Fotografia transcendente
N. York, 1971) com o título Breakthrough (Ruptura)
As imagens do Além, via televisão, foram primeiramente captadas por Klaus Schreiber, desencarnado na Alemanha, em janeiro de 1988. Este processo ficou conhecido como Vidicom.169 Seus contatos iniciais com os experimentos em TCI ocorreram em 1982. Entusiasmado, passou a dedicar-se a captações de vozes dos Espíritos por meio de gravador. “Com a vida devassada pela morte de quase todos os seus entes queridos, pois perdera pai, mãe, a primeira esposa, o casal de filhos e, por fim, a segunda esposa,” — escreve Sonia Rinaldi — “foi buscar conforto no intercâmbio com eles, pelo modesto gravador. Sua filha Karin logo tornou-se o elo entre ele e o Plano Espiritual”.170
Em 1984, Schreiber recebeu a notícia de que imagens dos Espíritos e
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O trabalho de Jürgenson, com a gravação de vozes dos Espíritos, não só foi reconhecido pelo mundo científico como pela própria Igreja. (Em 1969, Jürgenson recebeu das mãos do Papa Paulo VI a Comenda da Ordem de S. Gregório, ―pelo reconhecimento da autenticidade das vozes‖. – Cf. NUNES, Clóvis S.
Transcomunicação. 2ª ed. Sobradinho-DF: Edicel, 1990, p. 41)
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Escrevia a notável médium Yvonne A. Pereira, em 1963:
―No ano de 1915, no correr de memorável sessão a que assistiram nossos pais, em seu próprio domicílio, na cidade de São João Del-Rei, em Minas Gerais, e na qual servia o médium Silvestre Lobato, já falecido — o melhor médium de incorporação por nós conhecido até hoje —, o Espírito do Dr. Bezerra de Menezes anunciou o advento do Rádio e da Televisão, asseverando que este último invento (ou descoberta) facultaria ao homem, mais tarde, captar panoramas e detalhes da própria vida no Mundo Invisível, antecipando, assim, que a Ciência, mais do que a própria Religião, levaria os espíritos muito positivos a admitir o mundo dos Espíritos, encaminhando-os para Deus. A revelação foi rejeitada pelos componentes da mesa. O médium viu-se acoimado de invigilante, convidado a orar e vigiar, e o Espírito comunicante ‗doutrinado‘ como mistificador e perturbador da ordem e do bom senso. No entanto, parte da profecia já foi cumprida. E não será difícil que a segunda parte o seja também, quando o homem se tornar merecedor da graça de entrever o Além-Túmulo através do seu aparelho televisor…‖ (PEREIRA, Yvonne A. Devassando o Invisível. 8ª ed. Rio de Janeiro: FEB 1991, Cap. VIII, pp. 177-178)
Em 1943, Cornélio Pires, Espírito, em sua obra Coisas D‟Outro Mundo, anunciava que ―dentro de pouco
tempo, veremos num aparelho provido de lentes e espelhos ou tela, os nossos entes queridos que deixaram a Terra e com eles conversaremos (…)‖ (Cf. RINALDI, Sonia. Transcomunicação Instrumental (…) 2ª ed. São Paulo: FE, p. 90) Cornélio Pires, aliás, quando ainda encarnado, por volta de 1930, chegou a iniciar a construção ―de um dispositivo eletrônico destinado à comunicação espírita‖, tendo desistido devido às ―várias dificuldades de ordem técnica, bem como críticas desfavoráveis de alguns companheiros espíritas‖. (Cf. ANDRADE, Hernani Guimarães. A Transcomunicação através dos Tempos. São Paulo: FE, 1997, p. 217)
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do mundo espiritual poderiam ser mostradas na tela da TV. Os acontecimentos que se seguiram marcam, talvez, “a maior descoberta do século”, no dizer de Rainer Holbe, autor de Bilder Aus dem Reich der
Toten (Imagens do Reino dos Mortos – Knaur, Alemanha, 1987). Theo
Locher e Maggy Harsch assim os descrevem:
Dois anos depois das primeiras gravações, ele recebeu a notícia: Viremos através da televis~o. (…) Desde ent~o, Sch. passava noites diante da TV, na esperança de receber imagens dos seus entes do Além, em transmissões contínuas. Segundo a indicação de Karin: (…) ele adquiriu um aparelho de vídeo e uma câmara. Filmou em vão o seu laboratório, esperando com isso tornar visíveis os seus parentes falecidos. Quando filmou a tela brilhante da TV, com a câmara, obteve, devido ao reflexo, cópias em sequência da tela, cada vez menores, formando um longo corredor. Conseguiu um mundo artístico estranho ao alterar a direção da filmagem e ativar o zoom. Todavia, essas experiências foram todas inúteis. Nas gravações ele ouvia: ‘Klaus, viremos na televis~o, canal livre.’ Por outro lado, filmou com a c}mara, seguindo recomendações dos seres do Além, um programa de televisão. Num lugar observou leves alterações das imagens. Na observação de imagens individuais, viu como uma entidade do Além se movimentava em cinco ou seis dessas imagens, fazendo mímicas, sorrindo ou aparentemente cumprimentando. Assim ele teria visto Karin erguer a mão direita. Nesse momento, ela teria dito: ‘Papai, est| me vendo? Estou aqui.’ Isso ocorreu paralelamente à recepção normal do programa de TV. Sch. recebeu a indicaç~o: ‘N~o venho em cores, mas em preto-e-branco’. Desse modo, os contornos do filme de vídeo ficaram mais nítidos. ‘Pare a imagem’, aconselharam-no do Além. Foi então que Sch. comprou um segundo aparelho de vídeo para poder deixar que um mesmo ponto da fita reaparecesse sucessivamente. E dessa forma foi aberto esse novo campo. A figura de uma mulher parecia ser Karin, vestida de blusa escura e saia branca, a cabeça levemente inclinada.
Sch. chorou quando viu a filha.171
A seguir, Klaus Schreiber, contando com a assistência técnica de Martin Wenzel, dedicando-se inteiramente à obtenção de imagens de desencarnados, com apoio em sistemas opticoeletrônicos retroalimentados, conseguia várias identificações positivas (em muitos casos, também com os recursos de audiocomunicação), até mesmo de
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personalidades como o rei Ludwig II da Baviera ou os artistas Curd Juergens e Romy Schneider, entre outros.
Essas pesquisas de transvídeo, após a desencarnação de Schreiber, foram continuadas por Wenzel, com novos e sensíveis sucessos. Ultimamente, o processo aperfeiçoou-se e as imagens já chegam via computador, avanço significativo que permite percebê-las sem distorções, como, às vezes, acontece nas captações por tevê. (E entre os técnicos que desenvolveram esse novo padrão de contato, consta que, hoje, também opera Klaus Schreiber, Espírito.)
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A Transfoto, indubitavelmente, surge como uma das provas mais firmes e inquestionáveis da sobrevivência do Espírito. As imagens só se organizam e surgem — apresentando-se suscetíveis de serem fotografadas ou impressas — porque, obviamente, existe a estrutura perispirítica, propiciando o aparecimento na tela de todos os sinais identificadores da personalidade que se comunica.
E esse acontecimento é tão importante quanto se sabe dos extraordinários avanços da TCI, a propiciar, brevemente, a universalização — e a popularização — dos processos técnicos de captação do mundo espiritual. Como afirma Hernani G. Andrade, a TCI “avança rapidamente e breve estará presente em cada lugar onde exista
Técnicos. Trad. Harry Meredig. 10ª ed. São Paulo: Pensamento, 1997, pp. 77-78.
um aparelho capaz de receber informações e retransmiti-las”.172
Daí, também, a crescente necessidade de que as obras de Allan Kardec e demais fontes espíritas sejam conhecidas e estudadas, a fim de que os fenômenos não só possam ser compreendidos, como bem aproveitados, nesse esforço de autorrenovação que impende a cada um realizar, em proveito de sua evolução.