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VII RAIC LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES VOLUME

No documento Resumos XXIX JIC VII SePTI Vol. IV (páginas 173-184)

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS EM ESCAPADE, DE EVELYN SCOTT

Gabriel Mendes Rangel¹ & Maria das Graças de Santana Salgado²

1. Bolsista PIBIC, Discente do Curso de Letras Português/Inglês/Literaturas, ICHS/UFRRJ; 2. Professora do DLC, ICHS/UFRRJ.

Grande Área: Linguística, Letras e Artes.

RESUMO

Evelyn Scott (1893-1963) foi uma escritora modernista americana que escreveu diversos livros de diferentes gêneros ao longo de sua vida. Sua autobiografia Escapade (1923) conta a história de seu exílio auto-imposto no Brasil durante a Primeira Guerra Mundial e é a fonte que utilizamos para a identificação e análise de estruturas interrogativas, estudando suas formas e funções e relacionando- as à narrativa construída pela autora. A obra será analisada a partir da Análise Crítica do Discurso, tendo por base principal os estudos de FAIRCLOUGH (1995) e, associando mais especificamente as perguntas retiradas da obra à prática social da autora: “de onde exatamente ela fala como uma mulher branca e auto-exilada de sua terra natal?” Categorias como gênero, etnia e classe social contribuíram para essa análise. A justificativa dessa pesquisa se dá pelo ineditismo da mesma, visto que Evelyn Scott é uma autora praticamente não estudada no Brasil, e que, além disso, mesmo sendo reconhecida pela crítica de sua época e, escrevendo uma obra que antecipa o movimento modernista, é esquecida pelo cânone contemporâneo. Todas as interrogativas da obra foram identificadas e enumeradas e, para esse trabalho pretende-se apresentá-las na expectativa de inferir uma visão da escritora sobre sua experiência nos trópicos brasileiros. A partir da leitura do livro e enumeração das perguntas, algumas delas foram escolhidas e categorizadas gramaticalmente e tematicamente. Do ponto de vista gramatical utilizamos Quirk et al. (1972) e suas três categorias principais de perguntas: fechadas, abertas e alternativas; além de duas categorias menores: retóricas e tag questions para nos auxiliar na separação das interrogativas em termos mais normativos. É importante destacar a dificuldade dessa análise que decorre do refinamento das questões propostas por Evelyn Scott que constrói diversas perguntas não óbvias, muitas vezes sem “pontos de interrogação”, e que suscitam discussões maiores. Já do ponto de vista temático, as perguntas indicam uma constante busca de si por parte da autora. Assuntos como exílio, questionamentos do cotidiano e maternidade foram identificados como centrais nas perguntas selecionadas. Pretende- se, portanto, apresentar como resultado desse trabalho a catalogação preliminar das interrogativas (tanto no nível gramatical quanto temático) a fim de compreender melhor como essas estruturas aparecem e que papel elas cumprem no discurso autobiográfico de Evelyn Scott em Escapade.

Palavras-chave: perguntas; exílio; Evelyn Scott.

Referências Bibliográficas

FAIRCLOUGH, N. Critical Discourse Analysis: The Critical Study of Language. Harlow, UK: Longman, 1995.

QUIRK, R; GREENBAUM, S; LEECH, G; SVARTVIK, J. A Grammar of Contemporary English. Beccles and London: Longman. 1972

SCOTT, E. Escapade. Afterward by Dorothy M. Scura. Charlottesville and London, University Press of Virginia, 1995 [1923].

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LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES

VOLUME IV

DINÂMICA ÁRVORE DO CONHECIMENTO

Juliana Victoria Barbiere Silva¹; Gisele Serrador Michaeli²; Lívia Pereira Abbade³ & Bruno Matos Vieira4

1. Bolsista Residência Pedagógica, Discente do Curso de Licenciatura em Belas Artes, ICHS/UFRRJ; 2. Bolsista Residência Pedagógica, Discente do Curso de Licenciatura em Belas Artes, ICHS/UFRRJ; 3. Bolsista Residência Pedagógica, Discente do Curso de Licenciatura em Belas Artes, ICHS/UFRRJ; 4. Coordenador do subprojeto Residência Pedagógica Belas Artes, Professor do DTPE/IE/UFRRJ.

Grande Área: Linguística, Letras e Artes

RESUMO

Este resumo transcreve uma dinâmica desenvolvida pelo grupo de residentes do Subprojeto Residência Pedagógica da UFRRJ. A mesma foi realizada em duas turmas de EJA – Educação de Jovens e Adultos, Fase VIII e FASE IX, na escola Municipal Gilson Silva, localizada no Bairro de Santa Sofia em Seropédica – RJ, no dia 17 de Abril de 2019 com a carga horária de 90 minutos em cada turma. A elaboração da dinâmica “Árvore do conhecimento” foi pensada como uma forma de revisão para complementar o estudo dos alunos para a prova semestral e proporcionar o trabalho em equipe, a competitividade e a busca por informações referentes à disciplina. Incentivar o aluno à aprendizagem

significa criar um conjunto de estímulos capazes de despertar a motivação para o aprender (LIBÂNEO, 1994). No primeiro momento foi feita uma breve explicação de como seria a dinâmica, o porque dela e a

divisão de grupos, realizada por sorteio. Cada grupo foi composto por 4 ou 5 alunos, totalizando 2 grupos na turma da Fase VIII e 3 grupos na turma da Fase IX. Um slide com imagens já vistas na disciplina também foi projetado com intuito de ajudar e estimular a memória através da cultura visual. “Muitas imagens, uma vez que entram em nós, continuam a viver dentro de nós’’ Wim Wenders (2002). Além do slide, uma árvore foi desenhada em papel 40kg com frutas artificiais, feitas com bexigas, que guardavam as perguntas. Cada grupo poderia escolher uma fruta da árvore e responder aquela pergunta, se o mesmo não soubesse, os demais poderiam responder e levar o ponto. A apresentação da dinâmica surpreendeu a maioria dos alunos, mesmo aqueles que não são muito participativos acabaram se interessando pela atividade, independente do grupo a que foram designados e a quantidade de perguntas escolhidas pelas residentes. Ao decorrer da atividade foi notado que na primeira turma, fase IX, mesmo a maioria sendo mais jovem, estavam mais interessados por pesquisar e responder do que pelas prendas prometidas no final. Além disso, em um dos grupos que estava perdendo, um dos participantes acabou ajudando os colegas que estavam dos grupos empatados. Já na segunda turma, composta por 7 mulheres e um homem, as perguntas foram respondidas com mais facilidade ocasionando no empate dos dois grupos e na distribuição de prendas para todos. Como premiação as residentes produziram sketchbooks e marcadores de livros personalizados que foram distribuídos para o grupo vencedor. Os alunos que não venceram a dinâmica alegaram que ela auxiliaria na hora do estudo, por conta das imagens apresentadas e das perguntas que foram respondidas e esclarecidas pela turma. Diante disso podemos concluir que os resultados dessa dinâmica enaltecem o fato de que o conhecimento pode ser difundido de diversas formas, desde que haja interesse em desenvolver métodos capazes de atrair a atenção dos alunos, assim, incentivando o aprendizado. Um

dos objetivos dos alunos é a aquisição de conhecimento, e, para isso, métodos de assimilação de conhecimento devem ser aplicados e trabalhados em sala de aula LIBÂNEO (1990).

Palavras-chave: Educação,métodos de ensino, trabalho em grupo; aprendizado. Referências Bibliográficas

HEBERLE, K. Utilização e importância das atividades lúdicas na educação de jovens e adultos.2011. 151 f. Trabalho de conclusão de curso (Especialização em Educação Profissional Integrada a Educação Básica na Modalidade EJA) –Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Medianeira, 2011.

WENDERS, W. L'atto di vedere-The act of seeing (O ato de ver). Vol. 4. Editora Ubulibri, 2002. Traduzido por: R. Menin

LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Editora Cortez, 1990.

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LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES

VOLUME IV

POVOS INDÍGENAS NA CONTEMPORANEIDADE

Heluar Maraboti Fonseca Pereira¹; Juliana Victória Barbiere Silva²; Gisele Serrador Michaeli³ & Bruno Matos Vieira4

1. Bolsista Residência Pedagógica, Discente do Curso de Licenciatura em Belas Artes, ICHS/UFRRJ; 2.Bolsista Residência Pedagógica, Discente do Curso de Licenciatura em Belas Artes, ICHS/UFRRJ; 3.Bolsista Residência Pedagógica, Discente do Curso de Licenciatura em Belas Artes, ICHS/UFRRJ; 4.Coordenador do Subprojeto Residência Pedagógica Belas Artes, Professor do DTPE/IE/UFRRJ. Grande Área: Linguística, Letras e Artes

RESUMO

O presente resumo visa apresentar os resultados da aula sobre culturas indígenas no Brasil, que é uma das iniciativas do projeto de Residência Pedagógica Belas Artes da UFRRJ. Essa aula foi ministrada em duas turmas EJA, 8° e 9° ano do ensino fundamental da Escola Municipal Gilson Silva, localizado em Santa Sofia (RJ), no dia 22 de maio de 2019, com carga horária de 2:30h. Percebendo que a figura presente no imaginário dos alunos, assim como de boa parte da população brasileira, é a do “índio” da época da colonização, nos deparamos com os seguintes questionamentos: (1)“Quem é o Indígena nos tempos atuais? (2) Como trabalhar a cultura indígena em sala de aula de forma crítica e sem reforçar visões estereotipadas? Optamos por trabalhar com base em dois vídeos que apresentam membros de diferentes povos indígenas falando sobre sua vivência em contexto urbano e de aldeias. O primeiro é uma entrevista com a rapper indígena Katú Mirim, o segundo traz depoimentos de indígenas relatando preconceitos vividos e presenciados por eles. Primeiro sondamos o que os educandos entendiam por “índio”, para assim discutir temas como a colonização, perda das terras indígenas, diminuição desses povos e a necessidade de adaptação à cidade. Após descreverem o “índio genérico”, corrigimos a palavra “índio” por indígena, uma vez que esse seria o termo correto. A partir deste ponto, fizemos uma contextualização histórica sobre a colonização, falando sobre as multiplicidades de povos indígenas e a variedade de culturas e línguas entre eles. Demonstramos como a população indígena tem diminuído devido a conflitos por invasão de terras até os dias de hoje. Para facilitar a exemplificação, utilizamos apenas dois povos, os Bororo e Guarani. Num segundo momento, partimos para a pergunta “Indígena no Brasil hoje: como é?”. Foi exibido o primeiro vídeo com mesmo título, no qual é abordado os temas: indígenas em contexto urbano e indígenas aldeados. Num terceiro momento foram levantadas questões como “o que é ter cara de indígena?” e “o que faz um indígena ser indígena?”. Ao final da aula, com base em estudos de dois antropólogos, Lewis Henry Morgan e Paul Bohannan, explicitamos a importância da demarcação dos territórios indígenas para a manutenção de seu modo de vida e continuidade de sua cultura. O que observamos, é que no imaginário desses alunos habita a ideia do “índio” da colonização, muitas vezes preconceituosa e não condizente com a realidade dessa população. Segundo Freire (2000) É necessário discutirmos essas ideias equivocadas sobre os indígenas, porque, com elas não é possível compreender o Brasil contemporâneo. “Nesse sentido, tentar compreender as sociedades indígenas não é apenas procurar conhecer “o outro”, o diferente”, mas implica conduzir as indagações e reflexões sobre a própria sociedade em que vivemos”. Sendo assim, o objetivo geral desta aula foi o de proporcionar reflexões sobre a trajetória histórica das relações entre os povos indígenas e os não indígenas e, repensar a maneira como temos entendido a história do nosso país, principalmente relacionado à História e Cultura Indígena e sua importância.

Palavras-chave: Residência pedagógica; arte-educação; culturas indígena Referências Bibliográficas

FREIRE, J.R. B. Cinco ideias equivocadas sobre o índio. In Revista do Centro de Estudos do Comportamento Humano (CENESCH). Nº 01 – Setembro 2000. P.17-33. Manaus-Amazonas.

AHAONNE, E. INDÍGENA NO BRASIL HOJE: COMO É?. Canal: Ellora. Youtube, 21 dez. 2018. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=9IvQ4VKqvsI>. Acesso em: 10 maio. 2019, 16:00.

OLIVEIRA, J. P. de. Uma etnologia dos "índios misturados"? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. Mana, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 47-77, Apr. 1998. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010493131998000100003&lng=en&nrm =iso>. Acesso em: 17 maio 2019.

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VOLUME IV

A COMPLEXIDADE DO ENSINO-APRENDIZAGEM DE INGLÊS NO NÚCLEO DE LÍNGUAS DO ISF-UFRRJ

Leonardo Cabral¹ & Claudia Rebello dos Santos Santos²

1. Ex-Bolsista CAPES do Programa “Idiomas sem Fronteiras” - NucLi UFRRJ, Discente do Curso de Letras Português/Inglês/Literaturas, ICHS/UFRRJ; 2. Professora do DLC/ICHS/UFRRJ

Grande Área: Linguística, Letras e Artes

RESUMO

O objetivo deste trabalho é analizar a proposta de ensino-aprendizagem de inglês como língua estrangeira do programa “Idiomas sem Fronteiras” e sua realização no Núcleo de Línguas (NucLi) UFRRJ na perspectiva da teoria da complexidade. A linguista Larsen-Freeman (1997) inaugurou a hipótese de aquisição de segunda língua (ASL) enquanto sistema adaptativo complexo, através da leitura da ASL segundo os postulados da teoria da complexidade, advinda das ciências físicas. A conclusão a que se chega ao fim desta pesquisa é que tanto a proposta quanto a realização do ensino-aprendizagem de inglês no NucLi UFRRJ refletem o processo de ASL tal qual postulado por Larsen-Freeman e defendido, no contexto brasileiro, por Paiva (2014). Ainda, a proposta analisada é consonante com a abordagem complexa de ensino de idiomas proposta por Borges e Paiva (2011). A metodologia utilizada para a realização dessa discussão foi a análise das orientações metodológicas de ensino das ementas dos cursos de inglês do programa IsF segundo os critérios que definem a aquisição de segunda língua como sistema adaptativo complexo, que são a não-linearidade, adaptabilidade, abertura ao ambiente, complexidade, sensibilidade a condições iniciais, dentre outros. Observou-se que as orientações metodológicas presentes nas ementas estudadas refletem os aspectos de sistemas adaptativos complexos e da ASL, em específico, enquanto um sistema complexo, ao ter-se em vista como as ementas, baseadas no conceito de Inglês para Fins Específicos, orientam os professores do programa a adaptarem o conteúdo e procedimentos dos cursos aos interesses e necessidades de seus aprendizes, o que manifesta o entendimento de que o processo de ASL é um sistema complexo, não-linear e adaptável. Foi possível constatar também, através de uma discussão sobre a prática de ensino e de orientação pedagógica do NucLi UFRRJ, que a realização do ensino- aprendizagem no contexto citado demonstra a concepção e prática de ensino dentro do escopo da hipótese de ASL baseada na teoria da complexidade, pois não somente o núcleo segue as diretrizes indicadas nas ementas como mantém a liberdade dos professores em aplicarem diferentes métodos e abordagens de ensino, o que mais uma vez mostra a convergência da concepção de ensino-aprendizagem de inglês com a da hipótese de ASL no olhar da teoria da complexidade.

Palavras-chave: Linguística aplicada; teoria da complexidade; aquisição de segunda língua; ensino

de inglês

Referências Bibliográficas

BORGES, Elaine Ferreira do Vale; PAIVA, Vera Lucia Menezes de Oliveira e. Por uma abordagem complexa de ensino de línguas. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 14, n. 2, p. 337 356, jul. 2011. LARSEN FREEMAN, Diane. Chaos/Complexity Science and Second Language Acquisition. Applied Linguistics, Oxford, v. 18, n. 2, p. 141 165, jun. 1997.

PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Aquisição de Segunda Língua. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.

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VOLUME IV

DESENVOLVIMENTO DA LEITURA REFLEXIVA COLABORATIVA COM ALUNOS DO 9º ANO Ana Carolina de Paiva Muzy1 & Maria do Rosario da Silva Roxo2

1. Bolsista do BIEXT, Discente do Curso de Letras – Português/Inglês e Literaturas DLC/ICHS; 2. Professora do DLC/ICHS/UFRRJ.

Grande Área: Linguística, Letras e Artes

RESUMO

Diversos estudos têm sido realizados sobre o ensino da leitura como uma das práticas pedagógicas de maior complexidade quando se objetiva desenvolver no aluno a capacidade de atribuir significados na linguagem através de diversos artefatos sociais como, por exemplo, livros, filme, rádio, jornal. De acordo com Salomão (1999), o educar leva em conta tanto a experiência vivida quanto o conhecimento adquirido e transferido para o outro, sendo a linguagem um fenômeno que opera, através da atuação do sujeito, na conceptualização do mundo e dos estados de coisas. Ensinar e aprender são processos cotidianamente construídos e reconstruídos dadas as experiências dos indivíduos nas mais diversas e complexas situações da vida escolar. Sabe-se, por conseguinte, que a compreensão de textos requer habilidades relativas ao conhecimento linguístico e não linguístico. Focar o ensino da leitura na escola pressupõe o enquadramento das práticas pedagógicas em termos de uma perspectiva metodológica que integra diferenciadas estratégias cognitivas em que o aluno passe a estar situado não só em relação às habilidades cognitivas, concernentes aos níveis de leitura (APPLEGATE, QUINN e APPLEGATE, 2002), mas também em relação aos fatores interacionais, constituídos, discursivamente, no jogo das interações, seja qual for sua natureza nas relações intersubjetivas. A partir da prática de extensão universitária, incluindo pesquisa e ensino, buscamos desenvolver a leitura reflexiva e colaborativa com o outro nas atividades sociocomunicativas escolares em função da emergência de tratarmos o ensino da leitura como uma atividade social em que a dimensão de seu aprendizado ocorre pelo agir pedagógico que proporcione crítica, consciência e estratégias de aprendizagem conscientes realizadas pelo aluno-aprendiz no CAIC Paulo Dacorso Filho, com duas turmas da Educação Básica, do 9º ano, atuando como sujeitos-aprendizes de contextos culturais (nível macro), de situações de aprendizado (nível micro) e de experiências cognitivas singulares (SINHA, 1999: 02). Para conhecer as experiências dos alunos do CAIC quanto à aprendizagem da leitura e em relação às habilidades cognitivas, elaboramos uma atividade para observar os níveis inferências dos discentes. Analisando os resultados preliminares constatamos que os alunos possuem baixo nível inferencial de leitura e compreensão de texto o que leva a necessidade de trabalharmos com atividades focadas no desenvolvimento e aprimoramento de tais habilidades.

Palavras-chave: ensino, leitura, reflexão.

Referências Bibliográficas

APPLEGATE, Mary DeKonty; QUINN, Kathleen Benson e APPLEGATE, Anthony J. Levels of thinking required by comprehension questions in informal reading inventories. The Reading Teacher, v. 56, n.2, 2002, pp. 174-80.

SALOMÃO, Margarida. A questão da construção do sentido e a revisão da agenda dos estudos da linguagem. Veredas (UFJF), UFJF, v. 4, n.1, p. 61-79, 1999.

SINHA, Chris. “Situated Selves: learning to be a learner”. In: BLISS Joan; SÃLJÕ, Roger; LIGHT, Paul (Org.). Learning Sites: Social and Technological Resources for Learning. Oxford: Pergamon, 1999.pp.

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VOLUME IV

CONTRIBUIÇÕES DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA ATRAVÉS DO STORYBOARD EM ATIVIDADES LÚDICAS NAS ESCOLAS DE SEROPÉDICA

Daniellen Cristina de Souza Braga Moreira¹ & Sandro Lopes dos Santos²

1. Bolsista PROEXT, Discente do Curso Licenciatura Plena em Belas artes, DARTES/UFRRJ; 2. Professor do DARTES/UFRRJ

Grande Área: Linguística; Letras e Artes

RESUMO

O storyboard é uma ferramenta importante nas produções cinematográficas, consiste em uma visualização feita através de desenhos para representar uma narrativa, sendo exibido em sequência de imagens que geram um fluxo visual, proporcionando assim uma pré-visualização do filme (NESTERIUK, 2011). A linguagem cinematográfica está inserida, de algum modo, no cotidiano do mundo infantojuvenil através dos filmes, séries e games. Apesar do grande público estar habituado a consumir esses produtos, a abordagem crítica e técnica da linguagem cinematográfica não está presente na sociedade de forma ampla, inclusive nas escolas. Por ser um produto do cotidiano das pessoas, principalmente dos jovens, ela pode se tornar uma ferramenta alternativa, inovadora e eficaz na transmissão de conteúdo dentro das escolas. A proposta do estudo é apresentar um método de educação disruptiva (REVISTA APPAI EDUCAR, 2019), onde os jovens sejam preparados para o futuro, assim inserindo a linguagem cinematográfica, através do storyboard, dentro das atividades escolares, estimulando o pensamento crítico e debates dentro das salas de aula, utilizando elementos da linguagem visual através da simplificação da forma para alcançar esse objetivo. Entendemos que o desenho é uma expressão do indivíduo, inerentes a todo homem, e por isso, é uma capacidade que pode ser desenvolvida por todos. A facilitação da criação e reprodução de formas através das figuras geométricas, proposto por exercícios à mão, universaliza a forma de aprendizado, sendo assim, uma construção de conhecimento, por parte do aluno, através dessa atividade interativa. Nesse sentido, o uso da linguagem cinematográfica, através da aplicação dos estudos dos planos cinematográficos em conjunto com a construção de narrativa com o intuito de trabalhar os conteúdos, transforma essa experiência em aprendizagem. A pesquisa ainda em fase de desenvolvimento vem apontando para significativos avanços com a utilização de métodos alternativos de educação que melhora no processo cognitivo e criativo dos alunos. Seu uso estimula a percepção, memória, criatividade, linguagem. Produz ainda um ambiente onde os alunos e alunas se sintam livres para o pensamento crítico, despertando o interesse e a sua participação nas atividades propostas em sala de aula. Criando assim, um ambiente divertido que traz contribuições significantes nas formas de ensino.

Palavras-chave: Figuras geométricas, formas de ensino, educação, metodologia, inovação Referências Bibliográficas

CASTRO, F. C. Juventude e cinema: Um estudo das experiências de jovens com as narrativas fílmicas.

No documento Resumos XXIX JIC VII SePTI Vol. IV (páginas 173-184)

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