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Vantagens e Desvantagens dos Diferentes Modelos de Negócio

A tabela 6.1 (adaptado de (Jain, Seri, and Srinivasan 2008; SmartCard-Alliance 2008)) resume as vantagens e desvantagens para os MNO’s nos diferentes modelos de negócios para o NFC m-payment.

Tabela 6.1: Vantagens e desvantagens para os MNO’s de cada modelo de negócio (adaptado de (Jain, Seri, and Srinivasan 2008; SmartCard-Alliance 2008))

Modelo Vantagens Desvantagens

Colaborativo

1-Foco na competência core do negócio 2-Potencial para a aquisição de novos clientes

3-Redução da rotatividade dos clientes 4-Receitas das operações de transacção financeira

5- A emissão de crédito e gestão das contas bancárias é realizada pelos Bancos da escolha do cliente

6-A parceria permite reduzir o investimento necessário no rollout dos novos leitores TPA/POS NFC

1-Complexidade (custo/tempo) para negociar com os Bancos

2- Partilha de receitas entre as entidades na parceria poderá implicar acréscimo de custo para o consumidor e/ou comerciante

MNO-Centric

1-Controle sobre a maioria do fluxo de receitas

2-Alavancagem das actuais infra-estruturas para facturar os clientes e pagar aos comerciantes

3-Reforça a ligação e fidelização do cliente (redução do churn)

4- Elevada flexibilidade na implementação da cadeia de valor do NFC m-payment 5-MNO terá a liberdade de definir preços de dispositivos e taxas de transacção

1-Assume o risco de crédito de clientes adicionais, ficam expostos ao risco financeiro

2-Assume os custo de roubo e fraude 3-Gestão da integração com múltiplos emissores

4- Dificuldade em adquirir novos comerciantes e necessidade de distribuir novos leitores POS NFC

5-Necessidade de investimento elevado inicial

7-Os MNO necessitam de uma licença para exercer actividades de transacções

Financeiras

Bank-Centric

1-Possível aumento do volume de dados relacionados com as transacções 2-Potencial de taxas de incentivo para a introdução de novos clientes

1-MNO's ignorados na cadeia de valor do NFC m-payment. (Envolvimento limitado no provisionamento via OTA dos telemóveis e aplicações)

3rd Party

1-Possível aumento do volume dados relacionados com as transações financeiras 2-Potencial de parceria com o fornecedor 3rd Party

1-Desintermediação da cadeia de valor do NFC m-payment

Modelo Colaborativo – As principais vantagens deste modelo é que permite que cada

entidade na parceria se foque no seu core business, permitirá a redução dos investimentos na Infraestrutura necessária e na implementação de novos leitores TPA/POS e facilitará a expansão e adopção do m-payment através do estabelecimento de um padrão único entre os MNO´s e as instituições financeiras. No entanto a complexidade de negociação na parceria poderão prolongar os tempos para o lançamento comercial do NFC m-payment.

No Modelo Colaborativo a estrutura actual de taxas de transacção financeiras realizadas por cartões de crédito/débito utilizadas pelas instituições financeiras manter-se-á sem alterações, no entanto como existem mais entidades envolvidas no negócio, as receitas das taxas das transacções que caberão a cada entidade será mais reduzida. Assim para se manter o mesmo nível de receitas a atribuir a cada entidade terá que haver um acréscimo de custos para o consumidor e/ou comerciante.

Modelo MNO-Centric – Neste modelo dado não existirem outras entidades na cadeia

de valor, permite ao MNO controlar toda a cadeia de valor e ter a liberdade para definir os custos mais apropriados dos dispositivos e taxas de transacção mais baixas para atrair novos comerciantes. O facto de o MNO funcionar também como um Banco poderá contribuir para aumentar a relação com os clientes e assim reduzir a rotatividade “churn”. No entanto os MNO’s não têm relações tradicionais com os comerciantes, a aquisição de tais relações exigirá uma mudança do modelo de negócio do MNO, que seria extremamente dispendiosa e demorada. Outros riscos e desvantagens de avançar sozinho incluem o investimento inicial necessário para criar ou adquirir um Banco, aquisição de novos comerciantes e distribuição de novos leitores TPA/POS.

Será pouco provável que este modelo seja bem sucedido a longo prazo, pois os MNO’s neste modelo, além dos elevados investimentos que teriam de suportar sozinhos, terão que se comportar como um Banco, área de negócio que não é do seu conhecimento, sendo aliás bem diferente do seu negócio tradicional.

Modelo Bank-Centric – Neste modelo os MNO’s são ignorados na cadeia de valor

do NFC m-payment, ou terão uma participação muito limitada no provisionamento remoto das aplicações no UICC. Se o Banco tiver acesso a uma licença para explorar o serviço de telecomunicações móveis, poderá criar o seu próprio MNO e assim explorar toda a cadeia de valor sem necessidade da usar a rede de um ou vários MNO estabelecidos. No entanto este seria um processo extremamente dispendioso. Caso o Banco explore o serviço como um MVNO, terá que negociar com um MNO o uso da rede de telecomunicações para poder disponibilizar os serviços aos seus clientes. O MNO que facilita o uso da sua rede de telecomunicações, permitirá o provisionamento do telemóvel do cliente do Banco, mas todos os outros aspectos do processo de pagamento são geridos e propriedade da instituição financeira. O MNO não participa nas taxas interbancárias nem na propriedade do m-wallet.

A grande vantagem deste modelo é que é fácil de compreender pois reflecte o modelo de pagamento existente hoje em dia, mas falha por não premiar a contribuição dos principais participantes, principalmente os MNO’s, criando desse modo resistências à implementação deste modelo de negócio.

Modelo 3rd Party - Este conceito é mais indicado para serviços de m-payment

serviços de m-payment que dispensam o uso de TPA/POS tradicional e têm a possibilidade de desintermediar os MNO’s e as instituições financeiras, conseguindo, deste modo baixar os custos das transacções em cada pagamento com o telemóvel e assim incentivar a adesão dos comerciantes (SmartCard-Alliance 2008).

Devido à desintermediação dos MNO e das instituições financeiras da cadeia de valor será muito difícil um 3rd party entrar no negócio de m-payment (Sekino, Kwon, and Bong 2007).