, relacionada à frequência de proteção do cilindro localizador, mostrou que os professores apresentaram melhor frequência de proteção (superior a 90%) desse item que os alunos de 3º, 4º e 5º ano (p<0,05). Já os alunos de doutorado apresentaram melhor frequência (65,5%) que os de 4º e 5º ano (inferior a 20%) (p<0,05). E a frequência de proteção do cilindro localizador entre os alunos do 3º ano (39,7%) foi melhor que os alunos de 4º ano (p<0,05). Com relação aos técnicos, 33,3% “sempre” protegem o cilindro localizador, 33,3% “às vezes” protegem e 33,3% “nunca” protegem.
Tabela 23. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que protege com barreiras plásticas o cilindro localizador para fazer a exposição radiográfica (Questão 10G4).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano bc 114 (39,7%) 8 (2,8%) 7 (2,4%) 19 (6,6%) 139 (48,4%) 0 (0,0%) Quarto ano d 58 (19,6%) 15 (5,1%) 21 (7,1%) 26 (8,8%) 176 (59,4%) 0 (0,0%) Quinto ano cd 11 (18,9%) 5 (8,6%) 3 (5,2%) 11 (18,6%) 28 (9,4%) 0 (0,0%) Doutorado ab 13 (65.5%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) 4 (20,0%) 0 (0,0%) Professores a 14 (93,3%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 1 (33,3%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
As tabelas 24 e 25, relacionadas à proteção do botão de exposição e painel de controle, respectivamente, mostraram que a frequência de proteção com barreira plástica desses itens foi melhor para o grupo de professores (80%) do que para os alunos de 3º, 4º e 5º ano (inferior a 35%) (p<0,05). Já a frequência de proteção para os alunos de doutorado (55%) foi melhor que a dos alunos de 4º ano (18,2%) (p<0,05). Entre os técnicos, 66,7% “sempre” protegem o botão de exposição e o painel de controle com barreiras plásticas, e 33,3% “nunca” protegem.
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Tabela 24. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que protege com barreiras plásticas o botão de exposição para fazer a exposição radiográfica (Questão 10G5).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano bc 96 (33,4%) 12 (4,2%) 7 (2,4%) 21 (7,3%) 151 (52,6%) 0 (0,0%) Quarto ano c 54 (18,2%) 14 (4,7%) 21 (7,1%) 28 (9,5%) 179 (60,5%) 0 (0,0%) Quinto ano bc 13 (22,4%) 2 (3,4%) 3 (5,2%) 12 (20,7%) 28 (48,3%) 0 (0,0%) Doutorado ab 11 (55,0%) 1 (5,0%) 2 (10,0%) 2 (10,0%) 4 (20,0%) 0 (0,0%) Professores a 12 (80,0%) 0 (0,0%) 2 (13,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (5,0%) Técnicos 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
Tabela 25. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que protege com barreiras plásticas o painel de controle do tempo de exposição para fazer a exposição radiográfica (Questão 10G6).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não se
aplica Terceiro ano bc 86 (29,9%) 11 (3,8%) 4 (1,4%) 22 (7,7%) 164 (57,1%) 0 (0,0%) Quarto ano c 57 (19,2%) 15 (5,1%) 15 (15,1%) 24 (8,2%) 185 (62,5%) 0 (0,0%) Quinto ano bc 12 (20,7%) 1 (1,7%) 3 (5,2%) 13 (22,4%) 29 (50,0%) 0 (0,0%) Doutorado ab 11 (55,5%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) 2 (10,0%) 5 (25,0%) 0 (0,0%) Professores a 12 (80,0%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) 1 (6,7%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) Técnicos 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
Na tabela 26, pode-se observar que a frequência de esterilização do posicionador radiográfico foi melhor entre os alunos do 5º ano, alunos de doutorado e professores (entre 86% a 100%) do que para os alunos de 3º e 4º anos (aproximadamente 50%) (p<0,05). Com relação aos técnicos, 66,7% “sempre” esterilizam o posicionador radiográfico, e 33,3% “nunca” esterilizam.
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Tabela 26. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência de vezes que esteriliza o posicionador radiográfico a cada paciente (Questão 12).
Grupo Sempre Geralmente Às vezes Raramente Nunca Não
utiliza Terceiro ano b 150 (52,3%) 10 (3,5%) 17 (5,9%) 14 (4,9%) 94 (32,7%) 2 (0,7%) Quarto ano b 152 (51,3%) 8 (2,7%) 7 (2,4%) 20 (6,7%) 103 (34,8%) 6 (2,0%) Quinto ano a 50 (86,2%) 3 (5,2%) 0 (0,0%) 2 (3,4%) 3 (5,2%) 0 (0,0%) Doutorado a 20 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Professores a 15 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
Na tabela 27, pode-se observar que a frequência de controle de infecção para o cilindro localizador foi melhor entre os professores comparativamente ao grupo de alunos de 4º e 5º ano (p<0,05). Os alunos de doutorado apresentaram melhor frequência de controle de infecção que os alunos de 4º ano (p<0,05). Entre os alunos de graduação, verificou-se melhor frequência entre os alunos de 3º ano do que entre os alunos de 4º ano (p<0,05). Com relação aos técnicos, 33,3% utilizam “barreira plástica” no cilindro localizador, e 66,7% utilizam “álcool”.
Tabela 27. Comparação entre os grupos para a questão sobre o procedimento para controle de infecção no cilindro localizador (Questão 15A)
Grupo ALP* AP* LP* P* LA* A* L* Não faz
limpeza Outros Terceiro ano ab 0 (0,0%) 62 (21,6%) 0 (0,0%) 58 (20,2%) 0 (0,0%) 35 (12,2%) 1 (0,3%) 128 (44,6%) 3 (1,0%) Quarto ano c 0 (0,0%) 38 (12,8%) 0 (0,0%) 50 (16,9%) 0 (0,0%) 26 (8,8%) 0 (0,0%) 181 (61,1%) 1 (0,3%) Quinto ano bc 0 (0,0%) 9 (15,5%) 0 (0,0%) 10 (17,2%) 0 (0,0%) 8 (13,8%) 0 (0,0%) 31 (53,4%) 0 (0,0%) Doutorado ab 2 (10,0%) 5 (25,0%) 0 (0,0%) 5 (25,0%) 0 (0,0%) 5 (25,0%) 0 (0,0%) 2 (10,0%) 1 (5,0%) Professores a 1 (6,7%) 2 (13,3%) 1 (6,7%) 7 (46,7%) 0 (0,0%) 4 (26,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
*ALP = “desinfecção com álcool” + “limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; AP = “desinfecção com álcool” + “barreira plástica” ou “sobre- luvas”; LP = “Limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; P = “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; LA = “limpeza comum” + “desinfecção com álcool”; A = álcool; L = limpeza comum.
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
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A tabela 28, relacionada à frequência de controle de infecção para o botão de exposição, mostrou que os alunos de doutorado e professores apresentaram melhor frequência que os alunos do 4º ano (p<0,05). Nos demais grupos não foi observado diferença estatística (p>0,05). Com relação aos técnicos, 33,3% utilizam “barreira plástica” no cilindro botão de exposição, e 66,7% utilizam “álcool”.
Tabela 28. Comparação entre os grupos para a questão sobre o procedimento para controle de infecção no botão de exposição (Questão 15B).
Grupo ALP* AP* LP* P* LA* A* L* Não faz
limpeza Outros Terceiro ano ab 0 (0,0%) 34 (11,8%) 0 (0,0%) 72 (25,1%) 0 (0,0%) 36 (12,5%) 1 (0,3%) 140 (48,8%) 4 (1,4%) Quarto ano b 0 (0,0%) 29 (9,8%) 0 (0,0%) 53 (17,9%) 0 (0,0%) 21 (7,1%) 0 (0,0%) 191 (64,5%) 2 (0,7%) Quinto ano ab 0 (0,0%) 6 (10,3%) 0 (0,0%) 12 (20,7%) 0 (0,0%) 7 (12,1%) 0 (0,0%) 33 (56,9%) 0 (0,0%) Doutorado a 2 (10,0%) 4 (20,0%) 0 (0,0%) 7 (35,0%) 0 (0,0%) 4 (20,0%) 0 (0,0%) 2 (10,0%) 1 (5,0%) Professores a 0 (0,0%) 3 (20,0%) 0 (0,0%) 7 (46,7%) 0 (0,0%) 4 (26,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) Técnicos 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
*ALP = “desinfecção com álcool” + “limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; AP = “desinfecção com álcool” + “barreira plástica” ou “sobre- luvas”; LP = “Limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; P = “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; LA = “limpeza comum” + “desinfecção com álcool”; A = álcool; L = limpeza comum.
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
98
A tabela 29, referente à frequência de controle de infecção do painel de controle, mostrou que os alunos de doutorado e professores apresentaram melhor frequência que os alunos do 4º ano (p<0,05). Nos demais grupos não foi observado diferença estatística (p>0,05). Com relação aos técnicos, 33,3% utilizam “barreira plástica” no painel de controle, 33,3% utilizam “álcool”, e 33,3% “não faz a limpeza”.
Tabela 29. Comparação entre os grupos para a questão sobre o procedimento para controle de infecção no painel de controle (Questão 15C).
Grupo ALP* AP* LP* P* LA* A* L* Não faz
limpeza Outros Terceiro ano bc 0 (0,0%) 31 (10,8%) 0 (0,0%) 68 (23,7%) 0 (0,0%) 33 (11,5%) 1 (0,3%) 150 (52,3%) 4 (1,4%) Quarto ano c 0 (0,0%) 26 (8,8%) 0 (0,0%) 58 (19,6%) 0 (0,0%) 18 (6,1%) 0 (0,0%) 192 (64,9%) 2 (0,7%) Quinto ano bc 0 (0,0%) 4 (6,9%) 0 (0,0%) 11 (19,0%) 0 (0,0%) 8 (13,8%) 0 (0,0%) 35 (60,3%) 0 (0,0%) Doutorado a 2 (10,0%) 4 (20,0%) 0 (0,0%) 7 (35,5%) 0 (0,0%) 4 (20,0%) 0 (0,0%) 2 (10,0%) 1 (5,0%) Professores ab 0 (0,0%) 3 (20,0%) 0 (0,0%) 7 (46,7%) 0 (0,0%) 3 (20,0%) 0 (0,0%) 1 (5,0%) 1 (5,0%) Técnicos 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 1 (33,3%) 0 (0,0%)
*ALP = “desinfecção com álcool” + “limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; AP = “desinfecção com álcool” + “barreira plástica” ou “sobre- luvas”; LP = “Limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; P = “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; LA = “limpeza comum” + “desinfecção com álcool”; A = álcool; L = limpeza comum.
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
100
Na tabela 30, relacionada à frequência de controle de infecção da cadeira, verificou-se melhor controle de infecção entre professores, alunos de doutorado e alunos de 3º ano. Assim pode-se observar que as respostas dos professores, alunos de doutorado e alunos de 3º ano, diferiram significativamente das respostas dos alunos de 4º e 5º ano (p<0,05). Entre os técnicos, 100% utilizam “álcool” para controle de infecção da cadeira.
Tabela 30. Comparação entre os grupos para a questão sobre o procedimento para controle de infecção na cadeira do paciente (Questão 15D).
Grupo ALP* AP* LP* P* LA* A* L* Não faz
limpeza Outros Terceiro ano a 0 (0,0%) 85 (29,6%) 0 (0,0%) 33 (11,5%) 0 (0,0%) 51 (17,8%) 1 (0,3%) 114 (39,7%) 3 (1,0%) Quarto ano b 0 (0,0%) 44 (14,9%) 0 (0,0%) 37 (12,5%) 0 (0,0%) 53 (17,9%) 1 (0,3%) 159 (53,7%) 2 (0,7%) Quinto ano b 0 (0,0%) 7 (12,1%) 0 (0,0%) 3 (5,2%) 0 (0,0%) 19 (32,7%) 0 (0,0%) 29 (50,0%) 0 (0,0%) Doutorado a 2 (10,0%) 3 (15,5%) 1 (5,0%) 6 (30,0%) 0 (0,0%) 5 (25,5%) 0 (0,0%) 2 (10,0%) 1 (5,0%) Professores a 1 (6,7%) 6 (40,0%) 0 (0,0%) 4 (26,7%) 0 (0,0%) 2 (13,3%) 1 (6,7%) 1 (6,7%) 0 (0,0%) Técnicos 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 3 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
*ALP = “desinfecção com álcool” + “limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; AP = “desinfecção com álcool” + “barreira plástica” ou “sobre- luvas”; LP = “Limpeza comum” + “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; P = “barreira plástica” ou “sobre-luvas”; LA = “limpeza comum” + “desinfecção com álcool”; A = álcool; L = limpeza comum.
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
1
102
Na tabela 31, pode-se observar que à frequência de limpeza/desinfecção da cadeira do paciente entre os professores diferiu significativamente da frequência dos alunos de graduação (p<0,05), mostrando que os professores apresentaram melhor frequência de controle de infecção (80%). Para os alunos de doutorado não foi verificada diferença entre eles e os demais grupos (p>0,05). Com relação aos técnicos, 66,7% realizam a limpeza/desinfecção da cadeira “a cada paciente”, e 33,3% realizam “outros” procedimentos.
Tabela 31. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência que limpa/desinfeta a cadeira do paciente (Questão 16A).
Grupo A cada
paciente
Uma vez ao dia
Uma vez por semana Uma vez por mês Não faço a limpeza Outros Terceiro ano b 126 (43,9%) 6 (2,1%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 155 (54,0%) 0 (0,0%) Quarto ano b 79 (26,7%) 7 (2,4%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 210 (70,9%) 0 (0,0%) Quinto ano b 18 (31,0%) 4 (6,9%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 36 (62,1%) 0 (0,0%) Doutorado ab 9 (45,0%) 2 (10,0%) 1 (5,0%) 0 (0,0%) 6 (30,0%) 2 (10,0%) Professores a 12 (80,0%) 2 (13,3%) 1 (6,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 2 (66,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
As tabelas 32 e 33, referentes à frequência de limpeza/desinfecção do “avental de chumbo” e “protetor de tireoide”, respectivamente, mostraram que os professores apresentaram melhor frequência de controle de infecção desses itens (73%), do que os alunos de graduação (inferior a 25%) (p<0,05). Os alunos de doutorado apresentaram melhor frequência (40%) que os alunos de 4º ano (inferior a 10%) (p<0,05). E entre os alunos de graduação, os alunos do 3º ano (25%) apresentaram melhor frequência que os alunos do 4º ano (p<0,05). Com relação aos técnicos, 33,3% realizam a limpeza/desinfecção do avental de chumbo e colar de tireoide “a cada paciente”, 33,3% “uma vez ao dia” e 33,3% realizam “outro” procedimento.
103
Tabela 32. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência que limpa/desinfeta o avental de chumbo (Questão 16B).
Grupo A cada
paciente
Uma vez ao dia
Uma vez por semana Uma vez por mês Não faço a limpeza Outros Terceiro ano b 73 (25,4%) 12 (4,2%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 202 (70,4%) 0 (0,0%) Quarto ano c 24 (8,1%) 7 (2,4%) 2 (0,7%) 1 (0,3%) 263 (88,8%) 0 (0,0%) Quinto ano bc 6 (10,3%) 5 (8,6%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 47 (81,0%) 0 (0,0%) Doutorado ab 8 (40,0%) 2 (10,0%) 2 (10,0%) 0 (0,0%) 6 (30,0%) 2 (10,0%) Professores a 11 (73,3%) 2 (13,3%) 1 (6,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) Técnicos 1 (33,3%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
Tabela 33. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência que limpa/desinfeta o colar de tireoide (Questão 16C).
Grupo A cada
paciente
Uma vez ao dia
Uma vez por semana Uma vez por mês Não faço a limpeza Outros Terceiro ano b 72 (25,1%) 13 (4,5%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 202 (70,4%) 0 (0,0%) Quarto ano c 21 (7,1%) 7 (2,4%) 2 (0,7%) 0 (0,0%) 265 (89,5%) 0 (0,0%) Quinto ano bc 6 (10,3%) 5 (8,6%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 47 (81,0%) 0 (0,0%) Doutorado ab 8 (40,0%) 2 (10,0%) 2 (10,0%) 0 (0,0%) 6 (30,0%) 2 (10,0%) Professores a 11 (73,3%) 2 (13,3%) 1 (6,7%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (6,7%) Técnicos 1 (33,3%) 1 (33,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 1 (33,3%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
Na tabela 34, relacionada ao uso de desinfetantes para limpeza/desinfecção do equipamento radiográfico, verificou-se melhor frequência de utilização de desinfetantes pelos professores (86%), quando comparado com os alunos do 3º e 4º ano (inferior a 50%) (p<0,05). Com relação aos alunos de doutorado e alunos do 5º ano não foi observado diferença entre os grupos (p>0,05). Entre os técnicos, 100% utilizam o “álcool 70%”.
104
Tabela 34. Comparação entre os grupos para a questão sobre a frequência do tipo de desinfetante que utiliza para limpeza/desinfecção do equipamento radiográfico (encosto da cadeira, cilindro localizador, botão de exposição, painel de controle do tempo de exposição, cadeira do paciente, avental de chumbo, colar de tireoide) (Questão 17).
Grupo Álcool 70% Água e
sabão Compostos clorados Outros Não uso desinfetantes Terceiro ano b 130 (45,3%) 0 (0,0%) 1 (0,3%) 33 (11,5%) 123 (42,8%) Quarto ano b 122 (41,2%) 1 (0,3%) 3 (1,0%) 18 (6,1%) 152 (51,3%) Quinto ano ab 33 (56,9%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 25 (43,1%) Doutorado ab 15 (75,0%) 1 (5,0%) 0 (0,0%) 2 (10,0%) 2 (10,0%) Professores a 13 (86,7%) 0 (0,0%) 2 (13,3%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) Técnicos 3 (100,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%) 0 (0,0%)
Grupos seguidos de letras distintas diferem entre si (p≤0,05)
Na tabela 35, são apresentados os resultados para a soma dos escores de cada questão entre os grupos visando quantificar o perfil de controle de infecção do participante. Observou-se que os professores e alunos de doutorado apresentaram maior valor de mediana para soma dos escores referentes as questões do que os grupo de alunos de graduação (p<0,05). Entre os alunos de graduação, os alunos do 3º ano apresentaram maior valor de mediana que os alunos do 4º ano. Não observou-se diferença no valor de mediana entre os alunos do 5º ano quando comparado com os alunos do 3º e 4º anos. Os técnicos apresentaram valor de mediana de 80,0.
Tabela 35. Mediana, valor mínimo e máximo da soma dos escores em função dos grupos.
Grupo Mediana Valor mínimo Valor máximo
Terceiro ano 67,0 b 38,0 111,0 Quarto ano 54,0 c 34,0 107,0 Quinto ano 61,5 bc 40,0 99,0 Doutorado 93,0 a 45,0 116,0 Professores 100,0 a 66,0 110,0 Técnicos 80,0 54,0 96,0
105
Assim, verificou-se que o questionário conseguiu diferenciar práticas de controle de infecção em Radiologia Odontológica entre os grupos de professores, alunos de doutorado e alunos de graduação.
107 6 DISCUSSÃO
Na Radiologia Odontológica, durante as exposições radiográficas intrabucais, é frequente o contato com saliva quando o receptor de imagem é retirado da boca do paciente, ou quando o profissional toca com as mãos contaminadas os equipamentos de raios X (cabeçote, cilindro localizador, painel de controle, botão de disparo de raios X) e superfícies que possam ter contato com material ou mãos contaminadas (Lino et al., 2002; Silva et al., 2003; Palenik, 2004; Thomas e Abramovitch, 2005; Salvador et al., 2006; Baldissera et al., 2006; Shimura, 2007; White e Pharoah, 2007; Oliveira-Santos et al., 2009; Barbosa, 2012; Ozsevik et al., 2012; Fernandes et al., 2013; Yoshida et al., 2014).
A saliva é considerada um fluído com grande potencial de causar infecção (CDC, 2003; Shimura, 2007; Barbosa, 2012), pois atua como meio que conduz os microrganismos da cavidade bucal (Sant’ana e Chinellato, 1997; Shimura, 2007), entre os quais destacam-se bactérias, vírus, fungos e protozoários (Scannapieco, 2013; Wade, 2013), existindo, portanto, grande possibilidade de contaminação durante a exposição radiográfica (Lino et al., 2002; Silva et al., 2003; Palenik, 2004; Thomas e Abramovitch, 2005; Salvador et al., 2006; Baldissera et al., 2006; Shimura, 2007; White e Pharoah, 2007; Oliveira-Santos et al., 2009; Barbosa, 2012; Fernandes et al., 2013).
Além disso, durante a colocação do receptor de imagem ou posicionador radiográfico na boca do paciente, como a mucosa é delgada, pode-se realizar pequenas fissuras e ocorrer o contato com sangue, aumentando os riscos de contaminação (Bartoloni et al., 2003; CDC, 2003; Thomas e Abramovitch, 2005; Salvador et al., 2006; White e Pharoah, 2007; Oliveira-Santos et al., 2009; Barbosa, 2012; Fernandes et al., 2013).
Assim, quando há um descuido em relação ao controle da infecção durante os procedimentos radiográficos, imprime-se risco de contaminação entre pacientes, profissional e pessoal auxiliar (Barbosa, 2012).
108
Dessa maneira, verifica-se a importância de estudos que avaliem a adesão às práticas de controle de infecção. Para que essa a prática seja melhorada, é preciso que todos os fatores relacionados ao atendimento radiológico sejam investigados. Assim, a aplicação de um questionário é muito importante no rastreamento das práticas utilizadas.
Segundo Freire e Silva (2013), quando não se dispõe de questionários para medir um assunto de interesse, o ideal é desenvolver um novo instrumento. Assim, como não existe um instrumento de medida atual validado (Hubar, 1989; Katz et al., 1989; Geist et al., 1990; Parks e Farman, 1992) que permita verificar como os procedimentos de controle de infecção estão sendo aplicados e seguidos para uma prática segura de atendimento ao paciente, o presente estudo desenvolveu um questionário para avaliar as práticas de controle de infecção nas técnicas radiográficas intrabucais.
Os itens do novo questionário foram desenvolvidos após ampla revisão da literatura em trabalhos publicados, e consulta aos protocolos sobre controle de infecção em Odontologia em agências de saúde nacionais (ANVISA, 2006) e internacionais (CDC, 2003; ADA, 2006). A partir de então, o questionário foi estruturado com questões de múltipla escolha, o que proporcionou facilidade de preenchimento pelo respondente (Cummings et al., 2006; Vieira, 2009; Freire e Silva, 2013), e divisão em domínios, de acordo com metodologia preconizada em diversos estudos (Alexandre e Coluci, 2011; Coluci, 2012; Coluci e Alexandre,