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C ONTEXTO DA PESQUISA

No documento GUSTAVO DE CARVALHO CAMPOS FEIRA DE SANTANA (páginas 76-79)

3. METODOLOGIA DA PESQUISA

3.3 C ONTEXTO DA PESQUISA

Esta seção aborda os aspectos que caracterizam a instituição de ensino, os sujeitos envolvidos na investigação e a relação entre as partes inseridas no contexto escolar.

3.3.1 Local da Pesquisa

A instituição em que foi realizada a pesquisa faz parte da Rede Pública do Estado da Bahia, localizada na cidade de Serrinha, é referência no ensino público da região entre as escolas de nível médio. A escola é de médio porte e pouco estruturada:

com 15 salas de aulas, 1 sala utilizada como almoxarifado, 1 sala de laboratório/outras atividades, 1 sala de informática, 1 biblioteca, 1 sala para professores e 2 salas para fins administrativos. Em seus três turnos de funcionamento, professores e alunos podem usufruir de recursos como dispositivos audiovisuais (“TV Pendrive”, Datashow e som), um kit de laboratório das áreas de biologia e química (com uma grande quantidade de itens faltantes) e alguns computadores disponibilizados na sala de informática.

Vale destacar que a sala de informática é geralmente utilizada como sala para projeção de slides pelos professores e dificilmente os computadores são usados pelos membros da escola. Os computadores apresentam problemas de hardware e de software. Muitos dos acessórios como mouses, teclados e fones de ouvido encontram- se com problemas técnicos. Além disso, o acesso à internet é bem limitado por constantes erros de configuração e falta de suporte dos técnicos de rede.

As salas de aulas são agradáveis para professores e alunos devido à ventilação natural e boa iluminação artificial. Entretanto, um dos grandes problemas apontados pelos professores e alunos é a poluição sonora nas salas. Muitas delas

77 fazem contato direto com ruas transitadas por carros e motos que geram ruídos intensos e irritantes para os membros da escola. Outro grande problema de grande incômodo em algumas salas é a intensidade de calor proveniente do Sol que entra diretamente pelas janelas. Para agravar esta situação, muitos dos ventiladores das salas não funcionam, e os poucos que funcionam geram intensos ruídos.

A escola é constituída, em grande parte, por professores concursados e pós- graduados em suas devidas áreas de atuação. Nos últimos anos a troca de professores para lecionar a disciplina de Física tem sido considerável diante da dificuldade de encontrar professores aptos e preparados para ensinar a área. Muitas vezes alguns profissionais temporários ocupam o cargo ou, como geralmente ocorre, as vagas não são ocupadas, o que vem desestimulando os estudantes.

Estes, por sua vez, pertencem à classe média/baixa com muitas dificuldades na leitura, escrita, e resolução de problemas que envolvem equações matemáticas.

Muitos precisam se deslocar de outras cidades ou de comunidades circunvizinhas e acordam cedo para embarcarem nos ônibus escolares coletivos. Geralmente, estes mesmos alunos alegam a necessidade de saírem mais cedo das últimas aulas para não perderem o transporte de retorno para suas casas.

Alguns estudantes já pertenceram a instituições da rede privada e demonstram certo domínio em alguns conteúdos de Física, no entanto, a maioria sempre estudou na rede pública e pouco conhecem as áreas científicas. Uma das principais características em comum destes jovens é o fácil acesso às novas tecnologias como tablets e smartphones. Estes dispositivos são vistos pelos professores da escola como os grandes vilões em suas práticas pedagógicas. Muitos apontam a dificuldade de concentração dos alunos em suas aulas expositivas como limitadora da aprendizagem.

Outro problema que pode ser destacado é a dificuldade dos alunos em solucionar questões das áreas científicas, principalmente das disciplinas de Física e Matemática. Em muitos casos, os estudantes trazem de suas casas listas não respondidas e apontam, inclusive, empecilhos que justificariam a não resolução de questões tais como: a falta de concentração, materiais didáticos incipientes, dificuldades em interpretar questões, carga horária excessiva de trabalho, elevado tempo em que se dedicam às mídias e às redes sociais, falta de afinidade com as disciplinas, etc.

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3.3.2 Sujeitos Participantes e Critério de Inclusão

A intervenção em sala de aula contou com a participação voluntária de 31 estudantes de uma turma específica da 3ª Série do Ensino Médio.

A escolha da turma baseou-se, primordialmente, no conhecimento e habilidade dos alunos na construção de mapas conceituais, principal instrumento de coleta de dados utilizado durante a aplicação do produto de pesquisa.

Outro critério levado em conta para a escolha da turma foi a expectativa em cumprir com o plano de aulas, devido à geminação dos horários de aulas. Outras turmas de 3º ano possuíam apenas um horário diário, o que poderia dificultar o cumprimento da carga horária proposta.

3.3.3 Aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos

É importante destacar que os instrumentos de coleta – questionários e mapas conceituais – tiveram códigos para identificar cada sujeito voluntário da pesquisa. Para os questionários destinados à turma, por exemplo, foram gerados uma série de códigos de barras com a identificação de cada estudante: “Estudante 01”, “Estudante 02”, “Estudante 03”, ..., “Estudante 31”. Somente alguns dispositivos eletrônicos com leitores ópticos podiam decifrar estes códigos, o que praticamente garantiu o anonimato da pesquisa. Os mapas conceituais, na medida em que foram construídos pelos sujeitos, eram identificados com os mesmos códigos pelo professor, de forma manual e discreta durante as aulas.

Estes códigos foram sorteados entre os sujeitos com auxílio de um software e somente o professor tinha conhecimento deste sorteio. Apenas avisamos que estes eram inerentes à pesquisa, e que o anonimato seria garantido. Julgamos esta estratégia como algo fundamental para posterior análise dos dados, pois nos permitiu avaliar a AS, assim como, a assimilação de determinados conceitos e teorias da FMC por alguns estudantes.

A intervenção em sala de aula somente foi iniciada após o consentimento dos alunos e/ou responsáveis. Os 31 alunos da turma, regularmente matriculados, tiveram que, voluntariamente, assinar um Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE) demonstrando seu interesse voluntário em participar da pesquisa. Este e outro termo

79 – o TCLE (Termo de Consentimento Livre Esclarecido) – destinado aos responsáveis dos alunos apresentavam detalhes da intervenção como o tema de pesquisa, procedimentos metodológicos e contribuição dos estudantes durante o processo participativo e avaliativo. O TCLE e TALE podem ser visualizados nos Apêndices 06 e 07, respectivamente.

No documento GUSTAVO DE CARVALHO CAMPOS FEIRA DE SANTANA (páginas 76-79)