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ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

No documento karine cristina santana - Univali (páginas 34-56)

Figura 1 – Quantidade de pessoas por curso

11,50%

12,00%

12,50%

13,00%

13,50%

Porcentagem

Quantidade de pessoas por curso

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 1

Cursos Quantidade Porcentagem

Psicologia 13 13,4%

Farmácia 12 12,4%

Medicina 12 12,4%

Fisioterapia 12 12,4%

Odontologia 12 12,4%

Fonoaudiologia 12 12,4%

Ed.Física 12 12,4%

Enfermagem 12 12,4%

TOTAL 97 100,0%

Os dados descritos na figura 1 buscam explicitar que a pesquisa visou uma homogeneidade para não permitir a tendênciosidade na pesquisa, sendo que em média foram colhidas informações de 12 alunos por curso da área da saúde.

Figura 2 – Idade segundo o curso

0 2 4 6 8 10 12

18 a 26 27 a 32 33 a 40 41 a 47 48 a 55 Em branco

Idade segundo o curso

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 2

Tanto a figura 2, quanto a tabela 2, fazem menção a idade segundo o curso, onde a maior parte dos pesquisados encontra-se entre 18 e 26 anos totalizando 79,4%, possibilitando uma ênfase no curso de Educação Física (12,4%) que apresenta o maior percentual dentre os cursos.

Cursos

18 a 26 % 27 a 32 % 33 a 40 % 41 a 47 % 48 a 55 % Em branco % Psicologia 11 11,3% 2 2,1% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Farmácia 4 4,1% 3 3,1% 0 0,0% 1 1,0% 3 3,1% 1 1,0%

Medicina 11 11,3% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Fisioterapia 9 9,3% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 2 2,1%

Odontologia 10 10,3% 1 1,0% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Fonoaudiologia 10 10,3% 1 1,0% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Ed.Física 12 12,4% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Enfermagem 10 10,3% 1 1,0% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Subtotal 77 79,4% 10 10,3% 3 3,1% 1 1,0% 3 3,1% 3 3,1%

Figura 3 – Gênero segundo o curso

0 2 4 6 8 10 12 14

masculino feminino

Gênero segundo o curso

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 3 Cursos

Masculino % Feminino % Total

Psicologia 0 0,0% 13 13,4% 13

Farmácia 3 3,1% 9 9,3% 12

Medicina 8 8,2% 4 4,1% 12

Fisioterapia 4 4,1% 8 8,2% 12

Odontologia 5 5,2% 7 7,2% 12

Fonoaudiologia 0 0,0% 12 12,4% 12

Ed.Física 6 6,2% 6 6,2% 12

Enfermagem 1 1,0% 11 11,3% 12

Subtotal 27 27,8% 70 72,2% 97

A amostra é composta predominantemente por mulheres (72,2%) e por 27,8%

de homens, conforme figura 3 e gráfico 3.

É sabido que em meio acadêmico, existe uma predominância de mulheres na área da saúde, logo o percentual descrito na pesquisa tende a explicitar tal informação.

Figura 4 – Estado Civil

0,0%

2,0%

4,0%

6,0%

8,0%

10,0%

12,0%

14,0%

solteiro% casado% divorciado% em branco%

Estado Civil

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 4

Cursos Solteiro % Casado % Divorciado % Em

branco %

Psicologia 11 11,3% 1 1,0% 0 0,0% 1 1,0%

Farmácia 6 6,2% 3 3,1% 1 1,0% 2 2,1%

Medicina 11 11,3% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0%

Fisioterapia 10 10,3% 2 2,1% 0 0,0% 0 0,0%

Odontologia 5 5,2% 5 5,2% 1 1,0% 1 1,0%

Fonoaudiologia 11 11,3% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0%

Ed.Física 12 12,4% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Enfermagem 9 9,3% 2 2,1% 0 0,0% 1 1,0%

Subtotal 75 77,3% 15 15,5% 2 2,1% 5 5,2%

Em linhas gerais a maior parte dos pesquisados é solteiro (77,3%), 15,5% é casado, e 2,1% divorciado, sendo que 5,2% do total de participantes não responderam.

Figura 5 – Religião segundo o curso

0 2 4 6 8 10 12

Católica Evangélico Espírita Outras Em branco

Religião segundo o curso

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 5

Cursos

Católica % Evangélico % Espírita % Outras % Em

branco %

Psicologia 11 11,3% 0 0,0% 1 1,0% 0 0,0% 1 1,0%

Farmácia 5 5,2% 4 4,1% 0 0,0% 0 0,0% 3 3,1%

Medicina 9 9,3% 0 0,0% 1 1,0% 0 0,0% 2 2,1%

Fisioterapia 5 5,2% 2 2,1% 1 1,0% 2 2,1% 2 2,1%

Odontologia 7 7,2% 2 2,1% 0 0,0% 1 1,0% 2 2,1%

Fonoaudiologia 11 11,3% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 0 0,0%

Ed.Física 10 10,3% 1 1,0% 0 0,0% 0 0,0% 1 1,0%

Enfermagem 6 6,2% 3 3,1% 1 1,0% 2 2,1% 0 0,0%

Subtotal 64 66,0% 13 13,4% 4 4,1% 5 5,2% 11 11,3%

Quanto a religiosidade, expressa por meio da figura e tabela 5, destaca-se com 66% o catolicismo, a igreja evangélica com 13,4%, o espiritismo com 4,1%, outras religiões somaram 5,2% e 11,3% preferiram não responder.

Figura 6 – Desvio de conduta não aceito em relação a ter um filho

0 2 4 6 8 10 12

prostituta ou garoto de programa

Marginal Homossexual drogado ou Traficante

em branco

Desvio de conduta não aceito em relação a ter um filho

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 6

Cursos Prostituta ou garoto

de programa % Marginal % Homossexual % Drogado ou

Traficante % Em branco %

Psicologia 3 3,3% 4 4,4% 1 1,1% 11 12,2% 0 0,0%

Farmácia 0 0,0% 6 6,7% 5 5,6% 1 1,1% 0 0,0%

Medicina 1 1,1% 2 2,2% 2 2,2% 2 2,2% 0 0,0%

Fisioterapia 3 3,3% 1 1,1% 3 3,3% 3 3,3% 0 0,0%

Odontologia 6 6,7% 1 1,1% 4 4,4% 4 4,4% 0 0,0%

Fonoaudiologia 1 1,1% 3 3,3% 2 2,2% 2 2,2% 0 0,0%

Ed.Física 1 1,1% 0 0,0% 3 3,3% 3 3,3% 0 0,0%

Enfermagem 0 0,0% 4 4,4% 0 0,0% 6 6,7% 2 2,2%

Subtotal 15 16,7% 21 23,3% 20 22,2% 32 35,6% 2 2,2%

A figura e a tabela 6 mencionam desvio de conduta e situações não aceitáveis em relação a ter filho drogado e traficante (35,6%), marginal (23,3%) e homossexual (22,2%). Respostas em branco totalizaram 2,2%. Observa-se que o maior índice centra- se em ter filho drogado e traficante, demonstrando assim atitudes homofóbicas em relação à homossexualidade.

Alguns pais deixam claro a vergonha que sentem por estar com seus filhos, enquanto outros falam de valores morais e cristãos, atribuindo a

homossexualidade á um pecado ou punição de Deus. E alguns pais fazem tudo isso junto (PICAZIO, 1998, p.120).

Figura 7 – Percepção da Homossexualidade

0 2 4 6 8 10 12

normal Anormal Em branco

Percepção da Homossexualidade

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 7

Cursos Normal % Anormal % Em branco %

Psicologia 11 11,3% 2 2,1% 0 0,0%

Farmácia 4 4,1% 8 8,2% 0 0,0%

Medicina 3 3,1% 9 9,3% 0 0,0%

Fisioterapia 5 5,2% 6 6,2% 1 1,0%

Odontologia 4 4,1% 8 8,2% 0 0,0%

Fonoaudiologia 7 7,2% 5 5,2% 0 0,0%

Ed.Física 4 4,1% 8 8,2% 0 0,0%

Enfermagem 1 1,0% 11 11,3% 0 0,0%

Subtotal 39 40,2% 57 58,8% 1 1,0%

Observa-se o desconhecimento e/ou a deturpação de informações permeando o meio acadêmico ao conhecer os percentuais referentes à percepção da homossexualidade, tendo em vista que 58,8% dos acadêmicos consideram anormal, predominando a opinião do curso de enfermagem (11,3%), relacionando a 11,3% dos acadêmicos do curso de Psicologia que tem o maior percentual ao considerar a homossexualidade normal (40,2%).

Dentre os percentuais apurados, é importante ressaltar os 58% que compreendem a homossexualidade como anormal. O que remonta uma constituição histórica sobre a homossexualidade, pois conforme Spencer (1996) esta já foi vista como um pecado, mais tarde passou a ser um crime social, para posteriormente ser caracterizada como uma inadequação médica e psicológica. Mas a característica de homossexualidade como anormalidade e/ou patologia foi extinta junto com o termo

“homossexualismo” do CID - Código Internacional de Doenças, proibindo esta concepção errônea. Porém o fato descrito por meio da figura e da tabela 7 ressalta que esta idéia equivocada ainda vigora em meio acadêmico.

Figura 8 – Favorável ou não a homossexualidade

0 2 4 6 8 10

Contra A favor Em branco

Favorável ou não a homossexualidade

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 8

Cursos Contra % A favor % Em branco %

Psicologia 2 2,1% 9 9,3% 2 2,1%

Farmácia 7 7,2% 5 5,2% 0 0,0%

Medicina 7 7,2% 5 5,2% 0 0,0%

Fisioterapia 5 5,2% 5 5,2% 2 2,1%

Odontologia 9 9,3% 3 3,1% 0 0,0%

Fonoaudiologia 5 5,2% 7 7,2% 0 0,0%

Ed.Física 5 5,2% 6 6,2% 1 1,0%

Enfermagem 9 9,3% 3 3,1% 0 0,0%

Subtotal 49 50,5% 43 44,3% 5 5,2%

Quando questionados quanto a ser favorável ou não à homossexualidade, as opiniões claramente se dividem, pois 50,5% demonstraram ser contra e outros 44,3%

posicionaram-se a favor, os demais 5,2% dos pesquisados não responderam.

Pode-se considerar que de certa forma 44,3% corroborem com a idéia de Mott (998) que defende o fato de que é direito de todo cidadão ter sua orientação sexual, sem ser discriminado em função desta. Assim como a oposição à homossexualidade exposta por 50,5% dos acadêmicos reforça o fato de que ainda existem muitos preconceitos em relação à sexualidade. Talvez o mais falado e de difícil digestão para a maioria das pessoas seja o preconceito contra a homossexualidade, tanto masculina quanto feminina. Pois conforme Picazio (1998) recebemos desde cedo uma carga de valores desqualificados em relação às pessoas com essa orientação.

Figura 9 – Gênese da homossexualidade

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Doença Falta de caráter

Conjunto de fatores*

Trauma Genético Em branco

Gênese da homossexualidade

Psicologia Farmácia Medicina

Fisioterapia Odontologia Fonoaudiologia

Ed.Física Enfermagem

*genéticos,sociais,ambientais.

Tabela 9

Buscou-se verificar aqui fatores que se atribui a homossexualidade na perspectiva dos acadêmicos. Assim sendo a figura e a tabela 9, remetem a um conjunto de fatores (genéticos, sociais e ambientais) de 46,9%. Consideram falta de caráter (23,5%) 14,3% atribuem a um trauma 10,2% acreditam ser genético e 4,1% atribuem a homossexualidade a uma doença.

De fato, tal alternância quanto à percepção sobre a gênese da homossexualidade vem de longa data, até por que as teorias na tentativa de explicar as causas da tendência homossexual por razões biológicas, genéticas, glandulares, psicológicas, sociais, são insuficientes sendo que umas contradizem as outras (MOTT, 1998).

Para Kaplan (1999), a orientação sexual de modo geral se constituiu de uma combinação entre as influências genéticas, psicológicas e sócio-culturais, o que culmina com 46,9% das opiniões dos acadêmicos pesquisados.

Cursos Doença % Falta de

caráter % Conjunto

de fatores* % Trauma % Genético % Em branco %

Psicologia 0 0,0% 0 0,0% 10 10,2% 2 2,0% 1 1,0% 0 0,0%

Farmácia 0 0,0% 10 10,2% 0 0,0% 0 0,0% 2 2,0% 0 0,0%

Medicina 0 0,0% 0 0,0% 10 10,2% 1 1,0% 1 1,0% 0 0,0%

Fisioterapia 1 1,0% 1 1,0% 3 3,1% 6 6,1% 0 0,0% 1 1,0%

Odontologia 0 0,0% 6 6,1% 0 0,0% 2 2,0% 4 4,1% 0 0,0%

Fonoaudiologia 1 1,0% 2 2,0% 8 8,2% 0 0,0% 1 1,0% 0 0,0%

Ed.Física 0 0,0% 2 2,0% 8 8,2% 3 3,1% 0 0,0% 0 0,0%

Enfermagem 2 2,0% 2 2,0% 7 7,1% 0 0,0% 1 1,0% 0 0,0%

Subtotal 4 4,1% 23 23,5% 46 46,9% 14 14,3% 10 10,2% 1 1,0%

Figura 10 – Interações com homossexuais no convívio social

0 2 4 6 8 10

Colegas parentes Amigos nenhum em branco

Interações com homossexuais no convívio social

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 10

Cursos Colegas % Parentes % Amigos % Nenhum % Em

branco %

Psicologia 3 2,8% 5 4,7% 10 9,4% 0 0,0% 0 0,0%

Farmácia 1 0,9% 7 6,6% 2 1,9% 2 1,9% 0 0,0%

Medicina 3 2,8% 1 0,9% 4 3,8% 4 3,8% 0 0,0%

Fisioterapia 4 3,8% 0 0,0% 5 4,7% 3 2,8% 0 0,0%

Odontologia 5 4,7% 3 2,8% 4 3,8% 0 0,0% 0 0,0%

Fonoaudiologia 0 0,0% 0 0,0% 3 2,8% 8 7,5% 1 0,9%

Ed.Física 6 5,7% 1 0,9% 3 2,8% 4 3,8% 0 0,0%

Enfermagem 3 2,8% 1 0,9% 6 5,7% 4 3,8% 0 0,0%

Subtotal 25 23,6% 18 17,0% 37 34,9% 25 23,6% 1 0,9%

A figura e a tabela 10 trazem a tona às interações com homossexuais no convívio social, sendo que 34,9% relatam serem amigos de homossexuais, 23,6% relatam ter colegas homossexuais e outros 23,6% informam não ter nenhuma interação com homossexuais, 17% tem parentes homossexuais e 0,9% optaram por não responder a esta questão.

Para obter uma melhor aceitação social o homossexual se organiza para desfrutar de segurança e conforto no meio de pessoas que o aceitem e o respeitem independentemente de sua orientação sexual, mas é comum que muitos homossexuais se comportem de modo a não sugerir a sua homossexualidade para de alguma forma escapar das pressões sociais (SUPLICY, 2000). O que expressa, uma espécie de

restrição ao contato com homossexuais, que se deve a um padrão mental de avaliação da realidade que se manifesta através de atitudes, o preconceito propriamente dito (MEIRA, 2005). O preconceito por sua vez é compreendido por Souza (2005) como um fenômeno histórico difuso e sua intensidade leva a justificativa e a legitimação de seus atos, sendo que é mais comum percebê-lo nos outros que em nós mesmos.

Figura 11 – Existência de lugares específicos para homossexuais

0 1 2 3 4 5 6 7 8

Contra Sem distinção Indiferente A favor Em branco

Existência de lugares específicos para homossexuais

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 11

Cursos Contra % Sem

distinção % Indiferente % A

favor % Em

branco %

Psicologia 0 0,0% 4 4,1% 7 7,2% 2 2,1% 0 0,0%

Farmácia 2 2,1% 1 1,0% 5 5,2% 4 4,1% 0 0,0%

Medicina 1 1,0% 4 4,1% 5 5,2% 2 2,1% 0 0,0%

Fisioterapia 3 3,1% 2 2,1% 5 5,2% 2 2,1% 0 0,0%

Odontologia 4 4,1% 0 0,0% 7 7,2% 1 1,0% 0 0,0%

Fonoaudiologia 2 2,1% 0 0,0% 8 8,2% 2 2,1% 0 0,0%

Ed.Física 1 1,0% 1 1,0% 7 7,2% 3 3,1% 0 0,0%

Enfermagem 1 1,0% 2 2,1% 6 6,2% 2 2,1% 1 1,0%

Subtotal 14 14,4% 14 14,4% 50 51,5% 18 18,6% 1 1,0%

Na opinião dos acadêmicos em relação a existência de lugares específicos para homossexuais, 51,5% relatam ser indiferentes, 18,6 % consideram-se a favor, 14,4%

mostraram-se contra e outros 14,4% não fazem distinção de locais para heterossexuais e homossexuais, e 1,0 se absteve de responder.

Segundo, Trevisan (2000) durante as duas últimas décadas do século XX multiplicaram-se os locais homossexuais ou guetos, entre estas encontram-se saunas, boates e outros que ampliam o mercado gay se estendendo a revistas e jornais GLS, linhas telefônicas, além de outros serviços direcionados ao público GLS como moda, esporte e cultura. AInda para o autor, deve-se atentar ao lado positivo da questão, sendo que tais locais permitem uma manifestação mais livre da sexualidade, em contrapartida o fato dos homossexuais terem locais específicos de encontro acentua o preconceito.

Figura 12 - Adoção de filhos por casais homossexuais

0 1 2 3 4 5 6 7 8

A Favor Normal Contra Em branco

Adoção de filhos por casais homossexuais

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 12

Cursos A

Favor % Normal % Contra % Em

branco %

Psicologia 5 5,2% 3 3,1% 5 5,2% 0 0,0%

Farmácia 3 3,1% 2 2,1% 7 7,2% 0 0,0%

Medicina 3 3,1% 4 4,1% 5 5,2% 0 0,0%

Fisioterapia 0 0,0% 4 4,1% 8 8,2% 0 0,0%

Odontologia 6 6,2% 1 1,0% 5 5,2% 0 0,0%

Fonoaudiologia 3 3,1% 3 3,1% 6 6,2% 0 0,0%

Ed.Física 2 2,1% 2 2,1% 7 7,2% 1 1,0%

Enfermagem 2 2,1% 5 5,2% 5 5,2% 0 0,0%

Subtotal 24 24,7% 24 24,7% 48 49,5% 1 1,0%

Quanto à adoção de filhos por casais homossexuais 49,5% dos pesquisados são contra, 24,7% consideram normal e outros 24,7% são a favor, sendo que 1,0% não responderam.

A adoção conhecida e legitimada socialmente é realizada por pais e mães heterossexuais e esta concepção prevalece conforme os percentuais descritos na figura e no gráfico 12, ou seja, esta concepção acompanha o preconceito que segundo Meira (2005) vem como resultado de um processo de experiência de vida, onde o ser humano incorpora valores, sentimentos, idéias, que se perpetuam na mente, por vezes em

defesa de uma forma de pensar e de viver nem sempre aceitáveis por todos, o que pode ter influenciado na resposta de 49,5% dos acadêmicos pesquisados.

Figura 13 – Visão da homossexualidade

0 2 4 6 8 10 12

Todo homem é afeminado e toda mulher é masculinizada

Nem todo homossexual possui trejeitos

Visão da homossexualidade

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 13

Cursos Todo homem é afeminado e toda

mulher é masculinizada

%

Nem todo homossexual

possui trejeitos %

Psicologia 1 1,0% 12 12,4%

Farmácia 8 8,2% 4 4,1%

Medicina 1 1,0% 11 11,3%

Fisioterapia 1 1,0% 11 11,3%

Odontologia 9 9,3% 3 3,1%

Fonoaudiologia 3 3,1% 9 9,3%

Ed.Física 2 2,1% 10 10,3%

Enfermagem 1 1,0% 11 11,3%

Subtotal 26 26,8% 71 73,2%

Suplicy (2000) explica que a imagem do homossexual afeminado é falsa, apenas uma pequena parcela dos homossexuais demonstra estas características. Tal afirmação é concordante com a percepção de 73,2% dos universitários que colaboraram com a pesquisa, pois uma minoria (26,8%) acredita no fato de que todo homem é afeminado e toda mulher é masculinizada.

Zimerman (1998) ressalta que nem os homens afeminados nem as mulheres de aspecto viril servem como referencial, pois constituem uma pequena parcela da população homossexual. Para ser socialmente aceito a grande maioria dos homossexuais se comporta de modo a não sugerir sua homossexualidade (SUPLICY, 2000).

Figura 14 – Promiscuidade de homossexuais e heterossexuais

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Os homo mais que

hetero Homo Tanto quanto

hetero hetero mais que

homo Em branco

Promiscuidade de homossexuais e heterossexuais

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 14

Cursos Homo mais que

hetero %

Homo Tanto quanto

hetero %

Hetero mais

que

homo % Em

branco %

Psicologia 1 1,0% 8 8,2% 4 4,1% 0 0,0%

Farmácia 1 1,0% 10 10,3% 0 0,0% 1 1,0%

Medicina 2 2,1% 10 10,3% 0 0,0% 0 0,0%

Fisioterapia 7 7,2% 5 5,2% 0 0,0% 0 0,0%

Odontologia 0 0,0% 8 8,2% 4 4,1% 0 0,0%

Fonoaudiologia 2 2,1% 9 9,3% 1 1,0% 0 0,0%

Ed.Física 5 5,2% 6 6,2% 0 0,0% 1 1,0%

Enfermagem 1 1,0% 7 7,2% 4 4,1% 0 0,0%

Subtotal 19 19,6% 63 64,9% 13 13,4% 2 2,1%

Fazendo referência a promiscuidade, a pesquisa apontou que 64,9% acreditam que os homossexuais são tão promíscuos quanto os heterossexuais, sendo que 19,6%

consideram que os homossexuais são mais promíscuos que os heterossexuais, e a menor parcela dos pesquisados (13,4%) relata que os heterossexuais são mais promíscuos que os homossexuais, e 2,1% deixaram a questão em branco.

Assim como na heterossexualidade, as relações homossexuais (homens ou mulheres) quando duradouras, predomina a cumplicidade e o companheirismo. Tanto na heterossexualidade como na homossexualidade algumas pessoas podem ter um relacionamento destinado ao sexo ou estendê-lo a afetividade, com a possibilidade de manter o mesmo parceiro por muito tempo (SUPLICY, 2000).

Deste modo, a promiscuidade heterossexual e homossexual coincidem, tal como a percepção de 63% dos acadêmicos pesquisados.

Figura 15 – Opinião quanto à relação de casais homossexuais

0 2 4 6 8 10 12

Um é “mulher" o outro "homem" Não há definição de papéis Em branco

Opinião quanto à relação de casais homossexuais

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 15

Cursos Um é “mulher" o

outro "homem" % Não há definição de

papéis % Em

branco %

Psicologia 5 5,2% 8 8,2% 0 0,0%

Farmácia 6 6,2% 6 6,2% 0 0,0%

Medicina 0 0,0% 12 12,4% 0 0,0%

Fisioterapia 1 1,0% 10 10,3% 1 1,0%

Odontologia 6 6,2% 5 5,2% 1 1,0%

Fonoaudiologia 3 3,1% 9 9,3% 0 0,0%

Ed.Física 1 1,0% 11 11,3% 0 0,0%

Enfermagem 5 5,2% 6 6,2% 1 1,0%

Subtotal 27 27,8% 67 69,1% 3 3,1%

Quanto a relação de casais homossexuais, 69,1% acreditam que não há definição de papéis e 27,8% que um dos parceiros(as) desempenha o papel de mulher e o outro(a) de homem, deixando 3,1% sem resposta para esta questão.

Picazio (1998) explica que numa relação sexual homossexual não existe necessariamente um padrão fixo de comportamento. Existem casais que repetem o modelo heterossexual de relacionamento assim como outros buscam alternar suas práticas sexuais.

Deste modo, percebe-se a concordância da maioria dos acadêmicos (69,1%) com a compreensão dos autores.

Figura 16 - Regulamentação da união legal entre homossexuais

0 2 4 6 8 10 12

A favor Contra Em branco

Regulamentação da união legal entre homossexuais

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 16

Cursos A favor % Contra % Em branco

Psicologia 11 11,3% 2 2,1% 0 0,0%

Farmácia 4 4,1% 8 8,2% 0 0,0%

Medicina 6 6,2% 6 6,2% 0 0,0%

Fisioterapia 4 4,1% 7 7,2% 1 1,0%

Odontologia 4 4,1% 8 8,2% 0 0,0%

Fonoaudiologia 7 7,2% 5 5,2% 0 0,0%

Ed.Física 5 5,2% 7 7,2% 0 0,0%

Enfermagem 5 5,2% 7 7,2% 0 0,0%

Subtotal 46 47,4% 50 51,5% 1 1,0%

No que se refere aos trâmites legais da união entre homossexuais, as opiniões mostraram-se divididas, prevalecendo com 51,5% contra e 47,4% a favor, sendo que 1,0% preferiu não responder.

Tradicionalmente o casamento vem sendo concebido ao longo dos séculos como legalização da união. É comum que os pais desejem que seus filhos encontrem a felicidade no casamento, mas a idéia de que um relacionamento homossexual possa proporcionar as mesmas recompensas de um casamento tradicional parecem remotas, principalmente para aqueles que apenas tenham ouvido mitos e informações deturpadas sobre a vida homossexual (FAIRCHILD; HAYWARD, 1996).

Deste modo, compreende-se que a construção de opinião de modo geral se constitui a partir da cultura e tudo que provém desta, como já citado anteriormente, logo, a concepção dos acadêmicos pesquisados bem como suas opiniões divergentes ressaltam ainda mais este fato.

Para Itani (1998) o significado da palavra pré-conceito remonta uma opinião já estruturada em relação a algum assunto, pessoa ou objeto. Este significado é pertinente uma vez que explica o posicionamento de 51% dos acadêmicos contra a regulamentação da união entre homossexuais.

Figura 17 – Realização de pesquisas sobre a homossexualidade

0 2 4 6 8 10

Indiferente Minimizar o preconceito Tem assuntos mais importantes

Realização de pesquisas sobre a homossexualidade

Psicologia Farmácia Medicina Fisioterapia

Odontologia Fonoaudiologia Ed.Física Enfermagem

Tabela 17

Cursos

Indiferente % Minimizar o

preconceito %

Tem assuntos mais

importantes %

Psicologia 4 4,1% 9 9,3% 0 0,0%

Farmácia 1 1,0% 5 5,2% 6 6,2%

Medicina 3 3,1% 7 7,2% 2 2,1%

Fisioterapia 2 2,1% 7 7,2% 3 3,1%

Odontologia 1 1,0% 2 2,1% 9 9,3%

Fonoaudiologia 3 3,1% 8 8,2% 1 1,0%

Ed.Física 4 4,1% 3 3,1% 5 5,2%

Enfermagem 2 2,1% 5 5,2% 5 5,2%

Subtotal 20 20,6% 46 47,4% 31 32,0%

A opinião dos acadêmicos pesquisados em relação a realização de pesquisas sobre a homossexualidade, aponta que tais pesquisas devem minimizar o preconceito (47,4%), 32,0% acreditam que existem assuntos mais importantes a serem pesquisados, 20,0% mostraram-se indiferentes.

A pesquisa enquanto levantamento de informações em relação à homossexualidade foi considerada por 47% dos acadêmicos como possibilidades de minimizar o preconceito.

Spencer (1999) explica que o preconceito é compartilhado com todos os homossexuais que vivenciam as conseqüências do preconceito e da discriminação, por meio de julgamentos culturalmente elaborados e delimitados socialmente, que podem ocasionar atitudes homofóbicas.

No documento karine cristina santana - Univali (páginas 34-56)

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