3. Lista de quadros
4.6 Variáveis da Pesquisa
4.6.1 Variáveis Dependentes
4.6.1.2 Variáveis dependentes – Desempenho
Para análise das variáveis dependentes quantitativas de desempenho foram utilizadas as seguintes variáveis, conforme consubstanciado no quadro 7 – Variáveis Dependentes– Desempenho.
Quadro 7– Variáveis Dependentes – Desempenho
Siglas Variável
CT/PL Proporção de Endividamento
MB Receita/Resultados Intermediação Financeira At.Invest/CDG Recursos utilizados em atividades de Operacional At. Financ/CDG Recursos utilizados em atividades de Financiamento ROE Retorno do Patrimônio Líquido
ROI Retorno sobre o Investimento ROA Retorno sobre o Ativo
ML Margem Líquida
At.Operac/CDG Recursos utilizados em atividades de investimento Fonte – Elaborado pelo autor da tese.
Proporção de endividamento (CT/PL) - Esse indicador mede a relação entre o capital de terceiros e o capital próprio. Tal indicador relaciona-se à segurança e solidez nas cooperativas de crédito em virtude do vencimento das obrigações de curto e longo prazos por parte da empresa e extraído do Balanço Patrimonial e segregado por vencimento das obrigações de curto e longo prazos. Parliament e Lerman (1993), analisando a estrutura de capital em sua pesquisa, observaram que, quando do crescimento das cooperativas de crédito, ocorre uma diminuição da proporção entre o capital próprio e o capital de terceiros e, consequentemente, dificuldade na relação de contratação de novos empréstimos. Atenção deve ser dada à pesquisa de Lazzarini e Bialoskorski Neto (1998), em relação à incorporação das sobras líquidas em fundos indivisíveis (Reserva Legal), pois esse procedimento anula o custo do capital próprio, além de estimular investimentos de capital em projetos com taxas de retorno inferiores ao custo médio ponderado de capital, já que este está subavaliado. Outro ponto a destacar é que essa opção da assembleia contraria o princípio do cooperativismo, mas deve ser considerada quando se buscam ganhos de eficiência e performance econômica e financeira para a cooperativa de crédito. Para tanto, sua representação se dá pela seguinte fórmula:
Em que:
CT/PL – Proporção de Endividamento CT – Capital de Terceiros
PL – Patrimônio Líquido
Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Kanitz (1978), Parliament e Lerman (1993), Lazzarini e Bialoskorski Neto (1998), Lameira, Júnior e Soares (2005), Silveira, Barros e Fama (2005), Lameira, Júnior e Motta (2005), Alencar e Lopes (2005), Gollner (2006), Lameira (2007), Velasquez (2008), Lameira et al. (2010) e Braga-Alves e Hastri (2011).
Margem Bruta (MB) - Refere-se à relação entre o resultado líquido da intermediação financeira e a receita bruta total. Tem como foco medir qual é a participação do resultado da intermediação financeira sobre a receita total da cooperativa de crédito, ou seja, qual é o impacto das despesas financeiras sobre o resultado bruto total. Para tanto, tem-se a fórmula:
Em que:
MB – Margem Bruta
RLIN – Resultado Líquido da Intermediação Financeira REC – Receita Total
Para análise dessa variável, foi utilizada a pesquisa de Bressan et al. (2010).
Recursos utilizados em Atividade Investimento (At.Invest/CDG) - Refere-se a dados retirados do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício para confecção da Demonstração de Fluxo de Caixa. As atividades de investimentos correspondem aos recursos financeiros aplicados em ativos não circulantes, a saber: realizável ao longo prazo, investimento, imobilizado, intangível. Assim, indica a relação de recursos incorporados nas atividades de investimento em relação aos recursos oriundos das atividades comerciais das cooperativas de crédito. Tem como foco medir a participação dos recursos inseridos nas atividades de investimento com relação ao capital de giro das cooperativas de crédito. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:
MB = RLIN / REC
Em que:
At.Invest. – Aplicações em inversões do ativo não circulante obtido por meio da Demonstração de Fluxo de Caixa
CDG – Capital de Giro
Ressalta-se que essa peça contábil começou a ser exigida a partir da data base 31/12/2010, com o advento da Lei nº 11.638/2007 (BRASIL, 2007). Portanto, não foram localizados trabalhos científicos que tratassem desse conjunto de variáveis.
Recursos utilizados em Atividade Financiamento (At.Financ/CDG) - Refere-se a dados retirados do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício para confecção da Demonstração de Fluxo de Caixa. As atividades de financiamento correspondem aos recursos financeiros recebidos de captação de terceiros e próprios, excluídos das obrigações acessórias e principais das cooperativas de crédito, ou seja, somatório dos recursos oriundos da captação de recursos que gerarão encargos financeiros, tais como: exigível ao curto e ao longo prazos, obrigações por empréstimos e repasses e patrimônio líquido. Assim, indica a relação de recursos utilizados nas atividades de financiamento em relação aos recursos oriundos das atividades comerciais das cooperativas de crédito. Tem como foco medir a participação dos recursos inseridos nas atividades de captação de recursos e como elas se relacionam ao capital de giro das cooperativas de crédito. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:
Em que:
At.Financ. – Captações em inversões de dívidas remuneradas, seja capital de terceiros ou capital próprio obtido por meio da Demonstração de Fluxo de Caixa
CDG – Capital de Giro
Ressalta-se que essa peça contábil começou a ser exigida a partir da data base 31/12/2010, com o advento da Lei nº 11.638/2007 (BRASIL, 2007). Portanto, não foram localizados trabalhos científicos que tratassem desse conjunto de variáveis.
Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) - Este índice de desempenho mede o retorno dos recursos aplicados na empresa por seus quotistas, ou qual o retorno que os quotistas recebem por meio da distribuição da Sobra Líquida do Exercício comparado com o
capital investido na cooperativa de crédito. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:
Em que:
ROE – Retorno sobre o Patrimônio Líquido SL – Sobra Líquida
PLm – Patrimônio Líquido médio ( PL no final do exercício mais PL no início do exercício dividido por 2)
Rappaport (2001) explica que o foco sobre o ROE no nível corporativo tem como base uma medida de interesse vital para os investidores, pois pressupõe que os recursos de capital de terceiros possam ser investidos a uma taxa de retorno ainda maior do que a taxa de empréstimos. Assim, o ROE aumentará quanto maior for o uso da alavancagem. Portanto, o ROE crescerá na medida em que for exigido retorno maior que o desejado e, consequentemente, o valor da empresa decrescerá devido ao aumento do risco financeiro.
Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Kanitz (1978), Gompers; Ishii; Metrick (2003), Martins (2003), Pace et al. (2003), DeYong (2003), Silveira (2004), Rolim (2006), Gollner (2006), Gotardelo (2006), Dami (2006), Lameira (2007), Velasquez (2008), Correia (2008), Ribeiro (2009), Rodrigues (2009), Cremers e Ferrell (2010), Bressan et al. (2010), Lameira et al. (2010), Bressan et al. (2011), Catapan (2012) Aguiar et al. (2011) e Peixoto (2012).
Retorno sobre o Investimento (ROI) - Este índice de desempenho mede o retorno dos recursos investidos na empresa pelos credores e quotistas, ou seja o retorno que os quotistas e os credores recebem pelo do capital investido na empresa. Para tanto, sua representação se dá pela fórmula:
ROE = SL x 100 PLm
ROI = LGAO x 100 RecOneroso
Em que:
ROI – Retorno sobre o Investimento
LGAO – Lucro Gerado pelo Ativo Operacional
RecOneroso – Captação composto pelos recursos onerosos captados de terceiros e os recursos próprios, ou seja, Passivo Oneroso mais Patrimônio Líquido.
Rappaport (2001) aponta que é uma medida frequentemente utilizada do desempenho divisional e que o retorno contábil sobre o investimento é utilizado por várias organizações empresariais. Ainda mais, conforme o autor, o aumento de investimentos direcionados a ativos intangíveis ao invés de ativos fixos tem tido efeito mais relevante como padrões de referência de valor.
Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Rappaport (2001), Rodrigues (2009) e Aguiar et al. (2011).
Retorno sobre o Ativo (ROA) - Este índice de desempenho mede o retorno dos recursos investidos na empresa pelos credores e acionistas, ou seja, o retorno que os acionistas e os credores recebem pelo capital investido na empresa. Para tanto, está representada pela seguinte fórmula:
Em que:
ROA – Retorno sobre o Ativo SL – Sobra Líquida
ATm – Ativo médio (composto pela somatório do ativo total em t1 mais ativo total em t0 dividido por 2).
Rappaport (2001) aponta que é uma medida frequentemente utilizada no desempenho voltado para o acionista. Ainda, conforme o autor, essa medida é utilizada por várias organizações empresariais. Desse modo, para as cooperativas de crédito, o retorno contábil da sobra líquida sobre o ativo total da empresa melhora sua performance.
ROA = SL x 100 ATm
Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Rappaport (2001), Klapper e Love (2002), Pace et al. (2003), Silveira (2004), Boheren e Odegaard (2004), Lameira, Júnior e Motta (2005), Gollner (2006), Gotardelo (2006), Pedreira e Santos (2006), Lameira (2007), Mello (2007), Lameira (2007), Velasquez (2008), Correia (2008), Rolim (2009), Bebchuk, Cohen e Ferrell (2009), Imai (2009), Rossoni (2009), Cremers e Ferrell (2010), Koerniadi, Krishamurti e Rad (2010), Almeida et al. (2010), Lameira et al. (2010), Bressan et al. (2010), Braga-Alves e Hastri (2011), Aguiar et al. (2011), Gabriel (2011), Catapan (2012), Bressan et
al. (2011) e Peixoto (2012).
Margem Líquida (ML) - Refere-se à relação entre a sobra líquida em relação ao resultado líquido da intermediação financeira. Tem como foco medir qual é a participação das sobras líquidas junto ao resultado líquido da intermediação financeira da cooperativa de crédito. Para tanto, sua representação se dá pela fórmula:
Em que:
ML – Margem Líquida SL – Sobra Líquida
RLIN – Resultado Líquido da Intermediação Financeira
Para análise dessa variável, foram utilizadas as pesquisas de Rocha (1999), Gompers, Ishii e Metrick (2003), Silveira (2004), Correia (2008), Rolim (2009), Rodrigues (2009), Bressan et
al. (2010) e Peixoto (2012).
Recursos utilizados em Atividade Operacional (At.Operac/CDG) - Refere-se a dados retirados do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício para confecção da Demonstração de Fluxo de Caixa. As atividades operacionais correspondem aos recursos financeiros líquidos aplicados nas principais atividades das cooperativas de crédito, ou seja, somatório líquido dos recursos oriundos da captação e aplicação de recursos financeiros que irão gerar caixa para cobertura dos gastos em investimento e em financiamento, tais como: títulos e valores mobiliários, aplicações interfinanceiras de liquidez, operações de créditos, pagamento a fornecedores, captações interfinanceiras de liquidez.
Assim, indica a relação de recursos incorporados nas atividades operacionais em relação aos recursos provenientes das atividades comerciais das cooperativas de crédito. Tem como foco medir qual é a participação dos recursos líquidos aplicados nas atividades de operação e como elas se relacionam ao capital de giro das cooperativas de crédito. Para tanto, sua representação se dá pela fórmula:
Em que:
At.Operac. – Recursos líquidos em inversões em ativos e pagamento dos passivos da movimentação da atividade operacional obtido por meio da Demonstração de Fluxo de Caixa
CDG – Capital de Giro
Ressalta-se que essa peça contábil começou a ser exigida a partir da data base 31/12/2010, com o advento da Lei nº 11.638/2007 (BRASIL, 2007). Portanto, não foram localizados trabalhos científicos que tratassem desse conjunto de variáveis.