Os resultados obtidos através da entrevista semi-estruturada serão apresentados neste item. Primeiramente, apresentamos um quadro com o perfil de cada participante. Em seguida, serão apresentados os resultados conforme as categorias estabelecidas.
Participante (s)
Idade Estado Civil
Nível de Formação
Idade da 1ª cirurgia
Tipo de cirurgia(s)
Parte(s) do corpo
Exercícios físicos
Frequência
Sujeito 1 25
anos Solteira
Superior Completo (Psicologia)
19 anos
Otoplastia1 e Implante de
mama
Orelha e Seios
Academia Musculação
Exercício aeróbico
4 vezes na semana
Sujeito 2 28
anos Casada
Ensino Médio Completo
28 anos Implante de
mama Seios Caminhadas 7 vezes na semana
Sujeito 3 31 anos
Divorciad a
Superior Completo (Psicologia)
26 anos
Implante de mama
e Lipoaspiração
Seios e Lateral dos
seios e abdômen
Spinning Corrida Musculação
3 vezes na semana no mínimo
Sujeito 4 33
anos Casada
Superior Completo (Psicologia)
27 anos Lipoaspiração Abdômen
Exercício Aeróbico Musculação
5 vezes na semana
Sujeito 5 33
anos Solteira
Superior Completo (Psicologia)
26 anos
Implante de mama
e Lipoaspiração
Seios e costas, abaixo das
axilas, abdômen,
bunda e culotes.
Academia Exercício aeróbico Musculação
3 vezes na semana
Quadro 1: Perfil dos participantes da pesquisa.
Fonte: Pesquisa de campo realizada em Junho de 2011.
A partir de agora vamos apresentar todos os resultados obtidos por meio de 15 categorias. Estas foram estruturadas tomando como base os temas centrais deste trabalho. Em cada categoria está o que cada sujeito da pesquisa respondeu sobre o tema apresentado na referida categoria.
Categoria 1: Prática de exercícios físicos:
1 Cirurgia para correção da orelha de abano. Disponível
em:http://www.naturale.med.br/cirurgia_orelha.htm>. Acesso em 13 jun. 2011
30 Sujeito 1:“eu faço academia, musculação e um pouco de exercício aeróbico, geralmente 4 dias na semana. Já faço a 8 anos”.
Sujeito 2:“eu caminho pelo menos 1 hora todo dia”.
Sujeito 3:“eu pratico regularmente. Eu faço spinning2, corrida, e agora vou começar a fazer musculação 1 ou 2 vezes na semana, mais do que isso não quero”.
Sujeito 4:“todos os dias de segunda a sexta 1 hora de aeróbica e 1 hora de musculação com exercícios localizados”.
Sujeito 5:“eu faço academia de duas a três vezes na semana. Tento ir três vezes. É academia tipo circuito, aeróbico e musculação junto”.
Categoria 2: Motivação para a prática de exercícios físicos
Sujeito 1: “eu fico bem mais disposta, muda completamente minha rotina de tudo, de trabalho, de sono, de fome. Eu me sinto outra pessoa, pra melhor; com mais disposição, vontade, mais energia. Como já faço a 8 anos, é uma coisa que já faz parte do meu dia a dia. No começo não tinha foco específico. Depois, quando vi que me dava outros benefícios secundários, quando eu não fazia eu sentia falta. Então é mais por questão de saúde. Tem épocas que eu engordo, aí eu foco mais. Faço treino mais intenso ou vou mais vezes para emagrecer. Mas o foco mesmo é saúde e bem estar”.
Sujeito 2: “pra ter um corpo mais bonito, porque como eu engravidei muito nova, meu corpo ficou muito flácido. Pra ficar com a bunda dura, a barriga definida. Mulher é assim, está o tempo todo tentando ficar bonita, se não é pelo menos tenta ficar bonita”.
Sujeito 3: “eu faço atividade física mais porque me faz bem, pro stress. Eu gosto muito da aeróbica. Eu tive muito dessa fase de buscar um padrão de beleza, um corpo ideal e foi um processo que eu até me prejudiquei porque eu forçava, fazia atividade física porque tinha que manter peso, aquele padrão de beleza. Mas com o tempo eu fui desconstruindo isso e comecei a ver a atividade física como um benefício pra mim.
Sempre gostei e na busca por atividades físicas que me descem prazer eu encontrei a
2Spinning é uma atividade aeróbica e de mudanças de ritmo, realizada em uma bicicleta estática ao ritmo da música, simulando subidas, baixadas e planos. Disponível em:<http://todaperfeita.com.br/spinning-o- que-e-e-quais-os-seus-beneficios>. Acesso em 6 jun. 2011.
31 corrida e o spinning. Então hoje não tanto pra manter esse padrão de beleza, mas pra parte de saúde e qualidade de vida”.
Sujeito 4: “Primeiro a qualidade de vida, segundo a questão da saúde. Eu tinha colesterol bem alto. Eu era bem sedentária há uns 10 anos atrás. Procurei um médico e ele me orientou a fazer caminhadas. Eu vi que dava certo, meu colesterol “bom”
aumentou e então comecei a correr. Aí meu corpo começou a condicionar e entrei na academia e estou até hoje. Quando não faço atividade física sinto uma falta enorme.
Também relaciono a prática de exercícios à estética, pois o corpo fica definido, tu ganha tônus, o resultado tanto é estético quanto pra saúde. Mas a motivação principal é a saúde.
Sujeito 5: “Primeiro a questão do emagrecer, segundo pra deixar o corpo mais durinho mesmo. Tudo pela questão do corpo, claro que depois viria o benefício que eu reparo que é o bem estar, mas em primeiro lugar é a questão do corpo. Eu tenho tendência a engordar e as vezes me dá um excesso de gula e eu vi que fazendo academia eu não volto a engordar tão fácil, mesmo nos excessos. A academia me ajudou muito a segurar o peso”.
Categoria 3: Conceito de Mulher Bonita
Sujeito 1: “eu acho que toda mulher tem alguma coisa bonita, desde ela se valorizar, se respeitar, gostar de si como ela é, independente dos defeitos, porque defeitos todo mundo tem e todo mundo vai ter independente das correções que faça ou não. Eu acho que toda mulher tem um quê! Tem aonde valorizar a beleza. Acho que cada mulher tem sua beleza individual. Eu tenho a seguinte ideia: quem tem perna grossa, queria ter perna fina e vice versa. Eu sempre quis ter perna grossa, então por muito tempo aquelas mulheres bem encorpadas, tipo mulheres desses programas como o pânico, de corpão era meu ideal. Sempre foi meu ideal porque tenho perna fina. Mas todas as minhas amigas que tem perna grossa se acham gordas porque tem perna grossa. Hoje eu acho meio vulgar, mas era o que eu tinha como padrão.
32 Sujeito 2: “É uma mulher com pele bonita, corpo definido, que tem peito e bunda.
Assim, não é aquela mulher tábua, toda reta. Eu acho bonito mulher com pernas grossas, mulher mais „rechonchuda‟, mas sem barriga, estilo mulherão”.
Sujeito 3: “É aquela que está em perfeita sintonia com seu corpo e sua mente. Acho que a beleza não se reflete exclusivamente no externo, tem que ter um equilíbrio entre corpo e mente”. “Que seja elegante, feminina e que tenha corpo de mulher brasileira”.
Sujeito 4: “É uma mulher bem cuidada, atraente, que inspira confiança, tranquilidade.
Uma mulher que aparentemente esteja bem com ela, que se goste”. “Estilo mulherão, como Juliana Paes. Uma mulher com cintura pequena, com quadril bonitinho, com altura média, pernas bonitas, mulher que chama atenção”.
Sujeito 5: “Primeiro lugar tem que ser elegante, nunca vou dizer que uma mulher é bonita se eu vejo que ela tem traços bonitos, mas não é feminina. A questão da feminilidade e da elegância é o que mais determina se uma mulher é bonita ou não. Eu acho bonito modelo de mulher com corpão, mulher brasileira. Acho horrível o corpo das mulheres americanas que não tem bunda, é desproporcional. A mulher brasileira é mais proporcional, porque tem seio e bumbum. É bonito corpo magrinho, mas tem que ser no mínimo tipo Gisele Bündchen, ela tem curvas”!
Categoria 4: Importância de sentir-se bela
Sujeito 1: “acho que é tudo. Eu, por exemplo, acabei de fazer a cirurgia, hoje eu to sem brinco, minha orelha está inflamada, to sem salto, to me recuperando ainda, o dia é diferente. Eu prefiro não atender as pessoas, prefiro ficar lá quietinha no meu computador. Se tivesse que sair daqui e passar num shopping ou em outro lugar eu preferia estar com outra roupa. Eu acho que influencia em tudo, desde a tua relação com as pessoas, ao teu bem estar em si. Não necessariamente estar arrumada, maquiada, mas principalmente no bem estar consigo mesma, auto estima”.
Sujeito 2: “Acho que ficar mais bonita faz a gente esquecer um pouco dos problemas da vida, digamos, das coisas ruins que todo mundo tem. E pra auto estima neh. Se você não tiver uma autoestima, tudo te abala. Eu acho que a mulher hoje em dia é muito independente (...) e beleza é muito importante. A auto estima da mulher cresce muito.
33 Só tem a melhorar, todas as áreas da sua vida quando a beleza está em alta. Cuidar da beleza é super importante”.
Sujeito 3: “Acho que não necessariamente estar bela e sim me sentindo bem, com equilíbrio entre o meu interior e exterior. Porém, sou da opinião que se não estou me sentindo bem com algo referente ao meu corpo, buscarei alternativas para me sentir melhor”.
Sujeito 4: “Primeiro pela auto estima, quando você se gosta, se olha no espelho e se sente bem. Depois a questão da aceitação dos outros, os olhares, o não ser julgado, apontado, o não ser diferente. Porque por exemplo quando a pessoa é muito gorda ou muito magra, ou alta, ou seja quando ela sai daquele enquadre, do perfil social, ela acaba querendo ser excluída. Então eu acho a importância de estar dentro da beleza é uma questão social. As pessoas dão muita importância a isso e te afeta, mexe na auto estima”.
Sujeito 5: “É muito grande, porque aumenta muito a estima, me deixa mais feliz. Minha estima é maior quando me sinto mais magra, porque “to” achando meu cabelo bonito, porque acho que o cabelo na mulher faz muita diferença. Ultimamente não “to” achando meu cabelo legal, porque fiz uma escova definitiva e ele está ressecado nas pontas e isso é uma coisa que me incomoda todo dia. Aí gosto de prender o cabelo para não aparecer tanto até ir cortar. Depois que corto é aquele alívio. É uma coisa que interfere muito no dia a dia. Se eu não “to” me sentindo tão bem, isso acaba me deixando com a estima mais baixa e de mau humor”.
Categoria 5: O que Pensam sobre Cirurgia Plástica Estética
Sujeito 1: “eu sempre pensei que fosse uma certa agressão ao corpo, eu penso muito.
(...). Acho que tem correções que te vão fazer uma pessoa melhor, ou se sentir bem, desde que não seja tão agressivas ao corpo. Eu achava silicone no seio algo extremamente agressivo. Aí o médico (...) que conhece minha família, me explicou como era, até que eu me convenci de que era uma coisa simples. De repente é algo simples e que me faça bem mais feliz. Hoje eu não faria lipo, apesar de hoje ter vários tipos, porque eu acho uma cirurgia muito agressiva. (...) Mas acho que tem que ser com
34 bastante equilíbrio, não só com foco estético, vou fazer isso pra mudar a minha vida, tem que ser uma coisa bem consciente e bem elaborada. Concordo quando não é agressivo e que não se torne vulgar. No equilíbrio eu concordo”.
Sujeito 2: “Se eu tivesse dinheiro eu fazia mais; acho legal. Só acho feio aquelas mulheres que colocam demais, tipo a mulher melancia e aquela Nubia de Oliveira, fica muito artificial. Mas eu concordo em fazer sim. Acho que se todos tivessem dinheiro e pudessem, deveriam fazer”.
Sujeito 3: “Eu não sou contra, tanto que já fiz. Eu acho que tudo é uma medida, um equilíbrio. Sempre vai ter algo em você que talvez você não goste, que te mobilize, que faça mal pra tua auto imagem. Então porque não fazer? Porque não mudar? Não sou nenhum pouco contra, mas acho que tudo é o equilíbrio.
Sujeito 4: “Eu penso que é uma maravilha. É um recurso que temos para melhorar e consertar o que tu não gosta. Tudo melhora, tua auto estima, arrumando o que te incomoda. E se melhora tua auto estima, melhora tua qualidade de vida, teu desempenho”.
Sujeito 5: “Eu não vejo contra indicação. Eu acho que é super válido se é pra deixar a pessoa se sentindo melhor. Tem gente que pensa que é arriscado pra saúde. A proporção de risco que acontece na prática é tão pequena, tem milhares de pessoas que fazem por dia. Então não é uma coisa tão arriscada frente a tudo que a gente faz.
Eu acho que se é pra gente se sentir melhor eu não tenho o menor medo, eu faria. Eu só não concordo com essas pessoas que fazem muito sem necessidade, aí já é loucura, mas fora isso, acho super certo fazer”.
Categoria 6: Número de cirurgias plástica estética realizada Sujeito 1: “Duas”.
Sujeito 2: “Fiz uma, a primeira”.
Sujeito 3: “Duas, mas juntas”.
Sujeito 4: “Uma”
Sujeito 5: “Fiz duas, mas na mesma ocasião”.
35 Categoria 7: Tempo transcorrido após a realização da cirurgia
Sujeito 1: “na orelha faz 6 anos, e no seio faz 1 semana”.
Sujeito 2: “6 meses”.
Sujeito 3: “5 anos”.
Sujeito 4: “6 anos”.
Sujeito 5: “7 anos”.
Categoria 8: Parte(s) do corpo em que fez a(as) cirurgia(s) Sujeito 1: “Uma na orelha e o silicone nos seios”.
Sujeito 2: “Silicone nos seios”.
Sujeito 3: “Silicone nos seios e Lipoaspiração na lateral dos seios e na barriga”.
Sujeito 4: “Lipoaspiração no abdômen”.
Sujeito 5: “Silicone nos seios, Lipo nas costas, abaixo das axilas onde pega o sutiã, na barriga e na parte acima do bumbum e nos culotes”.
Categoria 9: Motivações para a realização da cirurgia
Sujeito 1:“na orelha era algo que me incomodava muito, foi meu trauma de infância.
Acho que eu descobri que era orelhuda na escola. Nunca tinha percebido, mas na escola todo mundo me chamava de orelhuda. Foi um trauma péssimo! Mas minha mãe sempre me passou isso, porque ela também fez cirurgia. Então, desde pequena ela falava que quando eu crescesse eles iam fazer uma cirurgia na minha orelha. A cirurgia da orelha foi um trauma bem grande para mim. Pra prender o cabelo tinha todo um cuidado. Depois que eu fiz, várias pessoas me disseram que nunca tinham percebido, mas é porque eu tinha bastante cuidado, e esse cuidado me incomodava muito. No verão era muito chato. Tomar banho de mar, que o cabelo ficava bem pra trás, eu me sentia péssima. Então era um trauma de infância, de até minha mãe ficar me cobrando, de eu me sentir mal. Então foi o que me levou a fazer. (...) O silicone foi mais por vaidade mesmo. Eu tinha seio pequeno, mas continuaria sendo feliz se eu não tivesse colocado, sendo a mesma pessoa. Me incomodava, principalmente nos verões, no
36 inverno nem tanto. Eu sentia vergonha, mas não chegou a ser um trauma como a orelha. Era mais por vaidade mesmo.
Sujeito 2: “Quando eu era mais nova eu não tinha muito seio. Quando eu engravidei meu seio ficou muito grande e ficou muito flácido, saiu estria, a pele ficou mole. Eu não podia botar nenhuma blusa, toda blusa que eu botava ficava feia. E quando a gente não tem muito seio, aparece muito o osso do peito. Toda blusa ficava feia, eu não gostava de comprar blusa. Eu nunca provava blusas. Verão, Meu Deus! Quando chegava o verão já ficava indignada, porque ia para a praia e via as gurias de biquíni certinho e o meu nunca ficava bom, sempre horrível. Eu tinha muita bunda e não tinha peito”.
Sujeito 3: “Eu sou uma pessoa que emagreceu. Na minha adolescência eu era gordinha”. “Esse engordar era uma medição de forças com a minha mãe, ela me queria magra, eu dizia não, que ia ficar magra quando eu quisesse”. “Depois eu tive que emagrecer 20 quilos e por conta disso eu fiquei com um pouco de flacidez no seio e quis colocar silicone para me sentir melhor. Inicialmente foi uma questão de auto imagem, porque eu tinha ficado com um pouco de flacidez, normal pra quem perde 20 quilos, então foi mesmo uma questão de estética.
Sujeito 4: “Por uma questão de vaidade e estética, porque eu malhava e tinha uma gordurinha localizada que não perdia. Então fiz uma lipo por questão de vaidade mesmo”.
Sujeito 5: “Eu fui procurar o silicone porque eu tinha muito pouco seio pro meu tamanho, eu sou grande, e isso me incomodava há muitos anos. E na oportunidade perguntei quanto sairia para fazer a lipo dos culotes que era algo que me incomodava também. Então vi que valia a pena e fiz”.
Categoria 10: Sentimentos antes de realizar a cirurgia
Sujeito 1:“da orelha eu me sentia péssima. Todo dia acordava e pensava como arrumar o cabelo. Não podia me atrasar, mas era um tempo dedicado a isso, era bem trabalhoso. No seio tinha épocas que me incomodava mais, eu tinha vergonha. Já aconteceu de eu ir pra comprar um vestido de festa, por exemplo, é um saco, todos tem decote e eu desanimava. Não comprava nenhum ou ia e mandava fazer”.
37 Sujeito 2: “Não tinha a mesma auto estima”.
Sujeito 3: (...)”Era algo que eu queria melhorar. Tinha essa flacidez que me incomodava bastante”. “Eu tinha pouco seio e quando conversei com o médico eu falei que não queria nada que mostrasse que eu tivesse feito a cirurgia, queria algo natural, porque pra mim isso é importante. Que respeitasse o meu corpo porque sou miudinha”. “Era algo que me mobilizava, era algo que quando eu ia pra praia me deixava um pouco retraída em relação a isso”.
Sujeito 4: “Eu não me sentia inferior, não era algo que me impedia de botar um biquíni, mas eu não estava feliz com aquilo e queria mudar”.
Sujeito 5: “Não me sentia mal a ponto de interferir. Até hoje acho que sou mais vaidosa do que quando eu fiz a lipo, mas a diferença foi mais depois. Antes era algo que me incomodava, mas já estava acostumada com aquilo. Eu tentava cuidar para não aparecer mais do que precisava, mas nada exagerado do tipo não usar biquíni na frente dos outros”.
Categoria 11: Sentimento frente ao resultado da cirurgia Sujeito 1: “mudou minha vida completamente”.
Sujeito 2: “Hoje em dia eu me sinto mais bonita, mais segura. Não fiz pra chamar atenção, foi uma coisa mais para o meu corpo (...)Eu não mostro muito, é bem difícil.
Mas te faz bem! Me sinto mais segura, mais confiante, mais Tchã”! . É uma coisa muito boa, te faz muito bem”.
Sujeito 3: “Eu quis fazer as duas juntas por causa da adaptação. A minha adaptação foi bem custosa, te mobiliza, você não pode levantar o braço, tem que respeitar aquele momento, acho que tem que querer bastante”. “Eu gostei muito do resultado”. “Foi algo que melhorou muito a minha auto estima”.
Sujeito 4: “Eu tive febre, voltei para o hospital, aí comecei a me lamentar porque eu tinha feito”. “O resultado é bacana, mas dói muito”.
Sujeito 5: “Eu me senti muito mais feminina”. “Mudou meus hábitos. Antes eu não usava blusa que mostrasse seio porque eu não tinha, então as blusas eram sempre fechadinhas, só porque não tinha o que valorizar. Depois disso eu mudei o guarda
38 roupa. Agora eu uso roupas que apareçam um pouco do seio, pra mostrar que eu tenho seio. Antes eu não valorizava algumas partes do meu corpo como hoje eu valorizo”.
Categoria 12: Conseguiria o resultado desejado por outros meios sem ser a cirurgia?
Sujeito 1: “não, mas a cirurgia não era minha primeira opção para nenhuma das duas coisas. Eu tive que esclarecer muito bem antes de fazer”.
Sujeito 2: “Não, porque mesmo que eu fizesse uma Mamoplastia não adiantaria porque eu não tinha muito seio”.
Sujeito 3: “Acho que foi um conjunto, eu já fazia atividade física e acho que isso me ajudou muito. No meu caso o resultado foi um conjunto, atividade física e cirurgia”.
Sujeito 4: “Não, porque era uma gordura localizada, eu poderia até emagrecer, mas aquela gordura não ia queimar”.
Sujeito 5: “Não, o silicone não tinha jeito e a lipo acho que também não, porque eu fazia academia na época, mas gordura localizada não tem jeito. Claro que tem aqueles métodos de massagem, eu não tentei e sinceramente eu não acredito”.
Categoria 13: Interesse em realizar novas cirurgias
Sujeito 1: “Não, hoje em dia não faria lipo, porque não preciso e ainda acho uma cirurgia agressiva. (...) Não tenho vontade de fazer nenhuma por um bom tempo”.
Sujeito 2: “Sim; não agora porque quero construir minha casa, mas, mais tarde quando eu estiver bem instalada eu pretendo fazer uma nas nádegas para levantar o bumbum.
Na verdade eu não fiz mais nenhuma porque agora não tenho condições, mas se um dia eu tiver eu faço. Eu tenho vontade de fazer lipoaspiração, mas a gente vê muita morte de mulher que começa a fazer um monte de coisa e não cai na mão de um médico bom e morre. Hoje o medo fala mais alto. E também se você caminhar, fazer exercícios, tu consegue ficar com uma barriga legal, não é como o seio”.
Sujeito 3: “Não, já tive mais essa busca, agora estou mais tranquila”.
Sujeito 4: “Não, até porque a lipo é uma cirurgia muito dolorida; o ganho é só estético”.
“Eu não sou mãe ainda, então pode ser que eu engravide e veja a necessidade de