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Voltas importantes

No documento ARTE DO MARINHEIRO MARÍTIMO (páginas 17-23)

A volta de fiel. Você pode fazê-la em torno de qualquer objeto cilíndrico ou na sua própria mão. Olhe para a figura apresentada em três tempos e faça-a vagarosamente.

Esta é aquela volta que o cavaleiro faz para amarrar seu cavalo nas estacas da cerca. Ela tem muitas utilidades, sempre fixando cabos a um objeto ou em qualquer parte da embarcação. Insista em aprendê-lo.

Catau de corrente

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A próxima volta importante é a Volta da ribeira.

A volta da ribeira serve para amarrar um mastro, uma verga, uma antena ou para enfeixar qualquer objeto cilíndrico que se queira içar ou arriar. Os cotes são dados como segurança.

Veja que a meia volta com cote (volta singela em que uma das partes do cabo morde a outra) é o princípio da volta da ribeira.

Volta da ribeira

Volta de fateixa. Experimente fazê-la sem olhar a figura. Vamos lá: pegue a sua linha de barca e dê duas voltas em torno de um objeto cilíndrico ou por dentro de uma argola (arganel).

Agora, com o mesmo chicote, passe entre o objeto e as voltas que você deu. Só isto. Agora confira na figura, você pode observar que a volta de fateixa foi arrematada (por segurança) com um botão, mas poderia ser arrematada com um ou mais cotes, por segurança.

A volta a seguir é a encapeladura singela, que muito se assemelha a um nó-de-borboleta (de gravata). Faz-se duas meias-voltas, segurando uma em cada mão e encaixa-se lateralmente uma a outra, apertando-as e puxando-encaixa-se os encaixa-seios para os lados opostos.

Depois de feito isto, encaixamos a sua parte central em uma viga e teremos assim duas alças onde podemos fixar um aparelho ou dois cabos que queiramos fixar lateralmente.

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19 Agora pratique bastante e passemos para a boca-de-lobo. Tal como as demais, é

muito fácil fazê-la.

Faça em quatro etapas: primeiro segure a sua linha de barca em dois pontos, distando as mãos uns 30cm uma da outra; segundo, dê duas voltas com cada uma das mãos, torcendo o cabo duas vezes; terceiro, una as duas alças numa das mãos e em quarto, com a outra mão, segure os dois chicotes e puxe-os.

Ou então: dobre o cabo conforme a figura ao lado. Faça o chicote “c” passar por trás da parte “d” e por cima do seio “a” e entre

“a” e “b”, seguindo a linha pontilhada.

A boca de lobo serve para amarração provisória de qualquer aparelho de içar pelo gato ou para amarrar qualquer cabo a um gato fixo pelo seio ou pelo chicote.

Com o nó pronto, basta passar o gato por dentro dos seios “a” e “b”. O cabo porta melhor pelo chicote “c”.

c

a b d c

a b

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3 Nós

3.1 Nós e balsos

Nós – Na unidade anterior exercitamos a confecção de algumas das principais voltas. Agora veremos os principais nós dados com os chicotes dos cabos. Mas lembre-se de que você só aprenderá, lembre-se praticar. Faça isso na sala de aula ou fora dela, ulembre-se aquela mesma linha de barca, mas logo que puder, use cabos de bitolas maiores, pois você trabalhará com grandes e pesadas espias e geralmente os nós são necessários em emergência, quando você não poderá escolher o cabo a usar.

Comecemos pelo lais de guia, o chamado rei dos nós.

O lais de guia é aquele que nos dá uma alça em substituição à mão de uma espia que se parta, ou para qualquer outro serviço em que se precise de alça. Tente fazê-lo conforme a figura e depois pratique. Basta fazer o chicote “a” percorrer o caminho da linha pontilhada passando por baixo da parte “b” e depois por dentro do seio “c”.

b a

c

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21 Balso calafate – Na figura , você pode ver como ele é feito e como usá-lo. Porém,

o mais importante nesta aula é que você aprenda a fazê-lo. Tente dar os passos que se seguem. É formado a partir de um lais de guia, porém dando mais uma volta por dentro do seio “c” antes de completá-lo e, em seguida, basta fazer o chicote “a” percorrer o caminho da linha pontilhada passando por baixo da parte “b” e depois novamente por dentro do seio c.

É muito usado para suportar um homem que trabalha no costado ou no mastro.

Os dois seios do balso ficam livres para correr, alterando seu tamanho de modo que um homem possa se acomodar sentado em um deles (“d”) e, em seguida, gurnir a cabeça e os braços pelo outro (“e”), ficando o lais de guia no peito.

Balso pelo seio – Este nó é por muitos chamado de lais de guia pelo seio.

A função dos balsos é quase sempre a mesma, o salvamento de um náufrago ou a execução de um trabalho de emergência num mastro ou no costado do navio.

Para elaborar um balso pelo seio comece com um cabo dobrado pelo seio como se fosse fazer um lais de guia. Então passe o seio “a” por fora do “b” e aperte.

b a

d a

b

c

e

d

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Catau – O catau é usado para dois fins bem definidos, a saber:

1o) Para isolar parte de um cabo que esteja coçado (poído);

2o) para reduzir o comprimento de um cabo de reboque.

Inicia-se fazendo dobras no cabo como se vê abaixo.

Em seguida dão-se dois cotes com o seio do cabo.

O arremate pode ser feito com botões ou com taliscas de madeira.

Balso pelo seio

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23 Nó de pescador – O nome tem origem no fato de ser muito usado pelos pescadores

para encurtar uma linha, escondendo um ponto em que ela esteja coçada. Para fazê-lo toma-se o seio do cabo e faz-se a alça “a”. Coloca-se o chicote “b” sobre “a”. Passa-se então a alça “a” por cima de “b” e baixo de “c” e, em seguida, puxa-se por cima de “c”, conforme mostra o trajeto tracejado.

No documento ARTE DO MARINHEIRO MARÍTIMO (páginas 17-23)

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