• Nenhum resultado encontrado

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. IV (páginas 101-110)

TOTAL (Em R$)

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

100

de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso, incidirá a pena privativa de liberdade e detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

101

33,7%, ou seja, a cada três pessoas na população uma terá ao menos 60 anos de idade.

Apesar de avançada, a lei ainda apresenta falhas, principalmente de implementação. ―Os idosos têm direito a ter acompanhante nos hospitais quando estão internados. Os hospitais, na maioria das vezes, deixam pessoas acompanharem os idosos, só que não dão condições para eles ficarem como deveriam. Ficar sentado, dia e noite, em uma cadeira de plástico para dormir é muito desconfortável. Isso deveria ser modificado.

Por fim, entende-se por envelhecimento uma fase natural da vida, cujas alterações fisiológicas ocorrem com o passar do tempo. Tais pessoas gozam de proteção especial do Estado, especialmente tendo em vista o estado de vulnerabilidade em que se encontram. É dever do Estado e da sociedade proporcionar ao idoso as garantias previstas em lei, bem como, o respeito acima de tudo e o amor para com o próximo, e em especial, para com o idoso.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Ilza Araújo Leão. Gestão social e democracia: problemas e perspectivas. 1999. Disponível em:

<http://www.iij.derecho.ucr.ac.cr/archivos/documentacion/inv%20otras%20entidades/

CLAD/CLAD%20VI/documentos/andrailz.doc>. Acesso em: 17 dez. 2008.

ÁVILA, Thiago Pierobom de. Novos Crimes, nova polêmica, in: Revista Reviva, ed.

PRODIDE, 2004, v. 01, pp.33-38

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. VadeMecum.

São Paulo: Saraiva, 2014.

BRASIL. Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Diário Oficial da União, Brasília, DF: Poder Executivo, 4 jan. 1994. Regulamentado pelo Decreto nº 1.948, de 3 julho de 1996.

BRASIL. Constituição da república federativa do Brasil, 05-10-1998. In Vademecum. 7ed São Paulo: RT, 2012. p. 23-108. ISBN 978-85-203-4125-4

BRASIL. Estatuto do idoso, 01-10-2004. In Vademecum. 7ed São Paulo: RT, 2012.

p. 1020- 1028. ISBN 978-85-203-4125-4

Biblioteca Virtual da Faculdade da Terceira Idade - UNATI, nos site da Universidade Estadual do Rio de Janeiro < http://www.unati.uerj.br>

102

CNDI – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa. Disponível em:

<http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/conselho/idoso/historico/

>. Acesso em: 30 abr. 2009.

______. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.

Promulgada em 5 de outubro de 1988. 20. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de publicações, 2003a. 382 p.

_____. Direitos humanos e pessoa idosa. Presidência da República. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos. Brasília, 2005. 38 p.

ELEGRINO, Paulo Sergio. Panorama atual da atuação dos conselhos de direitos das pessoas idosas. In: Envelhecimento & Saúde. Boletim Instituto de Saúde, n.

47, p. 36-39, abr. 2009.

FREITAS JR, Roberto Mendes de. Direitos e garantias do idoso: doutrina,

jurisprudência e legislação. Belo Horizonte: Del Rey, 2008. ISBN 978-85-7308-969- 1.

<http://4.planalto.gov.br/legislacao/legislacao-historica/constituicoes-anteriores-1 >.

Acesso em 02 maio. 2014

<http://michaelis.uol.com.br> Acesso em 10 maio 2014.

IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de direito previdenciário. 19.ed. Rio de Janeiro:

Impetus, 2014, ISBN 978-85-7626-787-7

_____. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/25072002pidoso.shtm. Acesso em setembro de 2014.

LÔBO, Paulo. Princípio da solidariedade familiar. Jus Navigandi, Teresina, ano 18, n. 3759, 16 out. 2013. Disponível em: <http://jus.com.br/artigos/25364>. Acesso 16 de maio de 2014.

______. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília, DF: Poder Executivo, 3 out. 2003b.

______. Ministério da Saúde. Estatuto do Idoso. 2. ed. rev. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007. 68 p.

PEREIRA, PotyaraAmazoneida P. Controle democrático com garantias de

direitos. Brasília: Subsecretaria dos Direitos Humanos, Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2005. 40 p.

PEREIRA, Joici Aparecida; SANTOS, Larissa Silva dos; SILVA, Marysia Alves da.

Os conselhos do idoso: um estudo do período de 1991 a 2006. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 17, n. 3/4, p. 387-401, mar./abr. 2007.

103

PERES, Ana Paula Ariston Barion. A proteção dos idosos. 1 ed. Curitiba: Juruá, 2007. ISBN 978-85-36-21545-7.

SUXBERGER, Antonio Henrique Graciana. A Proteção Penal do Idoso na Lei 10.741/03, in: Revista Reviva, ed. PRODIDE, 2004, v.01, pp.28-32.

WENDHAUSEN, Águeda L. P.; BARBOSA, Tatiane Muniz; BORBA, Maria Clara de.

Empoderamento e recursos para a participação em Conselhos Gestores. Saúde e Sociedade, v. 15, n. 3, p. 131-144,set.-dez. 2006. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/sausoc/ v15n3/11.pdf>. Acesso em: 15 abr. 2009.

104

MULTAS TRIBUTÁRIAS E O PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO

Thaís Campos Gomes1 Marcel Silva Luz2

RESUMO: Este trabalho tem como objetivo apresentar as discussões acerca da aplicação do princípio da vedação ao confisco no âmbito das multas tributárias, trazendo vários conceitos relevantes quanto ao tema proposto, abordando posicionamentos do STF quanto a interpretação extensiva do art. 150, v, da Constituição Federal, e expondo algumas jurisprudências utilizadas como paradigma em casos de violação ao princípio. Observa-se ao final, que atualmente o STF vem adotando um entendimento muito coerente, no que tange a aplicação do princípio do não-confisco, sempre observando conjuntamente os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, chegando a percentuais máximos em torno de 100% sobre o valor cobrado referente ao tributo em questão, conforme algumas jurisprudências colacionadas.

Palavras-chave:Tributário; Direito Tributário; multas tributárias; princípios tributários;

vedação ao confisco; limitação ao poder de tributar;.

ABSTRACT: This paper aims to present the discussions about the application of the principle of the fence to confiscation in the scope of the tax fines, bringing several relevant concepts to the proposed theme, addressing STF positions regarding the extensive interpretation of art. 150, v, of the Federal Constitution, and exposing some jurisprudence used as a paradigm in cases of violation of the principle. It is observed at the end that the STF is adopting a very coherent understanding regarding the application of the principle of non-confiscation, always observing jointly the principles of reasonableness and proportionality, reaching maximum percentages around 100%

over the amount charged in relation to the tax in question, according to some related jurisprudence.

Key words: Tributary; Tax Law; tax fines; tax principles; waiver of confiscation;

limitation to the Power to tax;.

1 INTRODUÇÃO

A multa tributária consiste em uma sanção punitiva, pela qual o contribuinte é submetido, em virtude de um descumprimento de uma obrigação tributária. É o modo pelo qual, o Estado, buscando a satisfação da obrigação tributária, seja ela principal ou acessória, usa o meio da sanção como forma de observância às violações das obrigações inerentes ao contribuinte.

1 Bacharelando em Direito no IESP.

2 Professor orientador.

105

No ordenamento jurídico brasileiro se tem alguns princípios que regrem o direito tributário, dentre eles o princípio da vedação ao confisco, ou simplesmente princípio do não confisco. Conforme previsão na Constituição Federal, em seu art.150 IV, tal princípio afirma que sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado aos entes federativos utilizar tributo com efeito de confisco.

Tal princípio busca garantir o direito à propriedade que é garantido pela constituição Federal em seu art. 5º XXII, que fala acerca da proteção patrimonial, e ainda, procura limitar o poder de tributar do Estado.

Ao decorrer deste trabalho buscaremos compreender a aplicação específica do princípio da vedação ao confisco em matéria de multas tributárias, ou seja, analisaremos como podemos identificar se esta multa aplicada a um ilícito tributário caracteriza-se apenas uma sanção punitiva pelo descumprimento da norma, e em que momento ela pode ser caracterizada como uma espécie de confisco.

É bem verdade que há um campo investigativo vasto sobre o tema proposto, porém vamos os limitar a analisar os conceitos anteriormente citados, como também, a aplicação do princípio do não-confisco em multas tributárias, se o valor excessivo das multas fere o princípio do não confisco, e ao final, expor o atual entendimento do STF acerca do tema.

A grande dificuldade acerca do tema consiste na subjetividade quanto ao princípio que veda o confisco de bens em matéria tributária, e principalmente a subjetividade do percentual aplicado na fixação das multas que implica na configuração ou não do caráter confiscatório.

Muitas vezes as multas acabam excedendo muito mais que 100% do valor do tributo, chegando a casos de 200%, ou até mesmo 300%, devendo nesses casos serem analisados os princípios constitucionais da razoabilidade e proporcionalidade.

Deste modo, será possível identificar através desse trabalho que a falta de fixação de um limite interfere diretamente na manutenção do princípio a vedação confisco, bem como a garantia da segurança jurídica a qual deve ser observada.

Assim, vê-se como necessário que seja estabelecida uma limitação no percentual aplicado às multas tributárias, de modo que venha garantir aos contribuintes a segurança jurídica da aplicação de uma multa justa que tenha caráter não só punitivo, mas principalmente educativo, de modo que venha reprimir a reincidência de tal ato ilícito.

106

Diante da subjetividade do percentual de aplicação da multa é gerado em decorrência disto, insegurança jurídica quanto à sua punição pecuniária.

2 DA MULTA TRIBUTÁRIA

2.1 CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA

Diferentemente do tributo, o Código Tributário Nacional não contemplou em seus artigos um conceito para multas tributárias, apenas estabeleceu diretrizes para a sua fixação, trazidas pelo artigo 97, V, e pelo art.142, nota-se:

Art.97. Somente a lei pode estabelecer:

(...) V- a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; (grifamos)

Art.142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível;1 (grifamos)

Leia-se abaixo o conceito de multa trazido pelo doutrinador Eduardo Sabbag:

A multa é a reação do Direito ao comportamento devido que não tenha sido realizado. Trata-se de penalidade cobrada pelo descumprimento de uma obrigação tributária, possuindo nítido caráter punitivo ou de sanção. (SABBAG, 2017,p)

Se formos analisar em uma perspectiva comparativa, o conceito de multa tributária é muito parecido com o conceito trazido pelo CTN no art. 3º para os tributos de modo geral. Vejamos:

Art.3º. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

Com o conceito acima trazido pode-se observar que se for substituída a palavra ―tributo‖ por ―multa‖ e também for retirado o ―não‖ do referido artigo do CTN,

1 Retirado de: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5172.htm acesso em 30 de nov. 2018

107

tem se claramente um conceito de multa tributária, vejamos: Multa é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa exprimir, que constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

Portanto, diante de tais análises, conclui-se que a natureza jurídica da multa tributária é mista, e tem caráter indenizatório e de penalidade.

2.2 TIPOS DE MULTAS TRIBUTÁRIAS

Necessário se faz distinguir os tipos de multas em matéria tributária, para que se tenha um entendimento mais didático acerca do tema. Para tanto, o Ministro do Supremo Tribunal Federal estabeleceu a diferença entre cada uma delas, bem como, trouxe a devida conceituação pra cada uma delas, através do julgamento do Agravo Regimental em Agravo de Instrumento nº 727.872/RS, conforme o trecho extraído abaixo:

(...) ―No direito tributário, existem basicamente três tipos de multas:

as moratórias, as punitivas isoladas e as punitivas acompanhadas do lançamento de ofício. As multas moratórias são devidas em decorrência da impontualidade injustificada no adimplemento da obrigação tributária. As multas punitivas visam coibir o descumprimento às previsões da legislação tributária. Se o ilícito é relativo a um dever instrumental, sem que ocorra repercussão no montante do tributo devido, diz-se isolada a multa. No caso dos tributos sujeitos a homologação, a constatação de uma violação geralmente vem acompanhada da supressão de pelo menos uma parcela do tributo devido. Nesse caso, aplica-se a multa e promove- se o lançamento do valor devido de ofício. Esta é a multa mais comum, aplicada nos casos de sonegação.‖ (...)1

3 PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO 3.1 DA APLICAÇÃO RESTRITIVA AO TRIBUTO

―A proibição de confisco é imunidade tributária de uma parcela mínima necessária à sobrevivência da propriedade privada.‖ (TORRES, Ricardo, 2011, p.66)2.

1 Retirado de: https://www.conjur.com.br/2016-jun-15/lirian-cavalhero-multa-nao-cobrada-efeito-confisco acesso em 30 de nov. de 2018)

2 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário – 18ª ed. revista e atualizada – Rio de Janeiro:

Renovar, 2011.

108

―O conceito de confisco tem sido apresentado como a absorção da propriedade particular pelo Estado, sem justa indenização.‖ (SABBAG, Eduardo, 2017, P.243).1

O a vedação ao confisco é um dos princípios que tem como objetivo limitar o poder de tributar do estado, a fim de garantir o direito à inviolabilidade, assegurado pela Constituição Federal.

Existirá o chamado efeito confisco quando se exige do contribuinte um tributo de forma excessiva ou antieconômica, acarretando uma privação patrimonial e esgotando a riqueza tributável do sujeito passivo da relação jurídico tributária, ou seja, o contribuinte.

Esse efeito confiscatório será caracterizado toda vez que afrontar os seguintes institutos jurídicos: princípio da capacidade contributiva; princípio da isonomia; princípio da razoabilidade; princípio da proporcionalidade; direito à propriedade; entre outras diretrizes do sistema jurídico tributário.

Quando o tributo deixará de ser tributo e caracterizará o efeito de confisco?

Será configurado o confisco, no caso concreto, quando o estado absolver a propriedade do contribuinte, em parcela considerável, sem qualquer retribuição financeira sobre este ato.

3.2 DA APLICAÇÃO EXTENSIVA ÀS MULTAS TRIBUTÁRIAS

Muito se discute sobre a aplicação do princípio da vedação ao confisco no âmbito das multas tributárias, tendo em vista que se for feita uma análise no sentido literal do disposto no art. 150, inciso IV, o princípio constitucional só será aplicável apenas aos tributos. Veja:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;2 (Constituição Federal)

Deste modo, a interpretação literal e restritiva de tal artigo leva ao entendimento de apenas os tributos teriam a aplicação do princípio.

1 SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.

2 Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm> (acesso em 11 de jun.

de 2018).

109

A multa não é um tributo, pois decorre de um ato ilícito. Porém, ainda assim, como visto anteriormente, é uma prestação pecuniária compulsória, instituída por lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada, e possui o condão de desestimular os comportamentos ilícitos dos contribuintes agredindo seu patrimônio.

Segundo Eduardo Sabbag, é natural que sejam aplicadas multas consideráveis aos contribuintes, tendo em vista a essência da prestação relacionada ao tributo, que os remete ao interesse da coletividade. Ainda assim a aplicação de qualquer multa irá ao encontro dos limites impostos pelo princípio da proporcionalidade. Nesse próprio sentido o STF entende já que tem diversas decisões de minoração de multas sobre o fundamento de desproporcionalidade e caracterização do efeito de confisco que é passível sim a aplicação deste princípio também às multas tributárias.

Em que pese a intenção do legislador seja de inibir a conduta ilícita dos contribuintes, o percentual aplicado às multas deve observar principalmente a capacidade contributiva, ou até mesmo a capacidade econômica desse sujeito passivo.

Conforme as recentes decisões, o STF vem pacificando o entendimento quanto à aplicação do princípio da vedação ao confisco também nas questões que envolvem multas tributárias.

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. IV (páginas 101-110)