• Nenhum resultado encontrado

Atividade antinociceptiva

No documento Marcia Kanegusuku.pdf - Univali (páginas 44-53)

5.2 Rubus rosaefolius

5.2.2 Atividade antinociceptiva

controle.

Figura 6 – Efeito do extrato hidroalcoólico (3; 6; 10 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor Induzida por formalina. A Fase I representa a dor neurogênica e a Fase II corresponde à dor inflamatória. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média. Asteriscos indicam diferenças significantes (* p < 0,05; ** p < 0,01; *** < 0,001) quando comparados com o grupo controle.

Analisando-se a figura 7 observa-se que a fração de hexano promoveu um efeito com IM de 93,4% e DI50 de 27,3 (22,9-32,5) mg/kg. Por outro lado, quando analisado no modelo de dor da formalina no FH não causou ação analgésica significante para primeira (neurogênico) e segunda fase (inflamatória) respectivamente (Figura 8).

Figura 7 – Efeito da fração hexano (10; 30; 60 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por ácido acético. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média. Asteriscos indicam diferenças significantes (** p < 0,01) quando comparados com o grupo controle.

0 30 60 90

Controle Hidroalcóolico

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 06 10

Fase I

03

* **

**

DI50= 7,03(4,24-11,68)mg/Kg IM= 62,82 %

Tempo de Reação

0 75 150

Controle Hidroalcóolico

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 06 10

Fase II

03

IM= 98.82%

*** *** ***

DI50 = < 3,0 mg/kg

Tempo de Reação

DI50= 7,03( 4,24-11,68)mg/kg IM=62,82%

DI50 = 7,0 (4,2-11,6) mg/kg

IM = 62,8% DI50 = 2,3 (1,2-8,8) mg/kg

IM = 98,8%

0 30

60 Controle

Hexano

Tratamento (mg/kg i.p.)

**

C 60

IM = 93,44 %

10 30

**

DI50= 27,33(22,96-32,53)mg/Kg

Número de contoões

DI50 = 27,33 (22,96-32,53) mg/kg IM = 93,44%

DI50 = 27,3 (22,9-32,5) mg/kg IM = 93,4%

Figura 8 - Efeito da fração hexano (10; 30; 60 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por formalina. A Fase I representa a dor neurogênica e a Fase II corresponde à dor inflamatória. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média. Asteriscos indicam diferenças significantes (* p < 0,05) quando comparados com o grupo controle.

Quando se analisa a fração diclorometano observa-se que esta fração promoveu dose dependente no número de contorções induzidas pelo ácido acético, com DI50 21,0 (15,7-28,0) mg/kg e inibição máxima de 88,0% figura 9. Quando analisada no modelo de dor induzido pela formalina foi observado um efeito significativo somente na segunda fase de dor apresentando uma DI50 6,4 (4,2-12,7) mg/kg e inibição máxima de 87,9% (Figura 10).

Figura 9 – Efeito da fração de diclorometano (10; 30; 60 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por ácido acético. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média. Asteriscos indicam diferenças significantes (** p < 0,01) quando comparados com o grupo controle.

0 30 60

90 Controle

Diclorometano

Tratamento (mg/kg i.p.)

**

C 60

IM = 88 %

10 30

**

**

DI50= 21,01(15,75-28,04)mg/Kg

Número de contoões

DI50 = 21,0 (15,7-28,0) mg/kg IM = 88%

0 60

120 Controle

Hexano

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 10 30 60

Fase I

Tempo de Reação

0 50 100 150

Controle Hexano

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 10 30 60

Fase II

IM= 63,42 %

*

DI50= 51,11(16,75-155,90) mg/kg

Tempo de Reação

DI50 = 51,1 (16,7-155,9) mg/kg IM = 63,4%

Figura 10 - Efeito da fração de diclorometano (10; 30; 60 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por formalina. A Fase I representa a dor neurogênica e a Fase II corresponde à dor inflamatória. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Asteriscos indicam diferenças significantes (** p < 0,01) quando comparados com o grupo controle.

Outro dado importante observa que se analisa a figura 11 a fração acetato de etila promoveu um forte efeito analgésico com IM de 93,8% e DI50 1,9 (1,3-4,8) mg/kg no modelo do ácido acético. Da mesma forma quando analisada a ação analgésica no modelo da formalina observa-se que o efeito concentrou-se na segunda fase de dor, apresentando IM de 83,5% e DI50 de 6,0 (4,1-8,7) mg/kg como mostra a figura 12.

Figura 11 - Efeito da fração de acetato de etila (3; 6; 10 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por ácido acético. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Asteriscos indicam diferenças significantes (** p < 0,01) quando comparados com o grupo controle.

0 25

50 Controle

Acetato de Etila

Tratamento (mg/kg i.p.)

**

C 10

IM = 93,88 %

03 06

** **

DI50 < 3,0 mg/kg

Número de contoões

DI50 = 1,9 (1,3-4,8) mg/kg IM = 93,8%

0 150 300

Controle Diclorometano

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 10 30 60

Fase II

IM= 87,98 % DI50= <10mg/Kg

** **

Tempo de Reação **

0 60

120 Controle

Diclorometano

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 10 30 60

Fase I

Tempo de Reação

DI50 =< 10mg/kg IM = 87,98%

DI50 = 6,4 (4,2-12,7) mg/kg IM = 87,9%

Figura 12 - Efeito da fração de acetato de etila (3; 6; 10 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por formalina. A Fase I representa a dor neurogênica e a Fase II corresponde à dor inflamatória. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Asteriscos indicam diferenças significantes (* p < 0,05) quando comparados com o grupo controle.

Em relação à fração butanol a figura 13 mostra um efeito moderado com IM de 51,4% e DI50 54,1 (37,0-78,9) mg/kg. Por outro lado, no modelo da formalina não teve efeito tanto para a primeira como para a segunda fase de dor (Figura 14).

Figura 13 – Efeito da fração butanólica (10; 30; 60 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por ácido acético. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Asteriscos indicam diferenças significantes (** p < 0,01) quando comparados com o grupo controle.

0 30 60

90 Controle

Butanol

Tratamento (mg/kg i.p.)

**

C 60

IM = 51,46 %

10 30

**

DI50= 54,13(37,09-78,98)mg/Kg

Número de contoões

DI50 = 54,1 (37,0-78,9) mg/kg IM = 51,4%

0 50

100 Controle

Acetato de etila

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 06 10

Fase I

03

IM = 11,72 %

Tempo de Reação

0 90

180 Controle

Acetato de etila

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 06 10

Fase II

03

IM = 83,58 % DI50= 6,05(4,17- 8,78)

Tempo de Reação *

DI50 = 6,0 (4,1-8,7) mg/kg IM = 83,5%

IM = 11,7%

Figura 14 - Efeito da fração butanólica (10; 30; 60 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por formalina. A Fase I representa a dor neurogênica e a Fase II corresponde à dor inflamatória. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Os triterpenos têm se mostrado alvo de vários estudos no que se refere à atividade biológica. Estudos anteriores em nossos laboratórios mostraram que triterpenos isolados da espécie Rubus imperialis, niga-ichigosideo F1, 23- hidroxitormêntico e 24-hidroxitormêntico, apresentaram importantes ações analgésicas (NIERO, 2000; 2002). Devido à importância e a similaridade destes triterpenos com o composto isolado o ácido metoxitormêntico foi submetido à análise antinociceptiva. Quando avaliado no modelo das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético, apresentou uma IM de 64,2% e DI de 5,1 (3,6-7,1) mg/kg. (Figura 15). Da mesma forma, quando analisado no modelo de dor induzido pela formalina, apresentou uma IM de 39,3 e 90,3 % e DI50 de 9,9 (8,0-12,3) e 6,3 (5,0-7,9) mg/kg, respectivamente (Figura 16).

Figura 15 – Efeito do ácido metoxitormêntico (3; 6; 10 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor

0 25 50

Controle Metoxitormêntico

Tratamento (mg/kg i.p.)

**

C 10

DI50 = 5,10(3,64-7,14) mg/Kg IM = 64,22 %

03 06

**

**

Número de contoões

DI50 = 5,1 (3,6-7,1) mg/kg IM = 64,2%

0 50

100 Controle

Butanol

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 10 30 60

Fase I

Tempo de Reação

0 100

200 Controle

Butanol

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 10 30 60

Fase II

IM= 48,62 %

Tempo de Reação

induzida por ácido acético. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Asteriscos indicam diferenças significantes (** p < 0,01) quando comparados com o grupo controle.

Figura 16 - Efeito do ácido metoxitormêntico (3; 6; 10 mg/kg) de R. rosaefolius sobre a dor induzida por formalina. A Fase I representa a dor neurogênica e a Fase II corresponde à dor inflamatória. Cada coluna representa a média de seis experimentos e as barras verticais indicam os erros padrão da média.

Asteriscos indicam diferenças significantes (* p < 0,05; ** p < 0,01; *** < 0,001) quando comparados com o grupo controle.

No intuito de relacionar o efeito encontrado com medicamentos utilizados na terapêutica, uma análise comparativa foi realizada. Neste aspecto, a tabela 8 mostra dados extremamente importantes no que se refere ao modelo do ácido acético.

Como pode ser observado, tanto o extrato hidroalcoólico quanto à fração de acetato de etila apresentam DI50 inferior a 3 mg/kg e IM superior a 93%. Ao compararmos com o medicamento de referência (aspirina e paracetamol), o 28- metoxitormêntico testado foi cerca de oito vezes mais eficaz. Outro fato que chama atenção se refere à fração diclorometano. Embora não tenha sido tão efetiva quanto às mencionadas acima, a substância isolada desta fração apresentou um efeito muito significativo neste modelo, com DI50 de 5,1 mg/kg. Da mesma forma, esta substância foi cerca de três vezes mais potente do que os medicamentos de referência. Por outro lado, ficou evidente que na fração de acetato de etila deve conter outras substâncias com grande efeito antinociceptivo.

Quando se analisam os efeitos encontrados no modelo de dor induzido pela formalina, observa-se um perfil muito semelhante ao ácido acético. Como pode ser observado na tabela 9, novamente o extrato hidroalcoólico, a fração acetato de etila

0 75

150 Controle

Metoxitormêntico

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 06 10

Fase I

03

IM = 39,37 %

*

DI50= 9,98(8,08-12,31)mg/Kg

*

Tempo de Reação

0 60 120

Controle

Metoxitormêntico

Tratamento (mg/kg i.p.)

C 06 10

Fase II

03

IM = 90,37 %

**

DI50= 6,3(5,07-7,98)mg/Kg

Tempo de Reação

DI50 = 9,9 (8,0 – 12,3) mg/kg IM = 39,3%

DI50 = 6,3 (5,0 – 7,9) mg/kg IM = 90,3%

e diclorometano foram as mais efetivas com DI50 de 6,0; 3,0 e 10,0 mg/kg respectivamente. Estes resultados são promissores tendo em vista que são muito inferiores aos encontrados pelos compostos de referência. Outro dado importante se refere ao efeito encontrado pela substância isolada. Neste modelo mostrou-se efetivo para inibir tanto na primeira quanto na segunda fase da dor com DI50 de 9,9 e 6,3 mg/kg respectivamente. Novamente se comparados estes valores com os medicamentos de referência, observa-se que o composto isolado foi cerca de três vezes mais potente além de ser efetivo em ambas as fases de dor.

Embora esta substância tenha sido isolada em outras espécies vegetais, nesta espécie está sendo isolado pela primeira vez. Além disso, não foram encontrados na literatura dados referentes a ensaios farmacológicos sobre atividade antinociceptiva.

Tabela 8 – Efeito antinociceptivo comparativo entre o Extrato Hidroalcoólico, as Frações Hexano, Diclorometano, Acetato de Etila, Butanol, o Ác. 28-O- Metoxitormêntico e fármacos usados como referência no modelo de dor induzida pelo ácido acético 0,6% em camundongos, administrados intraperitonialmente.

Tratamento DI50 (mg/kg, i.p.) a IM (%)b Extrato Hidroalcoólico

Fração Hexano

2,4 (1,5-6,6) 27,3 (22,9-32,5)

97,9 93,4

Fração Diclorometano 21,0 (15,7-28,0) 88,0

Fração Acetato de Etila 1,9 (1,3-4,8) 93,8

Fração Butanol 54,4 (37,0-78,8) 51,4

28-O-Metoxitormêntico 5,1 (3,6-7,1) 64,2

Aspirina* 24,0 (13,1-43,8) 35,0

Paracetamol* 18,8 (15,7-22,6) 38,0

a 95% Limite de confiança, sendo que cada grupo representa uma média de 6 animais. Valores de p <

0,05 foram considerados indicativos de significância.

b Inibição Máxima

*(BRESCIANI et al., 2003)

Um dado importante observa-se na tabela 9 tanto a fração diclorometano quanto o sua substância isolada ácido 28-O-metóxitormêntico tiveram um percentual de inibição elevada sugerindo que este pode ser o responsável pela atividade analgésica da fração.

Tabela 9 – Efeito antinociceptivo comparativo entre o Extrato Hidroalcoólico, as Frações Hexano, Diclorometano, Acetato de Etila, Butanol, o Ácido 28- Metoxitormêntico e fármacos usados como referência no modelo de dor induzida pela formalina, i.p.

Tratamento DI50 (mg/kg, i.p.) 1ª Fase

DI50 (mg/kg, i.p.) 2ª Fase

IM (%)b

Fração Hexano Inativa 51,1 (16,7-155,9)a NC1

63,42

Fração Diclorometano Inativa 6,4 (4,2-12,7)a NC1 87,92

Fração Ac. de Etila Inativa 6,0 (4,1-8,7)a 11,71

83,52

Fração Butanol Inativa Inativa NC1

NC2

Fração Hidroalcoólico 7,0(4,2-11,6) 2,3 (1,2-8,8)a 62,81 98,22

Ácido

metoxitormêntico

9,9(8,0-12,3) 6,3 (5,0-7,9)a 39,31 90,32

Aspirina* Inativa 18,1 (13,6-24,3)a NC1

85,02

Paracetamol* Inativa 22,1 (13,8-37,6)a NC1

88,02

1 Fase I 2 Fase II

a 95% Limite de confiança, sendo que cada grupo representa uma média de 6 animais. Valores de p <

0,05 foram considerados indicativos de significância

b Inibição Máxima NC= Não calculada

*(BRESCIANI et al., 2003)

6 CONCLUSÕES E SUGESTÕES

No documento Marcia Kanegusuku.pdf - Univali (páginas 44-53)

Documentos relacionados