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CAPÍTULO III – O contexto da situação estrutural, condição econômica e financeira e a

1. Do contexto geral à evolução educacional na perspectiva da Municipalização do Ensino

1.3. Vista Alegre do Alto: a “Princesa Gentil”

HINO A VISTA ALEGRE Professora: LURDES DE SUZA LIMA FONSECA Vista Alegre cidade serrana Do rincão és princesa gentil O teu céu sempre azul sereno É o pedaço do nosso Brasil És pequena, alegre e formosa És irmã da “Cidade do Sonho” O teu povo te faz mais garbosa Os teus prados já não são mais brenhas.

Oh Vista Alegre rincão querido Tua produção é o mamão O teu solo tão amado Já foi por Deus Abençoado. O município de Vista Alegre do Alto está localizado a 378 Km da Capital, se limita ao norte com os municípios de Pirangi e Taiaçu e ao Sul com os municípios de Monte Alto e Ariranha, a Leste com Monte Alto e a Oeste com Ariranha e Pirangi.

Segundo o site oficial da Prefeitura Municipal34, a origem do município Vista Alegre do Alto está relacionada com a lavoura de café no início do século XX, no qual o casal Luigi Bassoli e Armelinda Begnardi fundou a Colônia Seca, onde havia um armazém de secos, molhados e tecidos, se transformando numa espécie de centro de lazer da população e de compras. A Colônia Seca era a passagem obrigatória dos carreiros (transportadores de mercadorias que utilizaram carros de boi) que percorriam a Boiadeira (famosa estrada que ligava diversos pontos do Estado).

Com a intensificação do processo de ocupação, o crescimento das propriedades na região e a doação de terras, foi fundado, em 1919, pelo Dr. Emílio Henrique Ower Sandolth um povoado – mais tarde, Vista Alegre do Alto.

Entre os anos de 1920 e 1947, o café, - também com os benefícios trazidos pela utilização da estrada de ferro -, foi a base da economia local, paralelamente com o algodão, de grande importância na produção agrícola. No ano de 1948 inicia-se a produção de mamão persistindo até o final da década de 1960, quando a cultura foi extinta em decorrência da doença chamada de “mosaico do mamoeiro”.

A partir daí, as culturas cítricas, principalmente a laranja, passam a fazer parte da principal atividade agrícola do município. No entanto, com a expansão da produção canavieira na região, a produção de cana passa também a fazer parte das lavouras locais. A origem do nome está relacionada com o panorama local: uma vista muito alegre e, passou oficialmente ter a denominação atual, com a emancipação político-administrativa no dia 25 de março de 1959.

Segundo informações obtidas em documentos da Secretaria Municipal de Educação, apesar do porte pequeno do município e de base econômica agrária, o mesmo se apresentou bem estruturado economicamente e representou uma área de atração de migrantes (mineiros, alagoanos e baianos), o que por outro lado, implicou, “em problemas sociais como: drogadição, desemprego e precárias condições socioeconômicas que acarretam vulnerabilidade e exclusão social”.

O Ginásio Escolar de Vista Alegre do Alto foi criado em 1970, pelo Decreto nº 52.411, durante a gestão do Prefeito Irineu Julião, para atender a demanda local, no qual até então, eram atendidos no município vizinho (Pirangi). Inicialmente, os alunos estudaram no prédio do Grupo Escolar “Salvador Gogliano Júnior”, com 2 classes de 1ª. série ginasial, após o término das aulas (16h30). Com a instalação oficial do Ginásio “Antônio Julião”, foi possível trazer no ano seguinte os alunos que estavam estudando nas 3ª. e 4ª. séries no município vizinho.

A Educação Infantil começou no município em 1980, quando foi instalada em uma das dependências da Prefeitura Municipal, uma classe de Pré-escola que contava com 31 alunos, permanecendo ali por 10 anos. Segundo registros da Ata de Assembléia Geral de Fundação da “Creche Coração de Jesus”, de 02 de fevereiro de 1981, pessoas mencionadas na ata de “gradas” da cidade foram convidadas por Jobes da Rocha, sobre a possibilidade da fundação de uma entidade assistencialista, com natureza jurídica reconhecida oficialmente.

a idéia central é de se fundar uma Creche, obra esta que, mais se tem revelado carente em nossa comunidade, conforme tem comprovado no desenvolvimento dos projetos já em funcionamento. (Jobes da Rocha - Ata da Assembléia Geral, 1981)

Após a realização dos trabalhos na Assembléia Geral, a Creche passou a se chamar de “Creche coração de Jesus” e foi definida sua finalidade e sua estrutura organizacional. No ano de 1995, em parceria com o governo federal, foi construído o prédio escolar – “Núcleo de Integração Social do Município -, que atendia as crianças em período complementar do Ensino Fundamental e no período noturno os alunos do Mobral, totalizando 100 alunos.

No ano de 1997, o município de Vista Alegre do Alto iniciou a rede municipal de ensino abrindo uma sala de aula de 1ª série. Entretanto, neste mesmo ano, o governo do Estado de São Paulo não aceitou mais matrículas de alunos nas séries iniciais na Rede Estadual de Ensino com 6 anos de idade. Diante disso, segundo relatos, algumas famílias mais abastadas, sentindo-se no direito de matricular seus respectivos filhos, entraram com processo contra a SEE e conseguiram - via mandado judicial - que fossem matriculados. Entretanto, o município vendo essa situação de impasse, abarcou a matrícula desses alunos, criando uma sala de aula. No ano seguinte, ampliou o atendimento, com duas salas de aula (1ª série e 2ª série). Assim, a tendência da criação da rede própria de ensino em todas as séries era factível, implicando, por outro lado, numa estimativa de diminuição dos alunos na rede estadual do ensino e sua possível extinção.

No contexto da Municipalização do ensino no Estado de São Paulo, o município assinou o convênio com a SEESP e assumiu os Anos Inicias do Ensino Fundamental, com absorção de 10 docentes da Rede Estadual de Ensino. Relacionado a isso, o município, com recursos próprios e em parceria com o governo federal, vinha construindo um prédio escolar com a intencionalidade de expansão da rede municipal de ensino, o que por sua vez, teria condições concretas de manter os professores da rede estadual na rede municipal, caso a primeira se extinguisse, sendo esta, a principal razão de não expandir a Municipalização do ensino para os Anos Finais do Ensino Fundamental, segundo relatos.

No ano de 1999, a unidade escolar passa a se chamar Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Irineu Julião”, atendendo 500 alunos aproximadamente, cuja ampliação, foi inaugurada em 18/02/2000.

No ano de 2003, a rede municipal de educação firmou parceria com o Sistema COC- NAME, implantando o sistema apostilado terceirizado nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, sendo que, em 2009, a SME desenvolveu estudos para a implantação do mesmo na Educação Infantil (Pré-escola).

Durante os anos de 1999 e 2008, período em que o município experimentara seus dez anos de Municipalização do ensino, o número de alunos matriculados foi aumentando e, em 2008, a rede municipal de ensino, já contava com 13 classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, 11 classes de Educação Infantil e 2 classes da EJA anos iniciais do Ensino Fundamental, o que por sua vez, não deu continuidade nesse processo nos anos finais do Ensino fundamental.

Após a realização desse breve estudo sobre a evolução educacional do município de Vista Alegre do Alto, revela-se interessante notar que ocorreu aumento da demanda,

relacionada ao desenvolvimento local e, com isso, a necessidade de reestruturar o município para o atendimento crescente, além de desenvolver uma complexa e expansão rede de ensino no município.

Em 2009 a população de Vista Alegre do Alto era de aproximadamente 6.874 habitantes, somando todos os alunos da educação básica pública (estadual e municipal); o município tinha 1.490 alunos, o que representava 21,7% da população total do município.

O gráfico a seguir mostra a evolução da composição da Rede Municipal de Ensino, considerando o número de matrículas em cada etapa/nível/modalidade de ensino de Vista Alegre do Alto desde 1998 e 2010 e da Creche Privada (Anexo VII).

Gráfico 9 – EVOLUÇÃO DA COMPOSIÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO POR ETAPAS E MODALIDADES DE ENSINO – VISTA ALEGRE DO ALTO (1998-2010)

Fonte: http://www.inep.gov.br/basica/censo/Escolar/Matricula *http://www.cnm.org.br/educacao - Acessados em 24/11/2010.

Ao se observar a evolução da rede municipal de ensino de Vista Alegre do Alto, entre 1998 e 2010, nota-se que o crescimento do número de alunos matriculados foi progressivo até 2005. Em 2006, ocorreu decréscimo, quando, - apesar de ter havido crescimento em 2008 -, nos anos de 2009 e 2010 sinalizou decréscimo progressivo.

A educação infantil no município era composta por duas unidades educacionais, das quais uma era instituição privada conveniada com o Município e a outra pertencia à rede

municipal. Em termos da composição na rede municipal de ensino, a Pré-escola, teve a segunda maior participação no montante de alunos matriculados, mantendo-se estável entre 1999 e 2010. A Creche por sua vez, apesar de conveniada, não foi incorporada à rede municipal de ensino e nem passou por implantação de novas unidades para atendimento, apresentando queda do número de atendimento a partir de 180 alunos matriculados em 2005, para 68 alunos em 2006. Entretanto, apresentou crescimento no atendimento nos anos subseqüentes, até ultrapassar mais de 100 crianças atendidas.

A EJA teve seu início na rede municipal a partir de 2003, tendo seu ápice de crescimento de matrículas em 2005, porém, apresentando instabilidades e decréscimo, principalmente nos dois últimos anos. A Educação Especial, apesar de iniciar na rede municipal no ano de 2003, apresentou crescimento mais expressivo em 2008 e 2009, porém, com decréscimo em 2010. Entretanto, os anos iniciais do Ensino Fundamental representam a maior participação na composição da rede municipal de ensino, visto que a municipalização ocorrida em 1999, se limitou nos anos iniciais.

No ano de 2009, por exemplo, a rede municipal de ensino de Vista Alegre do Alto tinha de 780 alunos, segundo o Sistema de Informações Gerenciais da SEESP - 2009, com base no Censo MEC-2009. No mesmo ano, a Creche conveniada atendia, em tempo integral, 82 crianças e a rede municipal de ensino atendia na Pré-escola, em tempo parcial, 222 crianças; nos anos iniciais do Ensino Fundamental - Urbana 314 crianças e 118 no período integral. Do montante dos alunos matriculados na rede municipal de ensino e da Creche conveniada, 55% delas estavam matriculados nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A rede municipal de ensino atendia apenas 16 alunos da EJA do Ensino Fundamental.

Mesmo transcorrendo todo o FUNDEF e nos anos iniciais de vigência do FUNDEB, o município de Vista Alegre do Alto municipalizou parcialmente o Ensino Fundamental no início do ano de 1999 (séries iniciais) e não deu continuidade ao processo.

De acordo com os dados coletados, entre os anos de 1997 e 2009, o município de Vista Alegre do Alto foi governado por dois Prefeitos, os quais foram reeleitos. Nas gestões 1997- 2000 e 2001-2004, o Prefeito foi Jobes da Rocha, do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB e, nas gestões 2005-2008 e 2009-2012, o Prefeito foi Antonio Apparecido Fiorani, do Partido Progressista – PP, com a Coligação Trabalho e Progresso (PP, PT e PMDB).

O questionário referente às gestões do Prefeito Jobes da Rocha, não foi respondido devido ao seu falecimento. Entretanto, em relação às gestões 2005-2008 e 2009-2012, foi respondido pelo Prefeito.

O Prefeito em questão utilizou como critério de escolha para o gestor municipal de educação a experiência na área educacional e mencionou que, apesar de não ter participado do processo de Municipalização parcial do ensino fundamental, o processo em si, foi tranqüilo no município.

Segundo o Prefeito, o que mais o influenciou quanto a não continuidade da Municipalização do ensino foi em relação aos recursos dos fundos (FUNDEF/FUNDEB) e a pressão política local.

Quando perguntado sobre os aspectos positivos e negativos de ser um Prefeito em um município de pequeno porte salientou que, o primeiro, devido à proximidade com o eleitor e a integração com os secretários e funcionários e, o segundo, relacionado aos problemas políticos-partidários (não especificados).

Dentre as diversas ações, o Prefeito apontou em ordem crescente as seguintes prioridades na educação: formação inicial e continuada dos professores; formação inicial e continuada de gestores; melhoria na infra-estrutura dos prédios escolares; aquisição de equipamentos e materiais escolares; plano de carreira; reestruturação do quadro de funcionários e professores; formação inicial e continuada dos funcionários.

Os Conselhos Municipais ligados à educação municipal (FUNDEF/FUNDEB, CAE e CME), foram formados através de eleição e a atuação foi participativa.

Quando perguntado sobre as dificuldades em relação aos Fundos FPM, FUNDEF e FUNDEB, o Prefeito não respondeu. No entanto, quanto ao questionamento se esses recursos foram suficientes para realizar a gestão, o mesmo respondeu que não eram suficientes e,

salientou que os investimentos dos recursos repassados na área educacional se direcionaram para pagamento de salários.

Segundo o Prefeito, o Plano Municipal de Educação já foi elaborado. O Plano de Carreira do Magistério e Profissionais de Educação está sendo elaborado e o Plano de Carreira dos Profissionais de Apoio e Serviço Escolar não foi elaborado especificamente. Ainda sob a ótica de gestão municipal, este estudo discorrerásobre a gestão educacional municipal, quanto ao perfil dos gestores municipais de educação do município de Vista Alegre do Alto, entre os anos de 1999 e início de 2010 e as condições e ações que experienciaram frente ao processo de municipalização do Ensino Fundamental, com as pertinentes implementações de políticas públicas educacionais no município, a partir da municipalização das séries iniciais do ensino fundamental.

De 1999 a 2004, quem respondia pela rede municipal de ensino era a própria diretora da escola. A partir de 2005, assumiu o cargo de Secretária Municipal de Educação, no entanto,

acumulava outras pastas (Esporte, Cultura, Turismo e Lazer) ocupando uma das dependências da EM “Irineu Julião”.

Em relação a algumas semelhanças entre esses períodos, pode-se identificar que: a rede municipal manteve o atendimento prioritário na Pré-escola e nos anos iniciais do Ensino Fundamental e não incorporou a Creche na rede municipal de ensino, que continuou conveniada.

A dirigente que era responsável pela educação municipal de 1999 a 2002, tinha a formação de Especialização em Psicopedagogia e Educação Infantil, não era filiada a nenhum partido político. A gestora nunca desempenhou outra função além da educação e tinha os cargos de professora de Educação Infantil na rede municipal de educação e de professora de educação básica - PEB I na rede pública estadual, sendo a mesma, afastada dos respectivos cargos para assumir a gestão municipal de educação.

Quando perguntada sobre os principais problemas que enfrentaram na Rede Municipal de Ensino durante a sua gestão, mencionou que foi o descontentamento dos professores da Rede Estadual por não aceitaram a Municipalização do ensino no município.

Os contatos com o Prefeito eram em média uma vez por semana e era sobre projetos e eventos.

Durante sua gestão, apenas o Plano de Carreira do Magistério foi elaborado. O PME foi elaborado um pouco antes de reassumir a função de docência na rede municipal de educação e direção de escola na Rede Estadual de Ensino (2003).

Em relação aos indicadores que utilizava para avaliar a qualidade da educação do município, não os mencionou. Entretanto, apontou que a educação municipal sempre foi referência e faziam visitas nas escolas que dispunham de magistérios com o intuito de observar os trabalhos desenvolvidos.

Em ordem de intensidade relatou as dificuldades em relação aos temas ligados à gestão educacional, para os quais buscou sua própria formação: Gestão Estratégica; Gestão de Pessoas e de Informação, Gestão de Recursos Materiais, Financeira, Sistema Educacional Brasileiro e Pedagógica. Em relação à necessidade de receber assessoria técnica, em ordem de intensidade, apontou: Gestão Financeira, de Pessoas, da Informação, Estratégica e Pedagógica e Gestão de Recursos Materiais e do Sistema Educacional Brasileiro.

No sentido de suprir essa necessidade, buscou orientação ou assessoria com o MEC, a SEESP e a UNDIME. No entanto, sentiu dificuldades em firmar convênios com o governo federal e com o governo estadual relacionada ao fato das questões referentes aos convênios serem decididas e firmadas na Prefeitura Municipal.

Expôs que, pelo fato de não ter na época outras secretarias municipais de educação, não tinha interação. Os contatos com a Diretoria Regional de Ensino eram raros e, quando os tinha, eram mais burocráticos. Sobre os programas que conhecia na época da SEESP, entretanto, apontou a adesão da TV Escola, Agita Galera, Municipalização, Livros Didáticos. Referente ao MEC, os programas que aderiu foram aqueles que conheciam: Transporte, Merenda (PNAE), FUNDEF, Tempo de Leitura.

A dirigente participava da maioria dos encontros ou reuniões de que era convidada pela UNDIME, solicitou orientação ou assessoria e foi atendida satisfatoriamente.

Em relação ao que achou da Municipalização do ensino nos municípios de pequeno porte e no seu, respondeu que foi excelente. A implantação de projetos e parcerias foi o aspecto positivo dessa municipalização e as intrigas da oposição se constituíram em fatores negativos do processo.

Mensalmente, participava de reuniões com os representantes de outros departamentos da Prefeitura (finanças, contabilidade etc) para tratar de assuntos da educação. Achou que o FUNDEF foi necessário e suficiente, entretanto, mencionou que o município contava ainda com uma boa arrecadação.

Para a gestora municipal de educação, o Plano Nacional de Educação – PNE foi fundamental. Disse que participou de Conferência Intermunicipal de Educação e achou que foi bom para trocar informações, porém, não se recordou das questões discutidas.

Em se tratando de um município de pequeno porte, disse que a função de dirigente municipal de educação é importante para a melhoria da qualidade da educação, porém, primeiro, ressaltou a importância do perfil e da competência do gestor municipal de educação. Dentre as ações de gestão educacional mais importantes no município, segundo a gestora, foram: a curto prazo, a integração das redes (municipal e estadual) no processo de Municipalização do ensino; a médio prazo, a implantação de vários projetos em decorrência da Municipalização do ensino e a longo prazo, a gestão de ensino. Entretanto, não especificou quais aspectos relacionados à gestão mereceriam ações de longo prazo.

No sentido de atender às demandas conjunturais de gestão educacional de um município de pequeno porte, o que faltava, na sua opinião, era o entendimento político, pois as dificuldades encontradas foram em decorrência de ações políticas que não consideravam o momento e a necessidade da educação do município, mas, no entanto, estavam presentes os contornos políticos de oposição ao que vinha sendo proposto.

Segundo ela, a Municipalização do ensino foi necessária, pois já contava com a rede própria, porém, teve nesse processo intensa resistência dos professores da rede estadual, dos quais alguns estão recentemente às frentes da educação com a Municipalização do ensino. A Secretária Municipal de Educação que assumiu o cargo a partir de 2005 tinha a formação de Ensino Superior em Pedagogia e Especialização em Gestão Educacional. Filiada em partido político da coligação do Prefeito (PT), mas não do mesmo partido dele (PP). Não compunha o quadro do magistério municipal e contava com uma experiência de docência, vice-direção, coordenação pedagógica e direção na rede pública estadual.

Por motivos políticos, a transição de gestão não ocorreu, segundo ela. Questionada sobre os principais problemas da Rede Municipal de Ensino, não respondeu. Os contatos com o Prefeito foram todos os dias e os assuntos tratados eram relacionados às escolas e outros (não respondeu que outros). Mencionou que o município possuía o PME, o PAR e os Planos de Carreira do Magistério e dos Profissionais de Apoio e Serviço Escolar.

Participou na elaboração do PAR de seu município e contou com a participação da equipe técnica da secretaria, funcionários da rede municipal de educação, comunidade, uma professora da rede estadual e equipe de outros profissionais da Prefeitura Municipal (finanças, planejamento, dentre outros) e concordou totalmente com o diagnóstico contido no PAR do município e suas ações propostas.

Em relação aos indicadores que utilizava para avaliar a qualidade da educação no seu município, a gestora municipal participava das reuniões dos Conselhos Escolares. Quanto à necessidade de participar de cursos de capacitação em ordem de intensidade, mencionou: a Gestão de Pessoas e Pedagógica; Gestão Estratégica e de Informação e; de bem menor intensidade, Gestão de Recursos de Materiais, Financeira e de sistema Educacional Brasileiro. Referente à necessidade de técnicos de sua secretaria em cursos de capacitação, a de Gestão da Informação e a Pedagógicas foram apontadas com mais intensidade, a Gestão de Recursos Materiais, Sistema Educacional Brasileiro, de Pessoas, Financeira e Estratégica, com pouca intensidade. Quanto à necessidade de receber assessoria técnica, apontou a Gestão da Informação e Pedagógica foi com maior intensidade, porém, não tão expressiva. A Gestão de Estrutura do Sistema Educacional Brasileiro foi apontada com baixa intensidade.

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