CAPÍTULO
ENSAIOS ACADÊMICOS:
O PROCEDIMENTO COMUM À LUZ DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
SUMÁRIO: Introdução. 1. A importância da suspensão do processo. 2.
Considerações finais. Referências.
INTRODUÇÃO
O objetivo do presente artigo é realizar uma análise de forma mais profunda do tema em questão. Sendo assim, traz a sua importância para o ordenamento jurídico e as partes do processo.
Tendo sua estrutura estar dividida em três tópicos: a) conceito, b) a sua importância, c) considerações finais.
1.A IMPORTÂNCIA DA SUSPENSÃO DO PROCESSO A suspensão do processo é um ato judicial, que paralisa o curso trivial do processo, cujos requisitos são trazidos no artigo 313 do Código de Processo Civil, quais são:
Art. 313. Suspende-se o processo:
I - Pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador;
II - Pela convenção das partes;
III - Pela arguição de impedimento ou de suspeição;
IV- Pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas;
V - Quando a sentença de mérito:
a) Depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente;
b) Tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo;
VI - Por motivo de força maior;
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo;
VIII - Nos demais casos que este Código regula.
IX - Pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo constituir a única patrona da causa;
X - Quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-se pai
§ 1º Na hipótese do inciso I, o juiz suspenderá o processo, nos termos do art. 689 .
§ 2º Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz determinará a suspensão do processo e observará o seguinte:
I - Falecido o réu, ordenará a intimação do autor para que promova a citação do respectivo espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que designar, de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) meses;
II - Falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a intimação de seu espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que manifestem interesse na sucessão processual e promovam a respectiva habilitação no prazo designado, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito.
§ 3º No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual extinguirá o processo sem resolução de mérito, se o autor não nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu, se falecido o procurador deste.
§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II.
§ 5º O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os prazos previstos no § 4º.
§ 6º No caso do inciso IX, o período de suspensão será de 30 (trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente.
§ 7 º No caso do inciso X, o período de suspensão será de 8 (oito) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente.
A suspensão é a paralisação da marcha dos atos processuais, conforme ensina Theodoro Júnior:
Ocorre a suspensão do processo quando um acontecimento voluntário, ou não, provoca, temporariamente, a paralisação da marcha dos atos
ENSAIOS ACADÊMICOS:
O PROCEDIMENTO COMUM À LUZ DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
processuais. Ao contrário dos fatos extintivos, no caso de simples suspensão, tão logo cesse o efeito do evento extraordinário que a causou, a movimentação do processo se restabelece normalmente (THEODORO JÚNIOR, 2015, p.1060).
Suspensão por morte da parte ou do advogado, conforme argumenta Grego:
A primeira espécie de suspensão é a que decorre da morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes, seus representantes legais ou procuradores. Problema inicial que se coloca, nessa e em todas as outras espécies de suspensão do processo, é o de saber a partir de que momento se suspende o processo quando ocorre a morte ou perda da capacidade da parte ou do advogado (GREGO, 2011, p.1)
Suspensão por convenção das partes, seguindo Grego:
As partes podem formular um negócio processual ou um ato convencional bilateral, suspendendo o processo, por razões de sua exclusiva conveniência, que o juiz é forçado a aceitar. A lei não quer que essa suspensão seja extremamente prolongada, porque a pendência do processo gera uma situação de insegurança no gozo dos direitos subjetivos e o interesse do Estado é o de que o processo se encerre com a maior rapidez possível e, então, a lei não permite que essa suspensão ultrapasse o prazo máximo de seis meses (GREGO, 2011, p.5).
A suspensão é a paralisação da marcha dos atos processuais, conforme ensina Theodoro Júnior:
Ocorre a suspensão do processo quando um acontecimento voluntário, ou não, provoca, temporariamente, a paralisação da marcha dos atos processuais. Ao contrário dos fatos extintivos, no caso de simples suspensão, tão logo cesse o efeito do evento extraordinário que a causou, a movimentação do processo se restabelece normalmente (THEODORO JÚNIOR, 2015, p.1060).
São as hipóteses de suspensão:
a) Morte ou perda da capacidade processual das partes, de seu representante legal ou de seu advogado. São partes o autor, o réu, o assistente, o denunciado, o opoente e as partes em um incidente. Por analogia, a extinção de uma pessoa jurídica também. A morte pode dar ensejo à extinção do processo, se o direito objeto do litígio for intransmissível.
b) Convenção das partes, nesse caso não poderá exceder 6 meses.
- Findo o prazo, o escrivão fará os autos conclusos ao juiz, que ordenará o prosseguimento do processo.
- Se as partes não convencionaram expressamente o prazo, entende- se que optaram pelo prazo máximo.
- Depende de aprovação do juiz, mas não há necessidade de motivação expressa.
- Não é possível a suspensão com o objetivo de aumentar prazo peremptório, o que é vedado (art. 182).
Ao analisar artigo 313 do CPC, que se trata da suspensão do processo fica visível aos olhos a sua importância para o ordenamento jurídico.
E de grande relevância que de modo indireto o artigo 5° inciso LV da Constituição Federal “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes” sendo assim trazendo o mais próximo do justo entre as partes.
2.CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir desse breve ensaio, é possível concluir que a suspensão do processo é um pilar indispensável do ordenamento jurídico. Por meio da suspensão é possível paralisar o andamento do processual por vontade das partes ou por determinação legal. Porém em todos os casos é importante que haja decisão judicial.
ENSAIOS ACADÊMICOS:
O PROCEDIMENTO COMUM À LUZ DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
REFERÊNCIAS
ALVIM, Arruda. Manual de direito processual civil: processo de conhecimento. 9 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005, p.
305.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015- 2018/2015/lei/l13105.htm>. Acesso em: 15/11/2020.
GREGO, Leonardo. Suspensão do processo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil.
Rio de Janeiro: Forense, 2015.