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7.2 Plano de fogo

7.2.1 Execução do plano de fogo

Para execução do plano de fogo, apresentado na figura 15, foram executados 141 furos com comprimento médio de 8,34 metros, diâmetro de 2 1/2" e espaçamento entre os furos de 3,00 metros e afastamento de 1,50 metros (figura 16).

Figura 15. Perfuratriz trabalhando na execução dos furos para preparação do plano de fogo.

Nessa operação foi calculado o número de furos que o operador leva para fazer em uma hora de operação e o tempo total para fazer os 141 furos (tabela 1).

Tabela 1. Tempo médio para fazer um furo, e o tempo total para os 141 furos do plano de fogo.

Dias Furos Perfurando Deslocamento Total

1° Dia

1 00:05:30 00:07:50 00:13:20

2 00:06:45 00:12:05 00:18:50

3 00:05:50 00:08:30 00:14:20

4 00:05:30 00:07:30 00:13:00

5 00:07:50 00:10:20 00:18:10

2° Dia

6 00:08:30 00:08:40 00:17:10

7 00:08:15 00:07:25 00:15:40

8 00:09:00 00:05:10 00:14:10

9 00:07:50 00:06:20 00:14:10

10 00:11:50 00:09:30 00:21:20

Média 00:16:01 Furos no Total 141 Tempo Total 13:38:21

O tempo médio gasto para fazer um furo de 8,34 metros é de 16 minutos e 01 segundo. O tempo que foi necessário para fazer todos os 141 furos foi de 13 horas 38 minutos e 21 segundos.

Foi possível concluir que as condições mecânicas da perfuratriz e compressor são os problemas operacionais mais comuns, interferindo assim, na velocidade da perfuração. Também, furos inclinados são perfurados em velocidade menor. O fator humano altera o resultado final, como também a experiência do operador ou a falta de um ajudante para auxiliar na colocação e transporte das astes.

Analisando a tabela 1, nota-se que o 2° dia de trabalho levou mais tempo em média para fazer os furos. Isso pode ter acontecido devido ao desgaste das brocas e dos equipamentos.

7.3 Carregamento e transporte

A operação de carregamento do minério desmontado ocorre com auxílio de escavadeiras hidráulicas, o qual carrega o minério em caminhões basculantes com média de carga de 9 toneladas por viagem. Os caminhões carregados fazem o trajeto até a central de britagem, que está a uma distância média de 1.650 metros da Frente de Lavra II (figura 16). Os principais equipamentos necessários para essa operação na mina são apresentados na tabela 2.

Em algumas situações, quando ocorre uma venda de grande porte, a empresa utiliza mais um caminhão basculante, que normalmente é usado para entrega com capacidade de 15 toneladas para fazer o circuito Frente de Lavra - Britador e aumentar a produção.

A escavadeira hidráulica é também utilizada para quebrar blocos maiores, retirando a concha e colocando um martelo (rompedor) hidráulico para que os blocos fiquem com diâmetro da capacidade do britador.

Em períodos secos, o caminhão pipa é utilizado para umedecer as vias de tráfego de dentro da propriedade da pedreira e a estrada vicinal, que dá acesso à pedreira, que também é utilizada pela comunidade do Povoado Saco das Varas (figura 17).

Figura 16. Caminhão caçamba sendo carregado na Frente de Lavra II.

Tabela 2. Equipamentos utilizados no transporte e carregamento do minério até a unidade de britagem

EQUIPAMENTOS QUANTIDADE ATIVIDADE

Caminhão Basculante 2 Transporte do minério

desmontado

Escavadeira Hidráulica 1 Carregamento e desenvolvimento

Figura 17. Caminhão pipa umedecendo as vias de acesso.

Eventualmente, a empresa aluga equipamentos em caráter emergencial para execução de determinados trabalhos ou imprevistos. Os equipamentos listados na tabela 2 atendem a produção da mina.

Foi realizado um levantamento do tempo gasto em cada fase da operação de transporte e carregamento do minério da Frente de Lavra até a Unidade de Beneficiamento. Especificamente, foram realizadas 10 medições em dois dias de trabalho de cada fase da operação (tabela 3).

Tabela 3. Cálculo do tempo de transporte e carregamento da Mineração São Jorge.

TRANSPORTE E CARREGAMENTO / CIRCUITO FRENTE DE LAVRA - BRITADOR

Caminhões / Tempo Dias Medições Deslocamento Vazio

+ Manobra Carregamento Despejo no Britador

Deslocamento carregado + Manobra

Total

Caminhão Basculante Brejeira Branca

1° Dia

1 00:05:25 00:04:00 00:00:40 00:07:30 00:17:35

2 00:06:50 00:06:40 00:00:35 00:06:43 00:20:48

3 00:05:20 00:04:50 00:00:48 00:07:30 00:18:28

4 00:05:05 00:04:10 00:00:52 00:06:40 00:16:47

5 00:06:10 00:05:05 00:00:30 00:06:20 00:18:05

2° Dia

6 00:05:30 00:04:20 00:00:30 00:07:35 00:17:55

7 00:04:20 00:04:30 00:00:42 00:08:25 00:17:57

8 00:06:10 00:06:25 00:00:35 00:09:10 00:22:20

9 00:04:40 00:05:07 00:00:50 00:06:30 00:17:07

10 00:05:40 00:05:07 00:00:30 00:06:25 00:17:42

Caminhão Basculante Brejeira Bege

1° Dia

1 00:06:00 00:04:50 00:00:30 00:07:30 00:18:50

2 00:05:25 00:03:55 00:00:33 00:06:50 00:16:43

3 00:06:00 00:05:30 00:00:45 00:06:15 00:18:30

4 00:05:15 00:06:20 00:00:30 00:06:25 00:18:30

5 00:05:50 00:04:20 00:00:35 00:07:30 00:18:15

2° Dia

6 00:06:50 00:05:10 00:00:45 00:06:30 00:19:15

7 00:06:20 00:04:20 00:00:32 00:06:10 00:17:22

8 00:04:20 00:05:20 00:00:48 00:08:30 00:18:58

9 00:04:30 00:03:40 00:00:40 00:05:50 00:14:40

10 00:05:40 00:04:10 00:00:28 00:08:00 00:18:18

Média 00:05:34 00:04:53 00:00:38 00:07:07 00:18:12

Analisando a tabela 3 acima é possível concluir que:

1. Há uma ociosidade na operação de carregamento e transporte.

2. Considerando que os caminhões caçamba utilizados na operação possuem o mesmo volume de caçamba, e transporta em média 9 toneladas de minério por viagem, pode-se observar que apenas 2 caçambas trabalhando nessa operação não são suficiente para atender a demanda da unidade de britagem.

3. A escavadeira está com um tempo ocioso de 8 minutos e 26 segundos aguardando os caminhões caçambas retornarem da central de britagem.

4. O britador processa em média 120 toneladas por hora, sendo então, são processadas 9 toneladas de cada caminhão em 4 minutos e 30 segundos.

5. O tempo ocioso do britador é de 8 minutos e 12 segundos, por ciclo de viagens dos caminhões.

7.4 Processo de britagem

As operações de beneficiamento são puramente mecânicas e consistem em britagem primária, secundária e rebritagem, em uma ou duas etapas. Estas podem ser realizadas a seco ou a úmido. O britador primário, de mandíbulas, faz a britagem dos matacões, e neste ocorre lavagem da pedra para a diminuição de material pulverulento durante a fragmentação e classificação da rocha.

No caso de ocorrer lavagem, as partículas menores são estritamente produzidas nas fases seguintes e são isentas de quaisquer impurezas anteriores, tais como capeamento, matéria orgânica, dentre outras.

O britador secundário é do tipo cônico, sendo atualmente usado na tentativa de reduzir a lamelaridade do agregado e a produção de excesso de finos.

O transporte de brita entre os britadores, e/ou rebritadores, é feito normalmente por um sistema de correias transportadoras sempre procurando aproveitar o desnível topográfico para economia na planta de beneficiamento. Para diminuir o pó em suspensão, gerado pela atividade de britagem, serão utilizados

sistemas de aspersores de água, instalados nas bocas dos britadores e nas correias transportadoras.

Os equipamentos utilizados são (figura 18):

 01 alimentador vibratório

 01 britador de mandíbulas primário - BP (marroeiro). Fabricante FURLAN 90x70, capacidade máxima de 160 t/h;

 01 britador cônico secundário - BS. Fabricante GNA 980, capacidade de 160 t/h;

 02 decks de peneiras vibratórias classificadoras primárias (03 telas de 3,00 x 1,20 metros, delimitando a granulometria);

 07 correias transportadoras.

Figura 18. Planta baixa da Unidade de Beneficiamento da Pedreira São Jorge.

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