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CAPÍTULO V - MEDIDAS DE CONTROLE

5.2 PROGRAMAS DE CONTROLE

5.2.3 Notificação Compulsória

É um agravo de notificação compulsória (Portaria GM/MS nº 5 de 21 de fevereiro de 2006) e, portanto, todos os casos suspeitos (sendo ou não confirmados) devem ser obrigatoriamente, notificados à Vigilância Epidemiológica do município. A notificação oportuna dos casos é medida essencial para que a vigilância seja capaz de acompanhar o padrão de transmissão da doença na área e a curva endêmica. profilaxia no nível local Sendo assim, é fundamental a comunicação entre as equipes

de unidades de saúde e a o vigilância epidemiológica e entomológica (BRASIL, 2009b).

São utilizados os instrumentos de coleta de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN):

- Ficha Individual de Notificação (FIN) – onde constam dados básicos (pessoa, tempo e lugar) sobre o paciente. É utilizada para notificação individual de casos suspeitos e/ou confirmados dos agravos de notificação compulsória relacionados na Portaria SVS/MS nº 104 (BRASIL, 2011) (ANEXO 1).

- Ficha Individual de Investigação (FII) – além dos dados da notificação, possui dados completos sobre a doença, tais como local provável de infecção, exames laboratoriais, evolução do caso, classificação final, manifestações clínicas dos casos graves entre outros dados (ANEXO 2) É um formulário padronizado pela SVS/MS específico para cada agravo de notificação compulsória, utilizada com o objetivo de se obter dados que possibilitem a identificação da fonte de infecção e dos mecanismos de transmissão da doença. A sua numeração deverá ser a mesma da FIN que deu origem ao caso, devendo ser transcrita manualmente, no momento da abertura desta ficha (BRAGA; WERNECK, 2009).

De acordo com Teixeira et al (1998), no sistema está disponível a lista de doenças de notificação, conforme as novas demandas e mudanças na situação epidemiológica. A secretaria de saúde dos municípios ainda é a melhor estratégia para alimentar os dados, de acordo com os objetivos a serem almejados e capacidade operacional dos serviços de saúde.

A dengue é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um dos mais sérios problemas de saúde pública do mundo (BRASIL, 2016b).

As informações a serem alimentadas no sistema a partir das notificações, possibilita a atualização espaço-temporal de futuras epidemias no país, subsidiando as ações para promoção, prevenção e controle. Para que aconteça, as informações precisam ser de boa qualidade (PAES, 1999).

Souza (1996), afirma que é necessário um bom preenchimento das fichas de notificação, caso contrário favorece a geração de dados deficientes e não confiáveis, resultando um agravo no processo saúde-doença. Entretanto, é necessário que os dados sejam alimentados corretamente e avaliados, quanto à completude dos campos do SINAN, preenchendo os campos analisados (GLATT, 2005).

Apesar de a notificação ser obrigatória, Teixeira et al. (1998), ressalta a desarticulação do sistema de vigilância em alguns municípios, com não garantia de mecanismos que facilitem a notificação e o retorno da informação às fontes notificadoras (retroalimentação do sistema), aliado ao desconhecimento ou descaso sobre sua importância por parte de profissionais da área de saúde em geral e dos gestores, leva ao sub-registro de doenças (sub-notificação), os municípios devem estar inseridos no sistema para cadastrar e atualizar os agravos.

5.2.4 Sistema de Informação sobre Agravos de Notificação (SINAN)

A partir de 1998, o uso do SINAN foi regulamentado (BRASIL, 1998), tornando obrigatória a alimentação regular da base de dados nacional pelos municípios, estados e Distrito Federal, bem como designando a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio do Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI).

O SINAN tem a finalidade de coletar e processar dados sobre agravos de notificação em todo o território nacional, desde o nível local. Brasil (2009b), haja vista que o município não disponha de microcomputadores em suas unidades, os instrumentos desse sistema são preenchidos manualmente nesse nível e o processamento eletrônico é feito nos níveis centrais das Secretarias Municipais de Saúde (SMS) ou regionais de saúde. É alimentado pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos constantes da lista nacional de doenças de notificação compulsória, conforme a Figura 18.

Figura 18 - Fluxograma do sistema de informação

Fonte: BRASIL, 2009b.

A alimentação dos dados são preenchidos em impressos padronizados pelo Ministério da Saúde.

As fichas de notificação e investigação do SINAN apresentam um quantitativo expressivo de campos. No entanto, apesar da orientação de que todos os campos devam ser preenchidos.

As unidades de saúde deve preencher as FIN e FII e encaminha ao serviço de vigilância epidemiológica distrital e/ou municipal. Em período de epidemias, quando a unidade de saúde não utilizar o aplicativo SINAN net e ter acesso à internet, deve ser informado por meios de comunicação rápida (via telefone, fax, e-mail etc), de maneira a informar oportunamente à vigilância epidemiológica da SMS.

Ressalta-se que todos os casos devem ser incluídos no SINAN o mais breve possível. Essa mesma estratégia pode ser adotada para repasse de informações para os níveis estadual e nacional. Os casos graves devem ser informados imediatamente a esfera subsequente, figura 19 (BRASIL, 2009b).

Figura 19 – Fluxo de dados do SINAN

Fonte: BRASIL, 2010.

6.2.3 Análise dos dados sobre as doenças e agravos de notificação

Hoje com a evolução do SINAN, o sistema pode ser acessado e para alimentar e obter dados sobre a dengue de qualquer lugar com internet, quanto aos outros agravos compulsória está tendo mais agilidade na transferência de dados para o nível central através do aplicativo SISNET, melhorando assim a disseminação rápida das informações, facilitando a análise dos dados sobre a morbidade, o estudo para cada doença e a tomada de decisão.

Conforme Brasil (2007), sua utilização efetiva permitirá a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população; podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica

5.3 VIGILÂNCIA ENTOMOLÓGICA DA DENGUE

A vigilância entomológica Aedes aegypti precisa de novas atualizações e tecnologias a de constatar focos de maior risco de transmissão da doenças em territórios urbanos e rurais.

A função principal é reduzir os criadouros do mosquito, empregando-se preferencialmente métodos mecânicos. Os larvicidas, quando indicados, devem ser empregados somente nos recipientes que não possam ser removidos, destruídos, descartados, cobertos ou manipulados de forma que se tornem incapazes de permitir a reprodução do vetor. As ações de rotina, além de contribuir para a redução da infestação por Aedes aegypti, podem evitar a sua reintrodução em outras áreas (BRASIL, 2005), dois indicadores da vigilância entomológica:

Determinação e/ou acompanhamento dos níveis de infestação vetorial – devem ser executadas rotineiramente em toda a área urbana do município, com a finalidade de levantar os índices (recipientes, etc.). Períodos de circulação endêmica constituem momento ideal para a adoção de medidas visando impedir epidemias (eliminação de fêmeas infectadas), devendo ser programadas para repetições semanais. As ações de rotina (visita casa a casa, mobilização da população, mutirões de limpeza) devem ser reavaliadas e reiniciadas imediatamente.

O Brasil, a partir de 2002, passou a realizar o Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), que é um método de amostragem para obtenção rápida de indicadores entomológicos (BRASIL, 2009b).

Este método (LIRAa) usa três índices para avaliação da situação de risco de transmissão de dengue:

a) O índice de infestação predial (IIP): percentual de prédios positivos em relação ao número total de prédios examinados.

b) Índice de Breteau (IB): percentual de recipientes positivos em relação ao número total de prédios examinados.

c) Índice por tipo de recipiente (ITR): percentual de tipo de recipiente positivo em relação ao número de recipientes positivos pesquisados.

5.4 EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental será capaz de ajudar a controlar e extinguir o vetor transmissor do vírus da dengue, juntamente com um trabalho intenso e gradual de conscientização da população, das equipes de saúde, escolas, na tentativa de reduzir cada vez mais os registros de casos da doença, não só no município de Iranduba, como também em outras cidades, estados e até mesmo no mundo (CÂMARA et al, 2007).

Pensando na Educação Ambiental como instrumento de trabalho para melhorar a intensificação a diminuição de proliferação, surtos epidêmicos, notificação compulsória, complementando a vigilância sanitária e as ações da dengue, por ações multidisciplinares envolvendo toda a equipe de saúde e a comunidade em geral, que devem ser promovidas, incansavelmente, até que a comunidade adquira conhecimentos e consciência do problema e passe a mudar o comportamento, mantendo as residências livres do vetor. A intersetorialidade é prioritária na busca da integralidade da atenção.

A mobilização social como foco a educação Ambiental para alcançar os objetivos dos programas do Ministério da Saúde, que é a redução, controle/erradicação e notificação, retenção de infestação domiciliar.

A educação ambiental consiste em um campo adequado para proporcionar o desenvolvimento de novos conhecimentos perante as transformações ocorridas nas diversas esferas da vida, também definida como uma dimensão dada ao conteúdo e a prática de educação, orientada para resolução dos problemas do meio ambiente, com a participação individual e coletivo (DIAS, 1994).

Conforme Schmidt (2013), ressalta o conceito contemporâneo de EA ganhou outra roupagem a partir de vários estudos sobre a temática com impactos do desenvolvimento econômico sobre o meio, tratando-se, portanto, de um processo de aprendizagem constante que procura incrementar a informação e o conhecimento público sobre os problemas ambientais, promovendo o sentido crítico e a capacidade para intervir civicamente.

CAPÍTULO VI

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Considerando o ser humano como principal hospedeiro do vetor no ciclo de transmissão do vírus da dengue, o mosquito está apto a transmitir o vírus, de pois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. Buscando atendimento em qualquer UBS ou Policlínicas para iniciar confirmação através de exames laboratoriais para o fechamento do diagnóstico, e notificando, que é de investigação obrigatória.

Principalmente quando se trata de primeiros casos em uma área, ou quando se suspeita de FHD, os óbitos decorrentes a patologia deve ser averiguado imediatamente.

A proliferação acelerada da dengue é um tipo de epidemia progressiva agressiva, não identificada, tratada, levando a óbito. Com cada sorotipo do vírus da dengue só produz imunidade permanente para ele mesmo, com isso a criação de vacinas para combater essa patologia é essencial.

O município de Iranduba não apresentou nenhum epidemia no período de 2010 a 2017, também a falta de registros dificulta os dados verídicos no levantamento documental, mostrando assim, que as equipes de saúde precisam estar preparadas para identificar e notificar os casos de dengue confirmados, até mesmo óbitos pela doenças.

A incidência de dengue costuma ser alta durante e após o inverno, período chuvoso, acontece a mudança climática e a umidade costuma favorecer sua transmissão, aumentando sua proliferação. Nas estações menos chuvosa também pode ser considerado um número de pessoas infectadas pelo vírus da dengue, com a custa dos criadouros semipermanentes e independentes das chuvas, cuidados com caixa d’água, cisternas, latões, pneus, etc.

É durante o inverno, período chuvoso que sua população realmente alcança níveis elevados e de importância para fins de transmissão de patógenos (CONSOLI, 1994).

De acordo com Augusto (2005), o combate para eliminação de criadouros ou extinção do vetor, exige alguns critérios de soluções adaptadas entre gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, estudantes, população, com três pilares:

pesquisa interdisciplinar, ações educativas e intersitoriais e participação da comunidade.

Com o levantamento de dados obtidos na secretaria epidemiológica do município de Iranduba-AM no período de 2010 a 2017, conforme a tabela abaixo é notório a diferença dos resultados obtidos pra pesquisa.

Tabela 3 – Casos Notificados de Dengue 2010 - 2017

Ano 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

É visível que as diferenças são exorbitantes de um ano para o outro, em um município populoso, com condições climáticas úmida. Precisa ser intensificado a importância desses dados no sistema, para que o resultado não seja ineficaz.

Os profissionais de saúde precisam estar atento nos atendimentos/consultas, para detecção de casos novos de dengue futuramente. Para que seja identificado e registrado da 10 semana epidemiológica até a 520 semana, fechando o ano com todos os dados cadastrados no sistema, para pesquisas futuras. Com isso ajudará o município, manter dados atualizados, receber ajudas de custos para intensificar a vigilância em saúde, a educação continuada dos profissionais, saúde pra comunidade.

Com 52 semanas epidemiológicas, por ano, com atendimento diário nas UBS, Posto de saúde, Hospitais, entre outros, os números de notificados de dengue precisa ser registrado. No ano de 2010 foram apenas notificados 09 casos de dengue no município.

Comparando com o ano seguinte 2011, foram registrados 151 casos de dengue no SINAN, percebe-se um aumento elevado exorbitante com mais de 142 casos há mais do que o ano anterior, resultando de dúvidas sobre esses dados que foram alimentados no sistema. A vigilância epidemiológica precisa ser mais atuante na cobrança desses agravos, alguns profissionais precisam compreender que esses dados notificados, ajuda na saúde da comunidade futuramente.

Entre o período de 2011 a 2012, teve um declínio de casos notificados de dengue totalizando 08 registros, com diferença de 143 casos no ano anterior.

Sabendo que as condições climáticas no período chuvoso, há sempre o aumento de

casos de dengue. Com isso, percebe-se que as notificações compulsórias talvez não foi exigida pela secretaria de vigilância epidemiológica, resultando esse caimento no registro.

Em 2013 foram notificados 20 casos de dengue em todo o município, aumentando 12 casos há mais que o ano anterior.

No ano de 2014, 11 casos notificados de dengue foi registrado no SINAN, 9 casos há menos que o ano anterior. Do ponto de vista de educação profissional e trabalhadores da área de saúde, idealizada pelas concepções saúde, sociedade. De acordo com Vieira(2007), as identidades profissionais são as formas socialmente construídas pelos indivíduos de se reconhecerem uns aos outros no campo de trabalho e emprego. O profissional precisa se colocar como importante para o reconhecimento do seu profissionalismo, na área de atuação, atualizar-se, torna-se um profissional de educação continuada, resultando com êxito.

No período de 2015, os números de notificação são de 22 registros no sistema, 11 casos de diferença do ano anterior, permanece o questionamento da diferença entre casos registrados, anos com mais números intensificados, e outros com número inferior, de baixa população, não sendo o caso do município de Iranduba.

Uma estratégia satisfatória de controle dos transmissores dos mosquitos é a vigilância epidemiológica, pois aborda todos os determinantes envolvidos na dengue (COSTA et al, 2016).

Finalizando com o ano de 2017, resultando 52 casos notificados de dengue, o mesmo número menor que o ano anterior, precisando ser intensificado mais as investigações, exames de laboratório, diagnostico para ser alimentado o SINAN.

As regiões endêmicas estão espalhadas pelo globo, concentrando-se nas áreas tropicais e subtropicais (TOLLE, 2009). A pesquisa realizada pelo SINAN, autorizada pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Município de

Iranduba não foi encontrado no período da coleta de dados epidemia de dengue, totalizando 377 notificações de casos de dengue no período que foi feito o levantamento de dados registrado no sistema de informação e notificação de agravos.

Ressaltando que as ações de prevenção e controle da dengue no Brasil, precisam ser intensificadas por todos os profissionais da área da saúde pública e privada, com a participação da comunidade, escolas, igrejas, a sociedade de um modo geral para diminuir a proliferação do vetor, nas zonas rurais e urbanas.

Adoção de medidas aos profissionais de saúde que possam prevenir, controlar, notificar, a incidência de casos de dengue é um fator primordial para a saúde. Para obter um resultado satisfatório, é necessário direcionar ações sociais e educação em saúde, abrangendo conhecimentos, atitudes, e práticas dos profissionais de saúde e da população em relação à dengue, sensibilizando ao processo educativo saúde/doença.

Um dos grandes desafios da educação em saúde, está no interesse do profissional da saúde, em aperfeiçoar técnicas de intervenções regulares, atualizar-se de informações oficiais sobre as doenças, principalmente as que fazem partem da notificação compulsória, assim como estar inserido nas tomadas de decisões da vigilância epidemiologia.

CAPÍTULO VII

CARTILHA EDUCATIVA PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

A cartilha será mais uma forma de intensificar a importância da notificação compulsória das doenças conforme o Ministério da Saúde. Surgiu a ideia da criação, devido à falta de informações, registros no SINAN. Assim, sendo que cada profissional se conscientizará em ter que alimentar os dados no sistema, para estatísticas futuras atualizada. Surge como uma ferramenta de reforço das orientações a notificação compulsória relacionada a saúde e educação ambiental no município de Iranduba-AM, com o objetivo de evidenciar de forma fidedigna e quantitativa de casos suspeitos e confirmados da dengue na região e no ano, para ajudar a desenvolver estratégias, e intensificar as orientações para que possa ser observado os resultados a aplicabilidade de ações educativas.

Outra função da cartilha será apontar para a necessidade de se manter as práticas com cuidados em combater o criadouro do vetor, para combater o controle/erradicação, diminuir os riscos que essa doença pode causar.

Figura 28 - Capa da Cartilha da Dengue

Fonte: Cartilha de orientação sobre notificação compulsória.

Elaborado por: CRUZ; GALVÂO; CARNEIRO; BRASIL 2018.

Davi do Socorro Barros Brasil

CAPÍTULO VIII CONLUSÕES

A dengue é uma enfermidade que elucida a fragilidade dos programas de endemias e alguns dos hábitos culturais da sociedade. A saúde pública tem um papel importante para a profilaxia de proliferação, surtos endêmicos de dengue.

A educação em saúde desempenha um importante papel em manter a população sempre atuante, em alerta, para participar das ações educativas de saúde, em prol da redução de futuros casos notificados, juntamente com a ESF, buscando a prevenção doenças e agravos.

Ainda se tem dificuldade discutir a erradicação do vetor transmissor da dengue, apenas o controle, a adaptação as condições climáticas e sócio-econômicas. O Ministério da Saúde, tem várias campanhas nacional para combater, controlar e até mesmo erradicar o vetor transmissor da dengue, o mosquito do Aedes aegypti, adaptando-se facilmente.

Uma atenuante importante e grave é a falta de investimentos básico, assim como a falta de recursos humanos e financeiros.

Ainda que um programa de vacinação seja eficaz, deve ser acompanhado por mudanças nas políticas públicas de saúde e sociais em relação à dengue, mesmo existindo casos isolados, precisa dar continuidade na notificação compulsória.

O município além de continuar empenhando esforços para combater o vetor da dengue, precisa intensificar as notificações compulsórias de doenças, alimentando o sistema de informações e notificações de agravos, orientar formas de transmissão para prevenção de novos agravos, acompanhar a assistência à saúde do indivíduo e sua coletividade. Neste contexto, a notificação compulsória, tanto para a dengue quanto para as demais doenças, é ferramenta fundamental para subsidiar intervenções.

REFERÊNCIAS

ABREU, Suelen. A empresa oleiro-cerâmica do município de Iranduba. 86.

p.2004. Monografia (Ciências Econômicas) – Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas. Manaus, 2004.

AUGUSTO, L.G.S.; CARNEIRO, R.M.; MARTINS, P.H. (org). Abordagem ecossistêmica em saúde: ensaios para o controle da dengue. Recife: Editora Universitária da UFPE; 2005.

BRAGA, José Ueleres; WERNECK, Guilherme Loureiro. Vigilância Epidemiológica. In: MEDRONHO, Roberto de Andrade et al. Epidemiologia. 2ª Ed.

São Paulo: Editora Atheneu, 2009, capítulo 5, p. 103-121.

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Portaria n.º 73, de 9 de março de 1998. Constitui comissão para desenvolver os instrumentos, definir fluxos e no novo software do Sinan. Boletim de Serviço da Funasa, Brasília, 20 mar. 1998.

BRASIL. Parecer CNE/CES 1.210/2001 de 7 de dezembro de 2001. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Ministério da Educação. Diário Oficial da União. Brasília. 2001. Acesso em 13 de Março de 2019. Disponível em:

http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/ pces1210_01.pdf

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Programa Nacional de Controle da Dengue – PNCD. Brasília, 2002.

BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Projeto Vigisus II – Modernização do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, Brasília: MS; 2003.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.172 de 15 de junho de 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.172 de 15 de junho de 2004.

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