Gráfico 1
DEMONSTRATIVO DA COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO DA UEL - 2013
59%
41% Receita Própria
Recursos do Tesouro Estadual
Fonte: Lei nº 17.3698 de 18/12/2012 – Lei Orçamentária Anual 2013.
Dentre o montante que compõem as receitas próprias da UEL, destaca-se a prestação de serviços de saúde, educacionais, administrativos e recreativos e culturais, que representa 38,23% e as transferências de capital, composta por recursos oriundos de convênios com a União, instituições privadas e convênios do exterior, com 30,25%.
construção, complementação, adequação e recuperação de instalações físicas, instalações elétricas e hidráulicas bem como a aquisição, instalação e manutenção de equipamentos para pesquisa.
Como exigência do edital, cada Universidade, Instituição Pública de Ensino Superior e Pesquisa ou Instituição Pública de Pesquisa poderia apresentar, como executor, apenas uma proposta, indicando as instâncias responsáveis e os procedimentos adotados na formulação da proposta institucional.
Também como exigência, foi necessário apresentar um diagnóstico institucional identificando as vocações e competências da Universidade, sua disponibilidade de recursos humanos e materiais, suas atividades de pós-graduação e pesquisa, o atual estágio do desenvolvimento da pesquisa e sua inserção no contexto de ciência e tecnologia, em consonância com os desafios da sociedade brasileira.
Esse diagnóstico foi utilizado como base para indicar os objetivos estratégicos definidos pela instituição para suas atividades de C&T, identificando claramente as áreas de pesquisa priorizadas para receber os investimentos em infraestrutura solicitados e descrevendo os resultados e impactos que tais investimentos acarretam para o desenvolvimento da pesquisa e da pós-graduação nessas áreas.
Embora cada universidade possa apresentar uma proposta, essa mesma proposta pode ser desmembrada em subprojetos, seguindo a proporcionalidade definida pela FINEP, entre o número de pesquisadores doutores do quadro de pessoal da instituição e o número máximo de subprojetos, conforme demonstrado no quadro abaixo. Essa proporcionalidade se manteve nos editais subseqüentes do CT/INFRA.
Quadro 3 – Subprojetos por pesquisadores doutores
Nº de pesquisadores doutores Nº máximo de subprojetos
Até 100 1
101 a 200 2
201 a 300 3
301 a 400 4
401 a 500 5
501 a 600 6
601 a 700 7
701 a 800 8
801 a 900 9
901 a 1000 ou mais 10
Fonte: Chamada Pública MCT/FINEP/CT-INFRA
A UEL conta atualmente com um 1.080 doutores e 477 mestres que representam 92% do total do corpo docente da instituição.
Para a apresentação de cada subprojeto é necessário também apresentar claramente na proposta as metas de implantação de infraestrutura física de pesquisa os itens de orçamento solicitados. Também são indicadas as possibilidades de alavancagem de outras fontes de recursos que poderão contribuir para a implementação da proposta, bem como a abertura de oportunidades de incorporação de novos doutores nas áreas de pesquisa contempladas.
Os subprojetos com a finalidade de recursos para a realização de obras e reformas deverão ter obrigatoriamente a informações suficientes para caracterizá-las, tais como localização, descrição da função dos espaços construídos, dimensionamentos globais e padrões construtivos, bem como a planta baixa e o orçamento sintético das obras e reformas.
A avaliação do mérito das propostas tem caráter competitivo e classificatório, e é considerada a classificação dos pesquisadores pelo CNPq e a avaliação dos cursos de pós-graduação pela CAPES. Alguns critérios para classificação levam em consideração a adequação do subprojeto à política de pesquisa e pós-graduação expressa nos objetivos estratégicos da instituição; mérito e abrangência da proposta no contexto de C,T&I , incluindo sua contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico regional; qualificação e competência dos coordenadores e equipe de pesquisa beneficiados pela implantação da infraestrutura em cada subprojeto; qualificação dos cursos de pós-graduação atendidos pelos subprojetos; utilização multiusuária dos equipamentos e da infraestrutura de pesquisa a serem implantados; impactos esperados no desenvolvimento das atividades de pesquisa e pós-graduação de cada subprojeto;
viabilidade do cronograma físico e prazos de execução apresentados na proposta;
adequação do orçamento e cronograma de desembolso aos objetivos da proposta.
Os recursos para a execução dos projetos selecionados são comprometidos através de convênios a serem celebrados entre a FINEP e a instituição proponente. Para tanto, as instituições deverão comprovar regularidade em tributos e dívidas ativas da União. Havendo obras, deverão comprovar o exercício pleno dos poderes inerentes à propriedade do imóvel onde será feita a construção ou reforma, mediante certidão de registro de imóveis e licença ambiental, quando necessária, e apresentar projeto básico.
A proposta deverá conter um diagnóstico institucional que identifique as vocações e competências da instituição executora, sua disponibilidade de recursos
humanos e desenvolvimento da pesquisa e sua inserção no contexto de C&T, identificando claramente as áreas de pesquisa que estão sendo priorizadas para receber os investimentos deverão acarretar para o desenvolvimento da pesquisa e da pós- graduação nessas áreas.
A partir de 2010 a FINEP passou a exigir nas chamadas públicas que as instituições apresentassem projeto arquitetônico preliminar com planta baixa, dois cortes e duas fachadas, indicando localização e dimensionamentos globais, descrição da função dos espaços construídos e dos padrões construtivos; memorial descritivo fornecendo os elementos suficientes à caracterização da obra ou serviço de engenharia, orçamento preliminar de acordo com o projeto de arquitetura da obra e reforma, feito com base no SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, e estimativa de custos da confecção do projeto executivo. Esse processo passa a mudar a dinâmica da execução dos projetos, uma vez que, cabe a UEL a confecção dos projetos arquitetônicos. Posteriormente, a UEL inicia um processo licitatório para a contratação de profissionais para a confecção dos projetos complementares.
Em 2011, os editais de chamada pública para os CT/INFRAs passaram a exigir das Instituições, a contrapartida financeira, sendo que, em 2011, a UEL teve que alocar 20 por cento do projeto. Em 2012 este percentual passou a ser de 10 por cento.
7 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Neste capítulo serão apresentadas a análise documental dos convênios CT/INFRA firmados entre a UEL e a FINEP, referente ao período de 2006 a 2012.
Também serão tabuladas e analisadas as respostas dos questionários aos atores que participaram da pesquisa.
7.1 ANÁLISE DOCUMENTAL DOS CONVÊNIOS CT/INFRA FIRMADOS