• Nenhum resultado encontrado

7. MATRIZ CURRICULAR

7.5 DINÂMICA DE TCC

A disciplina Monografia tem como objetivo consolidar a capacitação analítica do aluno para a análise do ambiente social, jurídico, econômico, político e cultural em âmbito internacional, em suas correlações com o Brasil.

A disciplina Monografia busca identificar e sistematizar informações e dados relevantes, elaborar pesquisas e promover a produção de conhecimento que possa fundamentar a formulação de planos e execução de ações referentes ao intercâmbio internacional de empresas públicas e privadas, organismos

18O detalhamento das atividades por categoria pode ser consultado no referido Manual. Ver UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA (a). Manual de Regulamentação das Atividades Complementares do Curso de Relações Internacionais.

Brasília, 2006.

internacionais, instituições de ensino, no domínio dos negócios e da cooperação internacional com a proposição de estratégias de ação para o Brasil no cenário internacional. Proporcionará ao aluno as ferramentas analíticas e metodológicas a serem seguidas para torná-lo capaz de analisar diferentes hipóteses sobre o funcionamento de mercados, de negócios, de relações bilaterais ou multilaterais, sobre conflitos de qualquer origem ou sobre variáveis que alterem o relacionamento entre organismos, nações ou mesmo grupos sociais. O instrumental analítico proporcionado pela teoria, em economia, sociologia, direito, política e outros ramos do saber será aplicado corretamente por meio de técnicas de raciocínio lógico, da estatística e outros métodos quantitativos.

Quanto à sua relação com as demais disciplinas do Curso de Relações Internacionais e de outros cursos, a disciplina Monografia requer a prática da multidisciplinaridade. Isto porque as relações internacionais são sempre objeto de estudos e análises que necessitam da contribuição, do somatório, do conteúdo e de conhecimentos postos à disposição dos alunos por várias disciplinas ao longo do Curso. Pode-se dizer que praticamente todas essas disciplinas estão presentes de alguma forma no Trabalho Monográfico Final.

A Interdisciplinaridade também está presente, pois constantemente existe a transferência e a aplicação de métodos de análise científica, histórica ou cultural de uma disciplina para outra por comportarem os mesmos princípios de envolvimento humano. A transdisciplinaridade, por sua vez, pode ser evidenciada na elaboração de diagnósticos, de análises e de recomendações de ações na área das relações internacionais. Perpassa e atravessa diversas disciplinas, envolvendo inúmeros campos do saber e reúne os conhecimentos sobre determinado assunto em um todo harmônico e coerente para permitir o entendimento mais abrangente dos complexos problemas em que as relações internacionais estão involucradas. O aluno precisa ter clara essa necessidade de analisar as questões internacionais à luz da transdisciplinaridade, identificando o que está ao mesmo tempo entre os conhecimentos das diversas disciplinas e o que também se estende para além delas. É por isso que a disciplina Monografia somente poderá ser cursada nos dois últimos semestres do Curso, quando o necessário acúmulo de conhecimentos prévios é maximizado.

Como regra geral, a Monografia deve abordar temas concretos, empíricos, relacionados a aspectos históricos, culturais, jurídicos, políticos, sociais, econômicos ou comerciais do Brasil com os demais países ou mesmo da atuação de órgãos e organismos nacionais, estrangeiros e internacionais, entre si.

Trabalhos de natureza puramente teórica são mais compatíveis com a pós-graduação. A forma final que a Monografia deve assumir é a de um artigo que responda aos padrões técnicos exigidos por publicações especializadas, tendo condições de eventualmente ser aceito para publicação.

A apresentação da Monografia segue a mesma estrutura de publicações científicas, devendo ser feita com base nas normas técnicas definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT e em consonância com o Manual para apresentação de monografias, dissertações e teses da Universidade Católica

de Brasília. O conteúdo do trabalho monográfico deve demonstrar a familiaridade do estudante para com a literatura sobre o tema escolhido bem como sua capacidade de análise e expressão na forma escrita, empregando os conhecimentos teóricos e metodológicos obtidos ao longo do curso de graduação em Relações Internacionais.

O trabalho monográfico pressupõe a escolha, pelo estudante, de um orientador que possa acompanhar o desenvolvimento da elaboração do TCC, indicando bibliografia, facilitando a pesquisa e encaminhando o estudante no caminho do aprimoramento acadêmico-científico.

7.6 DINÂMICA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NÃO OBRIGATÓRIO

Almejando adequar o Curso de Relações Internacionais da UCB aos requisitos dos Padrões de Qualidade propostos para os cursos de Relações Internacionais pelo MEC, bem como evitar o alargamento desnecessário da grade de disciplinas obrigatórias do Curso, o estágio na área internacional é considerado como componente curricular não obrigatório, privilegiando o espírito empreendedor daqueles alunos que se interessem por essa atividade.

Na área de Relações Internacionais, os estudantes podem estagiar junto ao setor público, empresas de economia mista, setor privado, representações de governos estrangeiros no Brasil, organismos internacionais, tanto intergovernamentais quanto não-governamentais, OSCIPs, Sindicatos e Associações, Instituições de Ensino Públicas ou Privadas, bem como agências de consultoria. O estudante do curso de Relações Internacionais poderá iniciar atividades de estágio a partir do 1° semestre. As atividades previstas para o estágio e descritas no Plano de Estágio do estudante devem estar diretamente relacionadas à proposta formativa do curso (ver Anexo 1, p. 93)

O aluno estagiário na área internacional durante todo um semestre letivo terá a possibilidade de contagem de horas em Atividades Complementares, registradas em seu Histórico Escolar e em seu Currículo.

Essa atividade corresponderá a 60 horas/aula que somente poderão ser concedidas em um semestre, isto é, apenas uma única vez.

Para se efetivar a concessão das horas em Atividades Complementares, é necessário o aluno apresentar os relatórios junto à Pró-Reitoria de Extensão e à Coordenação de Estágios do curso de Relações Internacionais, responsáveis pelo acompanhamento e supervisão dos alunos estagiários, de acordo com as normas institucionais e legislação vigente.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETO, Vera. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.

BULL, Hedley. A Sociedade Anárquica. Brasília: IPRI: São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002.

FREINET, Celestin (a). As técnicas Freinet da escola moderna. 4. ed. Lisboa: Estampa, 1975.

________ (b). A educação pelo trabalho. Lisboa: Estampa, 1974. 2v.

FREIRE, Paulo (a). Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro:

Paz e Terra,19 ed., 1989.

________ (b). Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

________ (c). Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

________ (d). Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

GUIMARÃES, Lytton L. Relações Internacionais como Campo de Estudo. Cadernos da REL. Brasília: UnB, 2001.

HAESBAERT, R. (org.). Globalização e fragmentação no mundo contemporâneo. Niterói: EdUFF, 2001.

MEYERS, Chet and JONES, Thomas B. Promoting Active Learning: Strategies or the College Classroom. San Francisco: Jossey-Bass Publishers, 1993.

PECEQUILO, Cristina S. Introdução às Relações Internacionais. Petrópolis: Vozes, 2004.

PIAGET, Jean (a). Para Onde Vai a Educação? Trad. Ivete Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973.

________ (b). Fazer e Compreender. Trad. Cristina L. de P. Leite. São Paulo: Melhoramentos; EDUSP, 1978.

________ (c). Aprendizagem e Conhecimento. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1979.

SARAIVA, J. F. S. (org.). Relações Internacionais: dois séculos de História. Brasília: IBRI, 2001, 2v.

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA (a). Carta de Princípios da Universidade Católica de Brasília.

Universa: Brasília, 1998.

__________(b). Projeto Pedagógico Institucional. Brasília: Universidade Católica de Brasília, 2007.

VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. Lisboa: Edições Antídoto, 1979.

Artigos e documentos da internet

PNUD. Relatório do Desenvolvimento Humano 2006, p. 28. Disponível em http://www.pnud.org.br/arquivos/rdh/rdh2006/rdh2006_25pontos.pdf. Acesso em 05 de outubro de 2007.

UN Fourth World Conference on Women. Beijing Declaration, paragraph 36. Disponível em http://www.un.org/womenwatch/daw/beijing/platform/declar.htm. Acesso em 12 de setembro de 2007.

ANEXO 1

Descrição das atividades compatíveis com a realização do Estágio Supervisionado não obrigatório no curso de Relações Internacionais

Tipos de Empresas onde os estagiários poderão atuar:

-Serviço Público – agências, autarquias e órgãos governamentais -Empresas de Economia Mista

-Empresas Privadas -Organismos Internacionais.

-Organizações Não Governamentais e OSCIPs -Sindicatos e Associações

-Instituições de Ensino Públicas ou Privadas

- Representações de governos estrangeiros no Brasil.

Atividades a serem desenvolvidas*:

ATIVIDADE SEMESTRE

INÍCIO

Acompanhar o trâmite de atos internacionais 1

Traduzir, organizar, arquivar e dar encaminhamento a documentos técnicos e administrativos

1

Elaborar, sob supervisão de profissionais da área, documentos nacionais e internacionais, tais como ofícios, contratos, textos de acordos, protocolos, aide- mémoires, ajustes, entre outros

2

Realizar levantamento de dados econômicos, sociais, políticos e jurídicos nacionais e internacionais

2

Realizar trabalhos na área de informática, alimentando sistemas de dados técnicos e na elaboração de cartazes, folders e outros materiais informativos relativos a Relações Internacionais

2

Elaborar boletins técnicos acerca de temática econômica, social, cultural, política e jurídica, de âmbito nacional e/ou internacional

3

Elaborar levantamentos de dados sobre estratégia, inteligência, segurança e defesa interna e externa

3

Realizar estudos e pesquisas na área de segurança, estratégia, defesa e 3

inteligência

Acompanhar a tramitação de processos de cunho técnico, relacionados com Relações Internacionais em instituições públicas ou privadas

3

Desenvolver ações para viabilizar e/ou participar de ações que promovam o intercâmbio entre instituições, organizações, empresas e outras entidades nacionais e internacionais

3

Realizar trabalhos na área de turismo, compreendendo atendimento a clientes nacionais e estrangeiros, organização de eventos, viagens, informações diversas, entre outros

4

Co-participar na elaboração de programações de cursos, mini-cursos, palestras, conferências, simpósios, workshops, feiras e eventos de caráter nacional ou internacional

4

Auxiliar na elaboração de agendas de profissionais na área de Relações Internacionais

4

Elaborar, sob supervisão de profissional da área, análises e pareceres técnicos conjunturais de assuntos na área de Relações Internacionais

4

Realizar pesquisas sobre o mercado internacional de produtos e serviços 4 Realizar estudos de mercado e estudos setoriais; elaborar análises de

oportunidades de negócios

4

Acompanhar atividades governamentais relacionadas com a área de Relações Internacionais

5

Auxiliar no planejamento estratégico em agências governamentais, embaixadas, empresas, organizações intergovernamentais, entre outras instituições que tenham interface internacional

5

Realizar cálculos econômicos, financeiros e estatísticos sobre dados internos e externos

5

Elaborar ou co-participar na confecção de relatórios técnicos pertinentes a fatos e eventos internos e/ou externos que tenham repercussão nas relações internacionais de empresas, agências e órgãos governamentais, organizações intergovernamentais, entre outras instituições que tenham interface internacional

5

Realizar tarefas de acompanhamento de acordos e tratados internacionais de ordem econômica, social, política, jurídica, de segurança e defesa

5

Organizar dados e redigir (ou colaborar com a redação de) reportagens para jornais 5

nacionais e internacionais, bem como contribuir para a elaboração de comunicados à imprensa nacional e internacional

Participar de reuniões; prestar serviços de assessoria técnica e acompanhamento 5 Realizar atividades na área técnica e administrativa de certificação e controle de

importações e exportações

6

Elaborar pesquisas em arquivos; co-participar na elaboração de discursos; elaborar clippings sobre política exterior brasileira

6

Elaborar, sob supervisão, atividades nas áreas de planejamento, orçamento, finanças, administração de projetos internacionais

7

Realizar contatos e estabelecer networking com instituições, organizações e entidades estrangeira no âmbito dos negócios e/ou da cooperação internacional

7

Secretariar reuniões técnicas e/ou participar ativamente delas 8

*Esclareça-se que as atividades podem ser exercidas de forma cumulativa, isto é, estudantes, por exemplo, de quinto semestre, poderão exercer todas as atividades previstas para o quinto semestre e também para os semestres precedentes.

ANEXO 2 MATRIZ CURRICULAR PADRÃO SECRETARIA ACADÊMICA

Curso: Relações Internacionais Grau: 3° Currículo: 1405

Carga Horária Total: 2580 Qtde Créditos Total: 166 Carga Horária Disc. Obrig. 2400 Qtde Créditos Disc. Obrig: 162 Carga Horária Optativa: 60 Qtde Créditos Optativos: 04

Atividades Complementares: 120 Data Início: _____/______/_______

Nº Semestre Mínimo: 8 Data término: _____/______/_______

Nº Semestre Máximo: 14 Graduação: Bacharel

Ênfase Aprovação:

Turnos disponíveis: Matutino Local: Campus I - Taguatinga

Sem Seq Cód Nome Disciplina Pré-Req

Crd Carga Horária

Disc Min.C Sem Lim Teo Lab Prát Total

1

1 G14001

Introdução ao Estudo das Relações Internacionais 4 50 10 60

2 G16002 Ciência Política e Teoria Geral do Estado 4 60 60

3 G04001 Introdução à Microeconomia 4 60 60

4 Introdução à Educação Superior 8 120 120

Totais 20 290 10 0 300

2

5 G14003 Estatística - 4 60 60

6 G14004 Teoria Política Moderna e Contemporânea 02 4 60 60

7 G04004 Introdução à Macroeconomia - 4 60 60

8 G14002 Noções de Direito - 4 60 60

9 G14006 Formação Política e Econômica da América Latina - 4 60 60

Totais 20 300 0 0 300

3

10 G14007 Teoria das Relações Internacionais I 06 4 60 60

11 G14005 Direito Internacional Público 08 4 60 60

12 G14009 História das Relações Internacionais 01 4 60 60

13 G14013 Pensamento Econômico Brasileiro - 4 60 60

14 G004008 Economia Internacional - 4 60 60

Totais 20 300 0 0 300

4

15 G14011 Teoria das Relações Internacionais II 10 4 60 60

16 G14012 Organizações Internacionais 10 4 40 20 60

17 G14008 Meio ambiente e Relações Internacional - 4 20 40 60

18 G14014 Economia Política Internacional - 4 60 60

19 G14015 Direito Internacional Privado 11 4 60 60

Totais 20 240 60 0 300

5

20 G14016 Teoria e Prática das Negociações Internacionais - 4 40 20 60

21 G14017 História das Relações Internacionais do Brasil 12 4 60 60

22 G14018 Comércio Internacional 18 4 60 60

23 G14019 Relações Internacionais Contemporâneas 12 4 60 60

24 G14020 Proteção Internacional da Pessoa Humana 11 4 50 10 60

Totais 20 270 30 0 300

6

25 G14021 Cooperação Internacional - 4 50 10 60

26 G14022 Finanças Internacionais 14 4 50 10 60

27 G14023 Diplomacia 11 4 50 10 60

28 G14025

Política Externa do Brasil Contemporâneo 21 4 60 60

29 G14026 Integração Regional 16 4 60 60

30 Logística Internacional 22 2 30

Totais 22 300 30 0 300

7

31 G14027

Geografia das Relações Interrnacionais 27 4 60 60

32 G14028 Direito Internacional do Comércio 11 4 60 60

33 G14029 TCC I – Metodologia da Pesquisa em Relações

Internacionais 29,31 2 10 20 30

34 G14030 Marketing Internacional 27 4 50 10 60

35 G14031 Segurança Internacional 25 4 60 60

36 G00002 Antropologia da Religião - 4 60 60

Totais 22 300 30 0 330

8

37 G14033 Análise das Relações Internacionais 31 4 60 60

38 G14034 Contratos Internacionais 19 4 60 60

39 G14035

TCC II – Elaboração de Monografia Final de Curso

33 2 10 20 30

40 G00003 Ética - 4 60 60

41 G14036 Governança Global 16 4 40 20 60

Totais 18 230 40 0 270

Totais 162 2230 200 0 2400

Disciplinas Optativas

42 G14037 Tópicos Especiais em Relações Internacionais 4 60

43 G14038 Estudos de Países e Regiões 4 60

45 G03020 Planejamento e Gestão de Projetos 4 60

46 G37001 Sociologia Geral 4 60

47 G00401 Empreendedorismo e Inovação 4 60

48 G00304 Libras 4 60

ANEXO 3

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU“EMBARCADA

Caso opte por isso, o estudante do Curso de Relações Internacionais da UCB poderá cursar uma pós-graduação, com duração de um semestre letivo, seguida imediatamente ao término da graduação. Na UCB, esse tipo de pós-graduação lato sensu, também conhecida como pós “embarcada”, dá ao estudante o grau de especialista e tem como diferencial apenas o tempo curto em que é cursada. A pós “embarcada” da UCB habilita o egresso em Relações Internacionais Contemporâneas, com área de concentração em Estudos de Países e Regiões, enfatizando-se abordagens atuais das Relações Internacionais Contemporâneas nas quais o profissional deve especializar-se para estar bem situado no mercado de trabalho e atender às diversas demandas e necessidades sociais, crescentes nessa área.

JUSTIFICATIVA

A UCB é uma instituição de ensino superior que tem como objetivos fundamentais a excelência acadêmica e a difusão de valores éticos e cristãos.

Estando situada na Capital da República e, portanto, na sede do Governo Federal, possui responsabilidade diferenciada e visão peculiar sobre as relações internacionais. Imersa no ambiente onde se formulam as decisões nacionais e internacionais de políticas públicas, a UCB deve estar permanentemente atenta a tal realidade. Diante das profundas mudanças em curso na cena internacional, a partir do fim da Guerra Fria e do advento da globalização e, possivelmente, ainda com maior ênfase, após os eventos de 11 de setembro de 2001 e seus desdobramentos para o mundo conforme se configura nesse início de século XXI, a UCB entende que precisa promover a compreensão dessas mudanças e de seus impactos sobre os interesses globais, regionais, nacionais e locais.

É certo que, nos dias atuais, o mercado de trabalho cada vez mais exige profissionais com formação generalista, que tenham, ao mesmo tempo, especialização. Isso, que poderia ser visto como uma contradição, nada mais é do que característica própria do bacharel em Relações Internacionais (também conhecido como internacionalista) que procura cursos de pós-graduação como complemento da sólida formação multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar que adquire ao longo do Curso de graduação. Em vista disso, o internacionalista tem um amplo leque de possibilidades para aprofundar seus conhecimentos.

Dentre as áreas que se contemplam, podem ser citadas, sem que se reflita no rol que se segue qualquer ordem de importância: direito internacional, economia internacional, finanças internacionais, comércio exterior, diplomacia, história de relações internacionais, teoria de relações internacionais, política internacional,

estudos de integração regional, estudos de globalização, marketing internacional, cooperação internacional, estudos estratégicos, inteligência competitiva, proteção internacional do meio ambiente, relações culturais (antropologia e sociologia das relações internacionais), estudos religiosos, estudos de países e regiões, identificação de oportunidades internacionais, e tantos outros.

Já se verifica, em Brasília, a existência de alguns cursos de pós-graduação em relações internacionais, dentre os quais se pode citar o programa de Mestrado e Doutorado em Relações Internacionais da Universidade de Brasília, o Mestrado em Diplomacia, do Instituto Rio Branco, o Mestrado em Direito Internacional do UniCEUB, o Mestrado em Direito do Comércio Internacional, da UCB, além dos diversos MBAs e pós-graduações lato sensu, como o próprio Curso de Especialização em Relações Internacionais e Diplomáticas da América do Sul da UCB, o Curso Virtual de Comércio Exterior da Católica Virtual e os Cursos de Marketing Internacional e Finanças Internacionais, dos quais os mais renomados são os da Fundação Getúlio Vargas. Há, entretanto, carência de pós- graduações em algumas áreas de formação dos bacharéis em Relações Internacionais.

Além do público-alvo que certamente se formará com os egressos de Cursos de Relações Internacionais do DF e outras regiões, vários outros nichos de oportunidade podem ser visualizados em uma simples pesquisa de mercado para uma pós-graduação em Relações Internacionais. Alguns exemplos de potenciais alunos: empresários dos setores de serviços e comércio exterior; funcionários de Embaixadas e seus dependentes; funcionários das agências da Organização das Nações Unidas, várias das quais têm escritórios em Brasília, como o PNUD, o UNICEF, a UNIDO, o UNIFEM, e outros; servidores de assessorias internacionais dos mais diversos ministérios e secretarias do governo federal; servidores de governos estaduais e municipais, cada vez mais envolvidos com relações internacionais a partir da realidade local e regional; servidores de agências reguladoras, como a ANVISA, a ANATEL, a ANA, a ANEEL, a ABC, dentre outras; e muitos outros profissionais, também da iniciativa privada e de ONGs ou OSCIPs. Nesse sentido, o MBA em Relações Internacionais da UCB contempla a análise aprofundada do sistema internacional, da formação de blocos econômicos, das convergências e divergências de interesses entre nações e grupos sociais e dos seus impactos sobre os interesses nacionais.

Brasília, em especial, que por um lado é bem servida de estrategistas políticos, carece, entretanto, de profissionais com perfil adequado para atuar na área estratégica e operacional do comércio exterior, da cooperação internacional, da transferência de tecnologia para empresas, do funcionamento do sistema financeiro internacional, da elaboração e análise de projetos de cooperação internacional, do acompanhamento do processo decisório na área internacional, dentre outros. Essa situação se repete em todo o país, do que decorre, em outras palavras, que o mercado profissional de Brasília e do Brasil ressente-se da falta de agentes proficientes em negociar estrategicamente na seara internacional. Assim sendo, a contribuição para com o desenvolvimento da região em que se

situa, visualizando Brasília como promissor centro econômico internacional, leva à necessidade – parcialmente já atendida pela UCB em âmbito de graduação – de um MBA em Relações Internacionais com marcada orientação para a seara das negociações internacionais, que vise a tornar mais eficiente a projeção internacional da região, em primeira instância, e também do Brasil como um todo.

O egresso do MBA em Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília é, portanto, habilitado para atuar em campo profissional de amplíssimo espectro, que abrange tanto o setor público como o privado. Além disso, por se tratar de Instituição comprometida com valores éticos e cristãos, a UCB promove a avaliação crítica dos fenômenos internacionais a partir de uma perspectiva inegavelmente humanista.

Justificativa Institucional

O MBA em Relações Internacionais regularmente oferecido pela Universidade Católica de Brasília – UCB estruturou-se para fazer frente à carência de profissionais qualificados para nichos de suma importância no campo das relações internacionais de hoje. Procura-se, no momento, com esta proposta de MBA de curta duração, fazer com que principalmente os recém-formados em Relações Internacionais e outros egressos da UCB tenham a possibilidade de, em apenas um semestre, concluir sua primeira pós-graduação. Com isso, completariam em tempo reduzido mais uma etapa de formação exigida pelo mercado de trabalho. Isso certamente viria a suprir uma das grandes necessidades da sociedade brasiliense e, por extensão, de toda a sociedade brasileira: negociadores qualificados, capazes de manter em alta o interesse da agência governamental, da empresa, ou de qualquer instituição onde trabalhe para colaborar, em última instância, para uma projeção internacional do Brasil que seja marcada pela competência e pelas boas ações.

Destarte, resta claro que a existência de um MBA de curta duração viria ao encontro dos princípios gerais que regem a atuação e as práticas da UCB. Sendo a Fundação Universa uma entidade relacionada à UCB pelo mesmo elemento originário – a União Brasiliense de Educação e Cultura – UBEC, é possível atestar, de antemão, a viabilidade de tal MBA funcionar a partir da parceria Funiversa/UCB.

MATRIZ CURRICULAR DA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

S EM

º ód COMPONENTES CURRICULARES RÉ-

REQ. R

CARGA HORÁRIA

OTAL

Relações Internacionais Contemporâneas

4 0 0 0

Relações Internacionais na Europa

4 0 0

Relações Internacionais nas Américas

4 0 0

Relações Internacionais na Ásia e Oceania

4 0 0

Relações Internacionais na África

4 0 0

Relações Internacionais no Oriente Médio

4 0 0

TCC 4 0 0

SOMA

8 20 20

As aulas são ministradas no turno matutino e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) será desenvolvido a partir da Monografia Final de Curso, compondo-se de um resumo ou artigo feito a partir do trabalho da graduação.

Por fim, está em construção o projeto de um Mestrado em Relações Internacionais, com ênfase em Estratégia, Defesa e Inteligência, que preparará profissionais com competência para atuar tanto na iniciativa privada quanto pública. No âmbito governamental, o mestre em Relações Internacionais formado na

No documento PPC Relações Internacionais 2011 - UCB (páginas 84-87)

Documentos relacionados