75 executivas para autorizar ou não o licenciamento de determinado empreendimento, haja vista poder ser potencialmente degradante.292
A participação também ocorrerá através da iniciativa popular e mediante instrumentos judiciais como ação popular, ação civil pública, Mandado de Segurança Coletivo.
Esta atuação de todos os cidadãos pela preservação ambiental se dará, portanto, mediante informação e educação, que ensejarão a ampla participação social em todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário), ou seja, nas decisões ambientais e na definição das diretrizes políticas e ambientais através dos mecanismos já conhecidos como a ação popular, ação civil pública, audiências públicas, iniciativa popular, consultas públicas.
76 compromisso político dos Estados em harmonizar desenvolvimento econômico e proteção ambiental, compromisso este que requereu “um documento programático a ser implementado pelos Governos, pelas agências de desenvolvimento, pelas Organizações das nações Unidas e por grupos setoriais independentes”.295
A agenda 21 é um programa de ação baseado em um documento com 40 capítulos, que quando constituído tinha por finalidade preparar o mundo para os desafios do novo século (Século XXI).296 É uma tentativa de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países.297
A finalidade da agenda 21 é o de traduzir em verdadeiras ações o conceito de desenvolvimento sustentável298, seu documento prevê compromissos para a mudança do padrão de desenvolvimento para este século, sendo, portanto, uma agenda de desenvolvimento, ou seja, não é restrito às questões ligadas a preservação da natureza, procura assim, romper com o desenvolvimento ligado apenas ao crescimento econômico, buscando, portanto, o desenvolvimento sustentável.
Desta forma, a Agenda 21 estabelece uma base sólida para a promoção do desenvolvimento sustentável em matéria de progresso social, econômico e ambiental, sendo suas recomendações divididas em dimensões sociais econômicas, conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento, fortalecimento do papel de grupos principais, como mulheres, crianças e jovens.
O novo tipo de desenvolvimento proposto é, então, aquele capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares em alguns anos, mas em todo o planeta.299
O presente modelo de desenvolvimento propugna a adoção de diversos princípios para uma vida sustentável, são eles: Respeitar e cuidar das comunidades dos seres vivos; melhorar a qualidade de vida; conservar a diversidade do planeta através da conservação dos processos ecológicos, da biodiversidade e do uso sustentável dos recursos renováveis; alteração de valores (paradigma econômico para o ecológico); Gerar uma
295 MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. p. 934.
296 Cf. MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. p.67
297 BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - O que é Agenda 21? Disponível em: http://www.mma.gov.br, Acesso em: 23/04/04.
298 Cf. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - O que é Agenda 21?Disponível em: http://www.mma.gov.br, Acesso em: 23/04/04.
299 Cf. SILVA, Geraldo Eulálio do Nascimento. Direito Ambiental Internacional. p. 46
77 estrutura nacional de integração do desenvolvimento e conservação dos recursos.300
No Brasil o desenvolvimento sustentável está preconizado no art. 225 da Constituição Federal de 1988, todavia a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981) já o previa, pois tratou como um dos seus objetivos a compatibilização do desenvolvimento econômico e social com a preservação do meio ambiente e do equilíbrio ecológico necessário a assegurar qualidade de vida.301
Relacionando este modelo de desenvolvimento a problemática enfrentada, ou seja, harmonização do direito à propriedade com a preservação ambiental, pode-se afirmar que é o modelo que além de estar inserido no artigo 225 da Constituição Federal, ao prever a preservação ambiental com garantia de vida para as presentes e futuras gerações – sustentabilidade ambiental - está previsto, também, nos dispositivos referentes à ordem econômica, pois preservação ambiental e propriedade fazem parte de seus princípios informadores (art. 170), e, portanto, devem conviver harmonicamente através do atendimento, do também princípio da ordem econômica, da função social da propriedade.
Plauto Faraco de Azevedo ao apresentar os dispositivos constitucionais referentes à preservação ambiental, propriedade e função social, assim dispõe sobre a sustentabilidade ambiental:
Como se percebe destes dispositivos, os princípios ou valores fundamentais que consagram são correlativos, isto é, constituem uma estrutura cujas partes são indissociáveis: não pode haver promoção do bem de todos ou da justiça social sem o respeito da dignidade da pessoa humana, o que, à sua vez, não se dá sem reconhecimento da função social da propriedade e sem que a utilização dos recursos do ambiente seja sustentável. A agressão egoística ou irresponsável deste, beneficiando apenas os predadores incapazes de antecipar o futuro, torna impossível cogitar da justiça social ou do bem comum, apontando para o “fim do futuro”. Os que assim procedem, sendo moralmente indignos, são mensageiros da morte, sem qualquer consideração com a vida das gerações futuras.302
O modelo de desenvolvimento sustentável é importante e deve ser aplicado, eis que, para superar a miséria e a pobreza de milhões de brasileiros é necessário gerar riquezas, todavia, esta não pode ser feita sobre bases de crescimento a qualquer preço.
Os modelos de desenvolvimento que não levam em consideração a questão ambiental são impulsionados para que através de tecnologias se possa substituir o que a natureza oferece.
300 Cf. MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. p.54/56.
301 Cf. SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. p.7.
302 AZEVEDO, Plauto Faraco de. Do Direito Ambiental – Reflexões sobre seu sentido e aplicação. p.62.
78 Neste sentido são modelos de desenvolvimento fundados no paradigma tecnológico e de crescimento, pois ao invés de investir na prevenção procura “remediar” os danos.
É preciso crescer, todavia de maneira planejada e sustentável, sendo, então, finalidade deste modelo de desenvolvimento assegurar a compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a proteção da qualidade ambiental.
Sem esta compatibilização não há como se falar em progresso, pois este se concretiza quando realizados de forma harmônica os princípios da ordem econômica, os quais ocorrem em função de esforços de todos os homens e não a custa do mundo natural, pondo-se em risco o futuro da própria humanidade.303
Compatibilizar o meio ambiente e desenvolvimento significa considerar os problemas ambientais dentro de um processo contínuo de planejamento, atendendo- se adequadamente às exigências de ambos e observando-se as suas inter-relações particulares a cada contexto sociocultural, político, econômico e ecológico, dentro de uma dimensão tempo/espaço. Em outras palavras, isto implica dizer que a política ambiental não deve erigir-se em obstáculo ao desenvolvimento, mais sim em um de seus instrumentos, ao propiciar a gestão racional dos recursos naturais, os quais constituem sua base material.304
Quando proposto este modelo de desenvolvimento, partiu-se da premissa de que é falso o dilema ou desenvolvimento ou meio ambiente, eis que devem harmonizar-se e complementar-se305, conforme o disposto inclusive no artigo 170 da Constituição Federal.
É falso, pois desenvolvimento não se confunde com crescimento, sendo nesta ordem defendido por Eros Roberto Grau:
Importando a consumação de mudanças de ordem não apenas quantitativa, mas também qualitativa, não pode o desenvolvimento ser confundido com a idéia de crescimento. Este, meramente quantitativo, compreende uma parcela da noção de desenvolvimento, deixando de fora, evidentemente, qualquer preocupação com o meio ambiente. 306
Vislumbra-se, entretanto, que este novo modelo de desenvolvimento, para ser realmente posto em prática, pressupõe, como já explanado, uma mudança do paradigma econômico, ou seja, aquele que tem o fator econômico como sendo “crescimento”, para o paradigma ecológico da sustentabilidade, pois entende o direito ambiental como possuidor de
303 MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente.p.52,2004.
304 MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente.p.51.
305 Cf. MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente.p.51.
306 GRAU, Eros Roberto. A ordem econômica na constituição de 1988 (interpretação e crítica). São Paulo:
Revista dos Tribunais, 1991. Apud PINTO, Antônio Carlos Brasil. Turismo e meio ambiente: Aspectos Jurídicos. p.68.
79 natureza econômica, dirigido à preservação e sustentabilidade racional dos recursos ambientais, com a finalidade de garantir qualidade de vida, uma vez que, nos termos já salientados, fator econômico deve ser encarado como desenvolvimento e não crescimento já que desenvolvimento pressupõe harmonia entre os diferentes elementos constitutivos da ordem econômica. 307
Cristiane Derani após apresentar o conceito de desenvolvimento sustentável trazido pelo Relatório “Nosso Futuro Comum” a sua vinculação com sustentabilidade econômica e ecológica, apresentou que não é um modelo ideal, mas se implementado contribuirá na preservação ambiental.
Desenvolvimento sustentável implica, então, no ideal de um desenvolvimento harmônico da economia e da ecologia que devem ser ajustados numa correlação de valores onde o máximo econômico reflita igualmente um máximo ecológico. Na tentativa de conciliar a limitação dos recursos naturais com o ilimitado crescimento econômico, são condicionadas à consecução do desenvolvimento sustentável mudanças no estado da técnica e na organização social.308
A preservação ambiental como principio da ordem econômica que é, deve ser efetivado para que a coletividade consiga se desenvolver sustentavelmente, afastando-se, por conseguinte a antiga concepção de antagonismo entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental, defendida pelo Brasil durante a Conferência de Estocolmo.
Este falso antagonismo é demonstrado por Antônio Herman Benjamin:
A primeira fratura desmontou o falso antagonismo defesa do meio ambiente e desenvolvimento, que caracterizou originalmente o movimento ambiental na década de 70 (...). Tal antagonismo mostrou-se, no decorrer nos anos 80, incorreto, já que as relações entre economia meio ambiente não têm, necessariamente, que ser conflitivas. (...) O segundo rompimento – diretamente relacionado com o primeiro – atuou sobre o binômio desenvolvimento econômico X crescimento econômico a qualquer custo. Este último parâmetro, como é notório, embora totalmente insensível à questão ambiental, balizou por séculos a evolução da humanidade. (...) Atualmente, já se fala em ecodesenvolvimento ou em desenvolvimento sustentado (sustentável), como síntese não apenas conveniente, mas necessária, entre meio ambiente e economia.309
Paulo de Bessa Antunes também esclarece a importância do princípio de proteção ambiental para se alcançar um padrão sustentável de desenvolvimento afastando-se a visão meramente econômica do acumulo de capital, o que por conseqüência afasta qualquer possibilidade de antagonismo:
307 Cf. ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental.p.19.
308 DERANI, Cristiane, Direito Ambiental Econômico. p,128.
309 BENJAMIN, Antônio Herman V. Dano Ambiental: Prevenção, Reparação e Repressão. São Paulo: RT, 1992.
p.12 e 13. Apud FIORILLO, Celso Antônio Pacheco. RODRIGUES, Marcelo Abelha. Manual de Direito Ambiental e Legislação Aplicável. p.117.
80 A efetivação do Princípio de proteção ao meio ambiente como princípio econômico implica, obrigatoriamente, a mudança de todo o padrão e do conceito de desenvolvimento econômico. É na busca de tais modificações que temos visto o surgimento de um imenso movimento de massas que se organiza em escala planetária na defesa do meio ambiente e da qualidade de vida.310
Para que posto em prática o desenvolvimento sustentável, propugnado inclusive pela Constituição Federal, é necessário, assim como para a construção de um Estado de Direito do Ambiente, estar a sociedade sob um regime político de democracia participativa e solidária que garanta criatividade e gestão autônoma da sociedade311, além da implementação e efetivação dos princípios ambientais.
Frisa-se que referida implementação não se dará através da edição de mais leis, haja vista o aparato normativo já existente. Necessário sim, o reconhecimento destes princípios por toda a coletividade, através da conscientização da problemática ecológica e pela adoção de políticas econômicas e ambientais sustentáveis por parte do poder executivo, e, ainda, a adoção dos princípios pelo judiciário, na resolução dos conflitos suscitados, notadamente aqueles oriundos da exploração da propriedade privada.
Desta forma, pode-se afirmar que são princípios de ação ao alcance de um desenvolvimento sustentável, a conscientização e mobilização da sociedade por meio da educação ambiental, a melhoria do padrão de vida da população, integração de ações governamentais e do setor privado na consecução de políticas sociais e ambientais.
Cristiane Derani, ao abordar o tema do desenvolvimento sustentável traduzido pelo uso parcimonioso dos recursos naturais considera-o um idealismo pouco factível, pois a sociedade confunde necessitar e querer, sendo desta forma, marcada pelo crescente consumismo.312
Todavia, nos termos anteriormente expostos e defendidos por Cristiane Derani, o desenvolvimento sustentável pode ser alcançado através de mudança de paradigma (do consumismo para o necessário) e desde que tenha por base os princípios ambientais.
(...) a teoria do desenvolvimento sustentável como tradução do ideal de uso parcimonioso dos recursos naturais esgota-se num idealismo pouco factível.
Entretanto, um trabalho de discussão política de prioridades, calcado em valores e princípios menos auto-destrutivo do homem com o homem e com a natureza. (...) O que existe é, dentro de uma mediação política comunicativa, a possibilidade de compor, atentando à inerente multidisciplinariedade, um conjunto complexo de fatores que resultariam, para uma determinada sociedade, o econômica-ambiental-
310 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental.p.16.
311 Cf. BORGES, Roxana Cardoso Brasileiro. Função Ambiental da Propriedade Rural. p.25.
312 Cf. DERANI, Cristiane. Direito Ambiental Econômico. p.135/154.
81 socialmente equilibrado. 313
Desta forma, o desenvolvimento sustentável que na prática ainda não tem a
“aplicação significante e homogênea de desenvolvimento duradouro” 314, é o modelo que deve ser aplicado, mas encontra óbice a sua existência no fato de a sociedade ainda viver com base no antigo paradigma consumista, e, portanto, será viabilizado mediante mudanças de comportamento no plano social e pessoal, além de transformações no modo de produção e hábitos de consumo.
Verifica-se, assim, que muitas são as dificuldades e desafios na consecução deste modelo de desenvolvimento que terá por fim a garantia da sustentabilidade ecológica, ambiental, social, política, econômica, demográfica, cultural, institucional, espacial.315
Entretanto, mesmo diante das dificuldades de implementação é o modelo que deve ser aplicado, pois é aquele que acaba por envolver as normas (regras e princípios) previstas nos artigo 225 e 170 da Constituição, além de ser o modelo que se efetivado poderá garantir o futuro das demais gerações.
313 DERANI, Cristiane. Direito Ambiental Econômico. p.154.
314 LEITE, José Rubens Morato. Dano Ambiental: do individual ao coletivo extrapatrimonial. p.25.
315 Cf. NOVAES, Waschinton. (Coord).Agenda 21 Brasileira: Bases para discussão. Brasília: Ministério do Meio Ambiente / PNUD, 2000. p.40/41.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O meio ambiente ecologicamente equilibrado apresenta-se como um novo direito, estatuído à categoria de Direito humano fundamental, sendo um dos direitos de terceira geração, pois nada mais é do que um direito de solidariedade e fraternidade, eis que toda a coletividade é responsável pela manutenção de uma vida saudável e pacífica, ou seja, qualidade de vida.
Deste modo, ao se conceber o Bem ambiental como bem pertencente à todos e indispensável à existência da vida, em todas as suas formas, é que diante de confrontos deste com os direitos individuais (privados), aí, então, inclusos o direito à propriedade privada, há que se prevalecer a defesa do meio ambiente, até porque o direito à propriedade só será reconhecido se atendido a sua função sócio ambiental.
Todavia, esta afirmação não importa na não indenização, ou seja, há casos que em virtude do esvaziamento econômico da propriedade, o proprietário deve ser ressarcido, como por exemplo, no caso de possuidor e dono de área em que foi instituído um parque nacional (unidade de conservação de proteção integral).
A proteção ambiental, ao inserir-se como princípio da garantia da manutenção da vida humana prevalece sobre interesses econômicos meramente particulares sem ser um princípio superior ao da propriedade, pois em verdade, estes devem estar compatibilizados para a consecução de uma existência digna.
Deste modo, o exercício do direito à propriedade função social e ambiental resguarda os interesses do proprietário (direito individual a explorar economicamente a propriedade) e da coletividade (direito difuso de possuir um meio ambiente sadio e equilibrado).
Assim, verificou-se que a propriedade somente é legitimada quando seu exercício não atentar contra interesses sociais, como, por exemplo, não fazer uso de formas de trabalhos degradantes, não desrespeitar normas de vizinhança e não atentar contra interesses ambientais.
O proprietário deve, portanto, tanto manter produtiva a sua propriedade como respeitar as regras de construção utilizando-se adequadamente dos recursos naturais disponíveis e preservando, por conseqüência, o meio ambiente.
83 A proteção ambiental incluída como um dos princípios da ordem econômica a ser alcançado para se garantir a vida digna, ao lado do direito de propriedade que atenda a sua função social, pretende dar início a um novo tipo de desenvolvimento, dito sustentável, baseado na utilização válida da propriedade que utiliza racionalmente os recursos disponíveis, na medida em que o proprietário toma consciência de que os recursos oferecidos pela natureza são finitos.
A Constituição Federal ao dispor sobre a criação dos espaços territoriais especialmente protegidos é considerada marco importante no ordenamento jurídico brasileiro, na medida em que ao serem definidos e criados, dispõem sobre a maneira de serem os recursos utilizados, exercendo papel fundamental na preservação do ambiente.
Todavia, como visto, necessário muito mais do que a criação de espaços protegidos, a sociedade deve compreender que as normas de proteção ambiental, aí inclusas as regras e os princípios, devem ser atendidas, pois, do contrário, o futuro da vida humana restará seriamente prejudicado.
Desta forma, há que se buscar a configuração de um novo Estado, um Estado de Direito do Ambiente, baseado em uma democracia ambiental que proclame a cidadania participativa e solidária, que tenha por fundamento o uso racional dos recursos naturais e que saiba conjugar crescimento econômico e preservação da natureza, constituindo-se, por certo, no modelo válido de desenvolvimento, aquele que visa a sustentabilidade ambiental e econômica.
Esta construção é difícil, mas será efetivada a partir da mudança do paradigma econômico – tecnológico baseado no consumo sem fronteiras, para o paradigma ecológico que tem por fim prevenção e preservação, que sabe distinguir o “querer” do “necessitar”, visto que desenvolvimento sustentável é aquele que requer um consumo sustentável, ou seja, saber usar os recursos naturais para satisfazer as necessidades sem comprometer as necessidades das futuras gerações.
A mudança paradigmática ocorrerá pela conscientização da sociedade através da educação ambiental, que fomentará a importância dos princípios ambientais na formulação de políticas econômicas, sociais e ambientais e, por conseqüência, formará indivíduos conscientes e preparados para enfrentarem a crise ecológica pela qual passa a humanidade.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 5. ed. rev, ampl e atual. Rio de Janeiro:
Lúmen Juris, 2001.
ARRUDA, José Jobson de A. PILETTI, Nelson. Toda a História: História Geral e do Brasil. 6. ed, Ática, São Paulo: 1996.
AZEVEDO, Plauto Faraco de. Do Direito Ambiental – Reflexões sobre seu sentido e aplicação. In: Revista de Direito Ambiental. n. 19, ano 5. São Paulo: Revista dos Tribunais, Julho-setembro de 2000.
BENJAMIN, Antônio Herman V. A proteção do meio ambiente nos países menos desenvolvidos: O caso da América Latina. In: Revista de Direito Ambiental. n. 0. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995.
______. Introdução à Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. In:
BENJAMIN, Antônio Herman V. (ORG). Direito Ambiental das áreas protegidas: O regime Jurídico das unidades de Conservação. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001.
_______. Introdução ao Direito Ambiental Brasileiro. In: BENJAMIN, Antônio Herman V.
(ORG). Manual Prático da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. 2. ed. São Paulo:
IMESP, 1999.
______. Desapropriação, reserva legal e áreas de preservação permanente. Disponível em: http://www.buscalegis.ccj.ufsc.br, acesso em: 21/09/2004.
BIRNFIELD, Carlos André de Souza. Das Diretrizes Gerais de Proteção Ambiental à Limitação Administrativa Constitucional: Elementos de Reflexão sobre a Proteção Ambiental das Florestas Tropicais que não sejam de Propriedade Pública. In: LEITE, José Rubens Morato (ORG). Inovações em Direito Ambiental. Florianópolis: Fundação José Arthur Boiteux, 2000.
BOBBIO, Norberto. A Era dos Direitos. (Trad.) Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro:
Campus, 1992.
BORGES, Roxana Cardoso Brasileiro. Função Ambiental da Propriedade Rural. São Paulo: LTr, 1999.
BOTREL, Karla. O Direito Urbanístico. In MUKAI, Toshio. Temas Atuais de Direito Urbanístico e Ambiental. Belo Horizonte: Forum, 2004.
85 BRASIL. Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar. 3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
______. Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05.10.1988. 22.
ed. atual.ampl. São Paulo: Saraiva, 1999.
______. Código Civil e Legislação Civil em vigor. Org. Theotônio Negrão e José Roberto Freire Gouvêa. 22. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003.
______. Lei 10.257 de 10 de julho de 2001 – Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais e dá outras providências. In: BRASIL. Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar. 3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
______. Lei 4.771 de 15 de setembro de 1965. Institui o Código Florestal. In: BRASIL.
Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar.
3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
______. Lei 9.985 de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1º, incisos I, II, III e IV, da Constituição Federal, Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e dá outras providências. In: BRASIL. Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar. 3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
______. Decreto 4.340 de 22 de agosto de 2002. Regulamenta os artigos da Lei 6.938, de 18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC, e dá outras providências. In: BRASIL. Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar. 3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2004.
______. Lei 9.795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. In: BRASIL.
Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar.
3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
______. Lei 6.766 de 19 de dezembro de 1979. Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências. In: BRASIL. Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar. 3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
______. Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. In:
BRASIL. Constituição Federal, Coletânea de legislação de direito ambiental. Org. Odete Medauar. 3. ed. rev, atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.