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VI Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul

No documento ministério das relações exteriores (páginas 191-197)

192 Resenha de Pol. Ext. Brasil, a. 33, n. 99, 2º semestre 2006

de alguns países da América do Sul e, com isso, reforçar a integração. Foi, na realidade, não um oportunismo, mas um senso de oportunidade. Que começou claramente como projeto de Estado, projeto que despertava, inclusive, desconfianças empresariais.

Curiosamente, sempre despertou interesse na sociedade civil, porque a sociedade civil percebia no Mercosul – até porque esses países vinham de processos de democratização – uma maneira de reforçar mutuamente os seus processos de avanço social e de avanço político. E uma das coisas que me deu alegria, daquele momento de criação do Mercosul, foi quando, vindo de uma viagem de Buenos Aires para Brasília, abri o jornal e havia um pequeno anúncio dizendo “Disque-Mercosul”. Então, aquilo era um sinal de que o Mercosul estava começando a passar para a população. Mas ainda era um “Disque-Mercosul” sob o aspecto comercial, sob o aspecto econômico. Eu acho que nós temos, que vocês estão criando isso, ao tratar dessa espécie de observatório de monitoramento dos direitos humanos, um “Disque-Mercosul” também de direitos humanos. Eu acho que isso é uma coisa muito importante.

O cidadão tem que estar ligado, ele tem que sentir que o Mercosul não é do Governo, que o Mercosul é dele. É do cidadão, dele e dela. E ele tem e ela tem o direito de cobrar do Mercosul benefícios, que não são apenas os benefícios imediatos de comércio, mas também os benefícios da melhoria das condições de vida, do respeito às mulheres, aos negros, aos índios, às minorias que muitas vezes são maiorias nos nossos países, e também do respeito aos direitos civis e políticos.

Então eu acho que um dos temas que está aqui mencionado, de monitoramento dos direitos humanos, inclusive na dimensão social e cultural, que obviamente se tem que incluir, todas as formas de discriminação, é uma dimensão muito importante. É uma dimensão fundamental. E essa relação direta do cidadão com as entidades do Mercosul também tem

que ser muito importante, tem que ser desenvolvida, já que o que nós queremos é justamente isso, que o Mercosul passe mais e mais para a mão do cidadão. E que o cidadão cobre dos Governos aquilo que eles acham que deva ocorrer no Mercosul, e não o contrário, um projeto exclusivamente de Estado que vai traçando pautas para a sociedade.

Eu creio que nós estamos avançando, o fato de esta já ser a sexta reunião, o fato de incluir todos os países associados ao Mercosul, tudo isso é, evidentemente, de grande importância. Eu até faria uma sugestão, Paulo, eu não sei se nossos colegas de outros países concordariam, mas eu acho que não há por que, eu sei que há o Mercosul “stricto sensu”, de cinco países, mais os associados, mas eu acho até que nós deveríamos convidar a Guiana e o Suriname, nem que seja como observadores, porque aí é toda a América do Sul. E eu acho que seria um progresso para nós irmos avançando no sentido de termos uma América do Sul verdadeiramente integrada.

Eu acabo de vir de uma viagem à África, em que acompanhei o Presidente Lula, e foi muito interessante ver o Presidente Venetiaan, do Suriname, falar. Ele é o único Presidente negro da América do Sul. Bom, negro, obviamente negro, todos nós temos nossas raízes negras, indígenas, mas ele era indiscutivelmente. Ele mesmo chamou a atenção para isso, para os africanos verem que há, na América do Sul, uma forte dimensão africana. Então, eu acho que a incorporação mais plena da Guiana e do Suriname – no caso do Presidente da Guiana, país onde também há negros, o atual é mais de origem indiana –, mas é interessante mostrar essa nossa diversidade, essa nossa pluralidade.

Bem, eu queria falar do trabalho todo que nós temos feito. Fiquei muito feliz de você ter mencionado aqui a Comunidade Sul-americana de Nações, cujo pré-projeto de declaração nós assinamos há poucos dias em Santiago. Ela vai nessa direção, de mostrar que é uma Comunidade voltada para o cidadão, voltada para os direitos humanos no

seu sentido mais amplo, não apenas civis e políticos, mas também sociais, culturais, etc. E também voltada, como eu dizia a vocês, para a paz. Nós teremos uma Comunidade de paz. E houve até uma discussão grande sobre livre comércio, mas que acabou sendo resolvida, e eu vejo que é um tema também aqui da reunião, a primazia dos direitos humanos sobre o livre comércio. Eu acho que a primazia dos direitos humanos, nesse sentido amplo, de que nós estamos falando, tem que ser absoluta, porque na verdade ela não é só sobre o livre comércio, mas sobre todas as manifestações da integração. Ela é o objetivo último, é isso que nós queremos quando nós tratamos dessa temática.

O que eu quero dizer, em outras palavras, é o seguinte: os direitos humanos têm que ser uma vertente do nosso processo, mas não podem limitar-se a limitar-ser uma vertente. Tem que limitar-ser uma dimensão que está presente em todo o processo de integração. Então, mais do que, a meu ver, mais do que saber se há primazia sobre um tratado com relação ao outro, é a preocupação que a dimensão de direitos humanos esteja presente em todas nossas ações integradoras. Esta, pelo menos, é a visão que nos inspira.

E eu fico muito contente de ver que essa Declaração Presidencial da CASA, da Comunidade Sul-Americana, vai também nessa direção, com forte componente social, cultural, de direitos civis e políticos, respeito à democracia. Celebraram-se recentes eleições que nós queremos saudar aqui – no Equador, na Venezuela são as mais recentes –, pois constitui também essa dimensão de respeito à paz e à pluralidade. Isso também faz parte dos direitos humanos, compreender que o outro pode ter uma opção diferente da nossa, desde que nos respeite. Nós podemos ser uns mais socialistas, outros mais capitalistas, outros mais a favor da livre iniciativa, outros mais a favor da intervenção do Estado, mas respeitarmos as opções dos outros. Isso eu acho que é algo muito importante, isso faz parte de uma concepção mais profunda, creio eu, dos direitos humanos.

Eu não quero me estender muito, porque não seria justo eu sair e tomar todo o tempo, mas gostaria de fazer duas ou três observações. Uma, porque também é um tema aqui da agenda, que rapidamente percorri, é a questão da coordenação nos foros internacionais.

Eu vejo que nós temos feito um trabalho nesse sentido, em alguns temas importantes conseguimos uma posição unânime da América do Sul, o que é muito bom, em outros não. Eu queria sobre isso fazer alguns comentários sobre o Conselho de Direitos Humanos e um pouco o nosso trabalho. E eu acho que, digamos, mais que uma tentativa de fazer uma coordenação em temas específicos, que também pode ocorrer, mas acho que isso deve ser conseqüência, acho que nós temos que fazer uma reflexão sobre o próprio trabalho do Conselho de Direitos Humanos. Eu acho que a criação do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas foi um fato muito importante, porque deu um maior relevo ao tema dos direitos humanos no conjunto dos órgãos das Nações Unidas. Em vez de ser um órgão subordinado ao ECOSOC é hoje um Conselho, algum dia poderá ser um órgão considerado como dos órgãos principais da Carta. Todos desejamos que assim seja, embora muitas vezes se confunda talvez o mandato do Conselho dos Direitos Humanos com o mandato do Conselho Econômico e Social, sobretudo no que se refere também aos direitos econômicos e sociais. Mas, enfim, de qualquer maneira, é muito importante que haja essa elevação de nível. Isso permite uma discussão maior.

Agora, eu acho que há alguns aspectos que têm a ver com o método de trabalho do Conselho, onde eu acho que a evolução ainda foi pequena. E aí eu faço uma reflexão, que é pessoal, é claro que ela se inspira em outras ações, que não são originais minhas, nem mesmo especificamente só do Governo Lula, algumas coisas vêm de antes, embora tenham sido aprofundadas no Governo Lula, e queremos continuar fazendo assim, mas é a maneira de trabalhar do Conselho de Direitos Humanos.

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Eu sou confrontado diariamente com dramas nas votações. Muitas vezes você vê que um voto para cá, um voto para lá, pode levar a uma decisão que poderia aparentemente inocentar um país ou uma situação de questões difíceis de direitos humanos, ou, ao contrário, incriminá-lo. Então, na realidade, aquele voto que deu uma vitória ou uma derrota não modifica, na prática, a situação dentro do país ou naquele local. Eu acho que nós temos que, mais profundamente, ver como nós podemos ter uma ação no Conselho de Direitos Humanos – e eu acho que deveria ser objeto de uma reflexão coletiva, que inclua também o nosso Ministério, mas sobretudo as autoridades de direitos humanos –, sobre como nós podemos fazer com que o Conselho seja mais eficaz. Não simplesmente em denunciar, mas em modificar as situações, em fazer com que a vida das pessoas efetivamente melhore. Efetivamente melhore.

Isso envolve muitas coisas, eu não tenho uma resposta para isso. Envolve muitas coisas. Uma delas, que nós temos defendido, é o relatório global sobre direitos humanos. Não parece justo, porque um país é pobre, pequeno, que ele seja objeto de uma resolução, e que um país rico, ou grande, ou que tem muita influência política, não possa ser objeto de uma resolução, não é? Então, há uma injustiça implícita nessa situação.

Eu vou contar um caso para vocês, que acho que é de interesse, que nem ocorreu neste Governo, ocorreu quando eu era Embaixador em Genebra, mas é muito ilustrativo. Eu acho que por volta de 1999, 2000, o Brasil propôs uma resolução, que até hoje se renova, que essencialmente dizia que o racismo era incompatível com a democracia. Uma resolução muito simples, uma resolução quase que declaratória. E a resistência foi enorme, de muitos países que são ou que se colocam como arautos dos direitos humanos, freqüentemente. Por quê? Porque eles sabiam que o telhado deles era de vidro, e ficaram mais revoltados ainda porque nós propusemos a resolução sob o capítulo dos direitos civis e políticos. E eles achavam que os países em

desenvolvimento até podem falar desses temas, no capítulo dos direitos sociais, culturais, econômicos, mas direitos civis e políticos eram prerrogativa dos países desenvolvidos. Então, quando o Brasil, com o apoio de vários aqui, e de outros países, propôs uma resolução, dizendo uma coisa muito simples – o racismo é incompatível com a democracia –, isso despertou enormes desconfianças.

Alguns delegados de países desenvolvidos chegaram a nos perguntar quem nos havia pedido para fazer aquilo, como se o Brasil não tivesse o direito, o Brasil, ou a Argentina, o Uruguai, não tivesse o direito de apresentar uma resolução no capítulo de direitos civis e políticos. Esse era um terreno reservado para os países ricos. A verdade é que muitas vezes, no Conselho de Direitos Humanos, ocorre isso. Então, por exemplo – nós não precisamos citar nomes de países, eu quero evitar – , mas certos países, por exemplo, em certo momento uma grande potência está negociando um acordo comercial com aquele país, aí não entra na discussão dos direitos humanos. No ano seguinte, não tem a negociação comercial, ou a negociação comercial deu errado, aí entra. Esses fatos nós não podemos desconhecer.

Há maneira de se corrigir isso totalmente? Não há, a realidade é uma coisa imperfeita, a realidade é uma coisa que nós temos que trabalhar aos poucos. O que, a meu ver, mais nos aproximaria de uma discussão isenta, tanto quanto possível, clara e transparente? Um relatório global, um relatório global de direitos humanos, acompanhado de um sistema, semelhante ao que existe na OIT, existe até na OMC para comércio, só que em bases – creio eu – voluntárias para começar, no qual os países se submetam a uma espécie de “peer review” sobre direitos humanos. O Brasil, de certa maneira, já faz isso, todos os relatores sobre direitos humanos, temáticos, têm um convite permanente para vir ao País. Mas isso é algo que poderia contribuir.

Então esse “peer review” – e o relatório global – cobriria o Uzbequistão mas também cobriria o

Brasil, os Estados Unidos, a China, com um sistema de monitoramento, com um comitê de Prêmios Nobel da Paz, um comitê de altas personalidades de direitos humanos – pode até não ser mandatório. Eu não me preocupo muito com essas coisas mandatórias. Eu presidi o Conselho da OIT e eu vi a força que tem a mera possibilidade de um país ser acusado, isso pesa dentro de um país. Nós, que vivemos aqui durante o governo militar, sabemos que naquela época um movimento iniciado pelo Presidente Carter teve uma influência no Brasil. Então, eu acho que para procurarmos ser positivos, e ao mesmo tempo equilibrados, eu acho que a melhor maneira era caminhar para um relatório global sobre toda a situação, no mundo, de direitos humanos. E, ao mesmo tempo, algum tipo de revisão por país, inicialmente voluntária, e com o tempo, talvez, se alguém quisesse assinar o tratado, em vários tratados isso ocorre, em convenções inclusive, sobre racismo e outras, sobre tortura, então eu acho que essa seria uma maneira de tratar desse tema evitando esse drama.

Outro aspecto que eu queria mencionar, e é muito perceptível isso, na questão de direitos humanos há dois aspectos – há muitos outros, creio eu, mas há dois aspectos: o primeiro é você tentar ser eficiente, é você tentar efetivamente melhorar a situação daquelas pessoas, situação de discriminação política, de discriminação social, seja o que for; e o outro aspecto é, digamos, ficar bem com a própria consciência. E eu vejo que muitas vezes nesses Conselhos de Direitos Humanos a segunda predomina sobre a primeira. É mais importante chegar em casa e dizer “ah, eu você fiz um voto lá, condenei uma situação dos direitos humanos numa vila distante, num continente distante”. É mais importante que o esforço objetivo para melhorar a situação das pessoas.

Então, quando eu me refiro a essa situação, eu digo que é muito importante, não é que seja mandatório, mas é muito importante nós trabalharmos com as instâncias regionais. Por quê? Vamos pegar

aqui a nossa região, por exemplo. É muito mais fácil eu ouvir um conselho da Argentina, ou do Uruguai, ou do Paraguai, do que vir um representante europeu, com uma mentalidade de dizer o que eu tenho que fazer. É mais fácil, é mais natural. Isso ocorre na nossa região e ocorre na África, ocorre na Ásia, ocorre em toda a parte. Então daí um pouco o esforço, também, que nós temos feito de trabalhar com as diversas regiões, eu acho que isso é importante. É uma reflexão que eu gostaria de fazer.

Eu queria terminar mencionando a importância que nós temos dado a alguns temas que estão colocados aí, como a questão da criança, inclusive a questão da menina. E eu acho que é um desafio também para o Mercosul. Para dentro e para fora. Nós temos que trabalhar muito nesse campo, fico feliz de ver, agora temos uma Presidenta da nossa agência de turismo, que é uma mulher que fez do combate ao turismo sexual um elemento fundamental da política de turismo brasileira.

Uma coisa importante que acho que também podemos compartilhar, talvez outros países estejam mais avançados que nós, mas também para fora. Por exemplo, no combate ao trabalho infantil, sobretudo no trabalho das meninas, que muitas vezes se confunde com prostituição infantil, nós temos programas de cooperação com a África. Então, isso é uma maneira positiva e efetiva de contribuir para a realização dos direitos humanos. Eu diria que esse aspecto das discriminações de toda ordem, inclusive as discriminações de ordem racial, ou de ordem de gênero, e outras, mas essas são muito importantes, muito presentes ainda, às vezes de maneira disfarçada, porque é da própria característica, é da essência do preconceito que ele não se reconheça. É preciso estar trabalhando sempre e de alguma maneira denunciando sempre para melhorar essas situações.

Mas eu queria dizer, e com isso eu vou encerrar, que eu acho que a integração, na realidade, ela só faz sentido se ela contribuir para essa ampla realização dos direitos humanos. Direitos humanos

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entendidos dessa forma global e integrada.

E eu me lembro, vejo como essas divisões às vezes são artificiais, direitos civis e políticos, direitos econômicos, sociais e culturais, na realidade esses direitos todos existem juntos. Eu não posso conceber direito civil e político se não existe direito econômico e social, e vice-versa. É a tese da indivisibilidade. E eu acho que somente afirmando esses direitos humanos e procurando afirmar de maneira coletiva na nossa região, na qual nós temos que atuar em

conjunto, e reforçando uns aos outros, é que nós poderemos, se nos permitem uma brevíssima citação, uma citação não, uma expressão, que eu acho que veio de Kant, mas que ele dizia que o objetivo de toda política é ampliar os espaços da liberdade. Acho que esse deve ser o nosso esforço, esse é o nosso trabalho a nível nacional e regional da América do Sul.

Querido companheiro Evo Morales, Presidente da República da Bolívia,

Nossa querida Michelle Bachelet, Presidente da República do Chile,

Meus companheiros e amigos Presidentes dos demais países da América do Sul e da América Central,

Querido companheiro Daniel Ortega, recém-eleito Presidente da Nicarágua,

E nosso companheiro Rafael Correa, recém-eleito Presidente do Equador,

Amigos chanceleres, Ministros,

Representantes dos movimentos sociais, Amigos e amigas da América do Sul, É uma honra abrir os trabalhos desta reunião da Comunidade Sul-Americana de Nações. Agradeço ao Presidente Evo Morales e ao povo boliviano pela hospitalidade com que nos receberam aqui, em Cochabamba. Este encontro é um momento decisivo em nosso processo de integração. As recentes eleições na região reafirmaram a vocação democrática do Continente Sul-Americano. Reafirmaram, também, o compromisso dos nossos povos com a construção de um destino comum de

paz, desenvolvimento e prosperidade para todos. Queremos uma América do Sul mais unida politicamente, mais forte e articulada no plano econômico e comercial, capaz de reduzir as assimetrias entre nossos países, mais próxima dos cidadãos e sensível à diversidade cultural do Continente. Acima de tudo, queremos uma América do Sul socialmente justa.

Caros colegas,

Às vezes me pergunto porque demoramos tanto em transformar a integração em realidade. Por que, em dois séculos de vida independente, somente nos últimos anos os chefes de Estado sul-americanos começaram a se reunir, tendo a integração como a preocupação central. A América do Sul é uma das últimas regiões do mundo a se articular politicamente em torno de um projeto de integração. Despertamos há pouco tempo, para a necessidade de unir o Atlântico ao Pacífico, o Caribe à Patagônia, integrando a Amazônia aos Andes, e o Altiplano do Grande Chaco ao Pantanal e à Bacia do Plata.

O mundo atual é cada vez mais complexo e competitivo. Não há espaço para o isolamento. Nenhum país, por maior que seja, por mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de abertura da II Reunião de Chefes de Estado e de Governo dos Países da Comunidade Sul-Americana de Nações (CASA), Cochabamba, Bolívia, 08 de dezembro de 2006

I Reunião de Chefes de Estado e de

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