O município de Cambuci está situado numa região extremamente montanhosa, na Região Noroeste Fluminense, à margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, tem como área territorial 561,6 Km², estando sua sede a 49 m de altitude em relação ao nível do mar.
Limita-se com os municípios: Italva, São José de Ubá, Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Itaocara e São Fidélis (TCE, 2008).
Conforme estimativa do IBGE, ano de referência 2007, a população do município é de 14.670 habitantes e sua principal rodovia é a RJ – 158.
O município é banhado pelo rio Paraíba do Sul que serve de divisa entre Cambuci e os municípios de Itaocara e São Fidélis e pelo Rio Pomba, que divide Cambuci com os municípios de Santo Antônio de Pádua e Aperibé, sendo afluente do Rio Paraíba de Sul.
Suas principais micro-bacias são: Valão Dantas, Valão Cristalino, Valão das Macieiras, Valão Grande, Valão Caeté, Valão das Frecheiras, Valão da Onça, Valão da
Boa Sorte, Valão Califórnia, Valão do Padre Antônio, Valão da Cachoeira, Valão do Engenho d’Água, Valão da Caixa d’Água e Córrego da Santa Maria.
O município ao longo de sua existência tem sofrido com inundações na maioria de seus distritos sendo elas assim caracterizadas:
1 - INUNDAÇÕES BRUSCAS ou ENXURRADAS:
No 1º Distrito – SEDE
O Valão Dantas e o Valão Cristalino por várias vezes atingiram os Bairros:
Miguelito, Centro, Suburbano e Guarani causando danos e prejuízos à comunidade.
Figura 02: Ten Cel BM Douglas e o Capitão BM Nascimento mostram o nível alcançado pelas águas na enxurrada no ano de 2004, no Bairro Suburbano, em Cambuci.
No 2º Distrito – MONTE VERDE
O Largo da Matriz é o local mais afetado nesta localidade devido à degradação ambiental que este distrito tem sofrido ao longo dos anos e principalmente pela falta de infra-estrutura.
No 3º Distrito - SÃO JOÃO DO PARAÍSO
O Valão Cabiúnas, o Valão Grande e o Caeté atingem grande parte do 3° distrito. O desmatamento e o assoreamento dos recursos hídricos etc têm sido as causas de diversos danos e prejuízos. As principais ruas e avenidas atingidas são: Sebastião Francisco Kiffer,
Capitão Arthur Botelho, Avenida Almeida Pereira, Renilton Pimenta, São João, Capitão Tavares, Oliveira Pinto, e Nilo Peçanha.
Figura 02: Foto de enxurrada em São João do Paraíso, 2006.
Figura 03: Rua em São João do Paraíso
No 5º Distrito – FUNIL / FRECHEIRA
O Valão do Funil – próximo à estrada Funil / Frecheira, além de causar problemas para as edificações desta localidade tem como fator agravante à interrupção do tráfego que liga esta localidade ao município de Aperibé/RJ local onde grande parte da comunidade deste distrito trabalha e tem atendimento médico.
2 - INUNDAÇÕES GRADUAIS ou ENCHENTES:
No 1º Distrito – SEDE
O Rio Paraíba do Sul quando transborda atinge várias ruas, Avenidas e a Comunidade da Bóia .
Figura 04: Rua Central de Cambuci - enchente 2007
No 6º Distrito – TRÊS IRMÃOS
Em janeiro de 2007, 90% desse distrito foi alagado pelas águas do Rio Paraíba do Sul, porém esse evento não se tornou uma catástrofe devido à manutenção do nível do rio naquela época.
Figura 05: Três Irmãos, enchente em 2007.
Dentre os principais riscos que o município de Cambuci/RJ vem sofrendo nos últimos anos estão as enxurradas e as enchentes. A primeira constitui um grande problema
para o município, pois existem diversos cursos hídricos de pequeno porte, como valões e córregos que podem transbordar em questão de minutos.
As inundações têm como causa a precipitação anormal de água que, ao transbordar dos leitos dos rios, lagos, canais e áreas represadas, invadem os terrenos adjacentes, provocando danos.
Normalmente, as inundações provocam grandes danos materiais e, dependendo de sua violência, graves danos humanos. Quando extensas, as inundações destroem ou danificam plantações e exige um grande esforço para garantir o salvamento de animais.
O município também corre um risco significativo quanto às enchentes visto ser banhado pelos Rios Pomba e Paraíba do Sul, que pertencem a uma extensa bacia hidrográfica.
Como fenômeno natural, as chuvas que atingem o solo tem dois caminhos para completar a sua ação dentro do ciclo da água. Um é pelo subsolo na forma de lençol freático ou veios e rios subterrâneos. O outro é pela superfície, na forma de enxurradas, regatos, córregos e rios. Alguns são temporais, isto é, existem somente enquanto chove.
Outros são perenes, pois existem o ano todo. Em solos rochosos, cimentados, ruas asfaltadas, solos que ficam sob as casas e prédios, a permeabilidade é nula.
Quanto maior a permeabilidade do solo, mais água da chuva consegue infiltrar no subsolo e, conseqüentemente, menos água irá escoar pela superfície.
Dessa forma entende-se que quando não existia a cidade, a região tinha alta permeabilidade e grande parte da água da chuva infiltrava no subsolo.
Mas conforme o município foi crescendo e sendo habitado, a floresta existente na área foi substituída por prédios e ruas asfaltadas, o solo se tornou impermeável e muito pouca, água consegue infiltrar no subsolo. A grande parte da água da chuva corre pela superfície.
O desenvolvimento urbano do município de Cambuci/RJ transformou o solo praticamente impermeável, restando bem poucas áreas verdes e assim há pouquíssima infiltração e toda a água da chuva é obrigada a correr pela superfície, isto é, pelas ruas e avenidas causando um caos.
Essa água que corre pela superfície e que vai invadir as residências e lojas é denominada INUNDAÇÃO BRUSCA ou ENXURRADA. Esse evento natural invade, inunda e essa água acaba chegando ao rio, que por sua vez, corre tranqüilamente recebe um volume enorme de água que vem em grande velocidade. Portanto, compreende-se que as enchentes ocorrem em rios e que as enxurradas, normalmente em valões. As áreas mais
castigadas na sua maioria são áreas de preservação permanente (APP), onde ocorrem construções inadequadas (casa, prédios, pontes, asfaltos), que por sua irregularidade causa desvios dos cursos d’água e assoreamentos. Além disso, existe um grande descaso com a preservação, com a colocação de lixo em diversas áreas, principalmente nos leitos dos rios e valões que banham o município tornando-se outro fator agravante.
Para que se tenha controle na ameaça produzida pela inundação gradual ou enchente sobre as comunidades devem ser considerados os seguintes monitoramentos:
1 - Nível de transbordamento dos rios (realizado por régua linimétrica):
• Rio Paraíba do Sul
• Rio Pomba
2 - Tempo aproximado para as águas das barragens (hidrelétricas) chegarem ao município:
• Barragem de Além Paraíba – Usina dos Pombos - LIGTH (Rio Paraíba do Sul);
• Barragem de Cataguazes - MG (Rio Pomba)
3- Precipitação média mensal e anual (mm) na região:
• Conforme dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (SIMERJ), os meses que mais chovem na Região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro são:
dezembro, janeiro e fevereiro com precipitações mensais de 228,4mm; 224,9mm e 138,2mm, respectivamente.(SIMERJ,sd)
Esta medição torna-se um parâmetro regional, devido à maioria dos municípios da Região Noroeste do Rio de Janeiro não possuírem pluviômetro. Sendo assim entende-se que o fenômeno natural ocorrido no município de Cambuci/RJ possui as mesmas características do sinistro em outros municípios, possibilitando, portanto, um estudo embasado em fatos comprovados e já analisados em sua intensidade.
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
3.1 INUNDAÇÕES NA REGIÃO
Segundo o glossário da Agência Nacional de Águas (ANA), inundação é o transbordamento de água de calha normal de um rio ou acumulação de água, drenagem, em áreas não habitualmente submersas.(BRASIL, 1991)
Se uma inundação provoca o transbordamento do leito maior de um corpo hídrico, em função de uma determinada chuva e se torna conhecida pelos prejuízos econômicos que acarreta, é considerada histórica. Por outro lado, se a área inundada for desabitada ou sem importância econômica, será apenas uma inundação notável.
As inundações podem ser:
1 – INUNDAÇÃO BRUSCA - conhecida também como ENXURRADA, que consiste num alto índice de precipitação pluviométrica num curto período de tempo, caracterizando-se pela velocidade de suas águas e pelos transbordamentos súbitos de valões, riachos e ribeirões, causando, geralmente grandes danos materiais, significativos danos humanos e ambientais e grandes prejuízos econômicos e sociais. Têm o seu potencial destrutivo agravado pelas encostas que aceleram a velocidade dos escoamentos pluviais (CODAR – Codificação de Desastres, Ameaças ou Riscos, 1992).
No Município de Cambuci/RJ, este tipo de desastre é possível devido ao relevo acidentado, às diversas micro-bacias hidrográficas existentes na sua circunscrição geográfica e às diversas comunidades que se situam ao alcance deste evento adverso, toma grande vulto e causa muitos impactos .
Em 15 de janeiro de 2004, por volta das 19:30 h, no Valão Dantas, localizado no 1º distrito (SEDE) do município de Cambuci/RJ foi atingido por este desastre natural – inundação brusca ou enxurrada e segundo moradores foi o maior por eles presenciado.
Muitas áreas foram atingidas desde a zona urbana até a rural, das quais destacamos as com maiores impactos: Centro ,Guarani ,Suburbano, Estrada Cambuci x Jacutinga (Queda de Ponte), Estrada Monte Verde x Cruzeiro ( Queda de Ponte), Ponte na Rua Cap. Júlio Velasco.
Na avaliação de danos (AVADAN) elaborada pelo Destacamento de Bombeiros Militar de Itaocara/RJ e equipe multidisciplinar constatou – se vários danos e prejuízos tanto no âmbito humano quanto no material e econômico.
Entre os Danos Humanos assim ficou contabilizado 575 pessoas desalojadas, 18 desabrigadas e 77 deslocadas. Nessa avaliação consta que 11 pessoas que ficaram levemente feridas e 01gravemente ferida, 02 enfermas e somente um óbito.
Os Danos Materiais em Edificações alcançaram um toal de 50 Residências Populares danificadas e 05 destruídas num valor de R$ 250.000,00; 20 Km de Estradas num total de R$ 200.000,00 ( duzentos mil reais); 5.000 m² em Pavimentação de Vias Urbanas por R$ 205.000,00 ( duzentos e cinco mil reais) e 03 Pontes que totalizaram R$
135.000,00 (cento e trinta e cinco mil reais)
Os Prejuízos Econômicos apresentados na Agricultura onde as lavouras de tomate, foram afetadas com o prejuízo de 06 toneladas, avaliadas na época em R$ 60.000,00 (Sessenta Mil Reais). O comércio também sofreu estragos, pois foram afetadas 03 (três) lojas comerciais, com um prejuízo de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).
2 – INUNDAÇÕES GRADUAIS ou ENCHENTES – As enchentes causa grandes estragos no ambiente devido as águas das chuvas ocuparem uma área maior do que simplesmente as várzeas dos rios. No caso desse fenômeno natural, não se pode falar em transbordamento dos rios, pois uma enchente é muito mais que isto porque mesmo que os rios sejam bem largos e profundos, ainda assim não são suficientes para transportar a grande quantidade de água das chuvas. As enchentes são sempre previsíveis e só ocorrem quando algumas variáveis se combinam:
I - Se houver quantidade de chuva precipitada a montante;
II - Várzeas cheias;
III - Persistência de precipitação pluviométrica por três a sete dias seguidos, e
IV - Volume caudal elevado do curso de água onde deságua o recurso hídrico sob risco de transbordamento (CODAR – Codificação de Desastres, Ameaças ou Riscos,1992).
O registro de cheias no Rio Pomba no distrito de Funil / Frecheira só foi possível através de narrativas do radialista Lisandro Serrão quando em 1979 ocorreu uma grande cheia, neste rio, chegando o seu nível a 6,10 m (Santo Antônio de Pádua), local de monitoramento na época e 11,15 m (Cataguazes).
Durante as enchentes sofridas entre 1985 e 2007 o nível máximo monitorado nos rios Paraíba do Sul e Pomba atingiu até 7,40m.
• 1985 – Rio Pomba, nível 4,50 m (Santo A. de Pádua) e 07,40 m (Cataguazes);
• 1989 – Rio Pomba, nível 4,30 m (Santo A. de Pádua) e 06,80 m (Cataguazes);
• 1997 – Rio Pomba, nível 4,44 m (Santo A. de Pádua) e 06,48 m (Cataguazes);
• 22de janeiro de 2003, o Rio Pomba chegou ao nível de 4,16 m, às 10:00 h;
• 16 de janeiro de 2004, o Rio Pomba chegou ao nível de 4,34 m, às 16:25 h;
• Em 05 de janeiro de 2007, o Rio Paraíba do Sul chegou ao nível de 05:30 m, às 11:50 h, atingindo vários bairros do 1º distrito – Sede e do 6º distrito – Três Irmãos, causa principal de decretação de SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA pela Prefeitura Municipal de Cambuci/RJ.
Segundo AVADAN- 2007 (Avaliação de Danos), documento elaborado na época pela Defesa Civil Municipal e equipe multidisciplinar de diversos organismos do município, os danos e prejuízos contabilizaram 2.580 pessoas afetadas sendo que desse quantitativo, 495 ficaram desabrigadas e 111 desalojadas. Os danos materiais com edificações, obras de arte etc somaram o valor de R$ 1.115.630,00 (hum milhão, cento e quinze mil e seiscentos e trinta reais), e os ambientais com esgoto sanitário etc. em R$ 1.170,00 (hum mil, cento e setenta reais). Essa avaliação também contabilizou em R$ 12.020,00 (doze mil e vinte reais) com os prejuízos econômicos com a agricultura, a pecuária etc. e com os prejuízos sociais – serviços sociais (lixo etc) R$ 9.200,00 ( nove mil e duzentos reais)
O AVADAN nos apresenta uma avaliação minuciosa dos impactos que um desastre desse porte causou a esse município e também serve de instrumento e suporte para que o Poder Público promova medidas para minimizar a situação e compreenda a dimensão do desastre.
Uma enchente se diferencia da denominada inundação por razões psicológicas, mas suas conseqüências são muito próximas pelos efeitos trazidos pela elevação do nível de rios e lagos ou pelo acúmulo de água fluvial em regiões de baixo relevo. Mas, uma inundação
tem como característica o agravamento com uma área de cobertura muito maior, chegando a atingir não apenas regiões extensas, como também áreas incomuns para este tipo de evento climático e através do AVADAN o Poder Público terá dados concretos do impacto e dos prejuízos sofridos pelo município.
CONCLUSÕES
Infere-se que não se esgotou aqui todo o assunto necessário para solucionar os problemas relacionados a inundação no Município de Cambuci/RJ, mas fica enfatizado a necessidade de se observar e analisar os fenômenos naturais - inundações e enchentes - por parte do poder público e pela própria população. È um alerta para que cada um desenvolva a sua participação com o objetivo de evitar os impactos catastróficos causados por esses eventos. E assim destinar a sua parcela nesse processo visto que caberá ao poder público efetivar e implementar medidas preventivas que irão minimizar este tipo de evento e, dentro destas medidas, conscientizar a comunidade sobre o risco que ela corre. E a população caberá tomar medidas para evitar poluição dos leitos dos rios, do acúmulo de lixo em determinadas áreas e possíveis desmatamentos ou retirada de vegetação.
Com base no Manual de Instrução para Planejamento de Defesa Civil e no levantamento e estudo das áreas de risco do município de Cambuci/RJ destacamos as principais soluções encontradas para a minimização dos possíveis danos e prejuízos provocados pelas inundações.
No caso de INUNDAÇÕES BRUSCAS OU ENXURRADAS pode-se:
Solicitar imediatamente ao Gerente Regional do Noroeste da SERLA para que elabore e execute projeto de desassoreamento das Micro-bacias mais propensas a causarem inundações bruscas, principalmente realizando dragagem dos seguintes Valões: Dantas, Cristalino, Macieiras, Caeté , Valão da Creche e Valão Grande.
Solicitar elaboração de projeto junto a diversas instituições conhecedoras do processo, como a EMATER que objetivem a redução da velocidade das águas pluviais nos relevos acidentados;
Elaborar projetos que reduzam o processo de assoreamento dos cursos hídricos, inibindo o volume de sedimentos transportados pelas águas pluviais, como a recomposição das matas ciliares;
Promover campanha educativa para a população sobre a importância de não assorear os cursos hídricos;
Promover obras de fortalecimento estrutural nas edificações populares vulneráveis às enxurradas.
Quando se tratar de INUNDAÇÕES GRADUAIS OU ENCHENTES será necessário que viabilize:
1. Criação de um serviço de acompanhamento meteorológico, através da internet, que acompanhe as previsões de chuvas para as micro-bacias e bacias hidrográficas que interagem com o Município;
2. Implementação de Régua de Medição do volume caudal dos principais cursos de água do Município, estabelecendo a cota de transbordo de cada um deles;
3. Solicitação de instalação de um pluviômetro por órgãos competentes, objetivando acompanhar a quantidade de precipitação pluviométrica diária no Município;
4. Monitorar o volume caudal de todos os cursos de água das localidades que se situam a montante dos principais pontos de transbordamento;
5. Solicitação à SERLA para que realize serviços de dragagem nos principais cursos de água do Município (Rio Pomba, Rio Paraíba do Sul e Valão Grande);
6. Elaboração de planejamento de retirada de moradores e de seus bens das áreas vulneráveis às Inundações Graduais e de adaptação de suas habitações para proteção dos bens móveis;
7. Solicitação a órgãos competentes dentre estes a EMATER para que elaborem projeto de recuperação da mata ciliar dos principais cursos de água do Município a fim de minimizar os assoreamentos;
8. Fiscalização pelo poder público evitando assim novas construções em áreas de risco;
9. Mapeamento da Área de Risco delimitando-a para remoção da população;
10. Identificação das vias de acesso para localização dos postos de atendimento e primeiros socorros;
11. Acionar os meios de comunicação divulgando dados e informações para orientação da comunidade;
12. Estabelecer Plano de Ação – para atender a área afetada (ou Plano de Contingência - área da bacia);
13. Levantar possíveis locais que possam servir de abrigos;
14. Educar e capacitar à comunidade para que possam minimizar o evento;
15.Desenvolver Programa de Educação Ambiental com cursos, palestras e seminários mostrando a comunidade da necessidade de sua participação nesse processo;
16. Fazer simulações para testar planos de emergência;
17.Elaboração de planejamento de retirada de moradores e de seus bens das áreas vulneráveis às Inundações Graduais e de adaptação de suas habitações para proteção dos bens móveis.
18.Criação de NUDEC’s.
19.Realizar cadastramento dos barqueiros.
Essas recomendações tornam – se possíveis de serem realmente efetivadas se comunidade e poder público se unirem em prol do desenvolvimento do município.
As inundações têm sido assuntos recorrentes nos noticiários, pois vêm mostrando a força da natureza e também o poder de destruição que homem possui, visto não praticarmos o nosso papel em respeitar os cursos naturais da natureza. Infligimos diariamente a nossa presença e o progresso na natureza com o pensamento voltado somente para o desenvolvimento e assim vamos negligenciando a preservação e o cuidado com o meio ambiente.
Infere-se que as inundações -fenômeno natural- tomam vulto muito maior e tornam determinados lugares mais suscetíveis a suas manifestações através da própria mão do homem que sofre diretamente a conseqüência de seus atos na natureza.
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