De acordo com o site da Sociedade Brasileira de Diabete, a população total estimada de pessoas com diabetes em todo o mundo é de mais de 251 milhões, sendo que, a cada 5 segundos, um novo caso de diabetes é
diagnosticado. Cerca de 40% a 50% dos portadores de diabetes desconhecem a existência da doença.
Um estudo norte-americano publicado na edição de abril da revista norte-americana Diabetes Care mostrou que diabéticos tipo 2 muitas vezes apresentam o que os pesquisadores chamaram de resistência psicológica à insulina: os pacientes não aderem ao tratamento por medo de desenvolver complicações, de agulhas ou seringas, de ter hipoglicemias ou por planejarem obter melhor controle apenas modificando hábitos de vida. Muitos pacientes afirmaram não receber orientação adequada da equipe de saúde e esclarecimentos suficientes sobre os benefícios da insulina.
Ora se grande parte dos entrevistados afirmam que não recebem orientação para o uso do medicamento ou ainda, por não receberem tal orientação desenvolvem essa rejeição pelo mesmo, fica fácil de sanar ou eliminar o problema.
Sabemos que as orientações e campanhas de esclarecimentos e incentivo ao uso da medicação e do tratamento devem ser feito também em conjunto a equipe de saúde que atende tal paciente.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se com este trabalho que o grande problema encontrado entre os pacientes que tratam de diabetes tipo 2 é o preconceito e a falta de informação da equipe que o assiste, desde os enfermeiros e até mesmo os médicos que os diagnosticam.
Através da pesquisa quantitativa 72% dos pacientes diagnosticados com diabetes tipo 2 se recusam a fazer o tratamento pois a primeira coisa que lhes vem a cabeça é a picada da agulha, devido a aplicação da insulina. Estes mesmos pacientes alegam não terem recebido informação adequada a cerca das aplicações da insulina e nem mesmo do tratamento em sim.
Além destes pacientes que alegam não terem recebido informação nenhuma 18% alegam terem recebido informação porém se recusam a seguir o tratamento. Apenas 10% dos pacientes entrevistados alegam terem recebido a informação e seguem a risca as orientações dadas a eles no Centro médico.
Vimos ainda qual o melhor método para que tal preconceito que causa tal resistência destes pacientes seja neutralizado ou até mesmo eliminado. Para estes pacientes é importante saber que não estão sozinhos. Muito pelo contrário, o diabetes é uma das condições médicas com maior crescimento da população afetada em todo o mundo. De acordo com o site da Sociedade Brasileira de Diabete, a população total estimada de pessoas com diabetes em todo o mundo é de mais de 251 milhões, sendo que, a cada 5 segundos, um novo caso de diabetes é diagnosticado. Cerca de 40% a 50% dos portadores de diabetes desconhecem a existência da doença.
A solução para resolver tal problema é um acompanhamento psicológico com pacientes e até mesmo aos familiares, pois estes tem papel fundamental de apoio para estes pacientes. Além ainda de tal
incentivo e acompanhamento ser realizado também nas equipes da saúde envolvidos com estes paciente.
A luta pela vida não deve ser ignorada, e quanto mais apoio os enfermos encontram tanto em seus familiares quanto na equipe médica que o assiste mais eles encontram um motivo, uma razão para continuar lutando e perseverando em seus tratamentos.
Estes pacientes, que se veem fragilizados tanto pela doença tanto pelo preconceito por serem usuários de insulina, acabam por prejudicarem o seu tratamento por tais tabus criados por eles mesmos.
Tabus que os afasta lentamente do tratamento, tão fundamental para a preservação e melhora da sua saúde, levando muitas vezes a morte ou a um sofrimento sem, que pode ser diminuído apenas com prevenção e esclarecimento, fundamentais para que sejam abertos novos horizontes e com eles novas esperanças para os portadores de diabetes mellitus.
5.REFERÊNCIAS
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OLIVEIRA, Jose Egídio Paulo de Diabetes Mellitus: Clínica, Diagnóstico, Tratamento Multidisciplinar; Adolpho MILECH Editora: Atheneu. Edição: 1.
ZAGURY, Tânia e Leão- Diabetes Sem Medo: Orientação para Diabéticos e Seus Familiares. Editora: Best Seller.
TRIVIÑOS, Augusto N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
RIOS, Dernival Ribeiro. Minidicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo: DCL 1999.
CERVO, A. L. Metodologia científica. 4 ed. São Paulo: Markon Books, 1996.
209p
DAVIDSON, Mayer B. Diabetes Mellitus: Diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro, Editora Revinter, 2001.
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COSTA, Arual Augusto. ALMEIDA, João Sergio de. Manual de diabetes:
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SARVIER, 2004.
MINAYO, Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.
Revista Brasileira Saúde da Família- Nº 18- abril a junho de 2009. Secretaria de Atenção a Saúde.
Saúde da Família - Uma Abordagem Multidisciplinar Autor: Elisa Maria Amorim Costa Edição: 2ª / 2009 Páginas: 280 Sinopses.
Fontes da Internet
www.saudedafamilia.org/publicacoes/publicacoes.htm www.relativa.com.br/livros_template.asp?Codigo
6 APÊNDICE
1- Apendice A- QUESTIONÁRIO ELABORADO E APLICADO AOS PACIENTES DE DIABETES PARA A CONSTATAÇÃO DA REJEIÇÃO E OS MOTIVOS QUE A CAUSAM COM RELÇAÕ AO TRATAMENTO.
FORMULÁRIO DE COLETA DE DADOS
1 Qual sua reação ao descobrir que é portador de diabetes?
A. Não tive reação
B. Não acreditei no diagnóstico
C. Procurei tratamento imediatamente
D. Mesmo sabendo resisti em procurar tratamento
2 Você precisou mudar seu estilo de vida seguindo a orientação médica?
A) Sim B) Não
3) Caso tenha respondido sim na questão anterior quais as principais modificações você precisou fazer no seu estilo de vida?
4) Você encontrou dificuldade para mudar seu estilo de vida?
A) Sim B) Não
5) Caso tenha respondido sim na questão anterior quais as principais dificuldades encontradas?
6) Seu médico orientou você a cerca do que poderia fazer de forma a conseguir mudar seu estilo de vida?
A) Sim B) Não
7) Você realizou todas as mudanças no seu estilo de vida sugerida s pelo médico?