7 Conclusões e Desenvolvimentos Futuros
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CAPÍTULO 7 – CONCLUSÕES E DESENVOLVIMENTOS
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pressões intersticiais na fase construtiva e os mesmos deslocamentos e pressões intersticiais no enchimento.
Foi realizado um estudo sem a contemplação das interacções climáticas (Estudo 0) que teve por objectivo validar o modelo utilizado e cujos resultados foram comparados com os obtidos no Estudo 1.
Concluiu-se que o clima teve um efeito agravante, uma vez que foram obtidos deslocamentos menores neste estudo.
Uma vez confirmado que o efeito do clima afecta a construção deste tipo de barragens, procedeu-se a uma análise mais aprofundada. O estudo principal (Estudo 1) resumiu-se à análise da alteração ao processo construtivo no comportamento da barragem. Num caso A, foi reproduzido o processo construtivo semelhante ao da barragem de Odelouca, que inclui um intervalo de cerca de 4 anos entre o final da construção da ensecadeira e o início da construção da barragem principal em que os ciclos atmosféricos foram considerados. Para a compreensão das alterações no comportamento da barragem foi realizado um Caso B em que se reproduz o processo construtivo comum em barragens deste tipo, construindo a barragem imediatamente após a conclusão da construção da ensecadeira.
A evolução das sucções durante a construção da ensecadeira e do tempo de exposição evidenciou, no caso A (com paragem), a existência de ciclos de molhagem e secagem, coincidentes com as épocas de verão e inverno. Estes valores alteram-se por via do equilíbrio que se tende a instalar na barragem. No caso B (sem paragem), foi evidente a existência deste valor de equilíbrio situado entre 0,9 MPa nos núcleos e 0,6 MPa nos maciços. No caso A esse valor não é evidente, uma vez que a baixa permeabilidade dos materiais não permite que o equilíbrio se estabeleça durante os 11 meses de construção da barragem principal. Esta diminuição da sucção tem como consequência o aumento da compressibilidade da ensecadeira que se manifesta maioritariamente durante a construção da barragem principal. Os maiores assentamentos explicam-se pelo facto das partículas do enrocamento romperem mais devido aos maiores valores de humidade relativa (menor sucção).
Os deslocamentos verticais calculados durante a construção mostraram-se dentro dos valores espectáveis para barragens de aterro e os maiores valores foram medidos a cerca de metade da altura do aterro. Foram observadas algumas diferenças entre os dois casos, apresentando-se o caso A com maiores deslocamentos máximos acumulados sendo a zona a montante da barragem principal a que exibiu maiores disparidades. O perfil II, situado exactamente nesta zona, apresentou deslocamentos verticais no caso A superiores em 17,1% comparando com o caso B. Este valor foi explicado com o diferente historial de sucções que o material da ensecadeira apresentava quando a barragem principal foi construída. No entanto, a evolução dos assentamentos da ensecadeira mostrou que o enchimento acidental e o tempo de exposição incluídos no caso A originaram menores assentamentos durante a fase de construção da barragem principal do que no caso B, sugerindo um adensamento do material.
7 Conclusões e Desenvolvimentos Futuros
91 Os deslocamentos verticais determinados após o primeiro enchimento na zona a jusante da ensecadeira e a jusante da barragem principal apresentaram diferenças na ordem dos 15% sendo os maiores valores referentes ao caso A, indicando que os materiais exibem um comportamento diferente, fruto das alterações induzidas pelo diferente processo construtivo.
Foram estudados ainda as situações de fundação impermeável e de isotropia de permeabilidade dos materiais tendo sido obtidos resultados expectáveis. A molhagem devido ao clima é mais intensa quando a fundação é impermeável pois não existe drenagem através desta fronteira. No entanto, a molhagem devido ao enchimento é mais rápida quando a fundação é permeável. A permeabilidade isotrópica reflecte-se na velocidade de molhagem nas várias zonas da barragem não tendo consequências relevantes no cálculo dos assentamentos.
Para futuros desenvolvimentos, são propostas três análises. A primeira seria a simulação da situação de esvaziamento rápido da barragem de forma a verificar se a estabilidade do maciço de montante não é comprometida, uma vez que pode não haver tempo necessário para a dissipação das pressões intersticiais. A segunda análise prende-se com o estudo do comportamento da barragem durante a construção e enchimento com aplicação de misturas de terra-enrocamento nos maciços em substituição dos materiais do tipo enrocamento estudados no presente trabalho. Finalmente, sugere-se a análise da evolução dos deslocamentos durante a fase de exploração considerando simultaneamente a evolução das tensões efectivas. Esta análise mostra-se muito interessante uma vez que permite fazer uma previsão do comportamento futuro da obra durante o seu tempo de vida útil.
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Referências Bibliográficas
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ANEXOS
A1. Deslocamentos verticais do perfil vertical I
Figura A1.1 – Deslocamentos verticais calculados no perfil I para os Casos A e B 0
5 10 15 20 25 30 35 40
-0,22 -0,17
-0,12 -0,07
-0,02
Altura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso A
0 5 10 15 20 25 30 35 40
-0,22 -0,17
-0,12 -0,07
-0,02
Altura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso B
A2. Deslocamentos verticais do perfil vertical II
Figura A2.2 – Deslocamentos verticais calculados no perfil II para os Casos A e B 0
10 20 30 40 50
-0,36 -0,26
-0,16 -0,06
ALtura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso A
0 10 20 30 40 50
-0,36 -0,26
-0,16 -0,06
ALtura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso B
A3. Deslocamentos verticais do perfil vertical III
Figura A3.1 – Deslocamentos verticais calculados no perfil III para os Casos A e B 0
10 20 30 40 50 60 70 80
-0,7 -0,4
-0,1
ALtura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso A
0 10 20 30 40 50 60 70 80
-0,7 -0,4
-0,1
ALtura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso B
A4. Deslocamentos verticais do perfil vertical IV
Figura A4.2 – Deslocamentos verticais calculados no perfil IV para os Casos A e B 0
10 20 30 40 50
-0,24 -0,19
-0,14 -0,09
-0,04
ALtura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso A
0 10 20 30 40 50
-0,24 -0,19
-0,14 -0,09
-0,04
ALtura (m)
Deslocamento vertical (m)
Caso B
A5. Deslocamentos horizontais do perfil vertical I
Figura A5.1 – Deslocamentos horizontais calculados no perfil I para os Casos A e B 0
5 10 15 20 25 30 35
-0,3 -0,2 -0,1 0 0,1
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso A
0 5 10 15 20 25 30 35
-0,3 -0,2 -0,1 0 0,1
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso B
A6. Deslocamentos horizontais do perfil vertical II
Figura A6.2 – Deslocamentos horizontais calculados no perfil II para os Casos A e B 0
10 20 30 40 50
-0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso B
0 10 20 30 40 50
-0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso A
Altura da ensecadeira
Altura da ensecadeira
A7. Deslocamentos horizontais do perfil vertical III
Figura A7.3 – Deslocamentos horizontais calculados no perfil III para os Casos A e B 0
10 20 30 40 50 60 70 80
-0,09 -0,07 -0,05 -0,03 -0,01 0,01
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso A
0 10 20 30 40 50 60 70 80
-0,09 -0,07 -0,05 -0,03 -0,01 0,01
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso B
A8. Deslocamentos horizontais do perfil vertical IV
Figura A8. 4 – Deslocamentos horizontais calculados no perfil IV para os Casos A e B 0
10 20 30 40 50
0 0,05 0,1 0,15 0,2
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso A
0 10 20 30 40 50
0 0,05 0,1 0,15 0,2
ALtura (m)
Deslocamento horizontal (m)
Caso B