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Nasceu em 5 de dezembro de 1920, em Niterói, Rio de Janeiro, filha de Luiz Monteiro da Silva e Ludovina Monteiro da Silva.

Era casada e tinha um filho. Funcionária da Ordem dos Advogados do Brasil, onde ingressou em 1936, quando tinha apenas 16 anos. Por sua capacidade, chegou a ocupar o cargo de Diretora do Conselho Federal da OAB, no Rio de Janeiro.

Morta aos 59 anos de idade no Rio de Janeiro, em 27 de agosto de 1980, durante o governo Figueiredo na chamada “Operação Cristal”, organizada por grupos extremistas de direita, pela explosão de uma carta bomba, às 14:00 horas, na sede da OAB/RJ. A carta era endereçada ao presidente da entidade, Eduardo Seabra Fagundes, do qual D. Lyda era secretária.

O registro de ocorrência de n° 0853 da 3ª D.P. dá sua morte como “ato de sabotagem ou terrorismo” e informa que, na explosão, saiu ferido outro funcionário, José Ramiro dos Santos.

D. Lyda veio a falecer no caminho para o Hospital Souza Aguiar. Seu óbito de n° 313 foi assinado pelo Dr. Hygino C. Hércules, do IML, tendo como declarante Joaquim Alves da Costa.

Foi enterrada no dia seguinte no Cemitério São João Batista (RJ) com grande participação dos movimentos sociais e cobertura da imprensa.

No mesmo dia 27, mais duas cartas-bomba foram entregues, no Rio de Janeiro - no Gabinete do vereador Antonio Carlos de Carvalho (PMDB) e na sede do jornal Tribuna da Imprensa. Inquéritos, na época, foram abertos e nada foi apurado.

R

AIMUNDO

F

ERREIRA

L

IMA

Líder camponês da região de Itaipava, no Araguaia. Membro da Comissão Pastoral da Terra, foi candidato da chapa de oposicão ao Sindicato de Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia, no Pará.

Foi assassinado em 29 de maio de 1980, numa emboscada. Seu nome constava numa lista dos fazendeiros da região, elaborada após a morte de um grileiro, que iniciara a demarcação das terras de sua fazenda, sem entrar em acordo com os posseiros, ameaçando expulsá-los.

Tudo indica que seu assassino foi o capataz José Antônio, filho adotivo de Fernando Leitão Diniz.

A polícia de Araguaína abriu inquérito somente dois dias após o crime, sob pressão da Comissão Pastoral da Terra.

W

ILSON

S

OUZA

P

INHEIRO

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, no Acre, e membro da Comissão Municipal Provisória do Partido dos Trabalhadores no município de Brasiléia, assassinado em 21 de julho de 1980.

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ERINGUEIRO AMAZONENSE

,

FOI O FUNDADOR DO

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INDICATO DE

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RABALHADORES

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URAIS DO

A

CRE

,

EM

B

RASILÉIA

,

NO ANO DE

1979.

Liderou a marcha de 300 seringueiros para desarmar os bandidos que vinham ameaçando os posseiros da região. Nessa ocasião, tomaram mais de 20 rifles automáticos e, de volta a Rio Branco, entregaram essas armas ao Exército.

Foi o “mutirão contra a jagunçada” que reafirmou o prestígio e a liderança de Wilson como defensor da mata e do trabalho extrativista na Amazônia.

Ainda em 1979, liderou uma comissão de trabalhadores rurais e índios do Acre para apaziguar a luta entre os Apurinãs e os parceleiros que o INCRA havia metido em território indígena. Assim foi gerado o embrião que, mais tarde, se transformou na “Aliança dos Povos da Floresta”.

Ele incomodava o latifúndio. Um ano depois dessas jornadas, fazendeiros da região se articularam para dar fim ao movimento de resistência dos seringueiros. Decidiram por matar Wilson. E foi o que aconteceu na tarde do dia 21 de julho de 1980, com três tiros nas costas, na sede do Sindicato de Brasiléia.

Com sua morte, o latifúndio alastrou-se com maior voracidade. O seringal onde morou com a família é hoje pastagem de gado, cujo proprietário é membro da UDR.

Contudo, a experiência de Brasiléia propagou-se na Amazônia. Multiplicaram-se os embates. No Xapuri, essa resistência pacífica contou com a liderança de Chico Mendes e alcançou projeção internacional.

1983

M

ARGARIDA

M

ARIA

A

LVES

Trabalhadora rural, rendeira, presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Paraíba.

Foi assassinada por um jagunço a mando de latifundiários da região, no dia 13 de agosto de 1983.

Destacou-se pela defesa dos direitos do trabalhador sem terra, pelo registro em carteira, pela jornada de 8 horas, pelo 13° salário, férias, entre outros direitos.

Raimundo Francisco de Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Pedro, Rio Grande do Norte, assim se expressou para homenagear Margarida:

No dia doze de agosto do ano de oitenta e três parece que a natureza descuidou-se ou não sei fazendo com que Margarida víssemos pela última vez.

Margarida porque tinha trabalho de consciência saiu deixando um trabalho por outro mais de urgência sem saber que os patrões usariam da violência.

Estando na sua casa conversando com o marido foi visto por um vizinho quando chegou um bandido chegando deixar seu corpo sem vida no chão caído.

Seu Casimiro que estava nesta mesma ocasião sentado em uma cadeira olhando a televisão foi escutando um disparo e vendo a esposa no chão.

O Rio Grande do Norte e Pernambuco também o povo da Paraíba de Itambé e Belém sentiram este drama triste

por tanto lhe querer bem.

Chora toda a Paraíba

que conhecia a mulher por ser muito combativa e mantinha a classe em pé a morte de Margarida para o povo é taça de fé.

Com ela são trinta e dois já vítimas de violência queremos que a justiça use de mais consciência tomando de imediato as devidas providências.

Justiça por caridade descubra este bandido se apelarmos pra Deus faz o que Ele é servido para que vocês esperem porque quem com ferro fere com ferro será ferido.