2. PLANEJAMENTO PARA A CONSTRUÇÃO E UTILIZAÇÃO DO SITE
2.1 Criação do ambiente virtual de aprendizagem
A utilização de um ambiente virtual para aprimorar o processo de ensino/aprendizagem do aluno deverá ser estabelecida em conjunto com um acompanhamento e incentivo dos educadores, pois, como todo ambiente destinado ao ensino, o virtual deverá acolher e corroborar com o processo de aquisição de conhecimento, dando suporte e instigando o educando. E, como nos dias atuais a popularização da internet está em evidência, a criação de ambientes virtuais destinados ao ensino está em pleno crescimento, encontrando- se cada vez mais sites educativos.
A construção do trabalho teve início com o projeto do site. Para que o site fosse confeccionado foi necessária a utilização de programas destinados à criação de sites, como o Dreamweaver e o Nvu. O Dreamweaver é um software pago, já o Nvu é um software livre, podendo ser obtido em sites destinado a downloads.
2.1.1 – Software Dreamweaver
O Dreamweaver MX da Macromedia, é um editor de HTML profissional para desenhar, codificar e desenvolver sites, páginas e aplicativos para a Web. Os recursos de edição visual do Dreamweaver permitem criar páginas, de modo rápido, sem que seja necessário escrever uma única linha de código. É possível visualizar todos os elementos ou propriedades do site e arrastá-los de um painel fácil de usar diretamente para um documento.
O Dreamweaver também inclui muitos recursos e ferramentas de codificação, como as ferramentas de edição, de código no modo editor Wysiwng escondendo na visualização os códigos ou podem-se visualizar ambas as janelas, a do modo editor Wysiwng e a de códigos HTML, como mostra a figura 3.
Figura 3. Tela do Dreamweaver com as janelas do editor tipo texto e a de linguagem de códigos
No Dreamweaver, o termo site pode se referir a um site da Web ou a um local de armazenamento de documentos pertencentes a um site da Web. Há diversos métodos possíveis para se criar um site da Web. O usuário inicia definindo os objetivos e as estratégias do site.
Se estiver desenvolvendo um aplicativo para a Web, será preciso configurar os servidores e bancos de dados de acordo com a necessidade. Em seguida, o usuário projetará a aparência do site. Quando o projeto estiver completo, serão criados o site e as páginas de código,
adicionando o conteúdo e a interatividade. Em seguida, as páginas serão vinculadas e a funcionalidade do site será testada para verificar se atende aos objetivos definidos. É possível incluir também páginas dinâmicas no site. No final do ciclo, o site é publicado em um servidor. Muitos programadores efetuam ainda uma manutenção periódica para assegurar que o site permaneça atualizado e funcional.
A primeira etapa da criação de um site da Web é o planejamento. Devem-se decidir quais serão os objetivos do site, para qual publico ele será projetado e qual será a sua finalidade. Os objetivos ajudam a concentrar e destinar o site da Web às suas necessidades particulares.
A etapa seguinte envolve a configuração da estrutura básica do site. Ao se criar um site, deve-se lembrar de que há vários navegadores da Web que poderão ser utilizados pelos seus visitantes. São utilizados cerca de 25 navegadores da Web diferentes, sendo que a maioria deles foi lançada em mais de uma versão.
O cuidado na organização do site desde o início pode, posteriormente, evitar frustrações e economizar tempo. Em geral, a configuração de um site envolve a criação de uma pasta no disco local, que contém todos os arquivos do site (conhecido como o site local), e a criação e edição de documentos contidos nesta pasta. Quando o site estiver pronto para ser publicado e visualizado pelo público, estes arquivos poderão, então, ser copiados para um servidor da Web. Esta abordagem é melhor do que criar e editar os arquivos no próprio site público ativo da Web, pois ela permite testar as alterações no site local antes de torná-las publicamente visualizáveis e, em seguida, quando o site estiver finalizado, efetuar o upload dos arquivos locais e atualizar todo o site público de uma vez só.
Ao se iniciar o Dreamweaver, será aberta uma janela principal, denominada de documento, e várias janelas flutuantes, chamadas de paletas, além de barra de propriedades, como mostra a figura 3.
A utilização deste software é explicada pela facilidade da utilização de suas ferramentas e pela facilidade de manuseio.
2.1.2 – Software Nvu
O Nvu é um editor html que como o Dreamweaver esconde os códigos html, podendo o usuário construir seu site como se estivesse em um editor de texto. A sua utilização é fácil e ágil. A diferença entre os dois softwares é pequena, sendo a parte visual, algumas ferramentas e o principal, o Nvu é gratuito, podendo ser adquirido em qualquer site destinado a download na internet, ou ainda pelo site do próprio software: http://nvudev.com/download.php.
2.2 – Hospedagem do Site
Para se ter um site na internet é necessário a utilização de um provedor. O provedor é uma empresa que disponibiliza serviços para a internet, estes serviços podem ser pagos ou gratuitos. São conhecidos dois tipos de provedores, o provedor de acesso e o provedor de documentos.
Para hospedar o site “Eletrizando” na internet, será utilizado um provedor de documentos, pois este oferece locais em seus servidores com a finalidade de armazenar sites.
Ao se realizar a hospedagem do site, ele estará disponível para todos os usuários da internet.
O site foi hospedado em um provedor pago, sendo o endereço eletrônico www.eletrizando.com.
A hospedagem do site foi feita através de FTP (como mostra a figura 4). Este método é direto, fazendo a transferência dos arquivos direto do computador onde foi projetado o site, para o provedor de documentos.
Figura 4. Login no provedor de documentos para hospedagem do site.
Os arquivos HTML ficam alocados em uma pasta chamada “public_html”, onde serão colocadas todas as futuras alterações do site, como mostra a figura 5.
Figura 5. Os arquivos HTML já alocados via FTP, no servidor de documentos.
2.3 – O ensino de física e o site
O site é um instrumento pelo qual o aluno poderá navegar livremente, podendo praticar, através de experimentos, o que lhes foi passado em sala de aula, em forma de teoria.
Além disso, em uma área destinada a assuntos contextualizados, poderá estar relacionando o conteúdo teórico com os acontecimentos do seu cotidiano.
É importante ressaltar que o conhecimento não estará restrito à sala de aula. O educando terá artifícios alternativos para incrementar seu conhecimento, seja no trabalho, em casa ou em qualquer lugar que possua internet, visto que hoje em dia podem-se encontrar vários estabelecimentos que possuem acesso a internet.
O avanço tecnológico trouxe para os lares “um mundo” de conhecimentos, arrebatando a cada dia mais usuários. Hoje em dia, pode-se fazer compras pela internet, mandar e-mails (em vez de cartas), além de se comunicar sem a necessidade de um telefone, ou seja, é possível encontrar várias utilidades para internet. O computador em si é uma ferramenta interessante: com ele é possível utilizar programas, confeccionar textos entre outras finalidades, levando o usuário a curiosidades essenciais para o aprendizado. Por isso a necessidade da educação andar junto com o avanço tecnológico e utilizar esta tecnologia para ajudar no processo de ensino/aprendizagem do aluno, uma vez que os alunos, que em sua maioria estão entre 16 a 21 anos, são os mais interessados e integrados pelos assuntos relacionados à internet.
O site é uma ferramenta diferenciada, talvez a sua principal característica seja a desvinculação da tão obsoleta sala de aula - um ambiente físico onde o professor passa o conhecimento mediante um programa de aula a ser seguido. O aluno, quando utiliza o site, poderá navegar entre os vários links com imagens ilustrativas e textos explicativos, aprendendo de maneira interativa e não só relacionando o conteúdo de física com as temidas fórmulas e cálculos tradicionais. Entretanto, é importante enfatizar que a utilização de um ambiente virtual é somente uma ferramenta de suporte para ser utilizada em conjunto com o conteúdo ministrado em sala de aula.
O site foi projetado com intuito de ser uma ferramenta de ajuda e pesquisa, por isso sua linguagem se assemelha à utilizada em sala de aula, não sendo necessário o conhecimento de uma linguagem específica para se utilizar o site, importante que o aluno saiba manusear um computador.
Como o assunto abordado no site - o eletromagnetismo – é um tanto abstrato, a utilização de figuras representativas é de suma importância além de favorecer aos alunos uma forma mais agradável de assimilar o conteúdo.
Através de conceitos e história da física, o site vai muito além da abstração por meio de experimentos e figuras representativas. O intuito do site é orientar o aluno a compreender que a física não é uma parte fragmentada da ciência, mas sim inserida em um contexto social e histórico.
Fazendo uma análise geral, o site Eletrizando foi elaborado com o intuito de fornecer ao aluno não somente um instrumento de pesquisa, mas também como uma forma do mesmo aprimorar seu conhecimento, de modo que seu aprendizado ocorra de forma significativa.
A figura 6 mostra a página inicial do site, nela o usuário poderá navegar entre os links à esquerda escolhendo o conteúdo a ser estudado.
Figura 6 – Página inicial do site Eletrizando.
A figura 7 é uma das janelas do site, onde os alunos poderão encontrar conceitos relacionados ao conteúdo de eletromagnetismo (anexo III).
Figura 7 – Conceitos de eletromagnetismo
A figura 8 ilustra a página aplicações e experimentos (anexo V). Nesta página, o aluno terá acesso a experimentos de fácil montagem, podendo ser realizados em qualquer lugar.
Cada experimento ainda tem uma pequena explicação sobre o conteúdo abordado.
Figura 8 – Aplicações e experimentos
A figura 9 mostra a janela de plano de aula, dedicado a professores. Nesta área, o educador poderá utilizar ou se basear nas informações contidas aqui e programar suas aulas.
Figura 9 – Plano de Aula
Na figura 10, vê-se a janela mostrando uma lista de exercícios (anexo 4) baseada no conteúdo apresentado no site.
Figura 10 - Exercícios
A importância de inserir o aluno ao contexto histórico em que a física foi construída e descoberta é a finalidade do assunto tratado na janela da figura 11 (anexo II). Nela o aluno poderá entender o processo pelo qual a física foi desenvolvida e, assim, levá-lo a ter uma relação mais próxima com o conteúdo.
Figura 11 – História do magnetismo
Em ação conjunta com o site, foi proposta a inserção do blog Eletrizando. Este blog tem a pretensão de levar o aluno a se interar com os avanços da física, novidades sobre educação, entre outras curiosidades. Estes assuntos são sempre atuais sendo atualizados semanalmente. Para acessar o blog, o aluno poderá clicar no link do site, ou ainda acessar diretamente de seu navegador o endereço: blog. eletrizando.com
Figura 12 – Blog Eletrizando
Com o intuito de levar o aluno a abstrair o conhecimento, foi criado no site, como mostra a figura 13, uma seção de curiosidades onde o aluno encontrará matérias relacionadas ao seu cotidiano e explicações da funcionalidade de objetos utilizados.
Figura 13 – Curiosidades
CAPÍTULO 3: UM ESTUDO ACERCA DA UTILIZAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DE FÍSICA
3.1 – Análise de gráficos – A utilização das novas tecnologias no ensino de física
A contextualização dos conteúdos e o uso das novas tecnologias são sugestões estratégicas para ajudar o processo de ensino/aprendizagem dos alunos com dificuldades de assimilar os conteúdos de física que são ministrados em sala de aula.
A contribuição das novas tecnologias foi analisada com a elaboração de um questionário (Anexo I) contendo 12 questões. Os dados foram coletados e organizados em gráficos, com valores percentuais utilizando o programa Excel.
Os gráficos a seguir são análises dos dados coletados do questionário que foi distribuído para os alunos do terceiro ano do ensino médio de 3 (três) escolas particulares e de 2 (duas) escolas públicas, sendo no total 148 alunos de escolas particulares e também o mesmo número de alunos de escolas públicas, no ano de 2008.
Gráfico 1 - Sexo dos alunos
Analisando o gráfico 1, de acordo com os dados obtidos através dos questionários que foram entregues aos alunos do 3º ano do ensino médio no ano de 2008, 40% dos alunos das escolas particulares são do sexo masculino e 60% são do sexo feminino. Já nas escolas públicas, 31,08% dos alunos são do sexo masculino e 68,92% são do sexo feminino.
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Gráfico 2 – Interesse dos alunos a respeito da física.
Pode-se observar no gráfico acima que, em relação ao interesse dos alunos pela Física, 23,14% dos alunos das escolas particulares e 17,57% de alunos das escolas públicas dizem não gostar de Física, já a porcentagem dos alunos que gostam mais ou menos é de 42,21% nas escolas particulares e 47,97% nas escolas públicas. Em contra partida, a porcentagem dos alunos que gostam de Física é um pouco maior que a dos alunos que não gostam, mas é menor dos que dizem que gostam mais ou menos, sendo a porcentagem de 32,64% nas escolas particulares e 34,46% nas escolas públicas. Com este panorama, o processo de assimilação dos conteúdos deveria ser mais fácil para os alunos no processo de aprendizagem, visto que a maioria deles tem uma receptividade ao conteúdo, ou seja, gostam pelo menos um pouco de Física. Observando isso, foi aprofundado o questionamento com a pergunta que será analisada no gráfico 3, a respeito do que os fazem gostar ou não gostar de Física.
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Gráfico 3 – Os motivos que levaram os alunos a gostar de física.
Para tentar compreender a relação dos alunos com o conteúdo de física (observando o gráfico 3), foi acrescentada ao questionário uma pergunta sobre os motivos que levaram os alunos a gostar ou não de física. Para os alunos das escolas particulares 62,10% acham a matéria interessante, 3,15% dizem gostar devido do professor, 16,84% acham as aulas interessantes e 27,36% não gostam de física. Para os alunos das escolas públicas, 48,65%
acham a matéria interessante, 16,51% gostam devido ao do professor, 35,67% consideram as aulas interessantes e 14,86% não gostam de Física.
Junto com este questionamento, foi colocada a pergunta “Qual o motivo?”. Ao responder esta pergunta, mesmo os alunos que gostam de física, consideraram a aplicação da matemática na física como a principal causa de suas dificuldades na matéria.
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Gráfico 4 – Se a escola em que o aluno estuda possui laboratório.
Pelo gráfico 4, verifica-se que nas escolas públicas 98,65% dos alunos dizem não ter laboratório em sua escola e 1,35% não sabem informar. Nas escolas particulares 100% dos alunos informaram que sua escola não possui laboratório.
Segundo o dicionário Aurélio, a Física é definida como “a ciência que estuda as propriedades gerais dos corpos; as leis que regulam os fenômenos que neles se dão, sem alteração permanente da matéria, e os agentes que os determinam”. Sendo assim, como observar as propriedades da matéria e os fenômenos da natureza se as instituições não possuem laboratórios?
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Gráfico 5 – Se o aluno possui computador conectado à internet em casa.
Graças ao avanço tecnológico e os artifícios de multimídia, atualmente é possível simular e reproduzir situações físicas onde não era possível (nos lares dos alunos, no trabalho e em lan houses). Para se conhecer a relação dos alunos com as novas tecnologias, serão analisados os gráficos 5, 6 e 7.
De acordo com o gráfico 5, nas escolas particulares 85,30% dos alunos possuem computador com internet em casa, enquanto uma pequena parcela, isto é, apenas 9,50% não possuem micro-computadores em seus lares e 5,20% possuem computador, mas não possuem internet. Já nas escolas públicas este quadro é o inverso do anterior, ou seja, 23,65% possuem computador com internet em casa, contra 68,90% que não possuem computador e somente 7,45% possuem computador, mas não possuem internet.
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Gráfico 6 – Se o aluno possui computador com acesso internet em sua escola.
O computador, como instrumento de ensino, é, em muitas instituições educacionais, ainda irreal, pois, como mostra o gráfico 6, existem poucos computadores nas escolas.
Segundo o gráfico, dos alunos das escolas particulares, 55,78% dizem que sua escola possui computador com internet e 44,22% que a escola possui computador mas eles não tem acesso à internet. Nas escolas públicas 12,16% dos alunos alegaram que sua escola possui computador com acesso a internet, 38,50% dizem que a sua escola não possui computador, 8,50% não sabem informar e 40,84% dizem que a sua escola possui computador, mas que eles não têm acesso à internet.
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Gráfico 7 – Se o aluno utiliza o computador em seus trabalhos escolares.
A “explosão” das tecnologias de informação em nossa sociedade trouxe para a educação um novo instrumento, dando aos alunos uma nova ferramenta de construção de trabalhos e de estudo. Para se ter uma noção da relação dos alunos e professores com estas novas tecnologias, segue-se a análise dos gráficos 7 e 8. Dentre os alunos das instituições particulares que foram entrevistados (segundo o gráfico 7), apenas 4,21% não utilizam o computador; 23,16% dizem utilizar pouco e uma maior porcentagem - 72,63% - utiliza muito o computador para seus trabalhos escolares. Nas escolas públicas a porcentagem dos alunos que não utilizam o computador para seus trabalhos escolares é 14,87%. Deve-se ressaltar que, como observado no gráfico 5, 68,90% dos alunos das instituições públicas não possuem computador, fazendo seus trabalhos “a mão” e suas pesquisas em enciclopédias tradicionais.
Além disso, 50,68% utilizam pouco e 34,45% utilizam muito o computador.
Gráfico 8 – Se estão sendo utilizadas novas tecnologias em sala de aula.
Gráfico 9 – Interesse dos alunos em utilizar um ambiente virtual de ensino para aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos tratados em sala de aula.
Este trabalho aborda a utilização das novas tecnologias para educação. Sendo assim, é necessário conhecer o panorama da utilização destas tecnologias pelos alunos.
Ao analisar o gráfico 8, pode-se observar que, tanto nas escolas públicas como nas particulares, o uso de novas tecnologias é ínfimo, tendo uma porcentagem de 10,53% nas escolas particulares e 16,22% nas escolas públicas. Como a proposta do trabalho é a construção de um ambiente virtual de ensino, deve-se ter conhecimento se os alunos irão
utilizar o site criado. Como mostrado no gráfico 9, 71,58% dos alunos das escolas particulares e 68,90% das escolas públicas entrevistadas, utilizariam um site educacional, visando o aprimoramento de seus estudos. O restante, a saber, 28,42% (escolas particulares) e 31,10%
(escolas públicas) dos alunos, não recorreriam a um site educativo para sanar suas dúvidas e curiosidades. Muitos alegam não ter tempo de usar ou não ter o hábito de visitar sites como forma de pesquisa. Não é a intenção do trabalho sugerir que as salas de aulas, laboratórios e livros sejam substituídos por computadores e sites, mas que os alunos possam ter novos recursos que os instiguem.
Gráfico 10 – A respeito da contextualização do conteúdo por parte do professor.
A contextualização no ensino de física é primordial, pois, sendo a física presente no cotidiano de cada um dos alunos, não há maneira de facilitar ainda mais o entendimento do que levar o conteúdo ministrado para o dia-a-dia do aluno. Quando perguntado aos alunos se o professor de física contextualizava o conteúdo (gráfico 10), 75,78% dos alunos das escolas particulares e 61,50% dos alunos das escolas públicas disseram que sim; 24,22% (escolas particulares) e 21,30% (escolas públicas) disseram que o professor não contextualiza o conteúdo; e 16,90% dos alunos das escolas públicas disseram não possuir professor.
Para os alunos, tanto de escolas particulares quanto de escolas públicas, a contextualização do conteúdo facilita o entendimento, como podemos observar no gráfico abaixo (gráfico 11) que, 86,32% e 56,10%, das escolas particulares e públicas,
respectivamente, consideram que quando o professor contextualiza o conteúdo ele compreende melhor.
Gráfico 11 – Se o aluno considera que esta contextualização facilita o entendimento da matéria.
Gráfico 12 – Idade dos alunos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso da informática, como ferramenta auxiliar para o professor no processo de ensino/aprendizagem e como objeto de estudo e pesquisa para os alunos, é um caminho que vem sendo trilhado com sucesso nas pesquisas que envolvem educação e tecnologias de informação e comunicação.
Entre os recursos disponíveis, podemos encontrar a internet, que é um dos maiores meios de comunicação no mundo. Ela possibilitou a exposição de inúmeros sites destinados à educação e, dentro destes sites, encontra-se o site Eletrizando. O site em questão tem por objetivo ser uma ferramenta extra no processo de ensino, trabalhando em conjunto com o modelo educacional vigente, sendo essencial que o educador tenha conhecimento tanto do conteúdo de física como das tecnologias e recursos que estão disponíveis.
Existem dois tipos de informações na internet que podem ser utilizadas no processo de ensino/aprendizagem: uma é o que já está disponível na internet e a segunda é o que se pode publicar na rede através de uma “home page” individual. Além de ser útil para os alunos, o resultado pode ser muito gratificante para o professor ao ver que o seu trabalho está sendo pesquisado, criticado e utilizado por outros usuários.
Através da pesquisa realizada, foi possível verificar que a utilização do site como instrumento auxiliar no processo de ensino/aprendizagem é válido, visto que, a maioria dos alunos diz que utilizariam o site como instrumento de pesquisa, mas por outro lado, a falta de computadores com acesso a internet nas escolas e nos lares dos alunos, como pôde ser observado, é um fator que dificulta a utilização desta nova ferramenta. Com isso observa-se que a promoção tecnológica, proposta por Darcy Ribeiro na LDB de 1992, ainda é lenta, dificultando o avanço desta nova proposta.
O site em questão poderá, futuramente, estar funcionando com uma maior eficácia, visto que a idéia é continuar incrementando o site com conteúdos pertinentes ao assunto proposto, deixando-o mais consistente em sua organização e distribuição dos conteúdos.
Vale ressaltar que esta ferramenta não é por si só auto-suficiente; percebe-se que se torna fundamental a participação do professor em sua utilização como o mediador da relação