Os ratos possuem hábito noturno, saindo de suas tocas a luz do dia quando o nível populacional está muito elevado e o alimento disponível é insuficiente para alimentar a colônia.
Tabela 1. Características reprodutivas dos roedores comensais.
Rattus
norvegicus Rattus
rattus Mus musculus Idade da maturidade
sexual
60-90 dias 60-75 dias 42-45 dias Período de gestação 22-24 dias 20-22 dias 19-21 dias
Filhotes/ninhada 7-12 7-12 3-8
Ninhadas/Ano 8-12 4-8 5-6
Produção de
filhotes/fêmea/ano 56-144 28-96 15-48 Fonte: FUNASA 2002
Alimentação
As ratazanas e ratos-de-telhado (Gênero Rattus) analisam o alimento antes de consumí-lo. Iscas ou outros alimentos colocados junto à trilha são observados cuidadosamente. Estes ratos ao desconfiarem não devoram o alimento no aguardo de um rato mais jovem ou inexperiente consumir o alimento, caso o observador note sinais de doença no primeiro rato, este rejeita o alimento e
“avisa” os demais da colônia do perigo presente. Não acontecendo nada de anormal com o primeiro rato, os demais se aproximam e consomem o alimento junto à trilha. Muitas vezes estes roedores levam alguns dias para consumirem alimentos estranhos. Já o camundongo é uma espécie muito curiosa a mudanças que ocorram ao seu redor.
Os camundongos necessitam de pouca água. As ratazanas e ratos-de- telhado precisam de um bom suprimento de água, principalmente quando consomem muito alimento seco (cereais, grãos, farelos).
Estrutura Social
Os ratos são animais que vivem em grupos e convivem em colônia que consiste de pequenas famílias com um macho adulto dominando uma ou mais fêmeas adultas e suas respectivas ninhadas. Os machos dominantes protegem a área pertencente à colônia dividindo-a pelo número de ninhos existentes. O território da colônia nem sempre é uma área delimitada e fechada, sendo constituída apenas de trilhas marcadas por urina e secreções que servem de orientação. Os ratos dominantes da colônia são os machos e as fêmeas mais fortes e em idade de reprodução, e os dominados os ratos jovens ou muito velhos. Os machos dominantes expulsam os outros machos os quais permanecem à margem do território, alimentando-se das sobras do dominante. Porém ao identificarem uma nova fonte de alimento (iscas) no território, o dominante espera o dominado ingerir parte deste novo alimento no aguardo de sinais que indiquem que este alimento é seguro. Por isso que os raticidas que possuem efeito imediato demonstram resultado satisfatório no início do controle, e após um período reaparece a infestação com os ratos sobreviventes, ou seja, os
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dominantes que não ingeriram a isca e passam a rejeitá -la e o local em que se encontrava.
O comportamento social destes roedores confere a colônia um maior número de fêmeas, maior taxa de reprodução e localização estratégica dos ninhos em relação às fontes de alimento e água. A disponibilidade de abrigo, alimento e água determinam o potencial da colônia, podendo ser maior ou menor o número de indivíduos. As áreas urbanas no modelo atual propiciam condições ideais para a proliferação destes roedores. O lixo acumulado e os lixões constituem-se em uma grande fonte alimentar para estes animais. A água pode ser obtida nos alimentos, córregos, redes fluviais, vazamentos e caixas d"água descobertas. Pela facilidade em cavar e escalar estes roedores encontram com facilidade locais para construção e/ou instalação de seus ninhos. Onde ocorre abundância de alimento podemos encontrar mais de uma espécie de roedores. No caso de limitação de alimento geralmente encontramos uma única espécie.
A alta taxa reprodutiva, rápida maturação sexual e grande número de filhotes em cada gestação são alguns dos fatores que favorecem a explosão populacional destes roedores. Os fatores que limitam o crescimento populacional são principalmente a disponibilidade de alimentos e a ação do homem no controle destes animais. Os cães e gatos domésticos não representam um fator eficiente no controle populacional de roedores.
A quantidade de roedores nas diferentes faixas etárias, em uma colônia varia com a taxa de reprodução, mortalidade e migração, que são diretamente afetados pela disponibilidade de alimento, abrigo e água; doenças e parasitas dos roedores a ação do homem. O crescimento de uma colônia ocorre lentamente no seu início e rapidamente após um certo período, até os recursos no território da colônia ficarem limitados. O superpovoamento do espaço territorial acarreta luta entre os roedores, queda na taxa de fertilidade das fêmeas, canibalismo com os recém-nascidos e como consequência destes fatores o declínio da população. Por último ocorre a migração para outras áreas com melhores condições de sobrevivência, podendo ser interpretada até co mo uma dispersão forçada, destes roedores. Após o retorno do equilíbrio no territorial da colônia, esta volta a crescer acentuadamente até esgotar novamente os recursos disponíveis e as consequências acima mencionadas voltam a acorrer.
Controle
A presença de roedores está associada a disponibilidade de alimento, água e abrigo. Acrescentando a estes fatores as características comportamentais e reprodutivas destes animais encontramos uma situação em que o controle somente alcançará o efeito desejado com a adoção de medidas integradas. O controle integrado de roedores envolve basicamente as seguintes etapas:
Ø Inspeção
Ø Adoção de medidas sanitárias Ø Manejo do ambiente
Ø Controle químico Ø Controle mecânico Ø Controle físico Ø Monitoramento
Inspeção
A inspeção é realizada em toda área a ser protegida contra estes roedores, além de uma análise dos fatores externos (vizinhança) que podem estar contribuindo para a infestação. Um estudo das instalações se faz necessário com a confecção de um croqui para demarcação das áreas críticas, além de uma entrevista com as pessoas familiarizadas com a rotina do local e as atividades visíveis dos roedores. A inspeção fornecerá informações que ajudarão na identificação da espécie presente, nível de infestação, dimensionamento dos fatores que favorecem a presença desses animais: alimento, água e abrigo.
Tabela 2. Avaliação do nível de infestação pela presença de sinais de atividade.
Sinais Nível de Infestação
Baixa Média Alta
Trilhas Nenhuma Algumas Várias, evidentes
103 visível
Manchas de gordura por atrito corporal
Nenhuma Pouco perceptível
Evidente em vários locais
Roeduras diversas
Nenhuma visível
Algumas Visíveis em vários locais Fezes Algumas Vários locais Numerosas e frescas Tocas ou ninhos 1 a 3/300 m2 -
área externa 4 a 10/300 m2 -
área externa + de 10/300 m2 -área externa
Ratos vistos nenhum Alguns á noite Vários a noite, alguns de dia
Fonte: FUNASA 2002
Tabela 3. Avaliação do nível de infestação pela captura de roedores através de armadlhas.
Número de roedores capturados
Nível de infestação
01 a 05 Baixa
06 a 15 Média
16 a 29 Alta
Acima de 30 Maciça
Fonte: FUNASA 1993
Ø a operação por três noites seguidas.
Ø Somar Distribuir 100 (cem) armadilhas com iscas e armadas em diferentes locais dentro da área a ser avaliada.
Ø Colocar as ratoeiras ou armadilhas às 22 horas e retirar na madrugada às 5 horas. Anotar a quantidade de roedores capturados.
Ø Repetir o total de animais capturados.
Avaliação do nível de infestação pelo consumo de alimento fornecido aos roedores.
Ø Método mais adequado para ambientes fechados, depósitos, fábricas, armazéns, onde não exista abundância de alimento aos roedores.
Ø Distribuir em vários locais de fácil acesso aos roedores, recipientes bem fixados com bordas elevadas (+ ou - 5 cm) contendo 30 g de cereais moídos.
Ø No dia seguinte, pesar novamente o conteúdo de cada recipiente e repor o dobro da quantidade daqueles que foram totalmente consumidos.
Ø Repetir a operação durante vários dias, até a estabilidade do consumo.
Ø Dividir o total consumido durante o período por 15 e pelo número de dias de consumo. O resultado indicará o número aproximado de roedores existentes na área. O cálculo é baseado no consumo médio diário de alimento em relação ao peso corporal do animal, válido para o gênero Rattus.
Identificação da Espécie Infestante
Alguns sinais deixados pelos roedores auxiliam na sua identificação, tais como: fezes, danos ocasionados, marcas deixadas no local, trilhas, pegadas, tocas e constatação visual de roedores vivos ou mortos. A determinação do nível de infestação irá auxiliar no dimensionamento do controle a ser realizado, podendo ser realizado através de armadilhas para captura, alimento consumido, ou avaliação da presença de sinais de atividade dos roedores.
Adoção de Medidas Sanitárias
A eliminação de fontes de alimentos e higienização da área é essencial para o sucesso no controle de roedores.
Ø Manter a área externa limpa: sem entulhos, materiais empilhados (madeira, canos, telhas), mato e grama devidamente aparados, poda de galhos de árvores que se projetem sobre a construção.
Ø Eliminar ou proteger as fontes de água: fossos, valas, poças estagnadas, poços, caixas d”água e outros reservatórios.
Ø Armazenamento adequado e protegido: cereais e forragens, alimentos, rações.
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Ø Acondicionamento do lixo em recipientes a prova de roedores, ou de difícil acesso.
Ø Manutenção adequada das instalações hidráulicas e rede de esgoto.
Manejo do Ambiente
Envolve medidas que mantenham os roedores do lado externo da construção, requerendo, às vezes alterações, na edificação.
Ø Fechar todos os orifícios nas paredes externas com argamassa.
Ø Instalar dispositivos de auto-fechamento nas portas mais utilizadas.
Ø Proteger vãos sob as portas ou janelas, com telas ou chapas galvanizadas.
Ø Instalação de golas metálicas em pilastras e colunas
Controle Químico
Atualmente é o método mais utilizado para eliminação de infestações existentes. Consiste na utilização de substâncias tóxicas incorporadas a iscas que serão oferecidas em locais de trânsito ou de visitação destes animais. As substâncias contidas nas iscas também são tóxicas para outros mamíferos como gatos, cães e o próprio homem. As principais categorias de produtos rodenticidas são a de produtos de contato corporal, iscas raticidas de ação aguda, iscas raticidas de ação prolongada com anticoagulante de dose única ou dose múltipla. O anticoagulante é uma substância química que impede a coagulação normal do sangue, podendo provocar hemorragia e causar a morte quando ingerida por um animal acima de uma determinada dose.
Ø Raticida agudo: A legislação brasileira proíbe a fabricação de produtos raticidas sob a forma de gás ou produtos de ação fulminante, por uma questão de segurança em vista da grande toxicidade dos mesmos e o risco de acidentes na sua utilização. Os raticidas agudos para efeito de informação, são de ação instantânea (24 horas), por contato, ingestão ou inalação; constituem-se no grupo mais antigo de agentes para controle de roedores, compreendendo desde substâncias tóxicas naturais como arsênico, estricnina, sila vermelha, até produtos sintéticos como gases e outros. Obs: seu uso encontra-se proibido na grande maioria dos países.
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Ø Raticidas crônicos: de ação cumulativa, atuando por ingestão, podendo ser aplicado no ambiente. Interferem no mecanismo de coagulação sanguinea, provocando a morte por hemorragias, caso não haja intervenção de tratamento com agente específico. Os raticidas crônicos são utilizados na área de Saúde Pública devido ao menor risco oferecido à população e ao ambiente.
Ø Raticidas de dose única: a ingestão de uma única dose causa o efeito esperado.
Ø Raticidas de dose múltipla: necessitam de consumo repetido da dose, provocando o feito esperado através de ação cumulativa.
Ø Formulações: pós de contato, iscas, blocos parafinados.
Ø Iscas: tem a função de atrair o roedor (olfato) e induzí-lo a consumir de forma contínua (paladar), de forma até desestimulá-lo a consumir seu alimento habitual em função da isca. Algumas iscas são constituídas de cereais quebrados, farinhas ou peletizadas. A escolha do componente atrativo da isca deve levar em consideração os hábitos alimentares da população de roedores que se pretende controlar. São realizados testes de preferência entre diferentes tipos de formulação objetivando-se aquela de maior aceitação, Os roedores preferem partículas de tamanhos maiores, que permitem uma mastigação consistente, rejeitando muitas vezes os farelos. A coloração da isca é determinada por fatores de segurança para os seres humanos e principalmente crianças, onde a cor não deve ser um fator de atração. Muitas iscas possuem a coloração azul ou verde.
Um componente amargo chamado Bitrex é incorporado em muitas iscas visando afetar a palatabilidade para crianças e animais domésticos, causando uma rejeição a isca. Os roedores não possuem sua palatabilidade afetada com esta substância, porque estes animais apreciam gostos extremos (muito doce, muito amargo). Segundo algumas testes as iscas farináceas são menos preferidas que as peletizadas que por sua vez são menos preferidas pelas de grãos integrais;
porém não devemos esquecer um fator importante, os roedores possuem olfato e paladar apurado escolhendo seu alimento. Se houver grande disponibilidade de alimento na área, as iscas terão dificuldade em atingir o controle desejado por uma questão de competição.
Ø Pó de contato: é formulado com um pó muito fino para ser polvilhado na soleira de tocas, ao longo de trilhas e demais pontos frequentados pelos roedores. Ratos e camundongos ao entrarem em contato com o pó, carregam este aderido ao corpo até o ninho. Uma vez no ninho estes animais realizam a limpeza habitual de seus corpos lambendo o pelame, ingerindo então forçadamente o pó. Esta formulação não tem caráter de atratividade, uma vez que o contato é desapercebido pelos roedores, não competindo com o hábito alimentar já estabelecido destes animais. Esta formulação não deve ser aplicada próxima a alimentos e em locais de trânsito de animais domésticos e pessoas, sendo de venda exclusiva para empresas especializadas.
Ø Blocos parafinados: também são iscas, porém recebem uma substância impermeabilizante, geralmente a parafina. Esta impermeabilização confere uma maior durabilidade da isca em condições de chuva, excesso de umidade e calor, fatores estes comuns em países de clima tropical. Possuem uma vantagem que é a de fácil fixação.
Modo de aplicação: polvilhamento e iscagem.
Atualmente a maior parte dos raticidas possui substâncias anticoagulantes incorporadas as iscas. As iscas são bem aceitas pelos roedores podendo controlar as diferentes espécies de interesse em Saúde Pública nos meios urbano e rural.
As iscas quando aplicadas corretamente não oferecem riscos ao meio ambiente agindo apenas sobre um alvo específico, no caso os roedores. O antídoto para a intoxicação pelas iscas com anticoagulantes é a vitamina K, entretanto em qualquer caso de intoxicação procure um médico e leve junto o rótulo do produto utilizado. Animais domésticos não devem ter acesso a estas iscas e medidas complementares como a remoção do lixo, indisponibilização de alimentos e água devem ser efetuadas. Ao realizar um tratamento de desratização certifique-se sempre que os reservatórios de água estejam devidamente fechados, evitando que ratos venham a morrer nestes locais com consequente contaminação da água e possíveis riscos a saúde humana.
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O raticida a ser utilizado deve ser tóxico, palatável, específico para a espécie alvo, fácil formulação, degradável, quimicamente estável, de baixo custo, sintomas não devem ser imediatos.
Ø Aplicação de Rodenticidas/Raticidas
Cada técnica e produto possuem suas particularidades as quais devem ser analisadas e empregadas em conjunto para obtenção de um controle mais efetivo e seguro dos roedores. O controle químico consiste na distribuição estratégica de iscas e armadilhas de forma a obter a máxima taxa de controle possível.
Ø Iscas
ü A isca deve conter ingredientes inertes que estimulem o paladar e o consumo da isca pelos roedores.
ü Uma boa formulação de isca deve ter uma taxa de aceitação entre 70-80% e 100% de mortalidade.
ü Iscagem externa: distribuir nos pontos estratégicos determinados pela inspeção, as iscas utilizando um porta -isca à prova de impacto.
Posicione em intervalos de 10-15 metros, fechando o perímetro da edificação.
ü Iscagem interior: utilize porta-isca ao longo de paredes, cantos, sob estrados e outros locais determinados pela inspeção. Posicione um ponto de iscagem a cada 5-10 metros para ratos, ou 2-4 metros para camundongos.
Vantagens da utilização de porta-iscas
Ø Pessoas e animais não poderão remover e manipular a isca.
Ø Os roedores não conseguem mover as iscas instaladas, continuando inacessíveis para homens e animais domésticos.
Ø Os roedores não carregam a isca para outras localidades.
Ø As iscas ficam protegidas das condições ambientais externas.
Tabela 4. Indicações de uso para formulações de iscas raticidas.
Pellets Blocos
parafinados
Miniblocos parafinados
Áreas urbanas Áreas urbanas e
rurais Áreas urbanas e rurais
Tocas Tocas Tocas
Áreas internas (prédios, casas, armazéns, etc.)
Áreas externas Áreas internas (camundongos) e externas
Locais secos Locais úmidos Locais muito quentes e úmidos Rede de esgotos Plantações
Áreas de armazenamento
Controle Mecânico
Consiste na utilização de sistemas de proteção física contra a entrada de roedores na área, e sistemas de captura para remoção e posterior eliminação destes roedores. Devemos eliminar aberturas ou frestas maiores que 0,5 cm impedindo a passagem dos ratos, instalar mecanismos para impedir o refluxo de efluentes nos vasos sanitários, colocação de dispositivos impedindo a escalada em fios, paredes, tubulações, encanamentos e até mesmo em palmeiras localizadas nos jardins.
Dispositivos de captura podem ser distribuídos estrategicamente pela área, como ratoeiras, armadilhas adesivas e gaiolas com entrada única. O tamanho do dispositivo deve ser proporcionalmente resistente a espécie que se pretende capturar. A utilização de barreira elétrica tem como fatores limitantes o seu custo, manutenção e riscos de acidentes.
Armadilhas adesivas Ø Vantagens:
ü As armadilhas adesivas consistem de uma placa com uma cola de alta aderência em sua superfície, na qual o rato fica preso.
ü Armadilhas adesivas: é um método de captura e controle de roedores. A posição correta da armadilha influencia diretamente a
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eficiência da mesma. Alguns fatores como a poeira, gordura e sujeira podem limitar a eficiência das armadilhas adesivas.
ü Prendem tanto ratos como camundongos, cujos pêlos e ectoparasitos também podem ficar presos na cola.
ü Não riscos para crianças, animais e operadores.
ü Não possuem restrição de uso, podendo ser utilizadas em áreas de alimentação e fabricação de medicamentos.
ü Não necessitam de manutenção pois são descartáveis, não possuem cheiro ou odor estranho, pode suportar altas temperaturas.
Ø Desvantagens:
ü Deve ser trocada mensalmente devido à exposição a poeira.
ü A armadilha adesiva não pode ficar em lugares sujeitos a molhamentos constantes.
ü Devem ser estocadas em locais frescos e não sujeitos a altas temperaturas.
ü Deve ser utilizada como alternativa e associada a outras técnicas de controle.
Ratoeiras
São dispositivos para ferir mortalmente o roedor e cujo mecanismo consiste numa alavanca mantida sob tensão por uma mola. É uma alternativa em situações de restrição ao uso de raticidas químicos. As ratoeiras devem ser colocadas na trilha ou pontos de passagem dos roedores, indicadas também para pequenos ambientes com baixa infestação. Deve -se distribuir várias ao mesmo tempo para que o controle seja realizado em poucos dias e cobrir parte do mecanismo com papel ou pano para não assustar os roedores. Inspecionar diariamente removendo os roedores capturados rearmando os gatilhos das ratoeiras.
Controle Físico
A utilização de aparelhos que emitem ultrason segundo diversos autores deve ser melhor estudada para uma conclusão definitiva sobre esta técnica.
Porém os mesmos autores apresentam algumas limitações dos aparelhos de ultrason com relação a sua eficiência no controle de roedores.
Ø Direcionalidade: sons de alta frequência não são refletidos ao redor de objetos sólidos.
Ø Atenuação: o ultrason é absorvido pelos materiais sólidos.
Ø Intensidade: a intensidade efetiva de um ultrason para o controle de roedores, pode ser prejudicial ao homem.
Ø Aplicabilidade: restrito á areas fechadas.
Ø Familiarização do roedor: a aversão inicial pelos ratos e camundongos é rapidamente superada.
Ø Custo benefício: sem estudos específicos.
Monitoramento
O monitoramento consiste no acompanhamento dos resultados obtidos pelas medidas de controle, execução das medidas de higienização e monitoramento de novas infestações. Medidas preventivas devem ser adotadas e revistas periodicamente neste processo. As medidas preventivas englobam todos os mecanismos mecânicos de controle e medidas de higienização. Alimento e abrigo são os fatores essenciais para promover a infestação destas pragas numa determinada área, eliminando-se estes fatores podemos evitar a presença indesejável destes roedores. Algumas medidas devem ser empregadas na rotina diária como por exemplo: remover diariamente do lixo, acondicionar corretamente os alimentos, não jogar lixo em terrenos ou córregos, manter os jardins em bom estado de conservação, remover os entulhos, vedar devidamente esgotos e canais efluentes desativados, não acumular materiais em locais como
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depósitos e garagens. A presença de ratos em nosso meio se deve muitas vezes as condições favoráveis fornecidas pelo próprio homem.
O cálculo da eficiência do controle pode ser avaliado pela fórmula:
Taxa de eficiência = 100 x População Pré -tratamento – População Pós- tratamento
População Pré-tratamento
Precauções
Ø Todos os raticidas são tóxicos;
Ø Verifique antes de realizar a desratização se todos os reservatórios de água estão bem fechados, incluindo as caixas d”água;
Ø Não utilizar raticidas na forma de pó de contato em locais em que posssam contaminar alimentos, água, vestuários;
Ø Após a desratização de uma determinada área deve -se recolher as iscas remanescentes e destruí-las. Cadáveres de roedores também devem ser eliminados, podendo-se enterrá -los em cova profunda para que cães não tenham acesso;
Ø Os Postos Permanentes de Iscagem (porta-iscas) devem contem em sua tampa etiqueta que assinale a presença de veneno;
Ø Não estoque raticidas junto a alimentos;
Ø As iscas devem ser colocadas em locais inacessíveis para crianças e animais domésticos;
Ø Utilize somente produtos devidamente registrados pelo órgão competente (Ministério da Saúde).
Programa de Controle de Roedores Urbanos
O controle da população de roedores na área urbana representa um grande desafio à administração municipal, pois além de requerer uma integração de diversos setores da Prefeitura e de outros órgãos oficiais, necessita da importante