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Década de 1940

No documento 90 anos - Instituto Biológico (páginas 60-63)

Surto epidêmico de peste suína tem início na capital e se espalha pelo Estado.

Instituto Biológico aumenta a produção do “soro hiperimune” e acelera a produção de vacinas para a suinocultura, ainda em fase experimental.

É isolada a amostra X14 de gânglio de porco para a preparação da tuberculina para a suinocultura.

de inseticidas na agricultura (1951 a 1955 e de 1960 em diante). Anualmente, em maio, o Instituto publicava uma previsão das necessidades de inseticidas e fungicidas para o ano agrícola seguinte. Essa publicação era a base para as decisões da Cexim. O levantamento envolvia os dados sobre necessidades de importação dos inseticidas pelo Porto de Santos e seu consumo pelas diversas culturas. O Instituto também fiscalizava as importações através das relações mensais da alfandega de Santos.46

Mandarová da mandioca

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m 1942, com o desenvolvimento da cultura da mandioca houve uma expan- são das pragas. As mais graves eram o mandarová e as brocas-do-caule. O mandarová era uma mariposa bastante conhecida, provavelmente originária do Brasil, e com artigos sobre seus surtos desde 1878. Em São Paulo foram relatados grandes surtos entre 1930 e 1933. Outro grande surto nos anos de 1939-40 levou os pesquisadores do Instituto a se dedicarem ao estudo em 266 propriedades de

Ilustração indica a direção do polvilhamento aéreo contra a praga dos gafanhotos.

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108 municípios paulistas. Em 166 propriedades, mais da metade dos alqueires plantados foram destruídos pela lagarta. Em outras se experimentou o uso de diferentes tipos de inseticidas, especialmente de ingestão como o verde-paris e o arseniato de chumbo, usando óleo como aditivo para evitar que este fosse facilmente lavado.48

Em 1947, pesquisadores do Instituto Biológico anunciavam que dispunham de um novo inseticida, dinitro-ciclo-hexil-fenol, três vezes mais tóxico que o verde-paris, e mais barato para combater o mandarová.49 O Instituto passou a produzir e vender o inseticida, com o nome de IB 943, já diluído em talco na concentração de 10% diluição em água com amido.

Campanha sanitária contra a peste suína

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s pesquisadores do Instituto Biológico prepararam um plano de campanha sanitária contra a peste suína fundamentada na melhoria das condições de criação e na aplicação da vacina. O surto epidêmico de 1944, de pequenas Instituto Biológico continua preparando vacinas e

remédios para doenças infecciosas e parasitárias das aves. São 14 variedades de produtos

destinados ao combate à pulorose, tifo aviário, o soro preventivo contra a cólera das galinhas, o bacteriófago preventivo contra o tifo aviário, três tipos de preparativos curativos contra a difteria, coriza e gôgo das galinhas, um preparado contra piolhos das aves e dois tipos de vermífugos para aves, um purgativo e outro vermífugo propriamente dito.

Nova doença, neurolinfomatose, se dissemina entre as criações de aves.

Reorganização do Museu de Fitopatologia, no Horto Florestal.

Identificados os fungos que atacam as cochonilhas:

fungo preto (Myriangium duriaei), fungo vermelho (Sphaerostilbe), fungo branco (Podonectria), Aschersonia aleyrodis vermelha e bolor branco.

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Instituto Biológico trabalha, na pesquisa de citros, com as doenças provocadas por patógenos do gênero Phytophthora, agentes causais da gomose de Phytophthora dos citros ou podridão do pé.

Estudos sobre a mancha parda e a podridão do pé permitem a eliminação dos elementos que depreciam a laranja no mercado internacional.

Identificada a doença inicialmente chamada de podridão de radicelas que ataca a laranja.

Técnicos do Instituto Biológico estudam o combate químico aos sauveiros.

Entre as alternativas de combate biológico ao sauveiro, o mais estudado é o uso das formigas cuiabana, salvadoras (correição) e bandeirantes, que poderiam combater a saúva.

Mais 500 mil vespas criadas em insetários são distribuídas para 110 municípios, inclusive Minas Gerais, para combater a broca-do-café.

Pesquisadores do Instituto Biológico estudam o cheiro desagradável dos inseticidas (que limita o uso doméstico), a alteração do gosto de plantas sensíveis (como couve, batata e frutas) e seu efeito cumulativo no solo. Controvérsia entre os entomologistas é o cheiro desagradável de mofo e o gosto que poderiam transmitir aos vegetais tratados, além do impacto sobre o solo.

Instituto Biológico mantém estoque de inseticidas para evitar escassez e especulação durante os anos de guerra.

Instituto Biológico instala 17 postos de venda de inseticidas e fungicidas supervisionados pela Seção de Defesa Fitossanitária.

proporções, serviu de teste para a vacina, comprovando sua segurança e eficá- cia.50 Entre 1942 e 1945 foram produzidas e aplicadas pelo Instituto Biológico 200 mil doses.

Em 1946 irrompeu um surto de grandes proporções que atacou quase todo o rebanho dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Quando o surto teve início, muitos produtores pro- curaram o Instituto Biológico para comprar vacinas e soros e houve muitas re- clamações de que não havia disponíveis doses suficientes devido às restrições de recursos. As poucas vacinas disponíveis eram destinadas aos reprodutores e animais de raça.51 A mortalidade elevada e a rapidez com que a epizootia se alastrou pelo país demonstrou o despreparo do governo para enfrentá-la. O Instituto Biológico produzia uma quantidade modesta da vacina, “sem finali- dade industrial, mais para estabelecer padrões técnicos do que para abastecer o mercado”. O que não parecia ser um problema uma vez que vários laboratórios do país produziam o produto, “até que, por ocasião do grande surto de peste suína, foi verificada a ineficiência dos similares e amplamente comprovada a excelência da elaborada pelo instituto paulista”.

Foram produzidas, com a colaboração dos particulares que forneceram 83%

dos porcos usados na produção, cerca de 200 mil doses.52

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Inventados novos e potentes inseticidas, entre eles o DDT e o BHC.

Instituto Biológico desenvolve experimentos com novos fungicidas orgânicos.

Descrição da partenogênese arrenótoca no ácaro Macrochelis muscadomestica, que utiliza a mosca como meio de transporte.

Em 1947, quando a vacinação intradérmica começou, foram produzidas 1,8 milhão de doses de vacinas. A vacinação continuou nos anos seguintes. Desta forma, a epizootia foi controlada e a campanha se tornou um sucesso.53

O trabalho de vacinação durante a epizootia de 1946 a 1949 mostrou que a peste suína poderia ser controlada por meio da vacinação, que a téc- nica de preparo e aplicação estavam plenamente dominadas e testadas pelo Instituto Biológico.54

Febre aftosa

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s primeiras vacinas contra a febre aftosa foram apresentadas pelo Instituto no Congresso Brasileiro de Veterinária em 1943.55 A febre aftosa ocupava lugar de destaque nas pesquisas, por ser altamente contagiosa e causada por três tipos de vírus diferentes.56 A produção cresceu de 2,5 mil doses em 1945 para 44,5 mil doses em 1957, graças à melhoria do aparelhamento da Seção de Epizootias.57 Em 1958, o Instituto começou, em cooperação com o Centro Panamericano de Febre Aftosa, a investigar a possibilidade de desenvolver a vacina a partir da cultura do vírus da febre aftosa in vitro (em tecido renal bovino).58 Além de desenvolver pesquisas para desenvolver vacinas, o Instituto promovia o levan- tamento da incidência de febre aftosa no Estado para orientar a campanha do Ministério da Agricultura em 1966.59

A cultura de tecidos foi introduzida em 1952 com o laboratório de culturas celulares. As pesquisas em biologia celular abriram caminho para a investigação de um novo método de preparo de vacinas.60

A importância da pesquisa em biologia celular no Instituto recebeu um sig- nificativo reconhecimento quando o Departamento da Agricultura dos Esta- dos Unidos, por meio do US Public Law 480, selecionou o projeto de estudos sobre o vírus da febre aftosa, coordenado pela pesquisadora Maria Pereira de Castro, para receber financiamento pelo período de 1961-66.61

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