Total 1.919,64 Total 1.919,64 Toneladas/ano
6. CONCLUSÃO
Obrigatoriedade de apresentação de Projeto de Gerenciamento de RCC (PGRCC) pelos grandes geradores;
Realizar um projeto para comercialização dos resíduos beneficiados;
Criação do Controle de Transporte de Resíduos (CTR), com registro de todas as atividades de geração, transporte e destinação, e seus agentes responsáveis;
Aplicação da logística reversa, com a devolução dos resíduos perigosos aos fornecedores/fabricantes para reaproveitamento ou disposição final adequada.
O município está em desacordo com a resolução CONAMA nº 307/2002, pois deveria ter implantado desde 2004 o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PIGRCC) e o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.
O local licenciado para destinação dos resíduos da construção está em desacordo com as especificações legislativas, pois, este tipo de resíduo necessita de um aterro específico. O descarte é realizado no lixão municipal, que os órgãos públicos insistem em chamar de “Aterro Controlado”, porém, este local não possui as especificações mínimas para tal denominação, pois não coletam nem tratam o chorume, nem possuem drenos para captação dos gases, eles apenas cobrem os resíduos com uma fina camada de terra e /ou entulhos, conforme mostra a figura 9 deste trabalho.
Foi observado, durante a pesquisa de campo, que os órgãos e entidades tentam ao máximo se excluir da corresponsabilidade da gestão destes resíduos, sempre colocando outras entidades como responsáveis.
O município começou a quantificar seus resíduos a partir de 2009, ainda com algumas deficiências, ganhando um pouco mais de forma a partir de 2010 e parando por defeito no sistema de pesagem em outubro de 2011.
Os valores apresentados nas tabelas e nos gráficos referentes ao ano de 2010 e 2011 mostraram que houve um aumento de até 24% de um ano para o outro num mesmo período para os Resíduos da Construção e Demolição (RCD). Este fato não significa necessariamente um aumento na quantidade de resíduos, sendo que a justificativa mais coerente é de que com a chegada das empresas coletoras de entulhos no município estes puderam ser quantificados separadamente, por isso, houve um aumento no quantitativo de RCD.
Na busca de conhecimento do contexto jurídico-ambiental da questão dos RCDs, fizemos um levantamento e análise de legislação municipal, estadual e federal, no intuito de mostrar que para uma gestão eficiente é necessário a implementação de Políticas Públicas Municipais voltadas à fiscalização, punição dos agentes infratores, legislação vigente e uma excelente proposta de educação ambiental para todos os agentes envolvidos.
Após uma análise literária acerca da temática abordada foi possível elaborar duas propostas para o município, baseada em alternativas bem sucedidas em outras localidades e nas especificações normativas e legislativas vigentes. Tendo como destaque a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, que cita como alternativa os consórcios
intermunicipais, logística reversa, aplicação das sanções penais aos infratores, que em consonância com a resolução nº 307/2002 do CONAMA estabelece as diretrizes, os procedimentos e as responsabilidades dos agentes envolvidos.
Como o município terá que adaptar o atual lixão num aterro controlado até o ano de 2014, conforme determina a lei 12305:2010, a construção de um aterro específico para os resíduos da construção e demolição, conforme citado nas duas propostas elaboradas neste trabalho, irá aumentar a vida útil do aterro, pois, os entulhos são materiais volumosos que ocupam muito espaço, logo, uma destinação adequada para estes irá proporcionar um ganho de espaço e uma possível reutilização e/ou reciclagem dos resíduos da construção classe A.
Um fator positivo, que é importante destacar nesta pesquisa, é que embora Itabuna não tenha um Plano de Gestão implantado, o Departamento de Limpeza Pública possui um Pré- projeto para destinar corretamente estes resíduos, levando em consideração toda a parte técnica necessária, além disso, segundo eles o município já dispõe de uma área de 10.000 m² licenciada para este fim, o que torna o procedimento um pouco mais próximo de se tornar real.
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