PROJETO IV: PROJETO IV
5. ARQUIVOS DAS INDOSTRIAS TEXTEIS
De acordo com as estatísticas mineiras de 1908, 1917, 1927 e dados da Junta Comercial de Minas Gerais, foram selecionadas as maiores indústrias do Estado, com capital superior a mil
de réis e número de operários superior a cem.
contos a) CIA.FIAÇÃO E TECELAGEM CEDRO E CACHOEIRA: fundada em 1872.
Localização do Arquivo: Caetanópolis e Belo Horizonte.
O arquivo contém documentos referentes às seguintes fábricas:
Fábrica do Cedro (Caetanópolis); Fábrica da Cachoeira (Curvelo) ; Fábrica de são Vicente (Baldim); Fáb~ica de Santo Antônio, hoje fábrica "Geraldo Magalhães Mascarenhas" (Sete lagoas); Fábrica são Sebastião (Caetanópolis).
b) CIA.INDUSTRIAL BELO HORIZONTE: fundada em 1906.
Localização do Arquivo: Belo Horizonte.
O arquivo contém documentos referentes àS'seguintes fábricas:
Fábrica da CIBH; Fábrica de Cachoeira Grande (Pedro Leopoldo); Fá brica da Cachoeirinha (Belo Horizonte); Fábrica da Cia.Fiação e Tecelagem Santa Terezinha (Juiz de Fora); Fábrica da Companhia Mi neira de Fiação e Tecelagem L~êlo Horizonte).
c) CIA.FABRIL MINEIRA (CIA.UNIÃO LAVRENSE) fundada em 1896.
O arquivo contém documentos da Cia.Fabril Mineira.
6. AVALIAÇÃO CRiTICA DO LEVANTAMENTO
- a empresa, o arquivo e os documentos.
- o arquivo e a pesquisa histórica.
ORGANIZAÇÃO DO ARQUIVO HIST~RICO DA BOLSA DE VALORES DE SÃO PAU- LO (1890-1974).
FRANCISCO VIDAL LUNA da Faouldade de Eoo- nomia e Admini8t~a - ção da USP;
REINtRO ANP~NIO Lt- RIAS
do Depa~tamento de
Bi8tó~ia da USP.
Após um .ano de pesquisa, trazemos a conhecimento público pela primeira vez, um arquivo histórico até então não manuseado; e a nosso ver, de grande importância e interesse para todos aqueles que de uma maneira ou de outra, pesquisam e estudam o histórico da cidade de são Paulo, sobretudo o seu mercado financeiro. Esta- mos nos referindo ao acervo histórico da Bolsa de Valores de são Paulo.
Este acervo, situado
ã
Rua Alvares Penteado n9 151, 69 andar, está assim organizado:a - Documentos atinentes ao histórico da Bolsa Livre de são Pau- lo (cotações de ações, atas de assembléias, comentários etc., imprensa), estão microfilmados, xerografados e fotografados.
b - Documentos referentes
ã
toda existência da Bolsa de Valores de São Paulo (atas de assembléias, livros de cotações, livros de câmbio - manuscritos, ações, cautelas etc.), estão micro- filmados e totalmente organizados na seção de microfilmagem desta instituição.Outrossim, faz-se mister ressaltar que o mesmo possui unaenor me quantidade de dados relativos a bancos e companhias. Estes da- dos, contudo não estão completos, posto que muitos deles foram e~
traviados antes de serem microfilmados. Todavia, os existentes, registram a partir do momento que uma dada organização passou a movimentar suas ações através da Bolsa de Valores, o capital e sua evolução, bem como o número de títulos em circulação e suas
Nesses anos foi possível detectar, através dele, uma organiz~
ção até então desconhecida do público -- a Bolsa Livre de são Pau lo --, com a qual já estamos trabalhando há algum tempo. Num se- gundo momento, ele registra toda uma vastíssima documentação so- bre a existência da Bolsa de Valores de são Paulo, que tem a sua genese em janeiro de 1895.
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Em suma, pensamos que o pequeno esboço ora apreseritado,dâ uma idéia do acervo supra citado, e com ele elementos que podem con- tribuir e enriquecer a historiografia, sobretudo àquela que retra ta o passado da cidade de São Paulo.
HISTORIOGRAFIA: O CAMINHO OBRIGATORIO.
! .
RAQUEL GLEZER do Depto. de História da FFLCH da USP.
O artigo tem como finalidade colocar em debate as análises aí ticas eobre a produção histórica brasileira, que nos anos 60 e 70 marcam uma nova área de interesse dos historiadores.
Partindo do debate proposto pelas obras que têm sido editadas, procura fazer um apanhado das determinações que levaram ã essas análises críticas, como foram realizadas e o que atingiram, visa~
do inseri-las no momento histórico-cultural de nossa realidade.
Coloca em discussão a função da análise crítica da histórica brasileira como uma tentativa de esclarecer os mas do campo e de enriquecer as perspectivas futuras.
produção proble- Teme que
ã
falta de debates e discussões, a área da análise historiográfica brasileira termine por desaguar em campo estéril e isolado, perdendo a possibilidade de atuação mais rica no pro- cesso de conhecimento da realidade. Ao invés, propõe a compreen- são da produção histórica brasileira, reconhecendo suas falhas e lacunas, admitindo posterior superação.ESTUDO DE HISTORlA DA PARAíBA: O PROBLEMA DAS FONTES.
JOANA NEVES
UnivB~8idadB Fede~at da
Pa~alba.
O presente trabalho tem por objetivo discutir os efeitos so- bre o estudo da história paraibana de duas medidas adotadas pela UFPB a partir de 1976:
1. a inclusão da disciplina História da Paraíba no currículo do curso de História, e
2. a implantação do Núcleo de Documentação Histórica Regional.
Ambas as providências ensejaram novas perspectivas para o es- tudo da história local e regional, porém, evid~nciaram, por outro lado, a existência de inúmeros problemas de natureza metodológica que merecem análise mais profunda.
A discussão implicará em três tipos de colocações:
a) a situação atual dos arquivos e bibliotecas existentes na Pa- raíba, sendo que para efeitos deste trabalho restringe-se
à
ci dade de João Pessoa;b) análise da produção historiográfica existente, implicando essa numa crítica da temática, das linhas de abordagems e dos enfo- ques adotados;
c) a documentação existente, sua organização e as possibilidades de sua utilização pelos pesquisadores.
O trabalho se completa com o arrolamento de fontes bibliográ- ficas e documentais sobre três tópicos escolhidos em função do d~
senvolvimento do último curso de História da Paraiba (19 semestre de 1979). A posse da terra, A época da Independência (1817-1822) e A repressão na Paraiba - 1964 e 1969.
OBS.: O trabalho contou com a participação dos alunos matricula- dos na disciplina História da Paraíba I - 19 semestre 1979.