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4.   FERRAMENTAS DE GESTÃO DE IMAGENS DE SOFTWARE

4.3.   F REE O PEN S OURCE G HOST - FOG

4.3.4.   Wake-up-On-LAN – WOL

O Wake-up-On-LAN (WOL) pode ser implementado em motherboards de computadores.

As motherboards mais recentes com placa de rede Ethernet integrada suportam WOL, sem a necessidade de instalar um cabo externo. As motherboards mais antigas com PCI 2.1 e conector WAKEUP-LINK precisavam de um cabo de 3 pinos para ligar à placa de rede Ethernet, de modo a suportam WOL. No entanto, os sistemas que suportam PCI 2.2 e uma placa de rede Ethernet compatível, não precisam do cabo de 3 pinos, uma vez que a informação para ligar o sistema vai pelo barramento PCI. Tipicamente, as motherboards mais antigas vinham equipadas com as funcionalidades Advanced Power Management (APM). O WOL deve estar activado na BIOS (secção de gestão de energia da motherboard). [67][68]

Princípios de funcionamento do WOL

O computador, servidor ou portátil pode ser ligado remotamente enviando-lhe um “pacote mágico”. Este pacote é enviado em broadcast, normalmente através do protocolo UDP (porto 7 ou 9). O pacote mágico contém o endereço MAC da placa de rede, repetido 16 vezes no campo de dados. A placa de rede, que tem de ter energia proveniente do sistema de alimentação standby, reage ao pacote de dados que contém o seu endereço MAC enviando um sinal aos circuitos de controlo de energia do computador (através do Power Management Event (PME)). Os circuitos de controlo de energia do computador, em resposta, activam a energia do computador de modo a este ligar os vários componentes que o constituem. Isto permite, por exemplo, iniciar o sistema operativo ou arrancar uma aplicação por PXE, para além de permitir ao gestor da rede realizar remotamente as tarefas de manutenção.

Existe também o conceito de Wake-on-Wireless-LAN (WoWLAN) [69]. Os novos portáteis com chipset Intel 3945 e seguintes (com suporte indicado na BIOS), permitem ligar a máquina remotamente utilizando a rede wireless (protocolo 802.11).

Os computadores mais recentes suportam o Advanced Configuration and Power Interface (ACPI), que estende o conceito de APM, permitindo ao sistema operativo seleccionar e controlar o modo de energia do computador.

O ACPI suporta vários estados de energia, são exemplos [67]:

 Estado S0: o computador está ligado e completamente operacional.

 Estado S1: o sistema está em low power mode (também conhecido por sleep mode).

O relógio do CPU está parado, mas a RAM está ligada e a ser refrescada.

 Estado S2: Semelhante ao S1, mas a energia é removida do CPU.

 Estado S3: Suspenso na RAM (também conhecido por standby mode).

Basicamente, quase todos os componentes estão desligados excepto a RAM:

 Estado S4: Suspenso no disco rígido (também conhecido por hibernate mode). Os conteúdos da memória RAM são copiados para o disco rígido e repostos quando o computador é “acordado” do modo de hibernação.

 Estado S5: todos os elementos de computador estão desligados, excepto a placa de rede.

No sentido de suportar as placas de rede mais antigas, algumas motherboards recentes continuam a suportar o modo APM, configurável no ACPI. Para que seja possível o arranque remoto, o computador deve estar no modo S1, S3 ou S5, consoante as motherboards. [67]

Efectuou-se um teste de acesso à interface Web do FOG a partir de um PDA HTC TYTN (ligação por wireless). A interface Web revelou-se muito flexível, adaptando-se automaticamente à resolução do ecrã do PDA (Figura 29).

Apesar das pequenas dimensões do PDA, a navegação entre os menus do FOG é fácil e intuitiva. Criou-se a seguinte tarefa: instalação de uma imagem de software num grupo de 10 computadores do DEG, com shutdown depois da tarefa concluída. Depois de criada a tarefa, o FOG liga automaticamente todos os computadores remotos através do WOL, executa a tarefa e desliga o computador, sem que para

isso precisasse de estar no local. Figura 29: Aceder ao FOG a partir de um PDA

4.4. RESUMO

Neste capítulo foram apresentadas várias ferramentas que permitem a gestão de imagens de software, umas mais simples e outras mais complexas. No leque de ferramentas mais simples consideraram-se o G4U (que funcionam a partir de disquete) e o Clonezilla Live (que funciona a partir de CD-ROM). Quanto às ferramentas mais complexas pode-se destacar o Free Open Source Ghost (FOG), que possui uma arquitectura do tipo cliente-servidor, com base de dados para armazenar a informação de rede, diskless, com interface Web de gestão, etc.

Com base nos requisitos de gestão de imagens de software da rede do DEG (definidos na secção 2.4) identificaram-se os critérios de selecção da ferramenta de gestão de imagens de software. Dos critérios definidos dá-se destaque ao suporte de vários sistemas de ficheiros (swap, ext2, ext3, fat32 e NTFS), à execução de tarefas remotamente (protocolo PXE), à instalação de imagens em vários computadores em simultâneo e a interface Web de gestão.

Em seguida fez-se a análise e selecção da ferramenta de gestão de imagens de software recaindo a escolha no FOG.

O FOG é uma ferramenta com interface Web de gestão, open source, flexível, multifuncional e é user-friendly. O FOG possibilita a execução remota de um conjunto de tarefas de gestão, isto é, sem a presença física do gestor na rede de dados.

Do conjunto de funcionalidades de alto nível, no FOG destaca-se a interface Web de gestão, a capacidade de armazenar em base de dados a informação de rede, a capacidade de organizar os computadores em grupos, e desta forma executar tarefas de gestão simultâneamente em vários computadores. Das funcionalidades de baixo nível existentes no FOG destacam-se a suporte do protocolo Wake-up-On-LAN (WOL), permitindo ligar remotamente um computador/servidor através da rede, o suporte do protocolo Preboot Execution Environment (PXE) que permite a execução de tarefas antes de ser carregado o sistema operativo do computador cliente e o suporte para o protocolo Network File System (NFS), utilizado no processo de instalação de imagens de software, e que possibilita a utilização local de ficheiros existentes num servidor remoto.