Pai de todos nós, aqui estamos, Senhor, no início de um novo dia, buscando, através do trabalho sincero e amoroso, ajudar os nossos irmãos a aumentarem a sua Fé, ao olharem com olhos de doçura tudo que o grande mestre veio para nos ensinar.
Necessitamos, Senhor, de sua ajuda.
Ilumina-nos, Senhor, neste momento.
Que possamos ser breves ao transmitir esta mensagem que hoje aqui trazemos.
Rogo suas bênçãos, Senhor, sobre todos nós.
E que assim seja.
* * *
No dia de hoje, elevemos nossos corações ao alto, para que possamos sorver cada palavra que o mestre colocou ao nosso alcance.
Falava ele direto aos corações, suas palavras eram como um poema recitado para quem o quisesse ouvir. Continuam a ser e sempre serão de uma verdade eterna. Depende uni-camente de nós, ao ouvi-las, buscarmos onde deverão agir em nossas mentes, para que possam atingir o nosso âmago.
O que essas palavras podem modificar, para melhor, em mim e no meu viver? Que atitude tomarei para ser, ao ou-vi-las, um pouco melhor? Como farei para que percebam, todos os que me cercam, que estou em um processo de evo-lução espiritual, que estou diferente, modificado, mais con-fiante, mais feliz?
Ouçamos então.
“Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multi-dão o seguiu.
Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me.
Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê cura-do. No mesmo instante, a lepra desapareceu.
Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém.
Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado.
Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro:
Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz…
Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos pre-sentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel.
Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Orien-te e do OcidenOrien-te e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.
Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te fei-to conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado.
Foi então Jesus à casa de Pedro, cuja sogra estava de cama, com febre.
Tomou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela levantou-se e pôs-se a servi-los.
Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demô-nios. Com uma palavra expulsou ele os espíritos e curou todos os enfermos.
Assim se cumpriu a predição do profeta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos ma-les (Is 53,4).” (Mateus 8,1-17)
Jesus, irmãos, tomava-se de compaixão pelos enfermos, assim como atendia a rogativa de todos os que o procura-vam. Não julgava o porquê de cada situação que lhe apre-sentavam, não buscava saber se quem pedia ou se quem precisava ser curado era merecedor de sua atenção, apenas ouvia e se punha em ação. O amor é ação.
Não julgueis ao amparar, não limiteis sua ação só aos que aparentam merecer. O amor deverá ser sem limites e sem medidas. Amem simplesmente e vão ao socorro do ir-mão, com necessidades do corpo ou da alma.
12
-Etapas
Iniciamos a nossa rogativa de hoje ao Pai de todos nós, buscando a sua orientação, para que possamos bem condu-zir este trabalho que nos propomos a realizar.
Estenda sobre nós, Senhor, a tua paz.
Torna-nos, Senhor, dignos desta missão.
Que possamos, Senhor, sem muitas delongas, passar a tua mensagem de amor.
Pai, permita-nos, Senhor, falar em teu nome.
E que assim seja.
* * *
Iniciando o dia de hoje, irmãos em Cristo, iremos à pro-cura do que em nossas vidas poderemos encontrar de tão relevante quanto esses ensinamentos que estamos tendo a oportunidade de conhecer melhor.
Não gostamos, caríssimos, de ser julgados e possivelmente condenados. Não gostamos nem mesmo de ser observados.
Isso chega a ser para nós até um pensamento de autodefesa.
Por isso, no nosso dia a dia, evitamos toda e qualquer situa-ção em que nos sentimos vulneráveis aos olhos dos outros.
Sendo assim, por que nos colocamos a observar, não com os olhos do amor, os irmãos que trilham conosco o caminho de nossas vidas? Já não nos foi dito, pelo próprio Cristo, para não fazermos aos outros o que não queremos para nós?
Vejamos o que a respeito disse o Evangelho de Mateus.
“Não julgueis, e não sereis julgados.
Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos.
Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?
Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu?
Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim
ve-Como poderei ser perdoado por minhas fraquezas, meus enganos, meus erros, enfim, se não conseguir olhar com bons olhos os desacertos de meu irmão? Como poderei ser amado, se ainda não aprendi a amar?
Lembremo-nos, caríssimos irmãos, na senda da evolu-ção, passamos por etapas, não pulamos nenhuma delas, e, se encontramos alguém a evoluir conosco, e se porventura esse irmão estiver um pouco mais atrasado, devemos aju-dá-lo. E se encontrarmos alguém que já esteja além de nós, devemos ter a humildade de seguir-lhe o exemplo e, se for preciso, pedir ajuda.
13
-Iniciantes
É contigo, Senhor, que gostaríamos de caminhar, mas bem sabemos que muitas vezes nos afastamos de Ti.
Muitas vezes nos colocamos ao lado do caminho certo.
Podemos voltar a ele, Senhor, a qualquer momento, porém muitas coisas nos chamam a atenção para que nos desvie-mos da rota certa.
Somos seus filhos, Senhor, muitas vezes desgarrados.
Ajuda-nos, ó Pai, a não nos desviarmos de tudo aquilo que já sabemos ser certo, para nós e nossos irmãos de caminhada.
Sabemos, Senhor, que longe de Ti não somos nada, po-rém, Senhor, são também muitas as vezes que nos deixamos levar por pensamentos, sentimentos, ações que já não pode-mos aceitar para nós.
Ajuda-nos, ó Pai, agora e sempre.
E que assim seja.
* * *
Irmãos em Cristo, nosso mestre e nosso guia, busquemos no dia de hoje ir ao encontro das necessidades de nossos ir-mãos, através da Fé. Olhemos para eles como seres imper-feitos que somos, porém amantes da verdade. Busquemos a sinceridade acima de tudo. Sejamos sinceros não apenas com eles, mas também com nós mesmos.
Se mesmo não querendo julgá-los, sem querer já os con-denamos em seus atos, e até mesmo no que julgamos que eles pensam ou sentem, o que estaremos fazendo a nosso próprio respeito?
Sejamos sinceros ao analisarmos a nós mesmos.
Qual seria a verdadeira intenção do que fazemos, pen-samos, sentimos? Quando nos dirigimos ao Pai, como o fazemos?
Ouçamos o que no Livro Santo está escrito por Mateus.
“Certo dia, vendo-se no meio de grande multidão, or-denou Jesus que o levassem para a outra margem do lago.
Nisto aproximou-se dele um escriba e lhe disse: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.
Respondeu Jesus: As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.
Outra vez um dos seus discípulos lhe disse: Senhor, dei-xa-me ir primeiro enterrar meu pai.
Jesus, porém, lhe respondeu: Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos.” (Mateus 8,18-22)
Caríssimos, quando buscamos nos dirigir aos Céus, o façamos com a humildade necessária à nossa situação de ainda iniciantes, na jornada da evolução moral, que somos.
Isso porque, muito antes de nos dirigirmos a Ele, o Altíssi-mo já percebe as nossas intenções, e é através delas que Ele nos conhece.