América Europa Ásia Oceania África Eurásia
MOTIVAÇÕESRELACIONADAS A ESCOLHA DE DESTINOS TURÍSTICOS.
no marco denominado Turismo Cultural foram agregados Turismo Social, Turismo Cultural e Turismo Rural, pelo motivo de serem representativos de atividades similares.
O resultado dos dados da pesquisa em uma ordem do maior para o menor número de registro de preferências na escolha de destino turístico pela população pesquisada apresentou o seguinte: O Turismo de Esporte e Lazer com 40% dos registro, recebeu o maior número de preferência. O segundo lugar foi ocupado com o Turismo Cultural que registrou 30% dos registros. O terceiro e quarto lugares apresentam o Turismo de Intercâmbio com 15% dos registros e o Turismo de Negócios e Eventos com 9%. Os três últimos lugares na preferência dos entrevistados foram ocupados pelo Turismo de Compras com 4%, Turismo de Saúde com 2% e Outros (sem identificação) com 1%.
Vendas;
TURISMO DE ESPORTE
E LAZER (T. de … Vendas;
TURISMO CULTURA
L (T.
Social, T.
Cultura, … Vendas;
TURISMO DE INTERCÂ
MBIO;
14%; 14%
Vendas;
TURISMO DE NEGÓCIO
S E EVENTO…
Vendas;
TURISMO DE COMPRA S; 4%; 4%
Vendas;
TURISMO DE SAÚDE;
2%; 2%
Vendas;
OUTROS;
1%; 1%
TURISMO DE ESPORTE E LAZER (T. de Aventura, T.
Náutico, T. de Esporte, Ecoturismo, T. de Pesca, T.
de Sol e Praia)
TURISMO CULTURAL (T.
Social, T. Cultura, T. Rural)
O gráfico ao lado (gráfico nr 1.) trata sobre a escolha de destinos turísticos demonstra que 46% das escolhas foram direcionados para o continente Americano, sendo o continente com maior número de destinos escolhidos, liderando o ranking pela preferência dos entrevistados. Em segundo lugar de maior preferência na escolha vem a Europa com 21%, a Ásia com 19%, a Oceania com 9%, a África com 3%
e a Eurásia1 com o menor número de destinos dentre os escolhidos (2%).
Para identificar as motivações que levam as pessoas para a escolha de destinos turísticos, a pesquisa utilizou como referências os marcos conceituais ou “segmentação turística”, tendo como fonte o Ministério do Turismo. No marco denominado Turismo de Esporte e Lazer foram agregados Turismo de Aventura, Turismo Náutico, Turismo de Esporte, Ecoturismo, Turismo de Pesca e Turismo de Sol e Praia e
DIFICULDADES RELACIONADASA ESCOLHA DE DESTINOS TURÍSTICOS
26% 57%
13% 4%
FALTA DE DINHEIRO FALTA DE TEMPO
DESCONHECIMENTO DO IDIOMA PROBLEMA DE SAÚDE
A apresentação dos registros das dificuldades relacionadas a escola de destinos turísticos foram organizadas em dois grupos representados nos gráficos nr 3 e 4. O primeiro gráfico demonstra as dificuldades relacionadas a vontade e ações que depende diretamente do indivíduo que realiza a escolha de destino turístico e o segundo gráfico das dificuldades que independe da vontade e ação do indivíduo que realiza a escolha do destino turístico.
Dentre as dificuldades que representam impedimento relacionadas a vontade e ações que depende diretamente do indivíduo que realiza a escolha de destino está a falta de dinheiro com 57%, seguida de falta de tempo com 26% , desconhecimento do idioma predominante no local com 13% e problema de saúde com 4%. Dentre as dificuldades que independe da vontade e ação do indivíduo, foi identificado a problema com visto/autorização com 46%, seguida de falta de acompanhante com 18%, clima 18% e não autorizado pelos pais com 18%.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados da pesquisa proporcionaram acessar importantes dados. Foi possível conhecer que a preferência pelo destino para viajar, com o maior número de registro dentre os participantes da pesquisa teve como foco, lugares com ampla divulgação pela mídia, como por exemplo os Parques da Disney nos Estados Unidos e a histórica França. Também foi possível conhecer que as motivações com maior número de registros são as relacionadas ao turismo cultural em primeiro lugar, seguido do turismo de estudos e o turismo de intercâmbio. A falta de dinheiro e as dificuldades para requerer o visto/autorização receberam maior número de registros como responsáveis eu impedem os entrevistados de viajar.
A análise dos dados permitiu perceber que a identificação das dificuldades como a falta de dinheiro e o processo para requerer a solicitação de visto e ou autorizações para viajar, não foram impedimentos para expressar e manter viva e ativa a vontade de conhecer lugares sonhados e idealizados, os quais devem estar
46%
18%
18%
18%
PROBLEMA COM VISTO/AUTORIZAÇÃO FALTA DE ACOMPANHANTE
CLIMA
NÃO AUTORIZADO PELOS PAIS
inseridos nos pensamentos do dia a dia dos entrevistados, fazendo parte dos sonhos e dos projetos de vida almejados.
O presente projeto de pesquisa, foi construído em suas diferentes etapas durante o desenvolvimento da Disciplina de Pesquisa aplicada ao Turismo Hospitalidade e Lazer, no segundo ano do curso de Hospedagem em 2015., ministrada pela Profa. Isadora Balsini Lucio no Instituto Federal Catarinense- Campus Camboriú.
REFERÊNCIAS
BIGNAMI, R. V. de S. A imagem do Brasil no turismo: construção, desafios e vantagem competitiva. São Paulo: Aleph, 2002.
BRIZOLLA, T. Marcos Conceituais. Disponível em:
www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoe s/Marcos_Conceituais.pdf . Acesso em: 06 de mai, 2015.
GUNTHER, H. Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Esta É a Questão?.Psicologia: Teoria e Pesquisa. Brasília, v. 22, n. 2, p 201-210, Mai-Ago, 2006.
LOHMANN, G.; NETTO, A. P. Teoria do Turismo: Conceitos, Modelos e Sistemas.
São Paulo: Aleph, 2012.
OLIVEIRA, I. C. de; HARB, A. G. Gestão do turismo: como a imagem dos destinos turísticos pode influenciar a tomada de decisão do visitante. Uninorte. Amazonas, Jun, 2012.
O ENVOLVIMENTO DA SETUR COM O TURISMO NOS MUNICÍPIOS DE ITAPEMA E TIJUCAS
Tifany M. Vicente48; Annik G. Eger49; Francielen Habitzreuter50; Larissa R. Fernandes51
RESUMO
O presente estudo tem como objetivo identificar a percepção dos residentes dos municípios de Itapema e Tijucas em relação ao envolvimento da SETUR com o turismo. Da mesma forma, procurou-se conhecer a importância da contribuição da SETUR para o desenvolvimento do turismo nos municípios de Tijucas e Itapema, e descobrir se a população tem conhecimento sobre o órgão. Para alcançar os objetivos do estudo, seguiu- se a abordagem quantitativa, sendo que foram aplicados questionários junto à 100 residentes de Itapema e 85 de Tijucas. Ao final do projeto, obteve-se os resultados esperados, de que a população não tem ciência da SETUR ou de suas ações em prol do desenvolvimento do turismo.
Palavras-chave: SETUR, DESENVOLVIMENTO, TURISMO.
INTRODUÇÃO
Foi a partir da curiosidade de saber se SETUR e população andam unidos que iniciamos no ano de 2014 o estudo, que tem como objetivo principal conhecer a importância da contribuição do órgão para o desenvolvimento do turismo nos municípios de Tijucas e Itapema,, Identificar junto à comunidade suas percepções e conhecimento sobre a SETUR e verificar e compreender a contribuição da SETUR para o desenvolvimento do turismo junto aos colaboradores do órgão.
A participação do poder público no setor turístico ganha importância na razão de que cabe a ele, entre outras medidas, regular a atividade a fim de que ocorra um desenvolvimento econômico e sócio-cultural equilibrado. “A função do governo é um aspecto importante e complexo do turismo e envolve políticas e filosofias políticas.”
(LICKORISH; JENKINS, 2000, p. 2370). Considerando que políticas são “[...]
orientações específicas para a gestão permanente do turismo, abrangendo os inúmeros aspectos operacionais da atividade”, (BENI, 2000, p. 166), “Os espaços que tem um interesse para o desenvolvimento da atividade turística devem estar sujeitos a uma política que ordene, regule, promova, desenvolva e controle esta transformação para tal uso com um detalhado planejamento, onde se incluem os espaços rurais, próprios para a prática turística” (MONTEJANO, 1991, p. 213). Cabe à Secretaria de Turismo (SETUR) incentivar, difundir e promover a prática e o desenvolvimento da atividade turística no Município; zelar pelo patrimônio paisagístico e turístico; implementar ações que visem ao permanente controle da qualidade dos bens e serviços turísticos; elaborar, sistematicamente, pesquisas sobre oferta e demanda turística, analisando fatores de oscilação de mercado; e
48 Aluna do Curso Técnico em Hospedagem Integrado ao Ensino Médio do IFC Camboriú;
49 Aluna do Curso Técnico em Hospedagem Integrado ao Ensino Médio do IFC Camboriú;
50 Aluna do Curso Técnico em Hospedagem Integrado ao Ensino Médio do IFC Camboriú;
51 Mestre e Bacharel em Turismo e Hotelaria. Docente do IFC Câmpus Camboriú.
ainda, fomentar o intercâmbio permanente com outras cidades e exterior (SETUR de Itajaí, 20--?).
Ainda sobre a importância da SETUR, Coriolano, 2006, afirma que entre as estruturas institucionais instaladas no primeiro momento de gestão estadual como responsável pelos direcionamentos no turismo está a Secretaria de Turismo-SETUR, que passou a ocupar importante escalão na gestão pública. É papel da SETUR promover um desenvolvimento do turismo para o futuro e não só para o presente, por meio da criação de planos para que a atividade possa continuar se desenvolvendo.
A Secretaria Executiva de Turismo é o órgão da Prefeitura Municipal responsável pelo desenvolvimento do Turismo no Município. Tem como intuito planejar, elaborar e acompanhar políticas e estratégias de desenvolvimento da área para aumentar o potencial turístico da cidade. Neste contexto, são programas e metas da SETUR: a promoção turística nacional e a promoção turística internacional, a comunicação institucional e promocional; a captação de eventos; o apoio e administração de eventos; a conscientização turística da população; o programa de capacitação;
dentre outras diversas outras ações (RODRIGUES FILHO; MATIAS, 2007).
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Quanto aos objetivos, o projeto seguiu a abordagem quantitativa. “A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis e etc” (FONSECA, 2000, p. 20). Da mesma forma, adotou o caráter exploratório e descritivo. O levantamento foi o método utilizado para conhecer as impressões da população residente nos dois municípios, tornando possível, desta forma, alcançar os objetivos propostos.
Como procedimentos de coleta de dados, foram aplicados questionários junto à100 habitantes da cidade de Itapema e 85 habitantes de Tijucas, para descobrirmos se a população têm ciência da existência da SETUR, seus projetos e seu envolvimento junto ao turismo dos municípios.
No decorrer do estudo, a pesquisa bibliográfica subsidiou a análise de dados, bem como o maior entendimento sobre o tema.
RESULTADOS E DISCUSSÂO
Para facilitar o entendimento, faremos a leitura e análise dos dados, separadamente, iniciando com o município de Itapema.
Ao serem questionados se já tinham ouvido falar sobre a SETUR de Itapema, 76,7%
dos residentes do município responderam que sim e 23,3% responderam que não (Ilustração 01). A segunda questão tratou de identificar a percepção dos residentes
quanto à divulgação do órgão, sendo que 61,6% acredita que a Secretaria é divulgada, contra 38,4% que acredita que a divulgação não é realizada (Ilustração 02). Desta forma, percebe-se que a Secretaria de Turismo de Itapema vem fazendo um trabalho satisfatório quanto à informar os residentes sobre seu trabalho.
Ilustração 01 – Conhecimento sobre Ilustração 02 – Impressão sobre a
a SETUR divulgação da SETUR
76,7% SIM 61,6% SIM 23,3% NÃO 38,4 NÃO
Observa-se que 68,6% da população de Itapema considera a SETUR importante para o turismo, enquanto 31,4% discorda, considerando o órgão desnecessário para o desenvolvimento do turismo local. (Ilustração 03).
Ilustração 03 – Importância da SETUR
68,6% SIM
31,4% NÃO
O questionário ainda procurou identificar se a população teve acesso a algum tipo de material informativo sobre a SETUR, sendo que 68,6% teve, contra 31,4% que nunca recebeu um informativo/folder sobre o destino.
Quando indagados sobre o conhecimento de algum posto de informações turísticas em sua cidade, 30,3% das pessoas já tinha visto ou conhecido algum deste, e os outros 60,7% não tinham essa mesma informação. Também a serem questionados se conheciam algum projeto desenvolvido pela SETUR, apenas 12,2% da população possuia esse conhecimento, enquanto 87,8% não.
SIM NÃO Já tinham ouvido falar da SETUR
SIM NÃO Acham que a SETUR é divulgada em sua cidade
SIM NÃO Consideram a SETUR importante
Esse tipo de informação já era esperada, haja vista o entendimento por parte da equipe de pesquisa de que a grande maioria das pessoas sabia da existencia desse orgão, porém não têm conhecimento de suas ações, e projetos.
A seguir serão apresentados os dados obtidos por meio da aplicação do questionário nos residentes de Tijucas.
Pouco mais da metade (51,3%) dos habitantes da cidade de Tijucas tinham ciência da existência da Secretaria de Turismo (Ilustração 04). Os resultados sobre a divulgação da SETUR nessa cidade foram alarmantes, já que 91,3% da população acredita que o órgão não cumpre seu papel na divulgação da cidade (Ilustração 05).
Ilustração 04 – Conhecimento sobre Ilustração 05 – Impressão sobre a
a SETUR divulgação da SETUR
51,3% SIM 8,7% SIM 48,7% NÃO 91,3% NÃO
Como presente na Ilustração 06, a grande maioria da população (70%) acredita que na importância da SETUR para o desenvolvimente turístico da cidade.
Ilustração 06 – Importância da SETUR
70% SIM 30% NÃO
Quando indagados sobre o acesso a algum tipo de material de divulgação, 16,2%
afirmou que possui esse acesso, enquanto 83,8% não possui, o que nos diz que a gestão e a SETUR deveriam trabalhar melhor com a divulgação do turismo na cidade.
SIM NÃO Já tinham ouvido falar da SETUR
SIM NÃO Acham que a SETUR é divulgada em sua cidade
SIM NÃO Consideram a SETUR importante
Já sobre o conhecimento de algum posto de informações turisticas 51,3% da população possui essa ciência.
Como esperado, novamente 96,3% da população da cidade de Tijucas não conhecia nenhum dos projetos realizados pela Secretaria de Turismo do município, com apenas 3,7% da população tendo essa ciência.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante a realização da pesquisa, assumimos o desafio de buscar conhecer o envolvimento da SETUR com a população de Itapema e Tijucas, descobrir a quantidade de pessoas que conhece este órgão e sabe sobre sua atuação.
O desenvolvimento do tema nos permitiu, como alunas do curso técnico em Hospedagem, compreender quais os auxílios turísticos que a SETUR de nossa região nos propõe, e também conhecer um pouco mais sobre este órgão.
Por esta razão aplicamos questionários junto à comunidade das cidades envolvidas, sendo que os resultados mostraram que mais de 25% da população de Itapema e 45% da população de Tijucas não conhecia o órgão. No entanto, mesmo a maioria dos entrevistados tendo conhecimento sobre a existência do órgão, os mesmos não sabiam sobre as ações e projetos desenvolvidos, o que leva a crer sobre a necessidade de um trabalho mais intensificado de divulgação das secretarias junto à comunidade, até mesmo porque a população local é um dos principais envolvidos e interessados pelo turismo local.
Os resultados obtidos neste trabalho coincidiram com nossas expectativas iniciais, pois descobrimos que o órgão ainda hoje é pouco divulgado, muito embora tenha uma atuação de grande importância para o desenvolvimento econômico e regional.
REFERÊNCIAS
BENI, M.C. Analise estrutural do turismo. São Paulo: SENAC, 2000.
CORIOLANO, Luzia Neide Menêzes Teixeira. O turismo nos discursos, nas políticas e no combate à pobreza. São Paulo: Annablume, 2006.
FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002.
Apostila.
LICKORISH, Leonard J; JENKINS, Carson L. Introdução ao turismo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000.
MONTEJANO, J.M. Estrutura do mercado turístico. Madrid: Roca, 1991.
MUNICIPIO DE ITAJAÍ. Secretaria municipal de turismo. Disponível em:
<http://www.itajai.sc.gov.br/e/secretaria-turismo> Acesso em: 08/06/2015.
RODRIGUES FILHO, José; MATIAS, Kátia Cristinne de Oliveira. Tecnologias de informação e comunicação e a gestão pública do turismo: um estudo de caso da
SETUR/PMJP. Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, João Pessoa:
Editora da UFPE, v. 5,n 2, mai/ago 2007.
O PERFIL SOCIOECONÔMICO DO CICLOTURISTA DO CIRCUITO COSTA VERDE & MAR
Natasha Daffine de Abreu52; Bianca Beron Machado53; Lucas Aver Machado54; Roberta Raquel55.
RESUMO
O cicloturismo é uma modalidade de turismo que envolve o esporte, o lazer e, ao mesmo tempo busca o contato com a natureza e os costumes e hábitos locais. Contribuindo assim, para a preservação ambiental e cultural dos lugares. Dessa forma, é importante conhecer o sujeito que pratica essa modalidade. É nesse sentido que o presente trabalho tem como principal objetivo conhecer o perfil socioeconômico do cicloturista do Circuito de Cicloturismo Costa Verde & Mar, além de compreender a percepção socioambiental destes sobre o circuito. A pesquisa teve um caráter descritivo de perspectiva interpretativa, utilizou-se o questionário como instrumento de investigação. Foram realizadas 45 entrevistas com cicloturistas de várias regiões do Brasil. As informações nos permitiram traçar um perfil socioeconômico do cicloturista do circuito Costa Verde & Mar, realizar uma avaliação da infraestrutura, serviços e atrativos do circuito e compreender a relação entre o cicloturismo e desenvolvimento sustentável da região.
Palavras-chave: Cicloturismo, Bicicleta, Desenvolvimento Sustentável.
INTRODUÇÃO
A bicicleta vem ocupando um importante espaço no que se refere a discussão sobre a mobilidade urbana nas cidades, mas além de seu uso como meio de transporte ela também vem crescendo como um segmento turístico – mais conhecido como cicloturismo.
Cicloturismo aqui considerado, segundo Conti (2003), como uma prática do Ecoturismo, entendido como uma forma de desfrutar visitas a áreas naturais, promovendo ao mesmo tempo, sua conservação e apelando para o envolvimento das populações locais. Além disso, a nosso ver é uma tendência que fortalece outros segmentos, como o turismo rural, de aventura, cultural, gastronômico; é uma modalidade que permite o contato com a natureza e a experiência de conhecer e lugares que seriam imperceptíveis em outros meios de transporte diferentes da bicicleta. Porém, é um segmento turístico ainda pouco conhecido e divulgado. É nesse sentido que a pesquisa se mostra de extrema importância, pois objetiva conhecer o perfil socioeconômico dos cicloturistas, bem como a percepção destes sobre o ambiente natural e cultural do seu lugar de passagem, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável da região.
Hoje, o cicloturismo representa muito mais do que apenas uma forma eficiente e econômica de viagem. Em meio a crise climática, aos questionamentos éticos e econômicos sobre nosso atual estilo de vida, nossos métodos de produção e
52 Estudante do Ensino Médio, do Curso técnico em hospedagem integrado ao ensino médio, no Instituto Federal Catarinense Campus Camboriú. E-mail: [email protected];
53 Estudante do Ensino Médio, do Curso técnico em hospedagem integrado ao ensino médio, no Instituto Federal Catarinense Campus Camboriú.E-mail: [email protected];
54 Estudante do Ensino Médio, do Curso técnico em hospedagem integrado ao ensino médio, no Instituto Federal Catarinense Campus Camboriú. E-mail: [email protected];
55 Mestre em Geografia professora do Instituto Federal Catarinense do Campus Camboriú, e-mail: roberta@ifc- camboriu.edu.br.
hábitos de consumo, diante da busca constante e mais responsável por melhor qualidade de vida, novamente a bicicleta, através do cicloturismo, apresenta seu discurso revolucionário e libertário (Carvalho et alii apud Cavallari, 2015)
Atualmente no Estado de Santa Catarina há quatro circuitos de cicloturismo, sendo o Circuito de Cicloturismo Costa Verde & Mar – CCCV&Mar um deles.
Composto por dez municípios de Santa Catarina, de uma diversidade ambiental e cultural peculiar. O circuito é uma realização do Citmar – Consórcio Intermunicipal de Turismo da AMFRI (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí), tem como parceira a ACBC – Associação de ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú, que hoje faz sua administração técnica.
O cicloturismo é praticado por pessoas que apresentam o interesse por um modo diferenciado de viajar e conhecer lugares. Mostrando-se tanto como uma importante atividade econômica, tendo em vista os diversos segmentos turísticos que os cercam, quanto um segmento turístico sustentável, pois se orienta para áreas de significativo valor natural e cultural, resultando na conservação ambiental e das comunidades receptoras.
PERCURSO METODOLÓGICO
A fim de alcançar os objetivos da pesquisa elegemos um caráter descritivo de perspectiva interpretativa e utilizamos o questionário como instrumento. A pesquisa descritiva, de acordo com Gil (2010), tem como objetivo primordial a descrição das características de determinado grupo social e visa levantar opiniões, o que vem ao encontro de nosso objetivo. Também utilizamos da perspectiva interpretativa, que segundo Gil (2009), nas ciências humanas visa à compreensão dos fenômenos, e não a sua explicação, como nas ciências naturais, além de estar voltada para a interpretação da realidade vivenciada pelos indivíduos. Essa perspectiva nos possibilitou uma melhor interpretação da percepção dos cicloturistas sobre o patrimônio natural e cultural do circuito.
Escolhemos o questionário como instrumento de pesquisa, segundo Gil (2010) o questionário consiste basicamente em traduzir objetivos da pesquisa em questões específicas, onde as respostas irão proporcionar os dados requeridos.
Utilizamos questões abertas e fechadas, a primeira forma possibilitou ampla liberdade de resposta, apesar de dificultar um pouco a tabulação, nos permitiu uma maior interpretação, já as questões fechadas nos possibilitaram uma uniformidade de respostas o que facilitou o processamento das questões objetivas.
Foram respondidos 45 questionários, esse número é uma amostra – subconjunto da população pesquisada do universo de cicloturistas que realizaram o CCCV&Mar. Utilizamos uma amostragem não probabilística do tipo tipicidade, que segundo Gil (2010) consiste em selecionar um subgrupo da população que, com base nas informações disponíveis, possa ser considerado representativo. Porém, como não há um tamanho exato da amostra, entendemos que é um número bastante expressivo, considerando que entre os meses de dezembro de 2014 a maio de 2015 36 cicloturistas realizaram o circuito, conforme dados fornecidos pela AMFRI. Além disso, de acordo com Vieira (2009) o tamanho da amostra é
determinado mais por considerações reais ou imaginárias a respeito do custo de cada unidade amostrada do que por técnicas estatísticas.
A análise dos dados coletados foi realizada primeiramente por uma tabulação eletrônica através do programa Excel, após esse processo fizemos uma descrição dos dados, caracterizando assim o grupo, e finalizamos com a analise qualitativa.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A fim de facilitar a aplicação do questionário, tendo em vista que o público- alvo está disperso pelo território nacional, utilizamos o e-mail e a rede social, ou seja, denominado, de acordo com o Vieira (2009) como um questionário de autoaplicação, um procedimento recente, mas bastante vantajoso, pois os questionários são facilmente distribuídos, agilizando assim a coleta e o processamento dos dados. O questionário foi composto por 28 questões fechadas e 4 questões abertas, entre as questões fechadas estão: características socioeconômicas; opinião o uso da bicicleta; opinião sobre as condições do circuito.
Já as questões abertas estão relacionadas a percepção sobre a relação do cicloturismo e a preservação ambiental e cultural. Ao total 45 cicloturistas responderam o questionário.
A maioria 57% dos cicloturistas do CCCV&Mar são da região sul, sendo 22,2% da cidade de Balneário Camboriú. Entre os cicloturistas que responderam 68,89% são homens, uma realidade comum entre os usuários da bicicleta, mesmo que para outros motivos. Um pouco mais de 55% dos cicloturistas tem entre 34 e 45 anos, mas é importante salientar que 8,89% têm mais de 60 anos.
Em relação a escolaridade dos cicloturistas mais de 50% tem ensino superior, 31,11% tem pós-graduação e apenas 11,11% tem o ensino médio completo. Ou seja, na sua maioria esse segmento atrai pessoas com alto nível de escolaridade.
Realidade que também reflete na renda per capita, 24,44% dos cicloturistas que responderam recebem até R$ 2.000, 00 por mês, 20% recebe até R$ 5.000,00 por mês e 8,89% recebe até R$ 12.000,00 por mês (Gráfico 1)
Gráfico 1