HARRADINE & BIRNIE (1996) relataram em seu estudo, sobre o braquete autoligado Activa (“A” Company, SanDiego, Califórnia), que as vantagens e as desvantagens são discutidas sob a luz de extensa experiência clínica. Os autores sugerem que existem essencialmente quatro vantagens significativas e afirmaram que as duas primeiras combinadas são de longe as características mais benéficas dos braquetes Autoligados:
V1)Baixa fricção: a fricção é dramaticamente menor, que com anéis elastoméricos, permitindo rápido alinhamento e fechamento de espaços;
V2)Seguro acoplamento do arco dentro do slot: juntamente com a baixa fricção permite que o dente deslize ao longo do arco com força mais baixa e controle das rotações. Este por sua vez, pode conservar a ancoragem;
V3)Menor assistência: o operador não necessita do assistente para auxiliar a colocação da ligadura;
V4)Ranhura vertical para ganchos e acessórios auxiliares. Outras possíveis vantagens,porém menos significativas: V5)Mais suave e confortável;
V6)Facilita a higiene oral;
V7)Menor risco de infecção cruzada; V8)Esteticamente melhor.
Os autores também citaram algumas desvantagens que foram encontradas como:
D1)Maior taxa de falha de adesão; D2)Pouco conveniente;
D3)Desconhecimento;
D4)Mais difícil de segurar e assentar quando ligado; D5)Não é possível acoplamento parcial do arco; D6)Quebra do arco;
D7)Menor fricção, aumenta o deslocamento do fio.
EBERTING et al. (2001) compararam o tempo de tratamento, os resultados e a satisfação dos pacientes tratados com braquetes autoligados Damon e Braquetes convencionais. Um total de 215 pacientes foram avaliados, sendo 108 com sistema Damon e 107 com sistema convencional. Destacou-se como vantagem do sistema Damon: o tratamento com o Damon durou 6,33 meses menos que o sistema convencional. Os pacientes tratados com o Damon necessitaram de 7 visitas a menos na clinica do que os tratados com aparelho convencional, e os pacientes manifestaram estarem mais satisfeitos com o tratamento do sistema Damon do que com o sistema convencional.
CACCIAFESTA et al.(2003) afirmaram que, sob a perspectiva do paciente, os braquetes de autoligação geralmente são mais suaves, mais confortáveis e mais fáceis de higienizar devido à ausência de ligadura do fio. A redução do atrito é uma outra vantagem que auxilia a reduzir todo o tempo de tratamento, especialmente em pacientes com extração, nos quais a translação dentária é alcançada por meio de mecânica de deslizamento.
JUNIOR & URSI (2006) relataram que Damon idealizou um sistema de acessórios que podiam por si só prender o fio dentro da canaleta, ou passivamente, com o intuito de melhorar a ortodontia oferecida aos pacientes, diminuindo o tempo de tratamento e consultas, beneficiando a ortodontia como um todo. Ele utilizou este sistema por quase 4 anos na sua clínica para evidenciar seus achados clínicos, que demonstravam que tal sistema desenvolvia uma mecânica aparentemente livre de fricção ou com uma fricção muito diminuída, fazendo com que a vantagem biológica do autoligado se destacasse, além da agilização do atendimento e menor tempo de cadeira. Eliminando-se os elastômeros, não seria mais necessário o uso de forças altas para vencer o atrito e para movimentar o dente. Seria possível então trabalhar com forças baixas .
TAGAWA (2006), em seu estudo, comparou o uso do aparelho autoligado Damon e do aparelho convencional em 132 pacientes, sendo 66 com aparelho autoligado e 66 com aparelho convencional. Os dados coletados determinaram o tempo de tratamento, o número de consultas, intervalo entre as visitas, tempo de alinhamento e desconforto do paciente. O sistema Damon foi em média 7,2 meses mais curto que o sistema convencional, tendo uma diferença em porcentagem de 26,2% de rapidez. O sistema Damon necessitou de 16,2 consultas e o convencional de 31 consultas, totalizando 14,8 visitas a menos para o sistema Damon. O intervalo médio entre as visitas com o sistema Damon é de 6 a 8 semanas. Aumentou-se a eficiência e produtividade do consultório. O tempo de alinhamento com o sistema Damon foi de 3,2 meses, enquanto que com o sistema convencional foi de 6 meses. Foi usado uma escala de 0, representando desconforto, até 10 representando dor com necessidade de analgésicos da qual a faixa de 4 era para o sistema convencional e 1,3 para o sistema Damon. O baixo nível de dor com o sistema Damon se deve ao uso de forças leves, uso de arcos cooperNiTi e termoativados, redução da fricção e facilidade de inserção do fio no slot. Apenas uma desvantagem foi relatada pelo autor: o incômodo da mucosa na fase de alinhamento, devido ao arco trabalhar livremente dentro do slot, move se para a distal, trazendo este desconforto.
MALTAGLIATI (2007) afirmou em seu estudo que os braquetes autoligados são superiores aos convencionais, principalmente quando comparados em relação ao atrito. A vantagem biológica ocorre devido à baixa intensidade de força aplicada, juntamente com os fios de alta flexibilidade. Formam-se áreas de hialinização no ligamento periodontal em menor número e extensão. Consequentemente, há a queda na intensidade de áreas de reabsorção à distância nos trabéculos ósseos e isto clinicamente se traduz em uma maior velocidade de movimento dentário, com menor risco de perda óssea em pacientes periodontais, além de diminuir o risco de reabsorção radicular por carga ortodôntica. HARRADINE apud MALTAGLIATI (2007), em um estudo clínico do desempenho em tempo de tratamento com braquetes autoligados e braquetes convencionais, verificou que, por promover movimentação dentária mais rápida, o tempo total do tratamento reduziria em média 4 meses. O intervalo entre as consultas também é maior devido à associação com os fios de níquel titânio termoativados. Estes têm alta flexibilidade e baixo módulo de elasticidade, e sua forma prolongada de atuação deve ser respeitada, mantendo-os em posição por mais tempo. Como desvantagem, a autora citou a emergência para corte do fio na distal do arco dentário e o deslize do fio ocasionado pelo mínimo atrito e folga do fio.
PADUANO et al. (2008), em seu estudo, avaliaram o tempo necessário para ligação e remoção dos fios em braquetes convencionais com ligaduras elásticas e de aço e diferentes tipos de braquetes autoligados, com diferentes tipos de abertura e fechamento e diferentes mecânicas de deslize. Foram selecionados 50 pacientes e os aparelhos utilizados foram com prescrição Roth e slot 0,022X 0,028’, os aparelhos autoligados usados foram Smartclip, Time2 e In-ovation. O estudo comprovou que os aparelhos autoligados reduzem drasticamente o tempo de cadeira quando comparados aos convencionais. O tipo de clip do aparelho autoligado influencia a velocidade de ligação. O Time 2 precisou de mais tempo para colocação do fios na arcada comparado com os outros tipos de braquetes autoligados. Para colocar o fio no aparelho autoligado foram usados 30 minutos a menos que nos braquetes convencionais, podendo economizar 30% do tempo de cadeira, ou seja, uma hora por dia . O uso dos braquetes autoligados também diminui a dependência de apoio de um assistente. E apesar de serem mais caros
que os convencionais, o gasto dos aparelhos autoligados é certamente coberto pela redução do tempo de cadeira.
LENZA (2008) relatou que por força de uma campanha de Marketing agressiva por parte dos fabricantes, indica-se para todos os indivíduos, independente do padrão facial e ou tipo de má oclusão, aparelhos autoligáveis associados a fios ortodônticos de formato expansivo. Em apinhamentos severos, por exemplo, a sua indicação iria resultar na expansão de arcos, no aumento da inclinação vestibular dos incisivos, de forma a alinhar e nivelar todos os dentes no arco, em detrimento de um diagnóstico e de um plano de tratamento adequado e, certamente, num prognóstico de estabilidade duvidoso. Porém não se pode condenar a total utilização desses braquetes autoligáveis com arcos expansivos. Estudos sobre estabilidade do tratamento ortodôntico realizados na universidade de Washington não encontraram diferenças significativas no grau de recidiva com ou sem extração de pré-molares. O risco de induzir danos iatrogênicos aos tecidos periodontais, como recessões gengivais e deiscências na cortical óssea, podendo comprometer o prognóstico do tratamento nestes casos de expansão transversal, tem levantado muitas dúvidas, e em um estudo randomizado com adolescentes com grau de apinhamento moderado realizado na universidade de Aarhus na Dinamarca, por Carsson e Thorgeisson, utilizando tomografia computadorizada de feixe cônico, os resultados demonstraram haver redução na quantidade de osso alveolar, porém sem deiscências ósseas e com expansão acentuada na região de pré molares, seguidas por caninos e em menor magnitude nos molares. Estes resultados parecem ser promissores, mas há necessidade de novos estudos para avaliar o efeito da expansão promovida pelos braquetes autoligados e arcos expansivos.
MALTAGLIATI (2009) afirmou que estudos recentes comprovaram que há aumento significativo das dimensões transversais dos arcos dentários, quando comparado com o aumento da profundidade do arco, que ocorre após o alinhamento e o nivelamento. Este comportamento está relacionado ao baixo atrito em conjunto com o fio de níquel titânio termoativado de baixo calibre. Se os efeitos colaterais forem minimizados devido à expansão posterior, podemos enxergar vantagens mecânicas nos casos em que desejamos expansão. Outra vantagem é a menor
utilização de dispositivos de ancoragem. Os efeitos colaterais serão menos sentidos com o baixo atrito mesmo em fios mais calibrosos; o deslize estará facilitado, não necessitando de aumento excessivo da força para produzir movimento, o que protege os dentes de ancoragem.
CASTRO (2009) relatou que , em 2007, Miles comparou a taxa de retração em massa com a mecânica de deslizamento entre os braquetes Smartclip e twin convencionais e concluiu que não houve diferença na taxa de retração entre esses braquetes. Neste mesmo ano, PANDIS et al. (2009), compararam o tempo de tratamento para correção de apinhamento inferior e a distância intercaninos e intermolares, com braquetes convencionais e Damon 2. Concluíram que não houve diferença no tempo de tratamento para o apinhamento entre esses dois braquetes, porém a distância intermolares com o Damon 2 foi maior. KOCHENBORGER apud CASTRO (2009) avaliou as alterações dentárias dos dentes anteriores e as dimensões transversais dos arcos superior e inferior, bem como as alterações do perfil facial decorrentes do tratamento ortodôntico com braquetes autoligados Damon 2 e concluiu que esse sistema não promoveu alteração na inclinação vestibulolingual dos incisivos centrais superiores, porém aumentou a inclinação vestibular dos incisivos centrais inferiores. Não houve alteração do perfil facial, mas em compensação, houve um aumento significativo na dimensão transversal da maxila e da mandíbula, por meio da inclinação da coroa. Vale lembrar que o sistema Damon preconiza o uso de fios termoativados, visando promover expansão progressiva do arco dentário no tratamento de más oclusões com apinhamento.
FERREIRA (2010) relatou como sendo uma grande vantagem do autoligado em relação aos convencionais e a agilidade do nivelamento dentário, principalmente quando o apinhamento é elevado. Este fator se deve ao baixo atrito, que proporciona maior grau de liberdade do fio no braquete quando empregados arcos de baixo calibre. Em relação ao tempo para amarração do arco completo com ligadura metálica (cerca de três minutos) e com ligadura elástica (em media dois minutos), os braquetes autoligados exigem menos de trinta segundos para a realização do mesmo procedimento.
SATHLER et al. (2011) afirmaram que a maior eficiência dos autoligados em comparação aos convencionais está relacionada principalmente ao menor tempo de tratamento, ao menor tempo de cadeira e possibilidade de intervalos maiores entre as consultas. HARRADINE apud SATHLER (2011), relatou que o uso dos aparelhos autoligados reduz em média 4 meses do tempo de tratamento, diminui em 24 segundos a colocação e a remoção do fio por arcada e abrevia em média 4 visitas por tratamento, todas essas vantagens devido ao baixo atrito. Com relação ao menor tempo de cadeira, SHIVAPUJA & BERGER apud SATHLER (2011) concluíram que, quando ligaduras metálicas são usadas, um tempo médio de 8 minutos é gasto para a colocação e remoção do fio. Quando utilizadas ligaduras elásticas, o tempo é de 2,3 minutos, e com o uso dos autoligados Speed, 0,7 minutos são requeridos para o mesmo procedimento. Outra vantagem é que, por não utilizar ligaduras metálicas, os aparelhos autoligados normalmente não ocasionam injúrias ao tecido bucal, resultando em maior conforto ao paciente. A sintomatologia dolorosa na fase de alinhamento também é reduzida pelo baixo nível de atrito. O aumento de intervalo entre as consultas é possível devido ao encaixe completo do arco dentro da canaleta juntamente e ao uso dos arcos de alta tecnologia. O maior controle de rotação é outro benefício advindo do perfeito encaixe do fio dentro da canaleta. Uma expansão na arcada minimizando a necessidade de extrações dentárias e procedimentos invasivos é possível com a utilização dos braquetes autoligados associados aos fio de última geração. Como desvantagem, os autores relataram que a severidade do apinhamento aumenta os níveis de atrito e torna os autoligados comparados aos convencionais. O baixo atrito pode resultar em uma maior perda de controle de torque. O alto custo é outra desvantagem, ocasionando um empecilho para sua comercialização.
FERRARI et al. (2011) citaram as principais vantagens dos braquetes autoligados: maior conforto ao paciente, diminuição do tempo de cadeira, uso de forças mais leves, menor risco de injúrias aos tecidos periodontais, higienização facilitada com melhor controle de placa bacteriana e, principalmente, redução da fricção, podendo diminuir o tempo de tratamento. Destacaram que os ativos e passivos têm vantagens e desvantagens distintas: os braquetes autoligados ativos tem como vantagem o maior controle de rotações e de torque e, como desvantagem, maior fricção durante a mecânica de deslize, já os braquetes autoligados passivos
têm como vantagem menor fricção na mecânica de deslize e, como desvantagem, menor controle de rotações e de torque.
CHUGH et al. (2012) afirmaram que o braquete autoligado de baixo atrito passou a ser necessário, principalmente para favorecer a mecânica de deslize quando um fio de maior calibre é utilizado. Além disso, ligações de elastômeros se deformam e se decompõe, sendo que esta decomposição pode atrair placa. As ligações de aço possuem bordas cortantes que podem irritar o paciente, enquanto aumentam o risco de contaminação cruzada. Pela perspectiva do paciente, os braquetes autoligados são mais confortáveis e fáceis de limpar. Além disso, observou-se em vários pacientes tratados o rápido alinhamento e nivelamento. Os autores citaram algumas vantagens clinicas como: o envolvimento do fio mais completo, menor atrito entre o braquete e o fio, menor assistência e mais rápida remoção e ligação do fio. Os aparelhos autoligados reduzem o risco de lesões percutâneas e a possível transmissão de hepatite B, hepatite C, ou HIV para os profissionais. O braquete auto ligado também pode superar o convencional no tratamento de pacientes com complicações como hemofilia e tecido gengival inchado. VOUDOURIS (1997) apud CHUGH (2012) também relatou a redução de quatro vezes do tempo de remoção e ligação com o aparelho autoligado. A redução do tempo de tratamento foi comprovada em estudos utilizando o Damon SL e convencionais. EBERTING et al. (2001) relataram a redução do tratamento de 7 meses e 7 visitas. Já HARRADINE (2003) relatou a redução de 6 meses e 7 visitas. ONG et al. (2010) compararam a eficiência do aparelho autoligado e convencional em 50 pacientes que tiveram extração do pré molar e concluíram que braquetes autoligados não eram mais eficientes que os convencionais no alinhamento anterior ou no fechamento passivo da extração durante as 20 primeiras semanas do tratamento. CHEN et al. (2010) identificaram e examinaram a literatura ortodôntica com foco na eficiência,eficácia e estabilidade do tratamento com braquetes autoligados comparados aos braquetes convencionais e concluíram que, apesar das afirmações sobre as vantagens dos braquetes autoligados, evidências estavam em falta, o tempo de cadeira e a projeção vestibular pareciam ser as únicas vantagens do sistema autoligado.
BIRDSALL, HUNT & SABBAH (2012) avaliaram a precisão de posicionamento de 3 diferentes tipos de braquetes autoligados e compararam com os braquetes convencionais. Foram utilizados Damon MX, In-Ovation System R e SmartClip dentre os braquetes autoligados, e o Victory Series, entre o convencional. Quatrocentos braquetes de cada tipo foram posicionados. Erros angulares, horizontais e verticais foram avaliados. O braquete Victory Series foi o mais precisamente posicionado. Embora a quantidade de erros de posição dos braquetes autoligados tenha sido pequena, um maior número desses braquetes foi posicionado do lado de fora dos limites de tolerância vertical e horizontal em comparação com o braquete convencional. O braquete Damon MX demonstrou o maior número de braquetes posicionados fora do limite de tolerância .
NÓBREGA (2012) mostrou que outras vantagens foram citadas por vários autores, entre as quais se pode ressaltar a permissão no uso de forças leves, o controle sob a resistência friccional, a diminuição no risco de lesões percutâneas, o sistema de ligação estável, as visitas ao consultório mais rápidas e menos frequentes, a facilidade de higienização, o menor desconforto após a troca de arcos e o tempo reduzido de tratamento. Porém, pesquisas retrospectivas têm apontado para uma vantagem definitiva dos aparelhos autoligados: a redução do tempo de tratamento entre 4 e 7 meses, com consequente diminuição do número de consultas. O autor afirmou que o uso dos acessórios autoligantes não elimina a necessidade de exodontias com finalidade ortodôntica, não promove expansão ortopédica e não deve ser utilizado como alternativa aos parafusos disjuntores, mesmo porque aparelhos disjuntores tem se mostrado há décadas eficientes e eficazes. O que os aparelhos autoligados promovem é a expansão dos arcos dentais, o que pode ser traduzido como maquiagem quando se tem pela frente a atresia maxilar de origem esquelética.
JIMÉNEZ (2012) avaliou em um caso clínico a correção da mordida aberta com um aparelho autoligado. Foi escolhido para o tratamento um paciente dolicofacial com mordida aberta, e um braquete autoligado passivo (Damon Q), para evitar extrações dentárias e ter um controle diferencial de torques nos incisivos, promovendo minimização de dobras no fio e encurtando o tratamento.
FLEMING & BRIEN (2013) relataram que os braquetes autoligados resultaram em uma redução consistente no tempo de cadeira em comparação com os aparelhos convencionais.Os resultados na análise de dois estudos semelhantes relatando a economia de tempo é em media de 20 segundos por arcada, comparando a abertura da aleta do braquete autoligado com a remoção da ligadura do braquete convencional. A sugestão é de que o tempo economizado pode ser usado para programar mais pacientes, aumentar a eficiência, melhorar a relação do paciente e permitir reforço na higienização oral. Porém, o tempo de 40 segundos por paciente pode ser insignificante, e não faria muitos operadores mudarem sua prática. Uma série de estudos tem investigado a eficiência de alinhamento ortodôntico inicial sob o período de 20 semanas, e o resultado é de que, apesar do custo alto, os braquetes autoligados podem oferecer nenhuma vantagem com relação à eficiência de tratamento.
ZANELATO (2013) citou como sendo as principais vantagens dos braquetes autoligados a diminuição do atrito, a pouca força e a maior movimentação dentária, a redução do tempo de tratamento e o maior intervalo entre as consultas. Despertou- se o interesse dos ortodontistas, uma vez que a atividade friccional nesse sistema é consideravelmente reduzida e a liberação de forças mais leves é possibilitada, facilitando o movimento dentário, reduzindo o tempo de tratamento e otimizando o conforto ao paciente. Com a possibilidade de usar braquetes autoligados e fios de alta flexibilidade reduzindo o nível de força, diminuem-se os danos teciduais no ligamento periodontal, com a diminuição de áreas hialinas e de lesões na camada cementoblástica que recobre a raiz, que poderiam induzir a perda óssea e reabsorção radiculares. O uso dos braquetes autoligados pode reduzir o tempo de tratamento de 4 a 6 meses em relação ao aparelho convencional e economizar o tempo de cadeira para as trocas dos arcos. Essa diminuição do tempo se expressará mais nas fases iniciais, principalmente durante o alinhamento e o nivelamento, em que o atrito estático estará reduzido. A recomendação é a de que os fios termoativados sejam mantidos na boca por 10 a 12 semanas, pois a liberação de força após a deformação é suave e gradual, permitindo a verticalização dos dentes e a expansão lenta dos arcos dentários, sem provocar efeitos colaterais, como fenestração óssea e aumento exagerado da inclinação vestibular dos incisivos, o que causa instabilidade.
ALMEIDA et al. (2013) compararam o controle de ancoragem entre braquetes autoligados e braquetes convencionais, após exodontia do primeiro pré-molar superior em 38 pacientes dos quais 23 foram tratados com braquetes convencionais (grupo1) e 15 pacientes com braquetes autoligados (grupo2) .No movimento vertical houve diferenças entres os grupos, mas no valor de perda de ancoragem do primeiro molar superior durante o fechamento de espaço não houve diferenças significativas entre os braquetes autoligados e os braquetes convencionais.
Segundo MACEDO (2013), os braquetes autoligados eram cada vez mais utilizados no tratamento ortodôntico em razão das suas vantagens na movimentação dentária, da baixa fricção e também da grande disponibilidade de marcas e modelos, inclusive de fabricantes nacionais com preços mais acessíveis. NÓBREGA apud MACEDO (2013) afirmou que, em determinados momentos na mecanoterapia, é imprescindível contar com altos níveis de fricção. Por isso, ele ressaltou que o