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Quanto à pergunta realizada a C1, “qual a sua opinião a respeito da matriz curricular do curso de Matemática?”, colocou-se de forma precisa, falando que a matriz era flexível com

disciplinas de exatas e humanas e que o professor de Matemática, ao lidar com seres humanos, necessita compreender de relações sociais, qual seja: “Matriz curricular e flexível. Disciplina de exatas e humanas. Entende-se que o professor de Matemática lidará com seres humanos que necessitam aprender sobre relação social […]” (C1, 2016).

Na resposta de C2, nota-se uma fala mais abrangente, com várias informações e focos diferentes acerca da questão abordada. Dessa maneira, inicialmente C2 coloca que a matriz curricular de sua instituição é um diferencial, como descrito s seguir:

Bem, falando da nossa matriz em si ela é um diferencial, por que? Porque a maioria dos cursos de licenciatura, eles formam bacharéis em matemática, então é muito difícil pra o estudante e pra muitos professores entenderem a relação destes conhecimentos, mas a nossa matriz por exemplo temos práticas educativas do primeiro ao quarto semestre. Exatamente pra que? Pro aluno ter noção do que é ser professor. (C2, 2016)

O informante 2 amplia suas colocações e menciona que a matriz de uma licenciatura de Matemática deveria, ao mesmo tempo que dá conta de conhecimentos sólidos e ter muitas disciplinas voltadas para formação de professor, discutir essa formação, ou seja: “[…] Claro,

voltado com o foco para matemática. Mas ele tem que ter pratica educativa, didática, psicologia, ele tem que ter política, ele tem que ter avaliação e currículo, todos os eixos da educação […]” (C2, 2016).

Dessa maneira, podemos constatar na fala de C1 que os professores de Matemática, ao lidar com pessoas, precisam compreender sobre relações sociais e, ao falar de relações, podemos corroborar com a ideia de Charlot (2000), ao enunciar que a relação com o saber não deixa de ser uma relação social, embora sendo de um sujeito.

Porém, na fala de C2 podemos inferir que a matriz curricular é colocada como um diferencial, uma vez que, segundo sua opinião, a maioria das instituições forma bacharéis e não licenciandos; desse modo, é complexo para os estudantes e professores compreenderem as relações destes conhecimentos.

Dessa forma, Charlot (2000) assevera que a relação com o saber é o conjunto organizado das relações que um sujeito mantém com tudo quanto estiver relacionado com “o aprender” e o saber. Desse modo, constatamos nas falas de C1 e C2 que ambos colocam como foco a relação com o saber relacionada à matriz curricular.

Na pergunta feita aos discentes a respeito da “Matriz curricular do curso de Matemática”, os 14 discentes fizeram críticas ao PPC e apresentaram, com exceção de 14 F,

sugestões para melhoria. A fala de 14 F se resumiu em: “deixa a desejar” e melhoria, (14F, 2016).

As sugestões dos discentes foram agrupadas nas seguintes categorias: 1) organização das disciplinas, 2) disciplinas voltadas para Educação Básica, 3) vivências de sala de aula, 4) mudanças no Estágio, 5) reconhecimento dos saberes experienciais, 6) precisa melhorar e 7) valorização do aluno.

Categorias Inferências

1. Organização das Disciplinas 08 2. Disciplinas voltadas para Educação Básica 05 3. Vivências da sala de aula 03 4. Mudança no Estágio 02 5. Reconhecimento dos Saberes Experienciais 02 6. Precisa Melhorar 01 7. Valorização do Aluno 01

QUADRO 12: Opinião dos discentes sobre o que deve melhorar na matriz curricular do curso.

Nas críticas apresentadas pelos discentes, observamos uma maior inferência (08) à organização das disciplinas, ao dizerem que inexiste uma ordem entre elas, portanto, as mesmas são trabalhadas aleatoriamente, não apresentando pré-requisitos, como podemos observar nas falas seguintes:

Se apresenta de maneira desorganizada pelo fato de não ter uma ordem lógica, na qual dificulta na aprendizagem do aluno. (4F, 2016)

As disciplinas são ofertadas aleatoriamente, desconsiderando que os conhecimentos de uma disciplina complementam a outra. (5F, 2016)

A segunda maior inferência está relacionada às disciplinas voltadas para educação básica (05), onde nas falas colocam que se faz necessário trabalhar, no decorrer do curso, disciplinas que os ajudem a trabalhar os conteúdos na Educação Básica, como constatado a seguir:

Direcionar nossos estudos para os conteúdos da educação básica. (6F, 2016) Nós acadêmicos ainda estamos faltando um certo conhecimento dos conteúdos do Ensino Básico (7M, 2016)

Precisa ser melhorada, principalmente em relação as disciplinas específicas para o Ensino Básico (12F, 2016)

A terceira maior inferência se refere às vivências da sala de aula (03). Os discentes indicaram que deveriam focar mais as vivências de sala de aula, e não apenas as disciplinas específicas, como descrito a seguir:

A matriz curricular não é ruim, só que as disciplinas podem focar melhor como trabalhar as vivências de sala de aula e não disciplina específica (2F, 2016) Não é tão ruim, mas deveria ser focada com as resoluções das exatas para que possibilitasse a preparação para o dia a dia. (10F, 2016)

Nas falas de 2F e 10F, constatamos a ausência de relacionar o cotidiano com as discussões das disciplinas específicas, suas falas nos conduzem a pensar no dito por Charlot (2000), quando menciona que a relação com o saber é a relação com o mundo, com o outro, e com ele mesmo, de um sujeito que confronta com a necessidade de aprender.

Segundo Charlot, a relação com o mundo está associada a tudo que se encontra ao redor do sujeito, pois esse mundo é tudo que o cerca, onde ele (a) aprende com o outro e dessa forma aprende consigo mesmo e, nesse ínterim, se confronta com a necessidade de aprender.

Antunes (2007), em sua pesquisa de dissertação, evidenciou que existe um distanciamento entre as práticas de estudo e a relação com o saber docente, visto que muitas práticas ainda discutem muitas teorias e se distanciam das práticas. Nesse sentido, compreendemos a necessidade que existe de relacionar as teorias às práticas pedagógicas para que os discentes possam compreender as relações que podem ser estabelecidas nas vivências do cotidiano.

Observamos que os discentes apresentaram críticas no que se refere às categorias de Mudança no Estágio (02), Reconhecimento dos Saberes Experienciais (02), cuja evidência recai na necessidade de se pensar na realidade que atuarão, assim como rever o estudo dos saberes necessários para prática de sala de aula, como mencionado em suas falas a seguir:

Acredito que é necessário que se pense mais em relação às práticas de estágio, na realidade que iremos atuar (6F, 2016)

Incluir mais disciplinas dessas para que deem suporte no estágio (12F, 2016) Deixa a desejar um pouco no aspecto de se trabalhar mais saberes que posteriormente serão necessários aos estagiários que irão enfrentar a sala de aula.

(1F, 2016)

Tardif (2014) define o saber docente como um saber plural, formado pelo amálgama, mais ou menos coerente, de saberes oriundos da formação profissional, ou seja, é uma fusão de sujetos envolvidos com diferentes visões que, neste ínterim, formam o todo. As menores inferências se apresentaram nas categorias de precisa melhorar (01) e valorização do aluno (01). Nas falas dos coordenadores e discentes a respeito da matriz curricular, constatamos que os coordenadores destacaram aspectos relacionados às questões das relações sociais e das práticas educativas, enquanto os discentes apresentaram críticas e sugestões de melhoria da

matriz, no que se refere à organização das disciplinas, disciplinas voltadas para educação básica, vivências da sala de aula, mudança no estágio e reconhecimento dos Saberes Experienciais.

Em outro questionamento a respeito da matriz curricular feita ao C1, “Como estão organizadas as disciplinas da matriz curricular do curso?”, sua fala foi bastante precisa ao relacionar as disciplinas de exatas e humanas, quais sejam: “Exatas - cálculos, MTC, PT,

Antropologia, Sociologia, Filosofia, Psicologia” (C1, 2016).

Na resposta de C2, observa-se um relato mais vasto, cuja disposição das disciplinas da matriz curricular é organizada por eixos, como podemos constatar em sua fala a seguir:

Então, como nós organizamos? Nós organizamos por eixos. Eixos gerais que seriam disciplinas que pra ser professor de qualquer área, o sujeito tem que ser mestre, e mestre é aquele que entende, que tem noção sobre economia, politica, sociologia, filosofia, a ética, formação geral, temos que ter os conhecimentos de saberes pedagógicos e eles vão ser organizadas acompanhando os saberes específicos. (C2,

2016)

O informante 2 acrescenta suas contribuições mencionando como as disciplinas estão ofertadas a cada semestre, ou seja: “[…] está ofertando em cada semestre disciplinas de cunho

pedagógicos aliadas a disciplinas de cunho específico […]” (C2, 2016).

C2 afirma que as disciplinas não são trabalhadas por pré-requisitos, pois quem delimita isso é o grau de maturidade da turma, e não existe uma previsibilidade entre o primeiro e oitavo período do curso, ou seja: “[…] quem determina isso é o nível de maturação e acompanhamento

da turma, mas sempre aliando o saber pedagógico com o saber especifico, como álgebra, trigonometria […]” (C2, 2016).

A fala de C1, quanto à organização da matriz curricular, apresenta-se de maneira precisa, pois diz que as disciplinas de exatas e humanas estão presentes no componente curricular, citando-as como Cálculos, Metodologia do Trabalho Científico (MTC), Produção Textual (PT), dentre outras.

C2, por seu turno, afirma que a organização da matriz curricular é organizada por eixos gerais e formação geral, que norteiam o trabalho do professor para ser docente de qualquer área, ou seja, ter noção de política, economia, ética e outros. Já a formação geral terá os conhecimentos dos saberes pedagógicos, e estes vão se aproximando dos conhecimentos específicos.

Sendo assim, podemos inferir que as disciplinas apresentadas na matriz curricular são contempladas por exatas, humanas, pedagógicas e específicas, como colocado pelos

informantes C1 e C2, porém as mesmas não seguem uma linerariedade, ou seja, não possuem pré-requisitos.

Concordamos com Tardif (2014), quando afirma que os saberes docentes têm diversas procedências e destaca, nesse sentido, os quatro tipos diferentes de saberes necessários à formação de professores, cuja observação, neste ínterim, na fala de C2, observamos a menção aos saberes pedagógicos e a aproximação destes com os saberes de conhecimento específico.

Concernente à pergunta, também feita aos discentes, “Como estão organizadas as disciplinas da matriz curricular do curso?”, foram construídas as seguintes categorias: 1) sem sequência lógica, 2) específicas e pedagógicas e 3) eletiva, e fizeram críticas colocando que as disciplinas eram apresentadas de forma desorganizada, ou seja, não seguiam uma sequência lógica entre outras.

QUADRO 13: Organização das disciplinas da matriz curricular do curso.

A primeira maior inferência se apresenta quanto às disciplinas que não apresentam uma sequência fixa (09), pois evidenciaram em suas falas que este é um fator que atrapalha a compreensão de seus processos de aprendizagem, a saber:

De maneira desorganizada, pois as disciplinas que deveriam seguir uma ordem crescente foram numa ordem quebrada. (4F, 2016)

Percebo que as disciplinas estão organizadas de forma aleatória, no sentido de que muita das vezes a disciplina não compete com o semestre no qual está inserido. (7M,

2016)

Muito desorganizada, pois em matemática um conteúdo, na maioria das vezes vem em sequência do outro. (11M, 2016)

As disciplinas são desorganizadas, pois as disciplinas de base são feitas na metade do curso, outras no 3º semestre, outras no final. (10F, 2016)

A discente 14 F registra em sua fala que essa ordem é pertinente para instituição: “de

maneira satisfatória para a instituição” (14F, 2016).

As falas dos discentes estabelecem um contraponto com a colocação feita pelo coordenador (C2) na entrevista, quando coloca que não se trabalham as disciplinas por pré- requisitos, pois quem delimita isso é o grau de maturidade da turma, ou seja: “[…] quem

determina isso é o nível de maturação e acompanhamento da turma, mas sempre aliando o saber pedagógico com o saber específico, como álgebra, trigonometria […]” (C2, 2016).

Categorias Inferências

1. Sem Sequencia Fixa 09 2. Específicas e Pedagógicas 06

Portanto, podemos inferir que, por não conhecerem o PPC de seu curso, os discentes emitiram críticas à ordem das disciplinas, mas, por outro lado, nos conduz a pensar por duas vertentes, a primeira que se é uma constante em todos os períodos, segundo eles, os mesmos poderiam já ter procurado a coordenação para dialogarem sobre essas questões; uma segunda visão seria que é de responsabilidade da instituição dar conhecimentos aos discentes a respeito de sua proposta pedagógica (PPC), pois assim se constroem sujeitos críticos, pensantes e atuantes no mundo atual.

A segunda maior inferência se apresenta sobre a organização das disciplinas específicas e pedagógicas (06), pois os mesmos as colocam como necessárias para sua formação, como apresentado a seguir:

Uma parte específica voltada para os cálculos e suas teorias e outra para a parte da licenciatura que se faz necessário a todos que almejam essa profissão. (1F, 2016) Pedagógicas: Prática I, II, III; Específicas; Eletiva. Tem uma boa divisão, para que o acadêmico tenha um pouco de conhecimento de todos os saberes. (2F, 2016) Disciplinas específicas e pedagógicas. (3M, 2016)

Nas falas anteriores, podemos observar como as disciplinas específicas e pedagógicas, segundo a visão dos mesmos, contribuem para seu processo de formação continuada, trazendo para suas falas a relevância dos saberes, que, neste ínterim, Charlot (2000) define como um dos conceitos para saber a ideia de aprender, pois, aprendendo, pode-se adquirir um saber, no sentido estrito da palavra, isto é, um conteúdo intelectual.

Uma última inferência foi feita à disciplina eletiva (01), cuja fala de 6F apresenta que as disciplinas de eletivas muitas das vezes não se relacionam com o objetivo do curso, como “[...] Eletivas; Em relação às pedagógicas, percebe-se que é necessário, como também as

específicas, porém estas eletivas muitas vezes não condizem com o objetivo do curso [...]” (6F,

2016).

Dessa maneira, podemos constatar que as opiniões dos discentes sobre a organização das disciplinas da matriz curricular do curso se concentram no fato de que essa organização não segue uma sequência fixa. Para eles, isso dificulta a compreensão dos saberes envolvidos nas diversas disciplinas. Por outro lado, a coordenação de curso reitera que o currículo apresenta flexibilidade na oferta das disciplinas, buscando atender questões que o colegiado considera necessárias à formação do aluno.

A nosso ver, essas dificuldades apontadas pelos discentes a respeito de como estão organizadas as disciplinas na matriz curricular do curso podem contribuir para que a instituição possa repensar a organização das disciplinas a partir das necessidades vividas pelos discentes.

Constatamos, nas falas dos coordenadores, que as disciplinas estão apresentadas na matriz curricular, como: exatas, humanas, pedagógicas e específicas, porém as mesmas não seguem uma linerariedade, e essa não lineariedade é criticada pelos discentes, pois eles/elas colocam que, como não existe uma sequência lógica das disciplinas, os mesmos se sentem prejudicados em algumas discussões do âmbito da formação em Matemática.

Os discentes apresentam em suas sugestões que a IES possa repensar a estrutura das disciplinas da matriz curricular para que os próximos discentes não passem pela mesma inquietação que os mesmos passaram no decorrer dos períodos já cursados.

Em continuidade, fizemos a seguinte indagação aos coordenadors: “Como os diversos saberes/conhecimentos que compõem a formação do professor de Matemática está contemplada na proposta no Projeto Pedagógico de curso (PPC)?”. A resposta de C1 foi bastante específica, como observando em sua fala: “Completa-se por meio de projetos na comunidade […] (C1, 2016).

Na fala do coordenador 2, infere-se uma narrativa mais longa, com inúmeras informações acerca do questionamento. Dessa maneira, inicialmente C2 coloca de forma pontual e pelas disciplinas, como podemos observarar:

Então nosso PPC é bem diferente de outros. Nossa matriz em termo de PPC, além de possuir a matriz o nosso PPC evidencia um conjunto de atividades extras que possibilita a formação desse professor, então nosso aluno desde o primeiro período ele vai a campo ver a realidade do ensino de matemática , ele vai pra laboratórios de matemática, ele faz projetos voltado para a matemática, desde o quinto período ele faz estágio, que é previsto por nosso PPC, nesse estágio para formar o professor a gente entende que um professor a primeira coisa a entender a comunidade que ele está inserido. (C2, 2016)

Na fala de C2, podemos perceber que o aluno no processo de formação da licenciatura em Matemática, desde o primeiro período, vai a campo observar as práticas pedagógicas e, no decorrer dos períodos, já inicia suas atividades de Estágio, pois dessa forma poderá compreender melhor a comunidade que esteja ou estará inserida no futuro.

Outro aspecto relevante na fala de C2 é quando menciona como a comunidade entende Matemática, como podemos perceber em sua fala:

[...] interferir na relação que o sujeito aprende, então o nosso aluno precisa fazer projetos voltados a esta comunidade, mas além da comunidade ele tem que trabalhar gestão, porque se eu for professor de uma escola, eu tenho que dialogar com a gestão pra convencer com meu saber […] (C2, 2016).

C2 coloca que, além de entender sobre gestão, é necessário dialogar com sua área e com as demais áreas do conhecimento, uma vez que quem não domina a área da Matemática terá dificuldade em ler e compreender gráficos de Geografia, entender de Física e realizar análise sintática, pois é uma lógica.

Ainda acrescenta em suas últimas colocações que é necessário que o licenciando tenha um bom número de aula, ou seja: “[…] Ter um bom número de aulas para regência, para saber que aprendeu ser um professor de Matemática […]” (C2, 2016).

Nessa perspectiva, infere-se que, na fala de C1 e C2, os diversos saberes/conhecimento que compõem a formação do professor de Matemática estão sendo contemplados seguindo como referência o Projeto Pedagógico de Curso (PPC), pois o mesmo evidencia um conjunto de atividades extras que ajudam a contemplar a formação do professor de Matemática.

Segundo Pimenta (2012), o conhecimento, como um dos Saberes da Docência, é constituído pelos conhecimentos específicos, das áreas dos quais os docentes serão professores. Dessa maneira, podemos constatar que os saberes docentes-conhecimento é contemplado quando C2 coloca em sua fala a necessidade de dialogar com sua área (Matemática) e as demais áreas do conhecimento.

Retomando ao objetivo da entrevista, que é analisar as visões dos coordenadores da licenciatura investigada sobre os saberes docentes-pedagógicos e os saberes docentes-

conhecimento, constatamos, nas falas de C1 e C2, no decorrer das entrevistas, a respeito das

questões da pesquisa, que, segundo suas visões, os saberes pedagógicos e os saberes de

conhecimento se relacionam no PPC da licenciatura em análise através das disciplinas

específicas e pedagógicas, onde os saberes de conhecimento estão apresentados em sua matriz curricular como formação básica e o saberes pedagógicos como formação complementar (Prática Educativa) e apenas formação complementar.

Inferimos que os saberes pedagógicos estão apresentados no PPC do curso através das disciplinas de humanas,ou seja, as disciplinas de didática, prática educativa e outras, segundo a fala de C1, porém C2 menciona em suas colocações que isso acontece quando o aluno consegue aprender de maneiras diferentes para que possa fazer (Ensinar) de formas alternadas.

Nas entrevistas, constatamos nas falas dos coordenadores que ambos compreendem os saberes docentes-pedagógicos como aqueles que estão sendo trabalhados nas disciplinas de didática, avaliação e currículo, práticas e outras, e por saberes docentes-conhecimento aqueles trabalhados nas disciplinas específicas.

Na pergunta feita aos discentes a respeito do PPC, “você conhece o Projeto Pedagógico de curso (PPC) de seu colegiado?”, constatamos que 86% dos 100% dos alunos não conhecem o projeto do curso.

Categorias Inferências

1 Não 12

2 Sim 02

QUADRO 14: Você conhece o Projeto Pedagógico de curso (PPC) de seu colegiado?

Os comentários que acompanharam essa pergunta indicam que os discentes que não conhecem seu PPC é por não terem a curiosidade em conhecer o documento, não ter acesso ao mesmo ou por falha própria de nunca ter solicitado à instituição, como apresentado nas falas a seguir:

Não tive acesso a este documento. (1F, 2016)

Não sei se é uma falha minha não ter cobrado, ou da instituição disponibilizar para mim. (3M, 2016)

Nunca me atentei para ler este documento, estando ciente dessa falha da não leitura.

(5F, 2016)

Preciso ter acesso ao documento para maiores esclarecimentos, sugestões e contribuição voltada para o mesmo. (7M, 2016)

Constatamos que os discentes não procuraram conhecer o seu projeto pedagógico no decorrer de sua formação continuada na instituição em que estão em processo de formação. Como sugestão, destacamos a importância de conhecimento deste documento e sua discussão, tendo em vista toda e qualquer mudança futura. A discussão poderia ser feita em semanas