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44 Uso “locução” na sua acepção gramatical: “Houaiss: Rubrica: gramática. conjunto de palavras que equivalem

a um só vocábulo, por terem significado, conjunto próprio e função gramatical única (p.ex., a de adjetivo, donde locução adjetiva) as loc. podem ser adjetivas (da cor do mar, de ouro etc.); adverbiais (com cuidado, às pressas etc.); conjuntivas (posto que, desde que etc.); interjetivas (ora, bolas; valha-me Deus etc.); prepositivas (em cima de, depois de etc.); substantivas (estrada de ferro, casa de saúde etc.); verbais (conjugações perifrásticas)”

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permitissem, esperançosamente, se preservassem alguns dos aspectos da linguagem assinalados acima, notadamente no plano de arranjos rítmicos específicos, passando no entanto por alguma modificação, já que se substituiria um dístico de septissílabos por um dístico de octossílabos em francês.

A título de comparação, pode se observar que Tavani, com “aveva un aspetto da bonaccione (2), ma non si lasciava posar le mosche sul naso (1)” preferiu, por sua parte, transferir o caráter corrente e idiomático (de uma formulação provavelmente? ou supostamente comum na época em que se situa o relato de Blau ou em que Simões escreveu seus contos.) A versão italiana não deixa, aliás, de ser perfeitamente coerente em relação com a estratégia adotada globalmente por Tavani, a qual parece ter seguido sempre, no fundo, aquela linha diretiva de um compromisso entre literalidade e idiomatização45. Obviamente, não posso dizer nada a respeito da organização rítmica da tradução italiana. Meu conhecimento do italiano não me possibilita tal avaliação.

Este compromisso na versão italiana se manifestaria, segundo minha avaliação global, por uma distribuição equilibrada, em partes aproximadamente iguais, entre o “decalque**” (ver 2 acima, bem como em um exemplo meu de tradução para o francês) em proporções várias de imitação do original e a “adaptação” (ver 1 acima). Ou seja, Tavani aparenta sempre ter buscado um equilíbrio entre uma tradução imitativa da formulação original e uma tradução mais congenial ao italiano (mais especificamente na sua variedade nacional padrão, sendo que recorreu muito pouco a um léxico de cunho regional).

Bom, a tradução é inegavelmente uma arte do compromisso, e, em semelhante perspectiva de uma função “diplomática” desta prática, parece-me particularmente adequada à formulação de Umberto Eco. Ele fala a miúde em Dire quasi la stessa cosa - Esperienze di traduzione, de “negociação” entre o texto de origem e o texto de destino. Pois bem, a versão de Tavani ilustra perfeitamente seu esforço para chegar a um compromisso entre um excesso de estrangeirização que de certo ia dificultar a leitura do seu texto para o leitor italiano e daí, justamente, comprometer a difusão da arte de Simões para além do domínio da sua língua de expressão natural, e um excesso de domesticação, que não ia fazer justiça à sofisticação da composição literária original.

45 Ver Bertrand Buche, in L'expression idiomatique en traduction : les processus d'idiomatisation» dir.

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A dificuldade vem de que esta sofisticação não se funda unicamente na organização dramática dos relatos, mas também no jogo precioso e preciso com a linguagem. Isto é, especialmente no que diz respeito à combinatória complexa entre a ilusão de uma expressão que soe como imitativa da forma supostamente “frusta” do falar campeiro e aquele constante malabarismo poético com as palavras que se põem a trabalhar entre si no momento de leitura; feição do texto simoniano que tratei de ressaltar neste trabalho.

Por minha parte, optei pelo que alguns poderão ver como certa falta de “mesura” no cálculo das medidas. São duas estratégias diferentes, a de Tavani e a minha, cuja escolha tem muito a ver com o contexto de produção da versão. Em particular, seria pertinente considerar:

- por um lado, a divulgação de um texto que o encantara pelo conceituado lusicista italiano Giuseppe Tavani, a tradução dos Contos tendo provavelmente como maior fito a sua disponibilização para o leitor italiano não especialista.

- por outro lado, a apresentação de uma versão estrangeira dentro de um projeto de doutorado, sem as limitações, orientações e reorientações a que inevitavelmente teria levado a perspectiva de submeter a tradução a uma editora para publicação.

Em todo caso, não há ultimamente como o tradutor contornar a imbricação de formas “versificadas” na prosa dos Contos, seja qual for a sua modalidade e a origem da matéria “importada” – citação “direita” de elementos de poemas ou canções, arranjos lexicais e (ou) sintáticos tomados emprestados ou “imitados” da poesia oral ou escrita e “fundidos” na prosa, elementos do discurso gnômico ou de um fundo paremiológico apresentando esquemas rítmicos e rímicos manifestos, etc.

O entranhamento de tais formas na narrativa, pois, implica em que seja mister prestar também atenção especial aos fenômenos de repetição vinculados com a prosódia e a composição poética em geral (versos, “grupos rítmicos”, construções rimadas, aliterações e consonâncias, etc.). Globalmente, isto equivale a dizer que se deve abordar a tradução de certos segmentos de textos como os Contos gauchescos como se se tratasse de verter um poema para uma língua estrangeira.

Contudo, vale fazer uma reserva quanto às perspectivas de aprofundamento deste aspecto da conversão para o idioma de destino.

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Para poder investigar com mais segurança o assunto da captação dos elementos prosódicos e da sua eventual transferência para a versão estrangeira, caberia estudar não só as estruturas da prosódia da língua de partida e da língua de chegada em geral, como também a de cada um de seus constituintes. Este tipo de estudo se revela particularmente cabível em casos como este, onde o elemento lexical indígena, por exemplo, mostra desempenhar papel bastante significativo, nem que fosse ao nível da distribuição das sílabas tônicas ao longo dos períodos ou orações que formam a fraseologia.

Dos sonetos de Gregório de Mattos ao Macunaíma de Mário de Andrade, passando pelos poemas e romances indianistas de Gonçalves Dias e José de Alencar, o léxico procedente de línguas indígenas, certamente, terá imprimido traços rítmicos particulares na escrita literária brasileira que merecessem não ser passados por alto pelos tradutores.

Como disse alhures, a avaliação da pertinência das observações concernentes tanto à identificação quanto às possibilidades de transferência ou transposição do tipo de fenômeno ressaltado nestas páginas depende muito do contexto de produção da tradução e está estreitamente vinculado com questões ligadas à situação de recepção do texto (e, portanto, à própria receptividade do público leitor, enquanto fator relevantíssimo de influência nas escolhas tradutórias). Pensa-se em especial em restrições decorrentes das expectativas de recepção da versão, quer provenientes da editora, do revisor, do próprio tradutor, dos pares, etc.

São na verdade limitações devidas tanto ao “condicionamento” dos atores envolvidos (como escrever, como ler, como traduzir;..), inclusive na sua dimensão de autossugestionamento46, quanto ao próprio mercado. Por exemplo, enquanto o impacto ao nível prosódico geral da introdução na escrita de um volume significativo de palavras de origem indígena pode ser de algum interesse imediato (se é que houve impacto, e com a ressalva de que os vocábulos importados foram aportuguesados antes de ser assimilados pela língua colonizante) talvez não seja tão relevante a maneira como aspectos prosódicos inerentes ao árabe tenham impactado os esquemas prosódicos do português (se é que os impactaram)

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É um processo que sempre poderíamos considerar como algo dialético, uma vez que evolui em função de fatores externos à prática do tradutor, mas que, ao mesmo tempo, esta prática, repetida às centenas ou aos milhares, impacta as orientações de ordem prescritiva que provém do “meio” (quer dizer o conjunto editora, mídia, situação política e suas restrições – ex. censura –, público de leitores, etc.). Também, pode ser contemplado como um duplo processo de exteriorização e de interiorização de sistemas restritivos e de lances, por parte dos tradutores, que se colocam como questionamentos ou enfrentamentos às ditas prescrições.

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133 Consequências para as orientações de ordem bibliográfica.

Ah! saudade!... Parece que ainda vejo a minha morena, quando no rancho do Chico Triste botei- me os versos...

Minha voz no teu ouvido

A bibliografia, neste quesito da pesquisa, tem se movimentado entre composições literárias, cancioneiros, pajadas ou payadas, outros poemas e poemetos diversos, etc. e ensaios sobre a organização dos textos literários sob o ponto de vista da sua versificação.

Outra estante bastante visitada tem sido a dos ensaios tradutológicos dedicados em particular à tradução poética (ou à tradução de poemas específicos) ou ainda livros mais abrangentes sobre a questão do tratamento do ritmo no processo de elaboração da versão estrangeira.

Nesta perspectiva de procurar não perder de todo a relação entre prosódia e construção da significação no curso do processo tradutório, pareceu-me aconselhável voltar-me para domínios de reflexão conexos da tradução e da tradutologia e indagar como era abordada esta questão em “tratados” de especialistas que focassem o problema, precisamente, da transferência dos esquemas rítmicos. Pensa-se evidentemente em primeiro lugar, para um francês, nos trabalhos de Henry Meschonnic, porém a questão da transposição da “cantabilidade” do texto é também uma vertente da pesquisa que vale se considerar.

Bibliografia sucinta

MESCHONNIC, Henry, Pour la poétique II, Épistémologie de l’écriture, Poétique de la traduction, Gallimard, 1973.

MESCHONNIC, Henry, Pour la poétique III, Une parole écriture, Gallimard, 1973. MESCHONNIC, Henry. Poétique du traduire, Paris : Verdier, 1999

BOSSEAUX, Charlotte. “The Translation of Song”, in The Oxford Handbook of Translation Studies, Ed. Kirsten Malmkjær and Kevin Windle Oxford: OUP, March 2011.

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134 Versão do texto n°4 - NO MANANTIAL

EN L'ÉTANG – Le manantial*

Está vendo aquele umbu, lá embaixo, à direita do coxilhão?

Vous voyez cet umbu, là en bas, à droite de cette grande cochilla?

Pois ali é a tapera do Mariano. Nunca vi pêssegos mais bonitos que os que amadurecem naquele abandono; ainda hoje os marmeleiros carregam, que é uma temeridade!

Eh bien c’est là que se trouve la tapera de Mariano. Je n’ai jamais vu de pêches aussi belles que celles qui murissent dans cet abandon et encore aujourd’hui les cognassiers sont chargés de fruits que c’en est une merveille !

Mais para baixo, como umas três quadras, há uns olhos-d'água, minando as pedras, e logo adiante uns coqueiros; depois pega um cordão de araçazeiros.

Plus bas, à environ trois cent mètres, il y a des sources qui coulent à travers les pierres, et juste un peu plus loin, quelques jerivás ; et derrière, commence une rangée d’araças.

Diziam os antigos que ali encostado havia um lagoão mui fundo onde até jacaré se criava.

Les anciens disent qu’à cet endroit il y avait un étang très profond où l’on trouvait même des caïmans.

Eu, desde guri conheci o lagoão já tapado pelos capins, mas o lugar sempre respeitado como um tremedal perigoso: até contavam de um mascate que aí atolou-se e sumiu-se com duas mulas cargueiras e canastras e tudo...

J’ai connu enfant l’étang déjà recouvert d’herbe et toujours avec cette réputation d’être un marécage dangereux; on racontait même qu’un colporteur qui s’était enlisé y avait disparu avec ses deux mules de somme, ses malles et tout le chargement.

Mais de uma rês magra ajudei a tirar de lá; iam à grama verde e atolavam-se logo, até a papada.

Moi, j’ai aidé à tirer de là plus d’une tête de bétail. Les animaux étaient attirés par l’herbe bien verte et s’enlisaient aussitôt, jusqu’au goître.

Só cruzam ali por cima as perdizes e algum cusco leviano.

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Com certeza que as raízes do pasto e dos aguapés foram trançando uma enrediça fechada, e o barro e as folhas mortas foram-se amontoando e, pouco a pouco, capeando, fazendo a tampa do sumidouro.

Les racines des herbes et des aguapés ont sûrement tissé un maillage serré où la fange et les feuilles mortes se sont accumulés et ont peu à peu recouvert le trou d’eau.

E depois nunca deram desgoto na ponta do lagoão, porque, se dessem, a água corria e não se formaria o mundéu…

Et puis personne n’a jamais creusé de pertuis au bout de l’étang parce que si on l’avait fait, l’eau se serait écoulée et n’aurait jamais formé ce piège…

Mas, onde quero chegar: vou mostrar-lhe, lá, bem no meio do manantial, uma cousa que vancê nunca pensou ver; é uma roseira, e sempre carregada de rosas...

Mais où je veux en venir ? Je vais vous montrer, là, bien au milieu du manantial, du trou d’eau, une chose que vous n’auriez jamais pensé y voir ; c’est un rosier, et couvert de roses en permanence.

Gente vivente não apanha as flores porque quem plantou a roseira foi um defunto... e era até agouro um cristão enfeitar-se com uma rosa daquelas!...

Les vivants ne cueillent pas les fleurs parce que c’est un défunt qui a planté ce rosier... Et ce serait même de mauvais augure que de se faire une parure d’une de ces roses !

Mas, mesmo ninguém poderia lá chegar; o manantial defende a roseira baguala: mal um firma o pé na beirada, tudo aquilo treme e bufa e borbulha...

Mais de toute façon, personne ne pourrait arriver jusque là ; le trou d’eau défend son joli rosier sauvage : à peine approche-t-on le pied du bord que tout ça se met à trembler, à glouglouter, à bouillonner...

Uns carreteiros que acamparam na tapera do Mariano contaram que pela volta da meia-noite viram sobre o manantial duas almas, uma, vestida de branco, outra, de mais escuro..., e ouviram uma voz que chorava um choro mui suspirado e outra que soltava barbaridades ...

Des muletiers qui ont installé leur campement dans les ruines du ranch de Mariano ont raconté avoir vu, aux alentours de minuit, deux âmes, l’une vêtue de blanc et l’autre d’un habit plus foncé..., et ils ont entendu une voix où se mêlaient sanglots et soupirs, et une autre qui lançait des imprécations...

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Mas como era longe e eles estavam de cabelos em pé... - pois nem os cachorros acuavam, só uivavam... uivavam... - não puderam dar uma relação mais clara do caso.

Mais comme c’était loin et qu’ils avaient les cheveux qui se dressaient sur la tête... – car même les chiens qui auraient dû grogner et aboyer ne faisaient que hurler… hurler…— ils n’ont pu faire de récit plus clair de l’affaire.

E o lugar ficou mal-assombrado.

Et c’est ainsi que l’endroit est devenu hanté.

Mas, onde quero chegar: foi assim, como lhe vou contar. Estes campos eram meio sem dono, era uma pampa aberta, sem estrada nem divisa; apenas os trilhos do gado cruzando-se entre aguadas e querências.

Mais voilà où je veux en venir: c’est tout comme je vais vous raconter. Ces prairies-là n’avaient pas vraiment de propriétaire. Tout ça, c’était une pampa ouverte sans route ni limites de propriété ; juste les sentiers que traçait le bétail et qui se croisaient et recroisaient entre abreuvoirs et reposoirs.

A gadaria, não se pode dizer que era alçada: quase toda orelhana, isso sim.

Le bétail, on peut pas vraiment dire qu’il était sauvage mais pratiquement aucune bête ne portait de marque reconnue, ça c’est sûr.

Mas vivia-se bem, carne gorda sobrava, e potrada linda isso era ao cair do laço.

Mais on y vivait bien, la viande ne manquait pas et quant aux mustangs, il suffisait de lancer son lasso.

O Mariano apareceu aqui, diz que vindo de Cima da Sena, corrido dos bugres; uns, porque lhe morrera a mulher da bexiga preta, outros ainda, à boca pequena, que não era por santo que ele mudara de cancha.

Un beau jour, Mariano a fait son apparition, venu, disait-on, de Cima da Serra, chassé par les bugres*; selon les uns, parce que sa femme était morte de la variole, selon d’autres, à voix basse, parce que s’il avait changé de pâturage, c’est qu’il devait avoir la conscience chargée.

Mas fosse como fosse, chegou e arranchou-se.

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Trazia para o brigadeiro Machado uma carta que devia ser de gente pesada, porque o brigadeiro tratou-o muito bem e decerto foi com o seu consentimento que ele aboletou-se aqui nos pagos.

Il était porteur d’une lettre pour le brigadier Machado qui devait être adressée par quelque gros bonnet car le brigadier l’a très bien traité et ce n’est qu’avec son consentement qu’il a pu s’établir par ici.

Tocava uma carreta de tolda, uma ponta de gado manso e uma quadrilha de ruanos.

Il conduisait un chariot bâché, une pointe* de bétail et une petite troupe de ruanos.

De gente, ele, duas velhuscas, uma menina, uns pretos, campeiros e uma negra mina, chamada mãe Tanásia.

Quant aux gens, eh bien à part lui, deux femmes déjà vieilles, une petite demoiselle, quelques noirs, vaqueiros, et une négresse mina* qu’on appelait m’man Tanasia.

A menina era filha dele; das velhas uma era a avó da criança, e a outra, irmã dessa, vinha a ser tia-avó. Ele dava-se por genro da velha, mas não era: havia suspendido com a moça da casa, e depois nunca se proporcionou ocasião de padre para fazer-se o casamento, e o tempo foi passando até que a defunta morreu, ficando a inocente nesse paganismo de não ser filha de casal legítimo... por sacramento. Mas davam-se bem, todos.

La petite, c’était sa fille ; et quant aux deux vieilles, l’une était sa grand-mère et l’autre, sœur de la grand-mère, était donc la grand-tante. Lui se disait gendre de la vieille mais ne l’était pas: il s’était mis en ménage avec la fille de la maison et après ça, jamais il ne s’était trouvé de prêtre dans les environs pour les marier ; et puis le temps avait passé jusqu’à la mort de la mère ; et l’innocente était restée ainsi, dans cette impiété de ne pas être l’enfant d’un couple légitime... marié à l’église je veux dire. Mais tous s’entendaient bien.

O paisano era trabalhador e entendido nas cousas; desde o torrão para os ranchos, e quinchar, madeiras, cercados, lavouras, tudo passou pelas suas mãos. E tanto falquejava um linhote como semeava uma quarta de trigo, e já capava um touro como amanonsiava um bagual.

L’homme était travailleur et il s’y entendait: les briques en terre pour les ranchos, la couverture en paille de santafé, la coupe du bois, les clôtures, le travail des champs, il faisait tout lui-même. Et il savait aussi bien dégrossir une poutre que semer une centaine d’acres de

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