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Comissão Própria de Avaliação

No documento reitoria do instituto federal de são paulo (páginas 169-175)

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assuntos pertinentes ao desenvolvimento institucional, ficar responsável pela coleta dos dados, elaboração e acompanhamento do Relatório de Gestão junto ao TCU. Esta coordenadoria está ligada à Diretoria de Desenvolvimento Institucional.

Para garantir o desenvolvimento institucional, é fundamental assegurar instrumentos e ferramentas de gestão que atuem como meios para alcançar o cumprimento da missão e dos desafios do IFSP. Esses dois instrumentos de gestão – Planejamento e Relatório de Gestão – constituem duas ações de suma importância para, respectivamente, planejar as ações estratégicas da instituição, com vistas ao cumprimento das suas finalidades e tornar públicas as ações institucionais. Principalmente, com o objetivo de propiciar uma avaliação detalhada da Instituição, tanto para cumprir obrigações legais junto aos órgãos de controle, quanto para gerar transparência e controle social para a comunidade interna e externa.

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Compete à CPA a condução, sistematização e divulgação das etapas e resultados dos processos de autoavaliação institucional; a prestação de informações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) e o acompanhamento dos processos externos de avaliação e regulação da instituição e de seus cursos (recredenciamento institucional e reconhecimento dos cursos); a execução de um processo colaborativo de revisão e aperfeiçoamento de práticas, tendo por referências os objetivos definidos neste documento. Como desdobramentos dessas competências, têm-se: a proposição e coordenação de estudos e projetos visando à melhoria do processo avaliativo, a vivência de uma cultura de avaliação e reflexão e a sedimentação de um sistema de informação por meio de um trabalho contínuo e cumulativo de documentação; o acompanhamento de visitas in loco, realizadas por comissões externas de avaliação; o acompanhamento dos resultados do ENADE e dos dados referentes à evasão; o estímulo à proposição de ações em resposta aos dados e o levantamento dessas ações; a divulgação, às comunidades interna e externa à instituição, de todas as atividades desenvolvidas pela CPA.

A fim de realizar sua missão, a CPA deve, portanto, constituir-se como órgão de representação acadêmica e social, devendo, na sua composição e no desenvolvimento de suas funções, assegurar a participação dos sujeitos envolvidos no processo. São considerados sujeitos da avaliação todos os membros da comunidade do IFSP, bem como os membros da comunidade externa designados para tal fim.

Norteando-se pelos princípios da transparência, exequibilidade, fidedignidade e ética, a CPA deve atuar com autonomia em relação aos órgãos dirigentes e deliberativos existentes na instituição, estruturando-se internamente de acordo com suas necessidades e com os termos de seu regulamento e da legislação em vigor.

Cada um dos câmpus do IFSP que oferte cursos de graduação deve constituir uma Comissão de Avaliação Institucional – CPA composta por: até dois representantes do corpo docente, até dois representantes do corpo técnico administrativo e até dois alunos de cada um dos cursos de graduação ofertados, todos eleitos por seus pares, em processo organizado pela Direção Geral do

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Câmpus a quem caberá, em caso de ausência de candidatos, indicar os representantes desses segmentos.

Caberá, ainda, à Direção Geral do Câmpus realizar processo de consulta à comunidade interna e externa para indicação de até dois representantes da sociedade civil organizada, preferencialmente oriundos de segmentos que possuam relações de proximidade com o Câmpus.

Os membros das CPAs dos Câmpus elegerão, na primeira reunião, convocada pela Direção Geral do Câmpus, seus presidentes, os quais comporão a Comissão Própria de Avaliação Central a qual contará, ainda, com um membro de cada uma das Pró-Reitorias e do Gabinete da Reitoria.

Caberá à Direção Geral de cada um dos Câmpus publicar portaria de constituição da CPA local assim como garantir as condições para execução das suas atividades.

Caberá ao reitor e pró-reitores o processo de escolha dos representantes da CPA da Reitoria os quais juntamente com os presidentes das comissões locais, por meio de processo conduzido pela Reitoria, farão a indicação do Presidente da CPA Central.

Caberá à Reitoria publicar portaria de constituição da CPA Central, em que deverão constar os nomes do Presidente e dos representantes da Reitoria sendo complementada pelas portarias locais, às quais deverá fazer menção.

Caberá à Reitoria o apoio à CPA Central garantindo pleno acesso aos dados institucionais; suporte técnico e logístico; infraestrutura e recursos humanos.

III- Avaliação Externa

As funções de supervisão e monitoramento de instituições de educação superior - IES no sistema federal de ensino, são estabelecidas pelo Ministério da Educação e são realizadas por meio de ações preventivas ou corretivas, cujo objetivo é zelar pela regularidade e pela qualidade da oferta dos cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu, nas modalidades presencial e a distância, e das instituições de educação superior que os ofertam, e buscarão

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resguardar o interesse público (PN Nº 22, 2017). A regularidade citada se refere ao cumprimento das normas que regem a oferta da educação superior e a qualidade está diretamente relacionada aos resultados obtidos nos indicadores e conceitos atribuídos nas avaliações realizadas nas instituições e nos cursos.

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, instituído pela Lei Nº 10.861 de 14 de abril de 2004, estabelece os padrões de qualidade esperados e as normativas que complementam a Lei orientam as especificidades que devem ser obedecidas. A observância aos atos autorizativos para o funcionamento da IES e para a oferta de cursos superiores de graduação e de pós-graduação lato-sensu remete a parâmetros de qualidade que, por sua vez, estão estabelecidos nos instrumentos de avaliação do SINAES.

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior – SERES, UNIDADE DO Ministério da Educação responsável pela regulação e supervisão das Instituições de educação Superior, públicas e privadas, pertencentes ao Sistema Federal de Educação Superior e pelos cursos superiores de graduação do tipo bacharelado, licenciatura e tecnológico, e de pós-graduação lato sensu, todos na modalidade presencial ou a distância, zela para que a legislação educacional seja cumprida e para as quais o IFSP se submete. Com a premissa de induzir a elevação da qualidade do ensino, e o faz por meio da publicação de diretrizes que visam a expansão de cursos e instituições, utiliza o sistema e-MEC para tramitar os processos de avaliação.

No ano de 2017, o MEC, juntamente com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, revisou e publicou as normas pertinentes à avaliação suscitando as IES às análises e adequações relativas aos indicadores de qualidade para os cursos superiores de graduação. No que tange ao recredenciamento institucional, as dez dimensões previstas no SINAES estão agora contempladas em cinco eixos, quais sejam, planejamento e avaliação institucional, desenvolvimento institucional, políticas acadêmicas, políticas de gestão e infraestrutura. O IFSP obteve o seu recredenciamento no ano de 2016, com Conceito Institucional - CI 4 (quatro), válido por oito anos, momento em que será novamente submetido à avaliação, corroborando com o processo de verificação institucional para garantia da qualidade da Educação no Brasil.

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A partir da entrada das instituições de ensino superior (IES) no Sistema Federal de Ensino, os cursos de graduação devem ter autorização para iniciar suas atividades, para depois receberem o reconhecimento do curso, que possibilitará à IES emitir diplomas aos graduados. Posteriormente, de acordo com a legislação pertinente, as instituições se submetem a processo avaliativo periódico para obter a renovação do reconhecimento, necessário para a continuidade da oferta. No âmbito dos cursos superiores de graduação, o IFSP possui autonomia para autorização de seus cursos, realizado pelo Conselho Superior – CONSUP e as avaliações acontecem para os atos regulatórios de reconhecimento e renovação de reconhecimento. As avaliações ocorrem nos cursos por meio do instrumento de avaliação de três dimensões, organização didático-pedagógica, corpo docente e tutorial e infraestrutura.

Com o objetivo de aperfeiçoar os procedimentos de regulação, supervisão e avaliação da educação superior, o Ministério da Educação publicou ao longo do ano de 2017, toda uma série de legislações, por meio de Decretos, Portarias e Instruções Normativas, fruto da análise das normas existentes e reorganizou as ações do INEP para a atuação junto às Instituições. O grande objetivo foi o de reduzir o tempo de análise, desburocratizar os fluxos e, ao mesmo tempo, conseguir maior qualidade na atuação regulatória do MEC. O Decreto 5.773 e a Portaria 40, após 11 anos de vigência, recebeu estudos substanciais e foram revogados pelo Decreto 9.235 e Portaria Normativa 23.

Tais mudanças proporcionaram a oportunidade de revisão nos processos externos e, consequentemente, exigirão do IFSP o trabalho profícuo de reflexão de seus procedimentos internos para a adequação aos novos referenciais que refletem a evolução das relações sociais, econômicas, os currículos dos cursos e a normativa interna que subsidia os câmpus na trajetória institucional de excelência acadêmica. As atualizações abrangeram significativamente a educação a distância, momento em que o IFSP inicia de forma mais abrangente e tecnologicamente eficiente a oferta de cursos nessa modalidade.

Para imprimir sequencialidade aos pressupostos regulatórios, o IFSP se propõe para o novo quinquênio as seguintes diretrizes no que tange às avaliações externas:

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Orientar, acompanhar e subsidiar continuamente os atos regulatórios de recredenciamento do IFSP, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos do IFSP; Promover formação à comunidade do IFSP acerca da legislação vigente e suas respectivas alterações e novas normas; Contribuir para a contínua adaptação do IFSP às normas externas de qualidade na Educação;

Acompanhar as metas do Plano Nacional de Educação nas especificidades inerentes à atuação do IFSP; Acompanhar a geração de evidências consubstanciadas dos indicadores de qualidade do IFSP que deverão subsidiar as avaliações externas.

IV - REVISÃO DO PDI

Alterações de regulamentações, políticas, legislação, cenário socioeconômico, juntamente aos processos de monitoramento e avaliação do PDI podem gerar demandas de ajustes no referido plano, tanto nas questões de indicadores de desempenho como na oferta de cursos e vagas, por exemplo.

Nesse sentido, ajustes poderão ser necessários. Orienta-se, portanto, que o monitoramento aconteça durante 10 meses de implantação do plano, a avaliação entre o 11º e 12º mês e as adequações necessárias entre o 13º e 18º mês. Ou seja, em 2020.1 este PDI poderá passar por alterações naquilo que for necessário ao atendimento dos desafios e balizadores institucionais.

Com o objetivo de consolidar as estratégias institucionais, recomenda- se ainda que o PDI passe por duas revisões, a primeira em 2020.1, com um ano de implantação, a segunda 2022.1.

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