6. RESULTADOS E DISCUSSÕES
6.3. VELOCIDADE, UMIDADE DO AR E TEMPERATURA
Para a coleta e análise dos parâmetros físicos listados na Tabela 9, foi utilizada a Norma
Técnica 003 contida na Resolução n°09/2003 da ANVISA.
Tabela 9 - Metodologia de análise e coleta para a velocidade, umidade e temperatura. Fonte: Adaptado
de ANVISA, 2003.
Parâmetro Metodologia
Velocidade do ar NT 003-RE nº09, ANVISA VA
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Temperatura NT 003-RE nº09, ANVISA TA
A primeira coleta foi realizada no mês de novembro de 2019 e a segunda coleta foi
realizada no mês de março de 2020, primavera e outono. Porém os critérios estabelecidos pela
Resolução nº 9, de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA estabelece critérios para a qualidade do
ar interno adequada para ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo
apenas para verão e inverno e estes parâmetros serão utilizados para análise dos dados.
Os parâmetros recomendados de operação da temperatura, nas condições internas para
verão, deverão variar de 23 ºC a 26 ºC. A faixa máxima de operação deverá variar de 26,5 ºC a
27 ºC, com exceção das áreas de acesso que poderão operar até 28 ºC. Para condições internas
para inverno, a faixa recomendável de operação deverá variar de 20 ºC a 22 ºC.
A faixa recomendável de operação da Umidade Relativa, nas condições internas para
verão, deverá variar de 40 % a 65 %. O valor máximo de operação deverá ser de 65 %, com
exceção das áreas de acesso que poderão operar até 70 %. Para condições internas para inverno,
a faixa recomendável de operação deverá variar de 35 % a 65 %.
Os resultados de verificação dos parâmetros físicos para os pontos amostrais estão
contidos na Tabela 10.
Tabela 10 - Resultado da coleta da velocidade, umidade e temperatura. Fonte: Elaborado pelos autores.
Ponto Amostral Veloc. do ar
[m/s]
Umidade do ar
[% ]
Temperatura
[ºC ]
1ª 2ª 1ª
Coleta
2ª
Coleta
1ª
Coleta
2ª
Coleta
Coleta Coleta
1 Laboratório 06 < 0,20 < 0,20 28,30 68,0 22,70 22,9
2 Sala de aula 07 < 0,20 < 0,20 27,40 61,3 23,00 23,6
3 Sala de aula 26 < 0,20 < 0,20 40,40 57,1 24,00 23,2
4 Amb. Externo -- -- 29,50 65,00 25,20 24,1
Os Gráficos 1 e 2 apresentam os valores da temperatura aferidos entre os meses de
novembro de 2019 e março de 2020 nos pontos amostrais listados na Tabela 10.
Para o ponto amostral 01 (Laboratório 06), de acordo com o Gráfico 1 a temperatura
interna no mês de novembro apresentou valor acima do estabelecido pela Resolução n°09/2003
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da ANVISA para a época. Continuando a análise neste ponto, para o mês de março, onde a
mesma resolução estabelece limite entre 23 °C e 26 °C conforme o Gráfico 2, este ponto
amostral encontra-se fora da recomendação estipulada na Resolução n°09/2003 da ANVISA.
Para o ponto amostral 02 (Sala de aula 07), de acordo com o Gráfico 1, a temperatura
interna no mês de novembro aprestou valor acima do estabelecido na Resolução n°09/2003 da
ANVISA, 23 °C, o que é considerado preocupante, já que se encontra fora do padrão
recomendado. Para o mês de março o ponto encontra-se dentro do intervalo recomendado de
acordo com o Gráfico 2.
Analisando o ponto amostral 03 (Sala de aula 26), para o mês de novembro, Gráfico 1,
a temperatura se encontra fora da faixa estabelecida de ANVISA, estando 2°C acima do
recomendável. Para o mês de março, Gráfico 2, a temperatura também está fora da
recomendação, o que gera alerta para este ponto amostral.
Gráfico 1 - Valores de aferimentos da temperatura em novembro de 2019. Fonte: Elaborado pelos
autores.
Gráfico 2 - Valores de aferimentos da temperatura em março de 2020. Fonte: Elaborado pelos autores.
22,7 23 24 18 20 22 24 26
Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03
T em p er atu ra [° C] Pontos Amostrais
Valores de aferimento da temperatura Novembro 2019
Temperatura
Valor minimo recomendável = 20°C Valor máximo recomendável = 22°C Temperatura ponto externo = 25.2 °C
22,9 23,5 22,9 21 22 23 24 25 26 27
Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03
T em p er atu ra [° C] Pontos Amostrais
Valores de aferimento da temperatura Março 2020
Temperatura
Valor minimo aceitável = 20°C
Valor máximo aceitável = 22°C
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Um plano de manutenção adequado deve priorizar o conforto térmico dos usuários da
edificação, analisando que ambientes térmicos quentes podem conduzir a fadiga e a sonolência,
à redução da performance física e ao aumento da probabilidade de erros. Por outro lado,
ambientes térmicos frios podem induzir a agitação, o que por sua vez reduz a atenção e a
concentração, especialmente em tarefas mentais.
Outro parâmetro coletado e de suma importância em termos de qualidade do ar interior,
foi a umidade do ar. Os resultados expostos nos Gráficos 3 e 4, apontam os dados de coleta
referentes a umidade em cada ponto amostral nos meses de novembro de 2019 e março de 2020.
Nota-se no Gráfico 3 que apenas um dos pontos amostrais ficou fora da faixa
recomendável pela Resolução nº 09/2003 da ANVISA, ponto amostral 01 estando abaixo do
valor mínimo recomendável, o que indica que este ponto amostral está mais seco do que o
aceitável.
O ponto amostral 02 no Gráfico 03 está próximo ao limite mínimo recomendável pela
Resolução n°09/20003 da ANVISA, sendo necessário a criação de alerta para o mesmo.
No Gráfico 4 pode-se notar que todos os pontos amostrais estão com umidade alta. O
ponto amostral 01 passa do limite máximo recomendável pela Resolução n°09/2003 da
ANVISA, atingindo os 68% de umidade, números elevados para a ocasião, os outros dois
pontos amostrais permaneceram próximos ao limite máximo recomendável, contatando-se que
os três pontos amostrais encontram-se com níveis altos de umidade do ar.
Gráfico 3 - Valores de aferimentos da umidade em novembro de 2019. Fonte: Elaborado pelos autores.
27,4 40,4 54,1 10 30 50 70
Ponto 01 Ponto 02 Ponto 03
Um id ad e [%] Pontos Amostrais
Valores de aferimento da umidade Novembro 2019
Umidade
Valor minimo recomendável = 35% Valor máximo recomendável = 65% Umidade ponto externo = 29.5%
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Gráfico 4 - Valores de aferimentos da temperatura em março de 2020. Fonte: Elaborado pelos autores.
Como aconteceram duas situações distintas na análise da umidade do ar, acima e abaixo
do intervalo estabelecido pela ANVISA, deve-se analisar as duas situações.
Primeiramente ambientes muito úmidos podem provocar, problemas de saúde, ou
despertar algumas complicações, principalmente respiratórias.
Em segundo caso o maior malefício da baixa umidade do ar é a desidratação das células,
principalmente da pele e das mucosas. Narinas e olhos ressecados, cansaço e dor de cabeça são
sintomas que podem aparecer quando faltam água e sais minerais no organismo. Com o tempo
seco cresce a prevalência de doenças como rinite e conjuntivite alérgicas, pois os agentes
causadores das alergias – como poeira, poluição e pelos de animais – ficam mais tempo
suspensos no ar.
A principal medida para o controle da umidade considerando que todos os pontos
amostrais são climatizados com sistemas tipo Split e não é possível adequar o mesmo, é
promover a renovação de ar por meio de grelhas no ambiente. De qualquer maneira é necessária
a instalação de um sistema com ventilador a fim de injetar ar externo continuamente, passando
por filtros e distribuindo o ar por dutos em cada ponto amostral discutido acima.
A velocidade do ar em todos os pontos se encontra dentro do valor máximo
recomendável que é < 0,25 m/s conforme determina a Resolução nº 09/2003 da ANVISA.
No documento
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL UDF COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA
(páginas 42-46)