AN
O viajor, sob o dcslurr pusculo mali immcnsitíadc nha faixas d' nuvens encar aUm, medros que se aprox:
extasiado, a EIIc vinha pes, feridos, i via sido a ji abatido, riso blOS pallidos, cavalleiros d*
sonhos atravé lenciosas, de nolenlas, de <
Klle perc atravessara a desafiara, im de cachoes cc tos c capitães a mctamorpho sentira, cm tu mo reverso di
V^KE
J.
As duas literaturas irmãs
Os intcllccUiaes porlug"CZCS, tão ní cionalistas como os seus illustres cor.
frades brasileiros, só aspiram a honr.
de s r por cllcs cstirrHd"S c não ali mentani a c^lulla pretenção de diri^ircni ou sequer tnfluirein na cvoluíão c nos destinos da litt-ratiira brasileira c muilí menos de conslitnirem o escol literário du uma linyuti trabcilhada na An.erica pela ncnio. pelo talento e p^la cultura de um Machado de Assis, de um Kuy Barbosa, de um huclydes da Curha, d** um Luiz Dellino, de um Alberto de Oliveira, de um Olavo B !ac. de um Luiz Murat, de U" João K,beiro, de um Mluisio de A?evedo, de um Coelho Netto e de tantos outros primaciaes ar- tistas que na prosa e no verso hom- breiam com o que de melhor tem produ- zido a moderna literatura portogoeza.
Seria de minha parte vii livonja rc- cultar que a literatura brasileira ainda não produziu no theatro uma i-bra com- parável ao Frei Luiz ne S^uz^ de Gar- rett, uma obra de historiador com a substancia da de Alexandre Herculrno, romancistas superiores a Camillo c a E a de Queiroz.
Mas seria arrogância diixar de re- conhecer que ninguém em Portugal, pre- sentemente, cultiva com a majestade de Kuy Barbosa a eloqüência vernácula c o grande estylo; que todos os cem li- vros de I henph Io Braga vaK m menos do qoe as paginas de TobidS Barreto e Sylvio Romera; que Os .s' riõe>t do grande Euc ydes, são um dos mais gran- diosos monumentos da língua; c que a poesia brasileira atlingio uma perfei ao que raros poetas contemporâneos ai cangaram.
As duas cuUuras, brasileira e portu- gueza, divorciarem-se ha quasi um sé- culo. Evoluem numa independercia ab- soluta. Lileraiiamcntc ha ainda um re- manescente de iníluencia que de nenhum modo compromette a originalidade — ou pelo menos a autonomia da < pulenta literatura brasileira — influencia exer- cida não apenas pelos classicus ei mo também por alguns escriptons contem- porâneo*, c salientemente por Camillo, E a de Queiroz, Querra Jcnuueiro. Fia- lho de Almeida, Antônio N< bre c Eu- gênio de Castro, sem que valha a pena discutir se essa inl luenc a foi pernicio- sa ou benef ca.
Nos domínios seientifiens, porém, não vejo quaesquer indícios de infiltra* áo.
CARLOS MALHE1RO DIAS
Inauguração do Campo de Rthletismo do C. R, Paulistano
cr?
Qun tubo I
hoi recentemente construído cm Grc- noble, pelo sr. J. Al. Joya, um lubo de 3 metros e 30 cenlimetros de diâmetro.
Assusta só o pensar na formidável torrente de força motora que ha de circular num tubo de taes proporções.
Um homem que cabisse nJla. se- ria arrastado como se fosse uma palha.
/ _ Arremesso do disco. 2 —Sócios do Paulistano. 3 — Âthletas Cariocas ODO CX£> "
nauquração do Campo de Pthletlsmo do C T\. Paulistano
A.i-itâo As
Xo^bairro do Quebra Canclla, nin- gue-in üe^coiiliecia o Am^o. 2:eu nome de baplismo era Oervasio, seu coyno- mc era y\üuiiipi,ãu tios /Anjcs, niíis só era contitciuo por /\iitdo.
1 buo tem eApliLai.au na gyria do povo. i\au havia üt &er a muuun^a ue nome üu Ci«.rvasiu ui^a exLepi,ao a re- gra: nao laiuva ^em lucitnr o aitiau, que ei a unia esptcie üe nariz t.K- cera paru tudes as c^nver^ãs, loss*; a taliiur ou nau. lJcissava dnnus inieiros sem vir a ciUüiie, onue se gasiuva üiMieiio utod.
üU passo que, na rot^, a economia, que e; a buse de tuda a nque^a, a iiiaxima é natural tunc^ao dos cobres que lazia ua v enda de uma vaquinha ou cie um ter- neiro de boa ra\a. iiccumulava o di- nheirinhu lodo que tazia, esperando um dia, pare*, ja riquiuliu, ir a cidaue, de vez, trata üa itiuULa^du Uos [tu! Ls- tes eram uma mníiaüa. Dvzfi bacurys andai, am pelo ten eiro durante o uia, e, a QOitCj puxavam as esleiias estenoiuas pelu saleia de entrada, pela uuraiiad, por toda a casa, enlim.
ÍQuuiido /\ntao, contando Os arame, vio.que ja podia ir para a cidade, porque .mha com que sustentar a /u/mu, arru- mou uma .rouxa e abalou so^iniio. Que- ria comprar unia casinha e dar as pro- videncias necessárias para a suainsta!- taçâo ali.
L—,^ ^otio que sahiu a rua, dirigiu-^e a uma relojoaria, para aquinr um reloyio
— coisa que nuncü tivera em sua vida /io depois de ver tudo que os mos-, tradores expunham, enamorou-se de um grande Roakotí de Dickcl, peio qual pa- gou dezoito mil reis. KeceLendo o troco de uma cedu)a de vinte, pergunta ao joalheiro:
— /\ntão, mecê não da de tchôro um daquelles piquitico?
redia nada maís, nada menos, do que um belio Longincs!
Continuando o seu passeio, parou defronte de uma casa de bicycietas crt- iileiradas, cm linha, como um batalhão prornpto para a primeira ordem de com- mando. ;\chou muito bonito aquillo.
Parou "tempão" vendo os "bichos".
Como era natural, veio o caixeiro a' poria e cor.vidou-o a entrar, Lntrou.
\ io todas, recebeu as explicações e achou tado muito bâo.
O caixeiro aventura c offerece-lh«
unia.
Vae esta, não c ?
— Mais o que slnbô que que eu taça cum bicho deste, seu caxero ?
- Para o senhor andar, passear pela cidade!
— Antão quanto custa?
— Duzentos c cincocnla mil réis!
— Ah! mais Covesse dinhero eu compro uma vacca!
— Mas, obtempera o caixeiro, fica- ria muito bonito o senhor montado nu-
na vacca !
QUn
/ — Silto de FVwa com vara. Enrico Teixeira de Freitas, do "Tietê", o oence- dor. 2 — CempetíçSo da inauguração do campo de ãthlvtismo do Club Athle- tico Paulistano na iilla America Corrida de 100 metros. 3 — Sócios do MTiete"
— Mais tamem eu queria vê o si- nhô tira' leite de uma bicycreta 11
JOVELINO DE CflMARG
torrt-n circul<
ria ar
u.
O problema da vi^ção
O problema da circuiaçào não e me- nos complicado cm Londres do f|uc em Paris ou cm qualquer outra grande ci- dade, onde a sorte dos transuentes é critica; mas especialmente nas ruas da City, que concentra toda a actividade commerciaí e financeira da immensa agglomeração londrina. /\ crise das ha- bitaçtjes tarnl>cm ali se faz sentir. 1 ão graves questões preoecupam a municipa- lidade de Londres e ia' se fala, por is- so, em au^mentur, no sentido vertical, o bairro dos negócios. Tal é o projecto imaginado por um edil londrino, o sr.
! bmnpson, que se propõe a construir uma cid de subterrânea, domada de gran- des prédios, vastas avenidas cheias de
casas de negócios, restaurantes, thea- tros, estações, etc, tudo isso cm pro- tundidade, poderosamente ventilado e itluminado á luz electrlca.
Por mais original que pareça a so- lução, nada tem de novo, pois o sr.
Thomson se inspirou evidentemente na obra do celebre romancista Wells, que nos descreve, em 0^ primeiros hr.rn^ns riri lUfi> a vida subterrânea, ou antes suh-lunar, dos habitantes do nosso sa- tellite. Em um outro romance. Quando o adormendo acorda, o mesmo autor imagina, daqui a cem annos. Londres cn capota da por uma estufa, onde, ao abrigo das intempéries, formiga, no solo c sub solo, toda a população agitada, atarefada, sob a luz branca dos arcos voltaicos.
As creações fantasiosas dos roman- cistas se tornarão algum dia realidade?
L' possível.
Desde ja* a Companhia do Metropo- litano de Londres emprebendeu o alar- gamento da estação de PiccaíJilly Circus, que se alargara' sob toda a cxterisão da praça. )a* é um começo, talvez uma di- rectriz. duma nova época de I roglodytas.
Não c curioso esse regresso da ci- vilização ?
'(
Contrritto Ho casamento
Ü dr. Irincu Cunha e sua exma.
espnsa participaram-nos o contracto de casamento de sua gentil filha /Argenti- na cnm o sr. U alttr Qoaas.
Parabéns.
O O O O
Na minha opinião, estas festas deoem ser feitas com poucos convidados. Não pensa cissim, senhoritã ?
Não, senhor Em se tratando de festas, sou de opinião di ver gente...
Jã não consigo comprehender (slc homem. Vioe a dizer que ando com muito oouca roupa, e, enlrelanto, a cada cfiita nora que chefia da costureira, faz um barulho medonho...