As redes de distribuição de energia elétrica discutidas no Capítulo 2 são usadas afim de proporcionar o fornecimento e entrega de energia elétrica aos consumidores, entretanto a interrupção dessa energia por pequenos ou longos períodos de tempo acaba gerando prejuízos econômicos para o setor da indústria e desconforto para o consumidor residencial, de áreas urbanas e rurais, e os comércios. A ANEEL criou indicadores de qualidade do fornecimento de energia elétrica das concessionárias que distribuem a energia elétrica. As normativas como Duração Equivalente de Continuidade (DEC) e o de Frequência Equivalente de Continuidade (FEC), regulam quantas horas em média por ano o consumidor fica sem energia elétrica contando a quantidade dessas faltas de energia. Uma meta é estabelecida e se alguma das concessionárias distribuidoras não conseguir atingir o que propõe os responsáveis, ficam sujeitas a multas.
stes, cabos e demais equipamentos dividem espaço com árvores, construções, fachadas de prédios e calçadas causando intensa poluição visual e interferindo na mobilidade e acessibilidade urbana (NAKAGUISHE, HERMES. 2011,p. . As redes aéreas poluem visualmente o ambiente por conta das árvores além de dividir espaço com as linhas de redes telefônicas fora as edificações de pequeno à grande porte.
espaço é, sem dúvida, um dos principais problemas existentes na arborização viária de uma cidade (VELASCO.
são causadas pelas espécies de árvores que geralmente já estão plantadas a milhares de anos.
Ainda segundo Velasco (2003), as concessionárias de energia tendem a fazer da arborização viária utilizando porte pequeno das espécies de árvores além de podar as já existentes de porte grande, entretanto, Existem alguns fatores que influenciam diretamente na escolha do tipo de rede de distribuição a ser usado em um determinado local. Os principais fatores são: Vegetação na rede, descargas atmosféricas, meio ambiente animal, abalroamentos, e poluição salina e/ou industrial Ao projetar uma rede de distribuição, leva-se em consideração alguns fatores por isso é muito importante que seja feito um estudo acerca do local no qual quer a rede
elétrica implantada porque difere em futuras manutenções e até mesmo em
interrupções de energia elétrica. s condutores são nus,
a área a ser podada é maior, enquanto a rede isolada não é necessária a poda da vegetação, pois os condutores são isolados (RIGONI. 2016,p. 21) . A RAC não possui isolação nos cabos, isso a torna vulnerável diante de contato externo que possa causar efeitos danosos em equipamentos da rede e até mesmo dos usuários desta alimentação. Souza argumenta que:
O desempenho não satisfatório das redes convencionais devido à elevada taxa de falha no fornecimento de energia, ao baixo nível de qualidade, ao elevado impacto ambiental e ao crescente custo operacional deste sistema motivou o desenvolvimento das redes aéreas compactas no Brasil conhecidas como redes protegidas, tecnologia mais moderna (2015,p. 100).
As redes compactas reduzem os riscos ao ser humano, a compactação da rede traz um maior afastamento em relação as edificações e obstáculos, bem como os cabos protegidos que oferecem uma segurança plausível que podem evitar correntes de fuga em contatos súbitos. A disposição dos cabos no espaçador diminui as chances
manutenção, combinados com as taxas de falhas ao longo da vida útil dos sistemas, tornam a rede compacta protegida o sistema mais econômico (FINK. 2013,p 33) . Fink refere-se economicamente entre os custos de uma rede convencional e uma rede compactada.
A rede convencional trata-se da mais encontrada nas ramificações, seu custo baixo para instalação e formato rústico vem sendo utilizada com frequência desde os primórdios, contudo, as concessionárias de energia elétrica buscam outras formas de rede que agreguem em mais confiabilidade, segurança e custos inferiores de manutenção. A rede compacta é trouxe um grande desempenho tecnológico que possibilita o aumento da qualidade de energia distribuída pelas concessionárias já que a RAC quando comparada a uma RDA traz menos pontos de contatos com a estrutura, o que na RAC, os cabos estão afastados apenas por isoladores e o rompimento do cabo torna o poste energizado, perigoso em contato indireto ou direto com a estrutura.
Assim como nas redes compactas, nas redes convencionas são aplicadas chaves fusíveis com elos de expulsão e religadores automáticos para proteção contra sobrecorrentes e curto-circuito. Para Albani e Costa (2017) em relação aos picos de
tensão os dispositivos para-raios são utilizados e os curtos circuitos, acontece em maior quantidade de vezes quando ocorre a ruptura dos cabos, colocando em risco a vida das pessoas que possam estar passando próximo a estes locais e quando ocorre a elevação dos custos operacionais, as concessionárias arcam com o ressarcimento de danos que possam ser provocados nos equipamentos dos consumidores. Mesmo que os danos sejam pagos pelas concessionárias, os usuários da energia elétrica ficam no prejuízo por ficarem impedidos de usar seus equipamentos em um dado período de tempo. A RDA ocupa espaço devido aos seus condutores e por consequência está sujeita a curto-circuito devido a vegetação. Para maior proteção, as podas deste tipo de rede devem ser de grande porte e realizadas com regularidades.
A rede área compacta tem se mostrado mais eficiente em relação a rede áerea convencional e para Souza, para demonstrar as vantagens da RAC:
Dentre as vantagens da utilização desse padrão estão a compactação do circuito, a redução das áreas de poda de árvores, a minimização das interrupções no fornecimento de energia, o bom desempenho frente às solicitações temporárias e os custos de implantação mais atrativos em relação àqueles de outras redes de alta confiabilidade, como as redes subterrâneas (2015,p. 3).
estrutura possui elevados índices de confiabilidade, porém seu investimento inicial é bem mais elevado do que as redes aéreas convencionais (NAKAGUISHE, HERMES, 2011,p. 5) , entretanto, a implantação do sistema subterrâneo é elevado em relação a rede área convencional. Em um sistema de distribuição, dois fatores são considerados principais para garantir os níveis de qualidade do fornecimento de energia elétrica: a tensão de suprimento, que dever ser mantida em limites estreitos em relação a sua tensão nominal e a continuidade de serviço, que significa reduzir ao mínimo o número de desligamentos. O essencial é determinar a melhor maneira de realizar o menor investimento na infraestrutura em função da importância ou complexidade da carga atendida e recursos disponíveis
Uma das maiores dificuldades no projeto de redes subterrâneas é o enterramento dos condutores em um solo recheado de tubulações de serviços essenciais como rede de esgoto, água, galerias pluviais, também de outras concessionárias como de telefonia, TV a cabo e fibra óptica. Dessa forma há um
enorme cruzamento de redes, diminuindo os espaços no subsolo, gerando contratempos e elevando ainda mais os custos de instalação (NAKAGUISHE, HERMES, 2011). As redes subterrâneas são divididas em semi-enterradas e totalmente aterradas, a diferença está na qual a semi-enterrada traz alguns equipamentos sob o solo e os condutores aterrados, ao contrário da totalmente aterrada, onde os cabos e equipamentos se encontram embaixo da terra. Para Nakaguishe e Hermes, para argumentar sobre as vantagens da RS em relação as redes aéreas:
Ao contrário das redes aéreas, onde os cabos e demais equipamentos ficam expostos e sujeitos a tempestades e fenômenos naturais, nas redes subterrâneas eles ficam enterrados e mais protegidos. Isso resulta em menores custos de operação, manutenção corretiva e melhores valores de confiabilidade (2011,p. 71).
As manutenções nas redes subterrâneas em relação as manutenções nas redes áreas são feitas a longa prazo porque os equipamentos das redes subterrâneas estão protegidas quanto a quaisquer condições climáticas severas, evitando curto-circuito e a necessidade de manutenção, aumentando significativamente sua confiabilidade no fornecimento de energia elétrica.
Na distribuição de energia, uma forma de melhorar formidavelmente a qualidade de serviço é a implantação de redes subterrâneas em substituição às convencionais aéreas. Se forem analisados os índices duração equivalente de continuidade e a frequência equivalente de continuidade de consumidores atendidos por essas , é perceptível que o DEC e FEC apresentam índices baixos, que demonstram ser inferiores aos das redes aéreas, tanto as convencionais, quanto as compactas (NAKAGUISHE, HERMES, 2011).