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A partir destes pontos, foi definida a área “A” denominada de Preservação Prioritária, composta pela Asa

5. HISTÓRICO DAS FORMAS DE USO E OCUPAÇÃO 1 Asa Sul

6.2. A Via W3 Norte

A Via W-3 Norte apresenta uma configuração de perfil semelhante à Sul, com algumas alterações O projeto foi desenvolvido pelos técnicos do GDF com a preocupação de evitar os conflitos da W-3 Sul mas incorreu em outras situações indesejadas.

A faixa das Quadras 500 apresenta edifícios isolados, com calçadas estreita e acesso de veículos pela W-2. A disposição dos edifícios não possibilita um emparedamento com comércio aberto para a W-3 resultando em espaços difusos, sem referencial.

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Podemos destacar como ponto favorável a criação de estacionamentos com divisor físico de circulação, em frente a faixa das Quadras 700, que favorecem a acessibilidade dos automóveis. Os usuários reclamam entretanto que não têm condições de visualizar a loja de preferência sem antes entrar no estacionamento, o que poderia ser resolvido com a inversão das entradas e saídas, que passariam a funcionar em sistema de looping.

O espaço projetado entre a W-3 e o inicio das quadras residenciais das 700, com destinação para comércio, serviços e habitação no primeiro pavimento, constitui um dos espaços mais caóticos do Plano Piloto. Foi construída uma via intermediária vulgarmente conhecida como “W-3 e meia” que não constava do projeto original, cuja caixa ficou acanhada para o volume de tráfego demandado pelos usos, mesmo porque até bem pouco tempo atrás predominavam as oficinas mecânicas nas edificações posteriores. Os estacionamentos e terrenos baldios destina- dos a praças são utilizados como pátio de exposição das revendedoras de veículos usados.

A predominância desses usos relacionados com a venda de automóveis induz a uma aparente vitalidade da via. Os estacionamentos estão constantemente lotados com os carros a serem vendidos, o que pode dar um aspecto de movimento comercial. Não é possível constatar um fluxo de pedestres que possa indicar um espaço atrativo pelos usos predominantes.

A exemplo da parte sul, o canteiro da via foi aberto para estabelecer cruzamentos semaforizados.

Tabela – EVOLUÇÃO DA FROTA E ÍNDICE DE MOTORIZAÇÃO NO DISTRITO FEDERAL

Detran/DF

Tabela – ÍNDICE DE MOTORIZAÇÃO RELACIONADO COM OUTROS PAÍSES

53 Tabela – ÍNDICE DE MOTORIZAÇÃO CONSIDERANDO A IDADE LEGAL PARA HABILITAÇÃO

Detran/DF/Supin/Seduh/GDF

Tabela – CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS NA VIA W-3 SUL - MAIO/2000.

Detran/DF

Gráfico – EVOLUÇÃO DE ACIDENTES FATAIS NA VIA W-3 NORTE /SUL

Tabela – EVOLUÇÃO ANUAL DOS ACIDENTES COM MORTE SEGUNDO A VIA E CARACTERIZAÇÃO

Detran/DF

Freqüência Sentido Autos/mês Ônibus/mês

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ACIDENTES COM MORTOS POR VIA 1995 – 2001 (Maio)

Detran/DF 7. METODOLOGIA

A intervenção que se pretende deverá ser entendida como um conjunto de operações e ações integradas, que se estruturam em torno de uma metodologia que:

§ combine salvaguardar os parâmetros relevantes para a manutenção de Brasília como bem cultural tombado, no que se refere ao espaço em estudo, mas que propicie a dinamização do tecido social e econômico, indicando para tal, os meios jurídicos, administrativos, financeiros e técnicos;

§ possibilite a participação da comunidade de forma a associar, particularmente, a parceria entre a autoridade pública, os proprietários, os habitantes e os usuários, de tal forma que as propostas arquitetônicas e urbanísticas tenham como elemento central, sempre que possível, as expectativas dos habitantes e usuários destes trechos urbanos, haja vista que são os cidadãos que têm condições de formalizar os valores que no transcorrer de sua própria existência mereçam ser preservados como patrimônio; portanto, a premissa básica destas propostas deverá consistir no convencimento, na motivação e na transformação dos atores sociais deste trechos urbanos, em participantes ativos.

§ Quanto às expectativas, os diversos agentes dos espaços das Avenidas W3 as possuem de maneira também diversa. Se moradores, comerciantes e consumidores do local esperam mais segurança, o mesmo não ocorre na questão da diversificação de usos, ou do alargamento da via, por exemplo, que agradam a uns e não a outros. Estas questões deverão ser equacionadas na proposta.

Pretende-se que os problemas sejam ordenados conforme os diversos enfoques que envolvem o meio ambiente urbano, devendo entretanto, discriminá-los por áreas e níveis, já que alguns problemas são próprios da W3 Sul e não da W3 Norte.

§ Funcionalidade: A apreciação da adequação funcional dos espaços da cidade significa, num primeiro sentido, avaliar o melhor ou pior desempenho das atividades que ocorrem ou venham ocorrer nestes espaços, em relação a seus objetivos. Deve buscar compatibilizar as características relevantes dos lugares com as atividades a eles relacionadas, vinculando- os, tradicionalmente, aos processos econômicos de produção, distribuição e consumo que nos fornecem os clássicos conceitos de trabalhar, morar, circular, descan- sar, abastecer-se, divertir-se etc.. Trata-se, portanto, da análise e proposição dos espaços em questão de maneira que sejam selecionados e relevados seus atributos de área disponível para as diversas atividades, como também a acessibilidade entre essas diversas áreas. Por outro lado deve-se analisar qual e como é o desempenho deste trecho do Plano Piloto no cotidiano da cidade, redefinindo ou confirmando sua configuração de maneira que haja melhor e mais fácil apropriação dos espaços públicos. Como exemplo temos as grandes praças situadas entre as quadras 700 sul , que são pouco utilizadas, merecendo uma nova abordagem.

1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 TOTAL POSIÇÃO W-3 NORTE 5 6 3 5 2 6 2 29 1 VIA S-1 4 7 1 3 2 5 2 24 2 VIA N-1 4 4 2 3 4 2 1 20 3 EIXO W/N 4 6 4 - 3 - - 17 4 W-3 SUL 3 4 3 1 1 4 - 16 5 L-4 SUL 2 3 4 3 1 1 - 14 6 L-2 SUL 3 4 1 1 2 1 1 13 7 L-4 NORTE 3 3 2 1 1 1 1 12 8 EIXO L/S 3 3 2 2 1 - - 11 9 EIXO L/N 3 5 1 - - - - 10 10 L-2 NORTE 2 4 1 - 2 - 1 10 10 EIXO W/S 1 2 1 1 2 1 1 9 11 CLN 3 2 2 - - 1 - 8 12 EPPM 1 1 3 1 - 1 - 7 13 CLS 3 3 - 1 - - - 5 14

55 Em relação às correspondentes infra-estruturas, são relevantes os aspectos de “abastecimento” e “esgota-

mento” dos espaços urbanos, destacando, deste ponto de vista:

§ a adequação e eficiência do sistema viário; Nesse sentido caberia relacionar a caixa viária das Avenidas W3 Norte e Sul ao desempenho do tráfego, por exemplo, diagnosticando as deficiências e eficiência da circulação viária.

§ a adequação e eficiência das redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário, esgotamento de águas pluviais, sistemas de coleta de lixo, etc

§ Referencial: É o campo de investigação e ação propositiva que relaciona a forma física dos espaços a expectativas sociais por orientação nos lugares, e identificação dos mesmos.. Localizar-se é uma ação que pode ocorrer por meio de diversos instrumentos, como mapas ou informações verbais, que requerem co- nhecimento, pelo indivíduo, dos símbolos utilizados; nesse sentido, a linguagem falada pelo espaço possui o código mais abrangente, podendo informar tanto moradores quanto forasteiros dos lugares. Devem ser relacionadas as características morfológicas e imagéticas dos lugares estudados, e sua identidade junto à popula- ção. A dimensão simbólica trata da investigação ou ação que correlaciona os atributos do espaço arquitetônico com sua capacidade de representar valores de significação coletiva, no que esse refere a posições sociais, hierar- quias, visões do mundo, etc. No caso da Via W3 será necessário apreciar o seu significado nos diferentes níveis assinalados inicialmente, e analisar o seu papel no Plano Piloto e no Distrito Federal.

§ Ambiental: a questão ambiental deve estudar o conforto higrotérmico oferecido pelos espaços públicos, observando também a importância da arborização e paisagismo no trecho a ser estudado, uma vez que alguns moradores e usuários reivindicam a manutenção das árvores.

§ Econômico- Financeiro: tem por objeto o estudo do consumo de recursos (materiais e energéticos) quantificados em moeda e portanto representativos de custos, necessários à materialização ( produção e manutenção) de bens e serviços, relativizados em relação ao número de pessoas envolvidas e ao tempo despendido para tal. É fundamental a definição dos sujeitos que serão beneficiados direta ou indiretamente, bem como daqueles sobre os quais recairão ônus, com a proposta apresentada.

7.1. Conteúdo:

O conteúdo sugerido para o estudo preliminar será pelo menos, a indicação de diretrizes para a área descrita como Nível 2, e a apresentação gráfica das intervenções a serem efetuadas na área compreendida pelo Nível 1, ambas descritas no item 2.2. o estudo deverá necessariamente, abranger as vias W3 Sul e Norte. O escopo dos trabalhos deverá abranger:

7.1.1. Levantamento dos Problemas:

A. Analisar os problemas existentes, sejam locais, vicinais ou de influência locacional;

B. Levantar as diversas tipologias e qualidade das edificações existentes, no que for essencial e relevante para o melhor entendimento da proposta;

C. Analisar a adequação de usos e atividades (o que está previsto e o que de fato ocorre);

D. Analisar a influência do tráfego, dos meios de transporte e dos estacionamentos no comportamento de seus usuários;

7.1.2. Cenário:

Pretende-se que seja proposto um cenário físico futuro, sem que este se transforme no produto mais im- portante, mas que se constitua numa referência para um conjunto de operações e ações bem organizadas, coe- rentes, inteligentes, factíveis e participativas.

7.1.3. Propostas de intervenções:

As propostas deverão definir intervenções nos diversos níveis de abrangência, de forma a promover mudan- ças, transformações, adaptações, como fundamento na proposta de reabilitação física local (restauro e conserva- ção de imóveis mais significativos); revitalização funcional com a dinamização das atividades e rede de serviços ali previstos; reapropriação social, econômica e cultural dessas áreas pela população que as utiliza ou passará a utilizá- las; valorização dos aspectos de interesse quanto à preservação urbanística do Plano Piloto de Brasília.

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