3.3 REGULARIZAÇÃO EXISTENTE NO BRASIL DO SOFTWARE
3.3.3 DO REGISTRO DO SOFTWARE
Assim como nos Direitos Autorais, o registro não é obrigatório para o Programa de Computador para existir a proteção dos direitos ao titular. Os registros de Programa de Computador conforme a lei em seu artigo 3° se procederá da seguinte maneira:
Art. 3° Os programas de computador poderão, a critério do titular, ser registrados em órgão ou entidade a ser designado por ato do Poder Executivo, por iniciativa do Ministério responsável pela política de ciência e tecnologia.
§ 1º. O pedido de registro estabelecido neste artigo deverá conter, pelo menos, as seguintes informações:
179SOUZA, Carlos Fernando Mathias de. Direito autoral. Brasília, DF: Brasília Jurídica, 1998. p.131- 132.
180SOUZA, Carlos Fernando Mathias de. Direito autoral. 2ª ed.Brasília, DF: Brasília Jurídica, 2003.
p.89.
181SOUZA, Carlos Fernando Mathias de. Direito autoral. 2ª ed.Brasília, DF: Brasília Jurídica, 2003.
p.89.
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I - os dados referentes ao autor do programa de computador e ao titular, se distinto do autor, sejam pessoas físicas ou jurídicas;
II - a identificação e descrição funcional do programa de computador;
e
III - os trechos do programa e outros dados que se considerar suficientes para caracterizar sua criação independente, ressalvando- se os direitos de terceiros e a responsabilidade do Governo.
§ 2º. As informações referidas no inciso III do parágrafo anterior são de caráter sigiloso, não podendo ser reveladas, salvo por ordem judicial ou a requerimento do próprio titular.182
Nesse sentido Luiz Otávio Pimentel183 diz:
A proteção aos direitos do autor ou titular de programa de computador independe de registro. Valendo aqui o que foi dito antes, ou seja, mesmo sendo o efeito do registro declaratório é um instrumento eficiente na falta de outro meios de prova da autoria e titularidade. O órgão competente para tal é o INPI, que funciona no Rio de Janeiro.
O pedido de registro deve conter, pelo menos, as seguintes informações: os dados referentes ao autor do programa de computador e ao titular, se distinto do autor, sejam pessoas físicas ou jurídicas; a identificação e descrição funcional do programa de computador; e os trechos do programa e outros dados que se considerar suficientes para caracterizar sua criação independente, ressalvando-se os direitos de terceiros e a responsabilidade do Governo (estas informações são de caráter sigiloso, não podendo ser reveladas, salvo por ordem judicial ou a requerimento do próprio titular).
Entende-se porém, que o local adequado ao registro para Programas de Computador é o INPI, consta no site184do INPI, todos os procedimentos a serem seguidos para o registro, assim como os formulários. As informações a seguir foram retiradas do site do INPI, já mencionado. As outras proteções conferidas ao INPI são relacionadas à Propriedade Industrial, já o registro de Programa de Computador é afeto ao Direito Autoral.
182CABRAL, Plinio. Revolução tecnológica e direito autoral. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.
p.256-257.
183 PIMENTEL, Luiz Otávio. Propriedade intelectual e universidade: aspectos legais. Florianópolis:
Fundação Boiteux, 2005. p.158.
184 Disponível em: <http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/programa> Acesso em 19/10/2009.
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A Divisão de Registro de Programa de Computador - DIREPRO - está subordinada à Coordenadoria Geral de Outros Registros (CGREG) da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros (DIRTEC).
A competência do INPI, com relação ao registro de Programas de Computador foi atribuída através do Decreto 2.556/98, de 20 de abril de 1998, e é regido pela Lei nº 9.609/98, de 19 de fevereiro de 1998.
A análise e decisão sobre o Registro de Programas de Computador é atribuição da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros, conforme Artigo 13 do Decreto nº 5.147, de 21/07/2004.
No site185 tem passo a passo como registrar o Programa de Computador, citarei alguns a saber:
a) A documentação técnica pode ser entregue em papel ou em CD/DVD. Caso a opção seja pela entrega em papel, devem ser utilizados os invólucros e caso esta documentação seja entregue no formato eletrônico, o CD/DVD deverá ser entregue em envelopes SEDEX.
b) Após, deve-se Preencher o formulário "Pedido de Registro de Programa de Computador". Deverá ser observado que pedidos de registro com a documentação técnica em CD, sem a autorização para a cópia, não serão aceitos.
c) Deve ser entregues no INPI (Sede, Divisões Regionais, Representações) ou enviar por correio os invólucros/envelopes SEDEX fechados, observando que os dois envelopes, que fazem parte do invólucro, também devem estar fechados;
d) Todas as comunicações dos atos e despachos relativos ao registro de programas de computador serão feitas através de publicações específicas na Revista Eletrônica da Propriedade Industrial – RPI, disponível no portal do INPI, desta forma, o acompanhamento da RPI se faz necessário.
e) O prazo para cumprimento de exigências que ocorram quando do exame de registrabilidade é de sessenta dias a contar da publicação da mesma na RPI;
185 Disponível em: < http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/programa/copy_of_index.html> Acesso em 19/10/2009.
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f) Caso as exigências não sejam cumpridas no prazo estipulado, o pedido será arquivado (Lei do Processo Administrativo, artigo 40);
g) A partir da publicação da notificação do deferimento do pedido, na RPI, corre o prazo de sessenta dias para interposição de recurso por parte de terceiros com relação à documentação formal.
h) O certificado do Registro ficará disponível na recepção do INPI no Rio de Janeiro/RJ, ou na Divisão Regional ou Representação do INPI do estado em que o pedido foi depositado.
Segue-se abaixo o endereço do INPI:
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)
“Rua Mayrink Veiga, nº 9 - Centro - Rio de Janeiro/RJ - Cep: 20090- 910
Praça Mauá, nº 7 - Centro - Rio de Janeiro/RJ - Cep: 20081-240 Telefone: 21 2139-3000
CNPJ: 42.521.088/0001-37186”
Passaremos a abordar agora das sanções aplicadas, no caso de violação, aos Direitos Autorais e aos Programas de Computador.
3.4 SANÇÕES ÀS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS AUTORAIS
A lei dos Direitos Autorais (9.610/98) em seu Título VII, artigos 102 ao 110 dispõe das sanções às violações dos Direitos Autorais. E na Lei dos Programas de Computador (9.609/98), preconiza em seus artigos 12 ao 14 as infrações e penalidades a quem viola os direitos de autor de Programa de Computador.
As sanções cabíveis em decorrência dos Direitos Autorais são as civis que são aplicadas sem prejuízo das penais.
186Disponível em: < www.inpi.gov.br> Acesso em: 17/09/2009 pdfMachine
No que tange o assunto João Willington & Jaury N. de Oliveira187 destacam:
O titular dos direitos autorais poderá instar para que cesse a atividade ilícita do infrator, exigir a indenização dos danos materiais e morais causados, que serão estimados em função dos benefícios obtidos pelo infrator.
O tribunal poderá ordenar a destruição dos exemplares ilícitos, a menos que o autor do direito infringido solicite sua entrega a custa de indenização. O cessar da atividade ilícita poderá compreender a inutilização dos materiais, destinar à produção e inclusive sua destruição quando se estimar que podem voltar a ser empregados para o mesmo fim. A suspensão da exploração infratora poderá compreender também a proibição ao infrator de renová-la.
O titular cuja obra seja fraudulentamente reproduzida, divulgada ou de qualquer forma utilizada, poderá requerer a apreensão dos exemplares reproduzidos ou a suspensão da divulgação, sem prejuízo da indenização cabível.
Quem editar obra literária, artística ou científica, sem autorização do titular, perderá para este os exemplares que se apreenderem e pagar-lhe-á o preço dos que tiver vendido. Não se conhecendo o número de exemplares que constituem a edição fraudulenta, pagará o transgressor o valor de três mil exemplares, além dos apreendidos.
Quem vender, expuser a venda, ocultar, adquirir, distribuir, tiver em depósito ou utilizar obra ou fonograma reproduzidos com fraude, com a finalidade de vender, obter ganho, vantagem, proveito, lucro direto ou indireto, para si ou para outrem, será solidariamente responsável com o contrafator, nos termos dos artigos precedentes, respondendo como contrafatores o importador e o distribuidor em caso de reprodução no exterior.
A transmissão e a retransmissão, por qualquer meio ou processo, e a comunicação ao público de obras artísticas, literárias e científicas, de interpretações e de fonogramas, realizadas mediante violação aos direitos de seus titulares, deverão ser imediatamente suspensas ou interrompidas pela autoridade
187WILLINGTON, João & OLIVEIRA, Jaury N. de. A nova lei brasileira de direitos autorais. Rio de Janeiro: Lumem Júris Ltda, 1999. p.203.
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judicial competente, sem prejuízo da multa diária pelo descumprimento e das demais indenizações cabíveis, independentemente das sanções penais aplicáveis; caso se comprove que o infrator é reincidente na violação aos direitos dos titulares de direitos de autor e conexos, o valor da multa poderá ser aumentado até o dobro.
A sentença condenatória poderá determinar a destruição de todos os exemplares ilícitos, bem como as matrizes, moldes, negativos e demais elementos utilizados para praticar o ilícito civil, assim como a perda de máquinas, equipamentos e insumos destinados a tal fim ou, servindo eles unicamente para o fim ilícito, sua destruição.
Independentemente da perda dos equipamentos utilizados, responderá por perdas e danos, nunca inferiores ao valor que resultaria da aplicação do disposto no art. 103 e seu parágrafo único, quem:
a) alterar, suprimir, modificar ou inutilizar, de qualquer maneira, dispositivos técnicos introduzidos nos exemplares das obras e produções protegidas para evitar ou restringir sua cópia;
b) alterar, suprimir ou inutilizar, de qualquer maneira, os sinais codificados destinados a restringir a comunicação ao público de obras, produções ou emissões protegidas ou a evitar a sua cópia;
c) suprimir ou alterar, sem autorização, qualquer informação sobre a gestão de direitos;
d) distribuir, importar para distribuição, emitir, comunicar ou puser à disposição do público, sem autorização, obras, interpretações ou execuções, exemplares de interpretações fixadas em fonogramas e emissões, sabendo que a informação sobre a gestão de direitos, sinais codificados e dispositivos técnicos foram suprimidos ou alterados sem autorização.
Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade da seguinte forma:
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a) tratando-se de empresa de radiodifusão, no mesmo horário em que tiver ocorrido a infração, por três dias consecutivos;
b) tratando-se de publicação gráfica ou fonográfica, mediante inclusão de errata nos exemplares ainda não distribuídos, sem prejuízo de comunicação, com destaque, por três vezes consecutivas em jornal de grande circulação, dos domicílios do autor, do intérprete e do editor ou produtor;
c) tratando-se de outra forma de utilização, por intermédio da imprensa, na forma a que se refere o inciso anterior.
A execução pública feita em desacordo com os arts. 68, 97, 98 e 99 da Lei dos Direitos Autorais, sujeitará os responsáveis a multa de vinte vezes o valor que deveria ser originariamente pago.
Pela violação de Direitos Autorais nos espetáculos e audições públicas, realizados nos locais ou estabelecimentos a que alude o art. 68, seus proprietários, diretores, gerentes, empresários e arrendatários respondem solidariamente com os organizadores dos espetáculos.
Rui Stoco188, destaca a proteção do autor no plano civil:
No Plano civil a proteção do autor se faz através do mecanismo de inibição do contrafator, ou seja, daquele que copia obra alheia, a divulga como sua, coloca no mercado, extrai parte expressiva de outrem e a publica, divulga ou comercializa em nome próprio ou alheio e outras práticas previstas e coibidas pela Lei de regência,que define como obras intelectuais protegidas as criações de espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como aquelas discriminadas exemplificativamente no art. 7.° da Lei 9.610/98.
Mas essa Lei prevê não só a apreensão e eventual destruição da obra, mas também a obrigação de reparar o dano de natureza material ou moral.
Vejamos um dos casos que abrange a proteção de Direto Autoral na jurisprudência:
188STOCO, Rui. Tratado de responsabilidade civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004. p. 807.
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“DIREITO AUTORAL. RADIODIFUSÃO DE MÚSICA AMBIENTE.
SOCIEDADE EMPRESÁRIA QUE, POR FORÇA DE SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, OBTEVE CONTRA O ECAD DECISÃO QUE IMPEDE ESTE ÚLTIMO DE COBRAR DE SEUS CLIENTES PELA EXECUÇÃO DA MÚSICA AMBIENTE EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS. EFICÁCIA E COISA JULGADA QUE ATINGEM OS TITULARES DE DIREITOS AUTORAIS REPRESENTADOS PELO ECAD NAQUELELITÍGIO.
EXCEPCIONALIDADE DA HIPÓTESE DOS AUTOS. REALIZAÇÃO DE CÓPIAPRIVADA LÍCITA. CARÁTER ABUSIVO DA NOTIFICAÇÃO A CLIENTES QUEADQUIRIRAM O SERVIÇO DE RADIODIFUSÃO. DANOS MORAIS DEVIDOS.(Processo 983357/RJ RECURSO ESPECIAL 2007/0217818-7, Relatora: Ministra NANCY ANDRIGHI , Órgão Julgador Terceira Turma, Data do Julgamento:03/09/09, Data da Publicação 17/09/09.)”189
E assim Rui Stoco 190acrescenta a proteção administrativa:
No plano administrativo a proteção do autor se faz através do registro no órgão próprio e destinado a esse fim, não obstante o art. 18 da Lei de Direitos Autorais estabelecer que “a proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.
Mas mostra-se evidente que a proteção a que se refere essa lei de regência circunscreve-se ao plano civil, de modo que a proteção administrativa e ressalva de direitos devem ser asseguradas através do registro no órgão público definido no caput e no § 1° do art. 17 da Lei 5.988, de 14.12.1973, conforme dispõe art. 19 da LDA, que faculta ao autor registrar sua obra.
No âmbito penal temos no Código Penal no título III capítulo I que trata dos crimes contra a Propriedade Intelectual, o artigo 184 pune a violação dos direitos de autor e dos que lhe são Conexos, visando a proteção da propriedade imaterial e intelectual, diante de várias situações elencadas nos 4 parágrafos.
No que tange a sanção aplicada nos casos de Programa de Computador Rui Stoco menciona:
O art. 12 da Lei 9.609, de 19.02.1998, protege a propriedade intelectual sobre programa de computador considerando crime punido com a pena de detenção de seis meses ou multa quem “violar direitos de autor de programa de computador“, tipo aberto que não descreve condutas, aceitando qualquer delas, comissivas ou omissivas, abarcando enorme gama de possibilidades, posto apresentar-se como norma penal em branco, cujo núcleo do tipo
189 Disponível em: < www.stj.gov.br> Acesso em: 19/09/2009.
190STOCO, Rui. Tratado de responsabilidade civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004. p. 807.
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deve ser preenchido por outra norma ou por outro instrumento legal que defina o que seja direito de autor de programa de computador.
No mesmo sentido tem se posicionado Luiz Otávio Pimentel:
A venda, a exposição à venda, introdução no Brasil, aquisição, ocultar ou ter em depósito, para fins de comércio, original ou cópia de programa de computador, produzido com violação de direito autoral, pode resultar na pena de reclusão de um a quatro anos e multa.
Nos crimes previstos acima, somente se procede mediante queixa do interessado. A exceção ocorre se o crime for praticado
Atualmente se fala muito em pirataria, e cada vez mais pessoas deixam de comprar obras, produtos de origem ilícita.
A cerca do assunto André Lipp Pinto Basto191 assevera:
A elaboração de um programa de computador é tarefa criativa, que demanda altos custos, exigindo profissionais altamente especializados. No entanto, sua reprodução é altamente simples, podendo ser realizada por qualquer usuário, o que dá margens ao que se convenciona chamar de “pirataria”. Esta atividade ilegal de apreensão da propriedade alheia deve ser reprimida pelas normas jurídicas. Estima-se hoje que a quantidade de cópias piratas hoje existentes chegue a 90% do total.
Existem formas de proteção do programa de computador no sentido de dificultar sua cópia, mas raramente são eficazes diante dos meios de cópia existentes. Podem ser colocadas “chaves” mecânicas, atreladas a uma parte do computador, bem como colocar códigos ou ainda utilizar-se da criptografia, que é um método de codificação do programa, que só pode ser descodificado e portanto copiado e utilizado por quem possua as senhas. E correto afirmar que existe este tipo de recurso antipirataria, mas em sendo ele ineficiente, cabe ao ordenamento legal dar amparo ao detentor do direito.
O índice de cópias piratas existentes é muito alto, por isso podemos perceber o quanto é importante a proteção de tais direitos, para diminuir e desencorajar as pessoas que reproduzem as cópias fraudulentas, hoje é muito difícil combater devido as grandes evoluções tecnológicas que facilitam para a realização dessas cópias, mesmo que não sejam com intuito direto de lucro mas para o simples uso.
191 LUPI, André Lipp Pinto Basto. Proteção jurídica do software: eficácia e adequação. Porto Alegre:
Síntese, 1998. p. 27.
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A cerca do assunto preconiza Rui Stoco192:
A reprodução ou utilização não autorizada de programa de computador constitui violação ao direito autoral, sujeitando-se o infrator a medidas repressivas e reparatórias, nos termos dos artigos 13 e 14 da Lei 9.609/98. É inadmissível a fixação do quantum indenizatório com base no proveito econômico supostamente obtido com a fraude, visto que, tendo sentido puramente punitivo, não se relaciona com o dano efetivamente sofrido pela vítima, pressuposto indeclinável da responsabilidade civil (TACMG – 6.ª C. – Ap.
306.615-1 – Rel. Dárcio Lopardi Mandes – j. 11.05.2000 – RT 788/403).
A jurisprudência tem se manifestado nesse sentido:
RECURSO ESPECIAL. DIREITO AUTORAL. PROGRAMAS DE COMPUTADOR. UTILIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE LICENÇA OU AUTORIZAÇÃO. CONTRAFAÇÃO. DANOS MATERIAIS. FIXAÇÃO.
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211. DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL RECONHECIDO EM PARTE. (Recurso Especial 2007/0229315-1, Relator: Ministro Fernando Gonçalves, Órgão Julgador: Quarta Turma, Data do Julgamento: 25/08/09, Data da Publicação 08/09/2009.)193
Neste terceiro capitulo foi abordado mais especificamente dos Direitos Autorais, foco principal desta pesquisa. Contudo foi abordado o que a lei protege, o que não protege, sobre os registros das obras e as sanções a violação desses direitos. Contudo, nota-se que para os Direitos Autorais, realmente não é obrigatório fazer o registro, de fato a publicação, já é o que torna a pessoa autora judicialmente, para a proteção basta a criação da obra. No caso de registro de Direitos Autorais e Conexos, esses poderão ser realizados no EDA (Escritório dos Direitos Autorais), na Escola de Música e na Escola de Belas Artes, e quanto aos Programas de Computador estes serão registrados no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), foi dado a este instituto a competência para tratar deste assunto através do Decreto n° 2.556/98.
É muito importante existir a proteção desses direitos, cujas violações existentes encontram-se diariamente presente, como por exemplo, nos casos de pirataria, como CDS que são reproduzidos e vendidos sem autorização, e com relação aos Programas de Computador, isso também ocorre muito, devido aos
192 STOCO, Rui. Tratado de responsabilidade civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004. p. 823.
193 Disponível em: < www.stj.gov.br> Acesso em: 19/09/2009.
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fortes meios de tecnologia que facilitam dessa maneira a pirataria, desta forma é imprescindível a proteção dos autores, criadores, inventores das devidas obras.
Portanto, não podemos nos deixar levar pelo pensamento de ser bom economizar comprando mercadorias falsificadas, devemos levar em consideração o trabalho que a pessoa obteve para criar, inventar a realização do mesmo, e quem não quer receber nada sobre o que criou tem a opção de autorizar o livre acesso.
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CONSIDERA ÇÕES FINAIS
Com base na presente investigação que teve como objeto principal pesquisar como são reconhecidos no Brasil a Propriedade Intelectual e os Direitos Autorais, com esta pesquisa foi possível comprovar que na antiguidade mesmo não existindo regularização da Propriedade Intelectual, de fato esse ramo do direito sempre existiu, pois esteve presente, desde as Invenções e descobertas feitas pelo homem, como um fato marcante na Idade dos Metais, onde o homem aprimorou o cobre obtendo o bronze, ou seja, toda criação é uma Propriedade do intelecto da pessoa que o fez, a própria cultura da palavra escrita é uma grande obra do intelecto, do homem. A proteção da Propriedade Intelectual não tinha interesse enquanto os objetos de criação eram feitos somente com o intuito de próprio uso.
Contudo, Johannes Gutenberg contribuiu muito para a evolução tecnológica, quando inventou a tipografia, facilitando a divulgação, das obras, surgindo assim, a necessiadade de proteção jurídica dos autores, para obterem remuneração, das suas obras que seriam reproduzidas e seriam utilizadas para cópias.
Observou-se que o maior marco da proteção legal da Propriedade Intelectual foi 10 de abril de 1.710, com o estatuto da rainha Ana da Inglaterra, nascia o Copyright. Os Direitos Autorais surgiram com mais enfase na Revolução Francesa, em 1789, com a defesa dos direitos individuais que teve muita importância, para os autores através do Copyright.
O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a regular os direitos de Propriedade Intelectual, desde o Alvará régio de 1809, que estabeleia que os inventores teriam a Propriedade protegida de suas descobertas.
O Direito Autoral assim como a Propriedade Industrial e o Cultivares são os três tipos de Propriedade Intelectual. Na presente pesquisa foi feita conceituções desses três ramos, com relação a Propriedade Industrial esta protege às Invenções, Modelo de Utilidade, Marcas, Desenhos Industriais, Indicação Geográfica, sendo regulamentada pela Lei 9.279/96, já o Cultivares a proteção é
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