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ISA-PREA Outers/Inners Outer

5.6.3. Virtual Private Network

Os equipamentos existentes permitem apenas VPN L2 MPLS (modelo Martini Draft). O túnel da solução, como do Martini, pode ser estabelecido usando LDP entre dois pontos diretamente conectados [15]. A solução insere o conceito de MPLS over SONET, não registrada no padrão original Martini, mas comuns em implementações de fornecedores como Cisco e Alcatel [10] [7].

O equipamento Omniswitch não suporta VPN, ficando a cargo da placa ISA PREA este trabalho. A placa ISA PREA implementa apenas VPN na camada 2 [7] [8].

A solução estudada não suporta a arquitetura padrão VPLS (Virtual Private LAN

Service). A arquitetura de equipamentos de Borda (PE) e equipamentos de Núcleo (P), típica

da configuração não é suportada pela solução.

5.7.

Estudo comparativo e avaliação final

Nesta dissertação é sugerida uma nova topologia e a configuração da camada MPLS na rede. O intuito desta nova configuração é aumentar o grau de segmentação da rede, escalabilidade e maior desempenho.

Para trazer uma maior flexibilidade e desempenho para os sites de núcleo, foi redesenhada a topologia com adição de novos enlaces e aumento de banda dos enlaces já

Algumas localidades possuem enlaces ampliados e novos enlaces são adicionados. As topologias foram testadas e as configurações propostas pela dissertação apresentam melhores resultados do que a proposta pelo fornecedor. Os resultados apontam que as topologias propostas nessa dissertação (tanto a topologia com VC-3 quanto à com VC-4) apresentam ganhos de escalabilidade e disponibilidade. Na Tabela 12 - Resumo dos resultados das simulações.é apresentado um breve sumário dos resultados observados.

Itens Topologias

Itens analisados Topologia original

do fornecedor

Topologia com links propostos (VC-3)

Topologia com links propostos (VC-4) Teste de topologia Baixo grau de escalabilidade e menor segurança em caso de falha Grau de escalabilidade médio e maior segurança em caso de falha Alto escalabilidade e maior segurança em caso de falha Engenharia de tráfego Baixa eficiência da engenharia de tráfego e dificuldade na configuração Alta eficiência da engenharia de tráfego e facilidade na configuração Alta eficiência da engenharia de tráfego e facilidade na configuração Recuperação a falhas Tempo de convergência depende do OSPF e menores opções de caminho Tempo de convergência depende do OSPF e mais opções de caminho (principalmente caminho críticos) Tempo de convergência depende do OSPF e mais opções de caminho (principalmente caminho críticos) Tabela 12 - Resumo dos resultados das simulações.

É importante observar que o uso da engenharia de tráfego com a inserção dos LSPs estáticos, disponíveis através de ferramentas do MPLS, traz benefícios para a rede. As configurações de caminhos (LSP MPLS) ao longo da rede permitem uma melhor utilização de

enlaces e de equipamentos. O uso da engenharia de tráfego permite diminuição da ociosidade

No que tange ao tempo de recuperação a falhas da rede, as topologias apresentam um quadro similar. O intervalo de convergência da rede, em caso de falha, nas redes baseadas em

IP e baseadas em MPLS IP foram de 50 segundos. A explicação para esta similaridade é que o

protocolo responsável pela convergência em ambos os casos é o OSPF. Outra observação importante é que as topologias propostas na dissertação apresentam mais opções de caminho em caso de falha.

Um outro ponto importante é a importância do QoS para rede em questão. A porta remota da placa ISA PREA possui um backplane menor do que a porta local, havendo assim a possibilidade de descartes no processo de encaminhamento de quadro. Para suporte a serviços diferenciados faz-se necessário a utilização de ferramentas de QoS para priorização e tratamento diferenciados para tráfego de tempo real e tráfegos de maior interesse da empresa.

6.

Conclusão

Os principais ingredientes para confecção de um projeto de rede incluem conhecimento técnico, objetivos claros sobre o que se deseja alcançar, planejamento para execução de todas as etapas envolvidas e foco nas necessidades do cliente. A construção de uma abordagem pragmática facilitou a reunião destas características. A metodologia proposta neste trabalho demonstrou-se eficiente no estudo de caso e facilitou o processo de proposição de melhorias para a infra-estrutura.

A aplicação da abordagem pragmática, apresentada na dissertação na rede em estudo, gerou como resultado a proposição de uma nova topologia, com o intuito de trazer uma maior flexibilidade e desempenho para os sites de núcleo. A topologia atual não possui uma segmentação perfeita entre os níveis da rede e os equipamentos de núcleo possuem vazão menor do que a recomendada. Isso dificulta a realização de projetos de expansão da rede, assim como novos aprovisionamentos de serviços. A análise dos resultados das simulações apontou a topologia recomendada nesta dissertação como a melhor opção para a rede utilizada no estudo de caso, se comparada com a topologia sugerida pelo fornecedor. A nova topologia demonstrou ser mais eficiente para o funcionamento da engenharia de tráfego e redundância a falhas.

O uso da engenharia de tráfego na topologia proposta permite a configuração dos caminhos dos tráfegos ao longo da rede. Esta facilidade permite a diminuição da ociosidade de determinados enlaces e divide os fluxos de tráfego, permitindo assim uma utilização mais

homogênea dos recursos disponíveis da rede. Além de configurar os caminhos utilizados na topologia, é possível reservar recursos de equipamento e enlaces.

No aspecto convergência de rede, as simulações utilizando as tecnologias adotadas na topologia atual da rede apontam para um intervalo de convergência da rede, nas redes baseadas em IP e baseadas em MPLS/IP, em torno de 50 segundos. O protocolo responsável pela convergência em ambos os casos foi o OSPF e este tempo está diretamente ligado a convergência deste protocolo. Se utilizada a topologia proposta após a aplicação da abordagem pragmática apresentada, esta convergência se dá em 2 segundos tomando-se por base a utilização do protocolo Fast Reroute MPLS.

As conclusões apresentadas atestam a viabilidade da abordagem pragmática proposta, assim como os resultados do estudo de caso demonstram que, com tal abordagem torna-se possível avaliar diferentes cenários tcnológicos e gerar comparações objetivas entre os mesmos.

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