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Valor de importância proposto por Curtis e McIntosh (1950)

No documento CURITIBA 2017 (páginas 77-83)

2.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

2.4.3 Valor de Importância

2.4.3.1 Valor de importância proposto por Curtis e McIntosh (1950)

Este estimador tem como base a adição dos parâmetros densidade, dominância e frequência na sua forma relativa, conforme descrita na metodologia deste capitulo.

A classificação das espécies se dá de maneira decrescente, ou seja, a espécie com maior valor no índice é a que detém a maior importância dentro do povoamento e assim sucessivamente.

Na (TABELA 2.7) estão apresentadas as espécies e a respectiva classificação de importância (VIT) em cada ano avaliado, proposto por Curtis e McIntosh (1950). A ordem das espécies na tabela foi disposta com base na sua classificação para o primeiro ano de avaliação e a tabela com os índices para todas as espécies está apresentada no Anexo F.

TABELA 2.7 - CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES PARA O VALOR DE IMPORTÂNCIA (VIT)

TABELA 2.7 - CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES PARA O VALOR DE IMPORTÂNCIA (VIT)

TABELA 2.7 - CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES PARA O VALOR DE IMPORTÂNCIA (VIT)

Conclusão.

Espécie ANO

1996 1997 1998 1999 2000 2001 2003 2005 2007 2009

Vochysia tucanorum 81 83 84 84 61 84 83

Citrus sp. 82 97 98 99 99 99 98

Xylopia sp. 83 82 83 83 87 82 81 77 77 78

Cordia sp. 2 84 81 82 82 88 83 82 78 78 79

Shefflera sp. 85 84 85 85 73 85 84 81 81 82

Aspidosperma sp. 3 86 85 71 71 66 71 70 69 68 68

Solanum cernuum 87 86 88 89 86 86 88

Cordia sp. 3 88 87 86 86 80 88 86 83 83 84

Ormosia arborea 89 88 87 87 81 87 85 82 82 83

Senna sp. 90 89 89 88 82 89 87 85 86 86

Nectandra megapotamica 91 90 90 90 89 90 88 87

Nectandra sp.2 92 91 91 91 90 91 90 88 87

Rollinia sp. 93 92 92 92 91 92 92 90 89

Zeyheria tuberculosa 94 93 93 93 92 93 91 89 88 89

Tocoyena sp. 95 94 95 95 94 95 94 93 92 92

Myroloxum sp. 96 98 97 97 98 98 96 94 91 90

Sloanea guianensis 97 96 96 98 97 97 97 95 93 93

Lauraceae 3 98 95 94 94 93 94 93 92 90 91

Miconia discolor 99 99

Guettarda viburnoides 100 100

Fabaceae 1 73

Myrcia splendens 99 96 96 96 95 91 79 80

Centrolobium sp. 96 95

Aspidosperma cylindrocarpon 97 95 96

Fonte: o autor.

Conforme se pode observar na (TABELA 2.7), a espécie Croton floribundus foi a que apresentou o maior valor de importância durante todo o período avaliado, desde 1996 (20,64%) a 2009 (17,71%).

É permitindo constatar evolução no processo de sucessão da floresta, visto que a espécie Croton floribundus é classificada ecologicamente como pioneira (espécie com rápido crescimento e ciclo de vida menor em relação às outras espécies) devido à redução em seu valor de importância, reforçando o que foi constatado na avaliação do índice de valor de cobertura.

Silva e Soares (2002) encontraram a espécie Aspidosperma ramiflorum entre as de maior importância (3ª maior – 20,41%), a qual, no presente trabalho, figura

apenas entre a 30ª e 40ª posição. Também encontraram a espécie Croton floribundus entre as de maior valor de importância na floresta, corroborando com o encontrado neste fragmento florestal.

No início do período de avaliação, as espécies Trichilia claussenii, Guarea kunthiana, Cariniana legalis, Urera baccifera, Astronium graveolens, Senegalia polyphylla completaram o grupo das sete espécies com maior valor de importância na floresta, nessa devida ordem. Essas mesmas espécies compuseram também o grupo das sete espécies com maior valor de cobertura ao final do período de 2009, alternando entre si suas posições no ranque.

Estevan et al. (2016), estudando um fragmento de FES em Londrina – PR, também encontraram a espécie Guarea kunthiana entre as dez de maior importância na floresta com a metodologia de Curtis e McIntosh (1950), corroborando com o encontrado neste trabalho.

Em inventário realizado por Dias Neto et al. (2009), em um fragmento de FES no município de Uberaba, MG, encontraram a espécie Trichilia claussenii como a 7ª entre as sete com maior valor de importância, entretanto no presente estudo essa espécie no início da avaliação situava-se como a segunda de maior valor de importância, porém ao longo da dinâmica ela decresceu na classificação do índice, atingindo em 2009 a quarta posição e demonstrando uma tendência de atingir a mesma classificação encontrada no fragmento em Uberaba, MG.

No trabalho de Dias Neto et al. (2009), as espécies Micrandra elata (Didr.) Müll. Arg., Galipea jasminiflora (A.St.-Hil.) Engl., Unonopsis lindmanii R. E. Fr., Cheiloclinium cognatum (Miers) A. C. Sm. e Cariniana estrellensis foram as que compuseram o grupo das cinco de maior importância no fragmento, sendo todas pertencentes ao grupo ecológico de espécies secundárias tardias, enquanto neste trabalho apenas a espécie Cariniana estrellensis foi observada, sendo a 16ª em 1996 e 18ª de maior importância da floresta. Vale ressaltar que neste fragmento de FES, segundo a metodologia de Curtis e McIntosh (1950), a espécie de maior importância é uma pioneira, indicando que o fragmento se encontra em processo de sucessão.

Ao comparar os resultados obtidos pela metodologia VIT, com a classificação do valor de cobertura de BRAU-BLANQUET (1964), pode-se observar que as sete espécies que constam como de maior importância são também as de maior valor de cobertura, apresentando, inclusive, o mesmo comportamento na dinâmica ao longo

de todo período, de 1999 a 2009. Ressalta-se que ocorreu, entretanto, a inversão na posição das espécies Astronium graveolens e Senegalia polyphylla apenas no ano de 1996.

Cabe ressaltar também que esse comportamento é observado na maioria das espécies, ocorrendo apenas pequenas alternâncias de posição na classificação entre algumas espécies. Em trabalhos realizados por Estevan et al. (2016) e Silva e Soares (2002) também é possível observar esse comportamento.

A partir disso, pode-se observar que a adição da frequência relativa para o cálculo do valor de importância não causou diferença significativa na classificação das espécies em relação ao valor de importância.

Destaca-se, ainda, as espécies Zanthoxylum sp., Aloysia virgata e Zanthoxylum rhoifolium, que apresentaram maior flutuação em sua posição quanto ao valor de importância no povoamento, considerando os períodos inicial (1996) e final (2009). As duas primeiras apresentaram decréscimo na posição de importância na floresta, de 68º para 97º e 67º para 87º, respectivamente, enquanto a espécie Zanthoxylum rhoifolium apresentou ascensão de 71º posição para 52º, no valor de importância na floresta.

Analisando os parâmetros de estrutura horizontal dessas espécies, foi possível observar redução na frequência relativa das espécies Zanthoxylum sp. e Aloysia virgata (de 0,65% em 1996 para 0,20% em 2009) e aumento para a espécie Zanthoxylum sp. (0,42% para 1,21%), justificando a respectiva ascensão e queda na classificação do valor de importância, visto que os parâmetros densidade e dominância relativa permaneceram estáveis.

Para essas espécies a alteração na frequência foi significativa, pois apesar de ser pequena a alteração, devido fazerem parte de um conjunto de espécies com baixa expressão na densidade e dominância (abaixo de 0,3% em termos relativos para ambos os parâmetros), essa alteração acaba sendo sensível para a mudança na classificação. No entanto, cabe ressaltar que até mesmo para esse grupo de espécie a alteração na frequência é pouco expressiva e, quando ocorreu, geralmente foi associada à alteração na dominância.

No documento CURITIBA 2017 (páginas 77-83)

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