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É de grande importância uma avaliação, pois segundo Simonetti (1993), todo trabalho educacional necessita de pressupostos voltados para uma estrutura metodológica objetivando sucesso nos estudos e realização das potencialidades de cada aluno seus anseios, suas amizades com os demais, suas origens e sua integração com o ambiente natural.Toda avaliação depende de uma referência e aqui fica claro o propósito de seguir o currículo obrigatório em lei educacional e a filosofia do aluno conhecer o ambiente em que vive, ressaltando que a avaliação da aprendizagem deve ser uma avaliação geral com compromisso de pesquisa, de investigação.Ela implica numa reflexão sobre o fazer pedagógico estando num processo abrangente sendo um instrumento transformador.

3.5.1 - Teste de percepção pós-campo

O professor deverá fazer a repetição do questionário aplicado antes do Trabalho de Campo no intuito de verificar quais as mudanças que ocorreram na percepção do alunado para ver se houve mudança nas observações feitas no primeiro teste.

3.5.2 - Auto-avaliação

O aluno deverá fazer um relatório sumário do Trabalho de Campo onde vai descrever o que foi visto em cada parada, usar fotos (tiradas no campo) se julgar necessário, ser capaz de propor uma solução para um problema abordado, mostrar-se realmente transformado no fim de todo procedimento educacional.

A proposta aqui apresentada visa fornecer subsídios para o desenvolvimento de atividades pedagógicas utilizando a paisagem como objeto de estudo, a educação não–formal como ferramenta e a Percepção Ambiental como metodologia de pesquisa. Deixo aqui uma contribuição para aqueles que acreditam na importância da educação como forma de mudança de comportamento frente aos problemas do mundo atual e desejam proporcionar as crianças, adolescentes e jovens um ambiente mais prazeroso para a educação e oportunidade de melhor compreender e respeitar os patrimônios naturais e culturais.

Nesse sentido, foi de grande importância o reconhecimento do espaço e suas dimensões físico-culturais e de como se dá sua apropriação a nível local, além da sua reprodução sócio-espacial, o que leva a uma busca pela apreensão de uma visão processual do espaço geográfico, numa relação teoria/prática e prática/teoria, no conjunto de seu “fazer geografia”. Assim, acreditamos que o Trabalho de Campo seja um instrumento fundamental para o processo de ensino/aprendizagem e na melhor apreensão do empírico da Geografia.

Ao se debruçar sobre o tema e também considerando minha experiência de 30 anos de magistério, percebemos que é necessário esforços para cobrir lacunas no processo de ensino aprendizagem na disciplina de Geografia.

A pesquisa demonstrou que os alunos entrevistados têm grande identidade cultural com Distrito, reconhecendo os principais elementos incorporados a paisagem, que de alguma maneira interagem positivamente com eles, tais como: a Igreja de São Sebastião, a praça do mesmo nome e nossa escola.

Em relação ao Mundo do Trabalho, constatou-se que os maiores interesses dos jovens são para área de saúde, tecnologias e educação, desprezando totalmente a atividade cerâmica que é meio de sobrevivência da maioria deles.

Adotando as antigas cavas de argila como lagoas, percebeu-se que a degradação ambiental causada pela atividade foi bem absorvida pelos alunos, pois eles demonstraram interesse pelo seu uso, inclusive sugerindo ações para sua melhor incorporação, como o lazer, a piscicultura e a irrigação agrícola.

Quanto à maior quantidade de matrículas de alunos do sexo feminino nas turmas de Ensino Médio, nos preocupa e leva a deduzir que a evasão se deva pela entrada precoce no Mundo do Trabalho, o que pode ter implicações futuras no desenvolvimento individual daqueles alunos e da sociedade como um todo.

Assim, percebemos que em todos os casos há resultados que podem ser modificados após a realização do Trabalho de Campo, aqui proposto, que viria amenizar as disparidades encontradas no teste de percepção feito com os alunos que se mostram um pouco apáticos a

realidade que os cercam. A identidade cultural dos alunos com o lugar revela que nenhum reconheceu as paisagens naturais como ícones do local, o que demonstra necessidade de projetos de reconhecimento desses ambientes. Em relação ao Mundo do Trabalho a escola deve se empenhar em mostrar aos alunos a importância da atividade cerâmica e com a visita feita às áreas de produção valorizar a profissão.

Além disso, manter o laboratório de cerâmica (Foto 13 no Apêndice) em parceria com a Universidade do Norte Fluminense incentiva o desenvolvimento da atividade, possibilitando sua melhor integração ao meio ambiente e racionalizando o consumo de argila, que é a matéria-prima da produção.

Quanto às lagoas, tanto as naturais atualmente assoreadas quanto as novas fruto de áreas alagadas das antigas cavas de argila, ao serem visitadas no Trabalho de Campo espera- se sensibilizá-los a participar de projetos de revitalização de ambientes em parceria com setores públicos e privados.

Esperamos que essa proposta de ensino de geografia seja bem aceita e com aulas bem planejadas haja melhoria no ensino no distrito de São Sebastião de Campos, para que os alunos após a experiência de um bom Trabalho de Campo sejam mais críticos e conscientes das transformações espaciais ao seu redor.

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