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O cruzamento dos dados teve o objetivo de propiciar uma leitura mais abrangente sobre o perfil psico-social e as variáveis estudadas, possibilitando perceber relações entre estes dados, e os encontrados na literatura.

E importante salientar que os dados aqui expostos aparecerão com números de triagens menor do que nas freqüências simples, porque, foi retirado destes totais índices referente ás categorias “não consta na triagem”, e “não está claro”. Também foram agrupados os índices com pequena freqüência, os quais formaram a subcategoria “outros”. Por isso ocorrerá variação de freqüências e de número de triagens coletadas, de variável para variável. Os cruzamentos a seguir estão relacionados á Hipótese Diagnóstica, Queixa Principal, Sexo, Busca, Renda Mensal e Desligamento.

Tabela 12: Referente ao cruzamento Hipótese Diagnóstica e Queixa Principal

(Hipótese Diagnóstica) (Queixa) Frequency |

Percent |Nervosis|Outros |Sintomas|Dif. Fin|Sintomas|Mudança | Total |mo | | depress|anceira | psicoss|co mp.emo|

| | |ivos | |omáticos|c. | ---+---+---+---+---+---+---+

Outros* | 0 | 1 | 4 | 1 | 2 | 2 | 10 | 0.00 | 2.38 | 9.52 | 2.38 | 4.76 | 4.76 | 23.81 ---+---+---+---+---+---+---+

Transtorno de Hu | 1 | 3 | 4 | 1 | 3 | 0 | 12 mor | 2.38 | 7.14 | 9.52 | 2.38 | 7.14 | 0.00 | 28.57 ---+---+---+---+---+---+---+

Transtorno de An | 0 | 3 | 2 | 2 | 1 | 1 | 9 siedade | 0.00 | 7.14 | 4.76 | 4.76 | 2.38 | 2.38 | 21.43 ---+---+---+---+---+---+---+

Transtorno da Pe | 1 | 0 | 3 | 0 | 1 | 1 | 6 rsonalidade | 2.38 | 0.00 | 7.14 | 0.00 | 2.38 | 2.38 | 14.29 --- +---+---+---+---+---+---+

Outras condições | 0 | 2 | 0 | 2 | 1 | 0 | 5 que podem ser f | 0.00 | 4.76 | 0.00 | 4.76 | 2.38 | 0.00 | 11.90 oco de atenção c | | | | | | |

línica | | | | | | | ---+---+---+---+---+---+---+

Total 2 9 13 6 8 4 42 4.76 21.43 30.95 14.29 19.05 9.52 100.00

* Outros: nesta categoria foram retirados os índices de dados não coletados e triados para grupos sem hipótese diagnostica. Também foram agrupados os seguintes transtornos de acordo com o DSM-IV por apresentarem um índice irrelevante nesta pesquisa e, por tornarem os dados quando cruzados muito dispersos; Transtorno mental causado por condição médica geral; transtorno relacionado a substância; esquizofrenia e outros transtornos psicóticos;transtorno somatoforme;

transtorno dissociativo; de identidade e de gênero, do controle dos impulsos não classificado em outro local; transtorno de adaptação; transtorno mental geralmente diagnosticado pela primeira vez na infância. Agrupo-se também queixa de tristeza e desânimo a sintomas depressivos.

Este cruzamento tem o intuito de verificar se existe alguma relação entre a queixa e a hipótese diagnóstica, ou seja, se o problema que o traz está relacionado a uma possível psicopatologia.

Ressaltamos a importância do problema ou da queixa no processo de psicodiagnóstico, bem como no processo de psicoterapia, visto que é ele que guiará o psicólogo em suas investigações e futuras intervenções, será ela (a queixa) que guiará as futuras investigações sobre histórico familiar, pessoal e de desenvolvimento. É baseando-se na queixa que pode-se propor possíveis diagnósticos e intervenções (CUNHA, 2000).

Observou-se nos dados acima que existe uma coerência entre Hipótese diagnóstica e queixa principal, o que leva a crer que, quando as triagens seguem seu curso esperado, atinge seu objetivo e sua função principal. Diante disto percebeu-se que maior incidência de queixas está relacionada a sintomas depressivos que, na maioria das vezes, culminam no diagnóstico de depressão.

Para Dalgalarrondo (2000), a depressão tem como elemento central o humor triste, podendo ser caracterizada também pela pluralidade de sintomas, relativos a afetividade, volição, auto -estima psicomotricidade e sintomas instintivos e degenerativos. Com relação as queixa relacionadas a afetividade o autor traz, a tristeza, sentimento de falta e angustia, de tédio, irritabilidade, ansiedade e desesperança, além da falta de vontade perda ou aumento do apetite que pode ser indicativo de alterações degenerativas. Confirmando, portanto, que queixas associadas a tristeza,desânimo, são sintomas depressivos que podem estar associados a síndromes depressiva (ou transtornos depressivos segundo DSM- IV) com índice de (9,52%) . Estima-se segundo a OMS, que a depressão unipolar afeta cerca de 50 milhões de pessoas, sendo considerada a primeira causa de incapacidade entre todos os problemas de saúde (Murray e Lopez, 1996 apud Dalgalarrondo 2000, p. 190).

É importante observar, quando fala-se em psicopatologia, questões referentes a cultura, idade, gênero bem como as relacionadas as queixa podem interferir no diagnóstico. No DSM-IV (2003), relata-se que, em algumas culturas as queixa de depressão maior são relacionadas a: desequilíbrio, coração partido, nervosismo ou cabeça quente.

Torna-se relevante expor também, que para Dalgalarrondo (2000), crises de ansiedade relacionadas a transtorno de pânico, por exemplo, apresentam como queixa, sintomas somáticos como: taquicardia, formigamentos, sensação de ter infarto entre outros. Diferindo desta pesquisa que traz como maior incidência de queixas de depressão os sintomas somáticos.

É necessário salientar que a relação entre as subcategorias “outros” e

“sintomas depressivos”, que tem um total de (9,52%), são irrelevantes nesta pesquisa, porque apresentam dispersão e por isso não foram discutidos.

Tabela 13: Referente ao cruzamento Hipótese Diagnóstica e Sexo

V10(Hipótese Diagnóstica) V5(Sexo) Frequency |

Percent |Masculin|Feminino| Total |o | |

---+---+---+

Outros | 7 | 11 | 18 | 10.45 | 16.42 | 26.87 ---+---+---+

Transtorno de Hu | 1 | 12 | 13 mor | 1.49 | 17.91 | 19.40 ---+---+---+

Transtorno de An | 8 | 11 | 19 siedade | 11.94 | 16.42 | 28.36 ---+---+---+

Transtorno da | 2 | 7 | 9 Personalidade | 2.99 | 10.45 | 13.43 ---+---+---+

Outras condições | 2 | 6 | 8 que podem ser | 2.99 | 8.96 | 11.94 foco de atenção | | |

clínica | | | ---+---+---+

Total 20 47 67 29

Este cruzamento busca identificar a relação entre as hipóteses diagnósticas e gênero a partir das categorias com maior incidência.

Observa -se -se na tabela que a maior incidência é a de transtornos de humor (17,91%) e de ansiedade (16,42), está entre as mulheres. O DSM-IV (2003), relata que as mulheres tem risco significativamente maior de desenvolver episódios depressivos maiores, sendo duas vezes mais comum em mulheres adolescentes e adultas do que em adolescentes e adultos do sexo masculino. Já o transtorno bipolar, talvez, seja mais comum em homens.

Com relação aos transtornos de ansiedade deve-se destacar novamente questões relacionadas a cultura como temor de bruxaria por exemplo. Transtorno de pânico sem agorafobia também é mais diagnosticado em mulheres. Já as fobias de modo geral e o transtorno obsessivo -compulsivo são proporcionais a homens e mulheres. Dado este que pode ser observado neste cruzamento, se compararmos por exemplo as incidências relacionadas a outros transtornos.

Tabela 14: Referente ao cruzamento entre Queixa Principal e Busca

V11(Queixa) V3(Busca) Frequency |

Percent | encamin| busca e| Total |hamento |spontâne|

| | | ---+---+---+

Nervosismo | 3 | 3 | 6 | 4.23 | 4.23 | 8.45 ---+---+---+

Outros | 11 | 7 | 18 | 15.49 | 9.86 | 25.35 ---+---+---+

Sintomas depress | 10 | 7 | 17 ivos | 14.08 | 9.86 | 23.94 ---+---+---+

Dif. Financeira | 5 | 5 | 10 | 7.04 | 7.04 | 14.08 ---+---+---+

Sintomas psicoss | 5 | 9 | 14 omáticos | 7.04 | 12.68 | 19.72 ---+---+---+

Mudança comp.emo | 3 | 3 | 6 c. | 4.23 | 4.23 | 8.45 ---+---+---+

Total 37 34 71 52.11 47.89 100.00 Frequency Missing = 47

Este cruzamento pretende compreender a relação entre a queixa principal e a busca dos adultos aos serviços de Psicologia. Quais as questões mais freqüentes vindas pelos encaminhamentos, e a freqüência de hipóteses diagnósticas oriundas da busca espontânea.

Desta forma, verifica-se na tabela acima que (14,08%), das queixas, que apresentam maior índice, estão relacionadas aos sintomas depressivos e são encaminhamentos. Este dado pode indicar que os profissionais de outras especialidades, estão se atentando para o fazer psicológico e os benefícios que a psicoterapia pode trazer em transtornos como a depressão. É importante reforçar mais uma vez que, os encaminhamentos oriundos da classe médica à Psicologia,

podem estar refletindo um movimento a favor integralidade. Indicando também uma mudança em prol de tratamentos que associem a medicação e a psicoterapia.

Já os pacientes com sintomas psicossomáticos vêm por iniciativa próprio, dado este que provoca reflexão sobre qual é a representação social do psicólogo na comunidade. Já que estas queixas podem demonstrar algo realmente orgânico. Podendo existir aí, uma confusão com relação a função do médico e do psicólogo. Dado este que contesta a perspectiva trazida anteriormente por Dalmina (2002), onde percebeu-se um crescimento do conhecimento da função do psicólogo pela população.

Tabela 15: Referente ao cruzamento entre Queixa Principal e Renda Mensal

V11(Queixa) V9(Renda Mensal) Frequency |

Percent |Abaixo d|1 a 3 s.|4 a 5 sa|6 a 10 s| Total |e um s.m|m. |lários |.m. |

|. | | | | ---+---+---+---+---+

Nervosismo | 0 | 1 | 1 | 0 | 2 | 0.00 | 1.82 | 1.82 | 0.00 | 3.64 ---+---+---+---+---+

Outros | 0 | 3 | 11 | 0 | 14 | 0.00 | 5.45 | 20.00 | 0.00 | 25.45 ---+---+---+---+---+

Sintomas depress | 1 | 9 | 3 | 1 | 14 ivos | 1.82 | 16.36 | 5.45 | 1.82 | 25.45 ---+---+---+---+---+

Dif. Financeira | 1 | 5 | 3 | 0 | 9 | 1.82 | 9.09 | 5.45 | 0.00 | 16.36 ---+---+---+---+---+

Sintomas psicoss | 1 | 6 | 2 | 0 | 9 omáticos | 1.82 | 10.91 | 3.64 | 0.00 | 16.36 ---+---+---+---+---+

Mudança comp.emo | 0 | 4 | 2 | 1 | 7 c. | 0.00 | 7.27 | 3.64 | 1.82 | 12.73 ---+---+---+---+---+

Total 3 28 22 2 55 5.45 50.91 40.00 3.64 100.00 Frequency Missing = 63

Este cruzamento tem por objetivo verificar se existe alguma relação entre queixa pri ncipal e renda mensal. Já que a terceira queixa mais encontrada refere- se a questões relacionadas a situação financeira. Alguns autores relatam que, a situação econômica pode influenciar o índice de transtornos mentais.

A OMS reforça este dado trazendo como conceito de saúde, pleno bem estar físico, mental espiritual e social. Ou seja, o indivíduo deve ter as mínimas condições de saneamento, saúde, alimentação e cuidados para não adoecer.

Contudo observa -se que a realidade não é assim, cerca de 51,91% dos pacientes

que freqüentam a clínica escola de Psicologia, recebem como renda mensal de 1 a 3 salários mínimos, índice consideravelmente baixo se pensarmos na má distribuição de renda no Brasil.

Associados a esta faixa de renda mensal aparecem com maiores índices as queixas relacionadas a sintomas depressivos (16,3%); os sintomas psicossomáticos (cefaléias, hipertensão e dores em geral) que somam (10,91%);

e dificuldades financeiras (9,09%).

Pode-se pensar portanto, que as dificuldades relacionadas a questões econômicas, tornam o indivíduo mais vulneráveis a psicopatologias. Ressaltando a importância de se estar atento a questões sócio-econômicas, no momento da triagem, visto que certos tipos de queixa podem estar relacionados a falta de condições financeiras, levando o profissional a utilizar métodos diferentes de intervenção e orientação.

Tabela16: Referente ao cruzamento entre Busca e Desligamento

TABLE OF V3 BY V13 V3(Busca) V13(Desligamento) Frequency |

Percent |Desligad|Não desl| Total |o |igado |

| | | ---+---+---+

encaminhamento | 5 | 25 | 30 | 7.69 | 38.46 | 46.15 ---+---+---+

busca espontâne | 9 | 26 | 35 | 13.85 | 40.00 | 53.85 ---+---+---+

Total 14 51 65 21.54 78.46 100.00

Este cruzamento tem por objetivo verificar quais pacientes estão mais vulneráveis a desistência, se os que procuram a clinica espontaneamente, ou os que são encaminhados por outras especialidades.

Pode-se observar na tabela, que tanto os índices de encaminhamento, quanto os de busca espontânea em sua maioria, não são desligados, refletindo a adesão dos pacientes a processo de triagem. É importante salientar ainda que mesmo com uma pequena diferença nos índices os pacientes que buscam espontaneamente a clínica continuam no processo, cerca de (40%), demonstrando é maior adesão está em pacientes que procuram a clínica espontaneamente.

A Busca relaciona -se a maneira como o paciente procura a Clínica de Psicoterapia, servem por iniciativa própria, ou, é encaminhado por outras especialidades. Já o desligamento refere-se a adesão do paciente ao processo de triagem, visto que, se houver falta o paciente é desligado não sendo mais atendido na Clínica.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O perfil psicossocial levantado nesta pesquisa revelou que a Clínica Escola de Psicologia da Univali, recebeu no ano de 2005, cerca de 50% dos pacientes encaminhados por outras especialidade. Estima-se que este número tenha aumentado em relação a outras pesquisas devido ao movimento de implantação da integralidade, na atenção a saúde. Os dados psicológicos coletados demonstram que as queixas mais freqüentes relacionam-se a tristeza e desânimo, com um índice de 9,3%. Enquanto as hipóteses diagnósticas a mais freqüente são de, 16,1% dos Transtornos de Ansiedade, seguidos aos Transtornos de Humor 11,9%. Os encaminhamentos feitos pela clínica para psicoterapia estão em torno de 31% de pacientes, colaborando para um índice de 45% de pacientes não desligados, demonstrando que há uma adesão por parte desta clientela à triagem.

Importante salientar que, dados relacionados ás especialidades que mais indicam a clínica de Psicologia, não foram investigadas, pois este não era objetivo, mas, fica aí uma sugestão para posteriores investigações.

Com relação aos dados sociais percebeu-se que as grandes maiorias (74,6%) dos pacientes que freqüentam a clínica são mulheres, com idades entre 18 e 38 anos (44,9%), casados (44,1%), com ensino fundamental completo (22,0%), A maioria dos pacientes são de religião católica e tem renda mensal inferior a três salários mínimos. Observou-se também referente a idade que conforme esta aumenta, diminui a procura pela psicoterapia.

De maneira geral, muitos dados não aparecem na triagem, dificultando o trabalho de pesquisa. Essa falta de dados remete a uma reflexão, será que os dados não estão sendo coletados por negligência do estagiário, por desconhecimento ou falta de critérios para uma boa avaliação? Segundo Lopez (1983), essas faltas podem ser indicativos, de problemas de ordem técnica, teórica, de identidade profissional e campo de competência do psicólogo referindo-se a realização das funções profissionais, que incluem uma avaliação psicológica cuidadosa. Elas aparecem principalmente em relação as hipóteses diagnósticas. Método este, que integra o conjunto de funções a serem exercidas pelos psicólogos.

Apesar disto, não se pode esquecer que esta ação faz parte da formação profissional, um lugar de aprendizagem, onde, pode-se errar, mas que deve fornecer subsídios para as futuras práticas. Dentre estes saberes estão, por exemplo, questões relacionadas ao arquivamento de dados, já que a triagem é também um instrumento de coleta. Contudo, se o próprio psicólogo, não tem claro quais suas funções, como pode a população em geral defini-la coerentemente?

As triagens que não estão cumprindo seu curso esperado não estariam comprometendo os objetivos de uma Clínica-Escola referentes a aprendizagem e bom atendimento a população?

Outra questão que pode ser levantada relaciona -se a representação do fazer do psicólogo para a população, pois, observa-se uma certa confusão da população com relação as funções exercidas, pois as queixas somáticas apresentam um índice significativo.

Portanto, é interessante que se reflita sobre questões relacionadas ao fazer psicológico, que ainda está se confundindo com o fazer dos médicos, já que outras especialidades encaminham pacientes à clínica, e as queixas que apresentam mais freqüência relacionam-se a sintomas somáticos que podem indicar doenças orgânicas. Neste sentido, deve-se estar atento para conceitos e critérios na área da saúde que delimitam as funções do psicólogo e do médico. A grande diferença é que a Psicologia realiza avaliação psicológica e psicodiagnóstico, já a Medicina além de suas funções específicas responsabiliza- se pela indicação medicamentosa, funções estas muitas vezes não reconhecidas pela população, mas que devem ter orientação do profissional que ás exercem.

Isto facilitaria o diálogo com outras instituições de saúde onde o paciente também fosse ate ndido.

Uma outra função da necessidade de um registro mais cuidadoso nas triagens seria a própria avaliação dos projetos de estágio e sua articulação com as demandas da comunidade. Concordamos com Pitta (1996) quando se refere aos processos de avaliação de dispositivos de atenção em saúde mental no Brasil como algo conceitualmente atravessado de imprecisões. No entanto, a autora ratifica a importância das avaliações como uma chance para produção de conhecimento para o campo.

A realidade da Clínica-Escola de Psicologia não é, certamente, a de um serviço de saúde, mas entende-se que muito da experiência que acontece em ambulatórios e postos de saúde pode ser aproveitada no treinamento de universitários, e vice-versa. A vivência do aluno-estagiário num Núcleo/Serviço de Psicologia Aplicada é, em geral, a primeira referência formal da prática

profissional futura. E tanto mais produtiva será, quanto mais sintonizada com as novas demandas técnicas e políticas do campo da saúde mental.

É relevante reforçar que, nas triagens que apresentaram hipótese diagnóstica, existe uma coerência entre esta e a queixa principal. Dado este que indica, quando a triagem cumpre seu objetivo uma compreensão por parte do estagiário, da função da queixa na avaliação psicológica, bem como na realização das hipóteses diagnósticas. Acredita-se que uma boa avaliação psicológica acontece quando o paciente sente-se parte do processo. Para isso ela deve incluir o acolhimento e a construção do vinculo terapêutico, aproximando o paciente ao processo de adesão a triagem.

Esta adesão aparece nos dados, perfaz um total de 78,6% dos pacientes não desligados e, 40% destes procuram a clínica por busca espontânea, indicando que quando há necessidade por parte do paciente a adesão é maior.

Este dado jus tifica a importância do processo de triagem, para que cumpram-se de certa forma os objetivos de atendimento a população.

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7 ANEXO

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